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A IDEIA DO INFINITO

Faz tempo que não coloco aqui uma poesia – que tristeza!

Esta, atribuída a CRUZ DE SOUZA (1862 – 1898), encontrei no Site

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/cruz-de-souza/a-ideia-do-infinito.php

onde também encontrarão uma pequena biografia do Autor, filho de negros alforriados pelo Marechal Guilherme Xavier de Sousa, que também lhe deu a melhor educação. Ao final do texto poético é indicado “Fonte: www.dominiopublico.gov.br”. Fui lá, porém (acho que compliquei) não achei nenhuma obra deste Poeta.

À distinta e laureada atrizinha Julieta dos Santos

“…A fama de teu nome,
a inveja não consome, o tempo não destrói!…
(Dr. Symphronio)

Era uma coluna de artistas!… Ao lado Tasso
Medindo as múltiplas conquistas

Co’as amplidões do espaço!…

Seguia-se João Caetano
Embuçado da glória no divinal arcano!…
Depois Joaquim Augusto
Altivo, sobranceiro, erguido o nobre busto.

Depois Rachel, Favart, Fargueil, a espadanar[i]
Nas crispações homéricas da arte,

Constelações azuis por toda a parte!

E em suave ondulação os astros
Vão de rastros
Roubar mais luz às rúbidas[ii] auroras!… Quais precursoras
Do mais ingente e mago dos assombros,

Do orbe imenso nos calcáreos ombros,
Rola um dilúvio, um grande mar de estrelas
Que lançam chispas cambiantes, belas!…

Há um estranho amalgamar de cousas

Como os segredos funerais das lousas
Ou o rebentar de artérias
– Ou o esgarçar de brumas,

Negras, cinérias[iii]
– Ou o referver de espumas,

Nas longas praias
Alvinitentes, mádidas[iv], sem raias.
Do brônzeo espaço,

Das fibras d’aço
Como que desloca-se um pedaço
Que vai ruir com trépido sarcasmo
Nas obumbradas regiões do pasmo…
– O Invisível
Geme uma música, lânguida, saudosa,

Que vai sumir-se na entranha silenciosa do impassível!
– O Imutável
– O Insondável
La vão cair no seio do incriado. E o bosque irado
A soletrar uns cânticos titânios
Lança nos crânios
Aluvião de auras epopeias
Tétricas ideias!…
E o pensamento embrenha-se nos mares
E vê colares
De níveas pérolas, límpidas, nitentes[v]
E vê luzentes
Conchas e búzios e corais, — ondinas[vi]
Que peregrinas
Aspásias são de lúcida beleza,
De moles formas, desnudadas, brancas
Sendo a primesa[vii]
Dessas paragens hiemais[viii] e francas!…
– Ou quais Phrynés[ix]
A quem aos pés
O mundo em ânsias, reverente adora
E chore e chora!!…
………………………………………………………….

Mas a ideia o pensamento insano
As asas bate em busca de outro arcano[x],

E o manto rasga do horizonte eterno
Vai ao superno[xi]
Ao Criador, ao Menestrel dos mundos!

E n’uns arroubos, rábidos[xii], profundos

Em luta infinda
– Oh! quer ainda
Quer escalar o templo do impossível,
Bem como um raio abrasador, terrível!…
Quer se fartar de maravilhas loucas,

Quer ver as bocas
Dos colossais Antheus[xiii] da eternidade!…

Quer se fartar de luz e divindade
E de saber,
Depois jazer
Nas invisíveis cobras do insondável,
Bem como um verme, mísero, imprestável!…
– Ou quer ousado
Descortinar os crimes do passado

E apalpar as gerações dos Gracos Dos Espartanos
E dos Troianos E dos Romanos, Dos Sarracenos E dos Helenos,

E esbarrar nesse montão de ossos
Por esses fossos
Tredos[xiv], medonhos, sepulcrais e frios
Onde sombrios
Andam espíritos de pavor, errantes
E vacilantes
Como a luzinha das argênteas lampas,
Lentos e lentos através das campas!…
…………………………………………………………

