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Reproduzo artigo oportuno e esclarecedor sobre o momento político do País, conduzido por guerrilheiros disfarçados.

 

Revanchismo em Nome do Poder

 

Revanchismo em Nome do Poder

Lino Tavares

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Essa crise envolvendo o governo e os inativos das Forças Armadas deve-se fundamentalmente à uma mentira sustenta na mídia e nos meios políticos, segundo a qual se afirma que a volta do Brasil à plenitude democrática é fruto de uma vitória das forças que se opunham ao “Regime Militar”. Isso não é e nunca foi expressão da verdade. Nessa queda de braço,  não houve vencidos nem vencedores, mas tão somente uma redemocratização pacífica e conciliatória, sob a égide de uma Anistia ampla, total e irrestrita, que agora uma minoria radical tenta desrespeitar, movida pela torpez de um revanchismo que chega às raias da bestialidade.

O único combate que existiu  no decorrer daquele período de governo foi o das forças legais contra os grupos clandestinos da extrema esquerda, que, pela ação terrorista urbana ou amotinados na região do Araguaia, desafiavam as autoridades constituídas, com o fito de desestabilizá-las, tornando-as  vulneráveis à ação do Movimento Comunista Internacional, que tencionava atrelar o Brasil aos ditames de Moscou.

Hoje, sob uma ótica equivocada, supondo a existência de  homens derrotados na figura de militares e agentes das forças legais que os derrotaram, antigos traidores pátrios da época, encastelados no poder, conquistado em  eleições viciadas e nomeações politiqueiras,  imaginam  ser os “reis da cocada preta” e tentam,  ao arrepio da lei ,  vingar a derrota sofrida no tempo da Guerra Fria, pelo emprego das ferramentas do poder, como se elas fossem  a “foice e martelo”,  que tentaram  empunhar em vão para ceifar a nossa soberania e pregar na cruz a nossa liberdade religiosa.

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Lino Tavares é jornalista diplomado, colunista na mídia gaúcha e catarinense, integrante da equipe de comentaristas do Portal Terceiro Tempo da Rede Bandeirantes de Televisão, além de poeta e compositor


https://mail.google.com/mail/?tab=wm#inbox/135e329d8730557d

Hoje vi, pela TV, a presidentE Dilma Rousseff  passeando pela Bulgária, com seu séquito de puxa-sacos, às custas do valoroso povo brasileiro. Fez me lembrar uma notícia que vi ontem na Folha-Uol (4/10/2011) sobre um artigo publicado no “Financial Times” mencionando alguns pronunciamentos da preclara presidentE.  Vejam uns trechinhos:

O jornal “Financial Times” publicou ontem, em sua versão digital, um artigo intitulado “Dilma: Agony Aunt to the European Union”.

O termo “agony aunt” se refere, em inglês, a colunistas especializados em conselhos sentimentais –em geral, uma senhora mais velha, daí o “aunt” (“tia”). Daí, também, a ironia do texto.

“O país ranqueado em 152º pelo Banco Mundial por seu pesado sistema tributário está aconselhando contra impostos restritivos”, escreve a autora, Samantha Pearson.

A crítica é uma reação à advertência feita por Dilma na segunda-feira, durante visita à Europa. Não pela primeira vez, ela fez duras críticas ao modo com que os países desenvolvidos vêm controlando suas finanças.

Pearson escreve sobre a surpresa trazida pela “sugestão de que o Brasil deveria resgatar países [...] cujo PIB per capita é três vezes maior do que o seu próprio”.

O artigo aponta que a posição do país, além de não ser realista, é também hipócrita.

“Dilma recentemente falou sobre a necessidade de combater o protecionismo apenas uma semana após aumentar impostos sobre carros estrangeiros em colossais 30 pontos percentuais.”