Mas a ideia, o pensamento audaz
Quer ainda mais!…
Quer do ribombo do trovão pujante

Já n’um esforço adamastório, tredo

Embora a medo,
– O atroz segredo
Com que ele faz a terra palpitante!…

E quer dos ventos
Dos elementos
Quer do mistério a solução! — Nas trevas
Hórridas, sevas,

A gargalhada
Ríspida, negra irônica, pesada,

Estruge enfim, da morte legendária,
E a ideia vária
Ainda n’isso ousando penetrar,

Tenta sondar!…
E em vão, em vão
A mergulhar-se em tanta confusão
Não mais compreende
– O que saber pretende!… Assim, oh! gênio,
Na ofuscadora auréola do proscênio[xv]
Não sei se és astro, se és Esfinge ou mito,

Se do infinito
Possuis o encanto, os esplendores grandes,

Ou se dos Andes
Águia tu és, ou és condor divino,
– Ou és cometa de cuja cauda enorme
É multiforme
Só lágrimas de prata
Ou mesmo se desata
Um vagalhão de palmas, diamantino!!…

Minh’alma oscila e até na fronte sinto Medonho labirinto,
Estúpida babel,

E vou cair, revel[xvi]
No pélago sem fim dos nadas materiais!…

E como os racionais
Eu fico a ruminar ainda umas ideias
De erguer-te, o novo Talma
Um trono singular, mas feito de — Odisséias
De brancas alvoradas, Olímpicas, nevadas,
Dos êxtases magnéticos, nervosos de minh’alma!


[i] Aurélio:  espadanar

[De espadana + -ar2.] Verbo transitivo direto. 1.Cobrir de espadanas [v. espadana (6)].
2.Deixar cair em borbotões; soltar, lançar.
Verbo intransitivo.

3.Jorrar ou rebentar em espadanas; sair em borbotões; repuxar.

[ii] Aurélio: rúbido [Do lat. rubidu.] Adjetivo. Poét. 1.V. rubro (1).
“Do fogo… saem faúlhas rúbidas” (Martins Fontes, A Dança, p. 87); “A prumo atira o Sol as frechas rúbidas, / Sobre a vasta campina!” (Bulhão Pato, Livro do Monte, p. 101).

[iii] Aurélio: cinéreo [Do lat. cinereu.] Adjetivo. 1.Poét. V. cinzento (1):
“pareceu-me um pouco de cinza, da pulverulência talvez, ou do cinéreo pólen de alguma flor obscura, ou do que quer que a isso se assemelhava.” (Raimundo Correia, Poesia Completa e Prosa, p. 591). ~ V. luz —a.

[iv] Aurélio: mádido [Do lat. madidu.] Adjetivo. 1.Poét. Umedecido, orvalhado.

[v] Aurélio: nitente1 [Do lat. nitente, part. pres. de nitere, ‘resplandecer’, ‘luzir’.] Adjetivo de dois gêneros.
1.Que resplandece; brilhante, luzidio, nítido: “A folha / Luzente / Do orvalho / Nitente / A gota / Retrai” (Gonçalves Dias, Obras Poéticas, II, p. 234).

[vi] Aurélio: Ondina [Do lat. undine, pelo fr. ondine.] Substantivo feminino. 1.Mit. Cada um dos gênios ou ninfas das águas, entre os antigos povos germânicos e escandinavos. [Cf. náiade (1).]

[vii] Seria “primeva” – Aurélio: primevo [do lat. primaevu.] Adjetivo. 1.Relativo aos tempos primitivos:  “na história primeva de São Paulo, quase tudo se apresenta provisório, devido à documentação escassa, quase ilegível” (Aureliano Leite, Pequena História da Casa Verde, p. 37).  2.Antigo, primitivo:  “uma alma amante das lendas primevas” (Afonso Arinos, Pelo Sertão, p. 64).

[viii] Aurélio: hiemal [Do lat. hiemale.] Adjetivo de dois gêneros. 1.V. hibernal. 2.Biol. Diz-se de organismo que prospera no inverno.

[ix] Wikipedia: Phryne ( /ˈfrni/Ancient Greek: Φρύνη) was a famous hetaera (courtesan) of Ancient Greece (4th century BC).

[x] Aurélio: arcano [Do lat. arcanu.]
Substantivo masculino. 1.Segredo, mistério. 2.Lugar recôndito: “esconder nos recônditos arcanos de sua alma o amor e o nome del-rei” (Camilo Castelo Branco, A Filha do Regicida, p. 39).
Adjetivo. 4.Oculto, encoberto. 5.Misterioso, secreto: “no ençalco da ventura, / …. a arcana / Pedra filosofal busca, procura!” (Raimundo Correia, Poesias, p. 271).

[xi] Aurélio: superno [Do lat. supernu.] Adjetivo. 1.Muito elevado; superior: “Se acaso és a visão excelsa e grave, / Que antevejo num lúcido e superno / Sonho, bem-vindo sejas neste instante!” (Leopoldo Brígido, Poemas do Tempo, p. 70.) 2.Fig. Muito bom; ótimo, excelente. [Sin. ger.: supernal.]

[xii] Aurélio: rábido [Do lat. rabidu.] Adjetivo. 1.V. raivoso (2): “Rábido o sol uivasse, uivasse o norte, / Chamejasse o verão, nevoasse o inverno, / Imutável no todo, augusto e forte. // O mesmo eu via! Era só ele eterno!” (Alberto de Oliveira, Poesias, 3a série, p. 294.)

[xiii] Wikipédia: In Greek mythologyAntheus was: A surname of Dionysus

[xiv] Aurélio: tredo (ê). [De or. incerta.] Adjetivo. 1.Em que há traição; traiçoeiro: golpe tredo.
2.Falso, traiçoeiro: “Era alta noite, Caudaloso e tredo, / Entre barrancos espumava o rio” (Fagundes Varela, Poesias Completas, I, p. 145).

[xv] Aurélio: proscênio [Do gr. proskénion, pelo lat. prosceniu.] Substantivo masculino.
1.Nos antigos teatros gregos e romanos, e também no teatro elisabetano e demais palcos antigos, o espaço de maior dimensão compreendido entre a cena e a orquestra (ou a plateia), e onde se verificava a maior parte da ação dramática.
2.A parte anterior do palco italiano (q. v.), de menor dimensão, que vai do pano de boca até o limite com a orquestra ou a plateia: “Fundo branco em geral, nos tectos e caixas dos camarotes, e fundo azul-celeste nas pilastras do arco do proscênio” (João Francisco Lisboa, Obras, IV, p. 603).
3.P. ext. Palco, cena. [Sin. ger.: antecena.]

[xvi] Aurélio: revel [Do lat. rebelle.] Adjetivo de dois gêneros. 1.Que se revolta; insurgente, rebelde.
2.Teimoso, obstinado, contumaz, rebelão. 3.Que recusa afeto ou carinho; esquivo, esquivoso.
4.Diz-se do réu que, citado para responder a uma ação civil ou penal, não apresenta defesa no prazo da lei, correndo, então, contra ele todos os demais prazos, independentemente de notificação ou intimação.
Substantivo de dois gêneros. 5.Réu, ou ré, revel. [Pl.: revéis.]

A noite foi fria,

Preguiçoso nasce o dia:

Mostra o campo branco. 

O Aranhol

Gustavo de Paula Teixeira (1881 – 1937) é poeta nascido em São Pedro (SP). Obtive no Site

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/sao_paulo/gustavo_teixeira.html#topo

este belo poema. Apreciem.

 

O ARANHOL[i]

Entre bromélias, junto à quérula[ii] torrente
Que do plaino em que habito um longo tracto[iii] banha,
Num contínuo labor, uma operosa aranha
Fia o rico enxoval de noiva, sutilmente.