(eu grifei a frase acima)

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/985522-site-do-financial-times-publica-artigo-com-criticas-a-dilma.shtml

 

A respeito desta publicação, no Financial Times, naturalmente, que parece está provocando polêmica – não sei por qual razão,  pronunciou-se hoje o ex-ministro Mailson da Nóbrega. Destaco:

O artigo do blog Beyondbrics do jornal britânico Financial Times, que chamou de “hipocrisia” o aconselhamento da presidente Dilma Rousseff aos europeus, provocou um debate apaixonado e ideológico no Brasil. Na opinião do ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, “O Financial Times tem toda a razão”.

“A Dilma pisou na bola sempre que falou com ares de quem dava lições aos europeus. Sua afirmação de que o ajuste fiscal não funcionou como saída para a crise dos anos 1980 demonstrou um abismal desconhecimento histórico. Ajuste fiscal no Brasil aconteceu apenas no governo FHC. Salvo esse interregno, a expansão fiscal tem sido a característica do país”, afirma o ex-ministro.

Sobre a qualidade do sistema tributário do Brasil, feita pelo artigo, Maílson da Nóbrega concorda com a autora. “O sistema tributário da União Européia tem estrutura melhor e é mais socialmente justo do que o de outras regiões ricas, particularmente o americano. No lado oposto, o Brasil tem um dos piores, se não o pior, sistema tributário do mundo: mal estruturado, caótico, com carga tributária excessiva e brutalmente regressivo”, diz o ex-ministro.

“Outro deslize (da presidente) foi dizer que a crise de 2008 teve como causa a ausência de regulação. A crise derivou de um conjunto de muitas causas, entre as quais a deficiência de regulação (e não a falta dela) é apenas uma”, avalia Maílson sobre a comparação do sistema bancário do Brasil e o resto do mundo.

http://upecbrasil.blogspot.com/2011/10/financial-times-critica-o-brasil.html

 

Mas se a NobrA PresidentA está refrescando a cuca com parte dos impostos que generosamente pagamos com 5 meses de trabalho por ano, me fez lembrar, igualmente, ser merecido este descanso. Afinal, não é fácil o cargo que assumiu, principalmente depois de ter de demitir cinco de seus mais próximos colaboradores:

- Pedro Novais – Ministro do Turismo, PMDB, indicado pelo presidente do Senado, José Sarney, deixou o comando da pasta em 14 de agosto. Indícios de desvio de dinheiro público. Cerca de 30 pessoas envolvidas.

- Nelson Jobim – Ministro da Defesa: saiu no dia 5 de agosto, na sequência de várias afirmações polêmicas com críticas a integrantes do Executivo

- Wagner Rossi – Ministro da Agricultura: saiu no dia 17 de agosto, após várias semanas a enfrentar as acusações de corrupção no seu ministério e o seu próprio envolvimento em alegadas irregularidades.

- Alfredo Nascimento – Ministério dos Transportes: saiu no dia 6 de julho, pressionado pelas denúncias de corrupção e após a queda de altos funcionários

- Antonio Palocci – Ministro Chefe da Casa Civil: saiu no dia 7 de junho, sob suspeitas de tráfico de influência em favor de sua empresa de consultoria, a Projeto, e enriquecimento ilícito.

Se eu fosse maldoso, até recordaria uma questão levantada por um outro candidato à Presidente da República:


Setenta anos é o tempo de nossa vida,

oitenta anos se ela for vigorosa;

e a maior parte deles é fadiga e mesquinhez,

pois passam depressa, e nós voamos.

Salmo 90:10.

 

A Repreensão

 

 

Eclesiastes 7:

5 – Mais vale escutar a repreensão de um sábio que escutar os elogios dos néscios.

6 – Pois como o crepitar dos gravetos por debaixo da caldeira é a risada do néscio. E também isto é vaidade.

Bíblia de Jerusalém.

Mais alguns versículos bíblicos que cuidam do mesmo assunto:

O que ama a correção ama o conhecimento; mas o que aborrece a repreensão é insensato.
Provérbios 12:1

Mais profundamente entra a repreensão no prudente, do que cem açoites no insensato.
Provérbios 17:10

Um Provérbio Chinês:

Quem me lisonjeia é meu inimigo; quem me repreende é meu mestre.