O tecido brumal, que nunca se emaranha,
É feito de um só fio, um tênue fio albente[iv],
Que vai, de volta em volta, ininterruptamente,
Tramando o brocatel de contextura estranha…

 

Quando o sol se levanta enviando olhares d´oito
E a aranha, distendendo a fibra, no tesoiro
Da renda leve embala as ilusões raiosas,

Na teia, que, filtrando orvalho, oscila e pende,
A luz, que se refrange em cada gota, acende
Uma aurora boreal de pedras preciosas!


[i] (Aurélio): Lugar onde há teias de aranha, onde as aranhas se recolhem; aranheiro.

[ii] (Aurélio): Queixoso, lamentoso, plangente:

[iii] (Aurélio): Espaço de terreno; região.

[iv] (Aurélio): V. alvejante (2).

 

Haikai

Estava ansioso para colocar no blog estes dois haicais:

O gado mugindo.

O sol brilha no outeiro.

Salve o novo dia!

 

Na manhã chuvosa

No pasto mais que molhado

O gado se farta.

Mas para enriquecer um pouco esta postagem, tomo a liberdade de trazer alguma informação sobre este modesto gênero literário, mostrar a genialidade de alguns autores e indicar alguns Sites onde poderão se deliciar com composições delicadas e inteligentes.

Vamos lá:

Haikai (Haiku ou Haicai?) é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco caracteres japoneses (totalizando sempre cinco sílabas), e sete caracteres na segunda linha (sete sílabas). [1].

Em japonês, haiku são tradicionalmente impressos em uma única linha vertical, enquanto haiku em Língua Portuguesa geralmente aparecem em três linhas, em paralelo[2]. Muitas vezes, há uma pintura a acompanhar o haicai (ela é chamada de haiga). “Haijin” é o nome que se dá aos escritores desse tipo de poema, e principal haijin (ou haicaísta), dentre os muitos que destacaram-se nessa arte, foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer do haikai uma prática espiritual.

Haikai no Brasil

Segundo Mr.Hoigays (1988), o primeiro autor brasileiro de Haicai foi Afrânio Peixoto, em 1919, através de seu livro Trovas Populares Brasileiras, …

…Quem o popularizou, porém, foi Guilherme de Almeida, com sua própria interpretação da rígida estrutura de métrica, rimas e título. No esquema proposto por Almeida, o primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo verso possui uma rima interna (A 2ª sílaba rima com a 7ª sílaba). A forma de haikai de Guilherme de Almeida ainda tem muitos praticantes no Brasil.

Outra corrente do haikai brasileiro é a tradicionalista, promovida inicialmente por imigrantes ou descendentes de imigrantes japoneses, como H. Masuda GogaTeruko Oda. Esta corrente define haikai como um poema escrito em linguagem simples, sem rima, estruturado em três versos que somem dezessete sílabas poéticas; cinco sílabas no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro. Além disso, o haikai tradicional deve conter sempre uma kigo. Estas são palavras ou frases, utilizadas na poesia japonesa, que têm uma associação com uma estação do ano. (Ex.: “sakura”, “flor de cerejeira”, é associada à Primavera).

Como fonte nipônica do ainda haiku, em sua forma original, GOGA [3] atribui aos imigrantes japoneses, que começa com a chegada do navio Kasato Maru ao porto de Santos em 18 de junho de 1908. Nele estava Shuhei Uetsuka (1876-1935), um bom poeta de haiku, conhecido como Hyôkotsu. Consta ter sido a sua primeira produção, momentos antes de chegar ao porto de Santos, o seguinte haiku:

A nau imigrante

chegando: vê-se lá do alto

a cascata seca.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Haikai

Algumas coisas bonitas:

Do Site: http://recantodasletras.uol.com.br/haikais


No quintal vizinho
canta preso um sabiá_
amanhece o dia.

Celina Figueiredo

Tocam-se os bicos
os pássaros em namoro,
pousados no fio.

Reneu do Amaral Berni

Não me comoveu

A morte daquela noite.

O galo cantou

Saulo Mendonça

http://www.fisica.ufpb.br/~romero/port/ga_hkbrasileiros.htm

Se gostaram, visitem também:

http://www.sobresites.com/poesia/haikai.htm

http://sitiodoshaikais.blogspot.com/search/label/haicais

http://www.nippobrasil.com.br/zashi/haicai.html

Se adoraram, façam uma busca na Internet (hehehehehe….), onde encontrarão centenas de links sobre esta forma poética. O que me espanta é que se desde 1919, com Afrânio Peixoto, o Haikai existe no Brasil, por que não me falaram sobre ele no grupo escolar, no ginásio ou no colégio? Só vim a conhecê-lo, por acaso, há 2 ou 3 anos – Gostei!

 

Velhas Árvores

Convido OLAVO BILAC para enriquecer o meu blog:

 

Olha estas velhas árvores, — mais belas,

Do que as árvores mais moças, mais amigas,

Tanto mais belas quanto mais antigas,

Vencedoras da idade e das procelas . . .

 

O homem, a fera e o inseto à sombra delas

Vivem livres de fomes e fadigas;

E em seus galhos abrigam-se as cantigas

E alegria das aves tagarelas . . .

 

Não choremos jamais a mocidade!

Envelheçamos rindo! envelheçamos

Como as árvores fortes envelhecem,

 

Na glória da alegria e da bondade

Agasalhando os pássaros nos ramos,

Dando sombra e consolo aos que padecem!

 

Dúvida cruel!

No cimo d’outeiro

Duas espécimes estavam.

Serão vacas ou não?

 

Parece-me que sofrimento é a matéria prima dos poetas, mas para ilustrar o tema, coloco aqui apenas dois bardos.

VELHO TEMA

Só a leve esperança, em toda a vida,

Disfarça a pena de viver, mais nada;

Nem é mais a existência, resumida,

Que uma grande esperança malograda


O eterno sonho da alma desterrada,

Sonho que a traz ansiosa e embevecida,

É uma hora feliz, sempre adiada

E que não chega nunca em toda a vida.


Essa felicidade que supomos,

Árvore milagrosa que sonhamos

Toda arreada de dourados pomos[i],


Existe sim, mas nós não a alcançamos

Porque está sempre apenas onde a pomos

E nunca apomos onde nós estamos.

Vicente de Carvalho

ILUSÕES DA VIDA

Quem passou pela vida em branca nuvem

E em plácido repouso adormeceu;

Quem não sentiu o frio da desgraça,

Quem passou pela vida e não sofreu:

Foi espectro de homem, não foi homem,

Só passou pela vida, não viveu.

Francisco Otaviano

E chega de falar em sofrimento. Ou melhor, só mais uma observaçãozinha minha, que não me deixa calado. Quanta coisa mais do que importante aprendemos sobre o sofrimento. Mas fico pensando. . . Estou aqui diante de um monitor, pesquisando, conjecturando, curtindo textos inteligentes e bem escritos, poesias,  e, quando bate a fome, tenho o que comer; quando bate o sono, tenho cama aconchegante; quando me canso tenho boa companhia. . .E você aí, diante de um monitor também. Mas como dialogar sobre tanta coisa interessante sobre o sofrer humano com u’a mãe esquálida que traz no colo o filho macilento, menos do que isto, pedaços de ossos recobertos por pele seca e mal cheirosa, consequência de ‘desentendimentos’ religiosos ou étnicos ou de ganância mesmo de PODEROSOS. . .

Há!: . . . e parece que a opção “não nascer” não está disponível.

“…porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos. Isaías 55:9

ESPERO CONTINUAR


[i] 1.Bot. Fruto complexo, carnoso e indeiscente, com a parte central subdividida em lojas (v. loja2) coriáceas correspondentes ao número de carpelos, e em cuja constituição toma parte, além do ovário, o receptáculo, que forma a porção carnosa comestível. Ex.: a maçã, a pera, o marmelo. (Aurélio)

Voo matinal

Espetacular:

O voo sincronizado

De brancas garças.

Sinto-me feliz!

Sinto-me feliz:

Com o canto da seriema,

Revivendo a infância.

Há a luz do Sol

Há a luz do sol.

E a palma feliz farfalha,

pois o vento sopra.

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