Estavam também de acordo com o Coélet:

Quem pode suportar uma repreensão e com ela emendar-se, se não é sábio, está a caminho de o ser.

(Benjamin Franklin)

Uma das condições mais necessárias para fazermos coisas dignas de elogios é não termos medo de repreensões.

(A. Graf)

Para quem, desde tenra idade, foi educado em um lar cristão, conhece este ensino:

A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe.
Provérbios 29:15

Aliás, eu também ouvi este provérbio da boca de um catedrático da FEA-USP, no primeiro ano de Administração de Empresas, quando o ilustre mestre contrariava a tese que então entrava em voga, segundo a qual não se devia repreender com palmadas a criança malcriada. A malfadada proposição virou moda, derrotando seus argumentos, e vemos hoje como as adoráveis crianças mimadas socam, ofendem, desprezam seus “compreensivos” professores e pais.

Para realçar o valor do que aprendemos na juventude, dois versos bíblicos com uma história contundente:

1 Samuel

3.13   Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu.

3.14   Portanto, jurei à casa de Eli que nunca lhe será expiada a iniqüidade, nem com sacrifício, nem com oferta de manjares.

Como a gente precisa ter fé, esperemos que a estupidez hoje apregoada seja um dia revogada.

 

A repreensão, é óbvio, não se restringe às crianças, muito pelo contrário, pois que, muitos adultos podem não ter tido uma boa educação ou esqueceram o que lhes foi ensinado. Às vezes, até mesmo uma má orientação ou má compreensão de uma situação pode levar a uma decisão que não seja a correta e deva merecer a admoestação como deixa transparecer esta recomendação em um Site de liderança:

Um chefe que receia fazer os reparos necessários com pretexto de evitar atritos, mostra-se incapaz porque cria à sua volta uma atmosfera propícia à organização da desordem e do “deixa-correr” em todas as suas formas, e o resultado inesperado é que o chefe pusilânime que julga, por ser espírito de tolerância, atrair a si as simpatias dos seus subordinados, acabará, cedo ou tarde, por ser objeto do seu profundo desprezo.

A ARTE DE REPREENDER

http://lideranca.aaldeia.net/repreender.htm 

 

Quem já teve a grata felicidade de compulsar o Velho Testamento, sabe da existência dos Profetas, mensageiros do Altíssimo, continuamente cuidando do povo Hebreu e sempre que necessário, repreendendo-o severamente. Só citando alguns: Abraão, Daniel, Eliseu, Ezequiel, Isaias, Jeremias, João Batista, Samuel… Nem mesmo os reis ficavam isentos de implacáveis repreensões. Por exemplo, vocês já ouviram que Davi se enamorou da mulher de um de seus oficiais:

II Samuel:

12.7   Então Natã disse a Davi: — Esse homem é você. E é isto o que diz o SENHOR, o Deus de Israel: “Eu tornei você rei de Israel e o salvei de Saul.

12.8   Eu lhe dei o reino e as mulheres dele; tornei você rei de Israel e de Judá. E, se isso não bastasse, eu lhe teria dado duas vezes mais.

12.9   Por que é que você desobedeceu aos meus mandamentos e fez essa coisa tão horrível? …

E lá vieram os castigos, ou melhor, as consequências do seu ato impensado.

 

Vamos lembrar que não é só o Velho Testamento que fala de repreensão. Ilustrando com o ensino de Paulo a Timóteo:

2 Timóteo
4.1   Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:

4.2   prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.

 

Ouso afirmar que uma das razões que vem fazendo o Brasil “escafundar-se[i]” na corrupção é justamente a falta de repreensão às nossas autoridades. Vou começar a expor minha tese lembrando o nosso Congresso Nacional. Vejam uma de suas atribuições constitucionais:

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

X – fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;

Ora, e como são preenchidos os cargos de Ministros e altos escalões das empresas estatais? Quem já não ouviu falar em “toma lá, dá cá”? Se indicam seus apaniguados – o Presidente só os nomeia – como é que é que irão fiscalizar e controlar?

Pior ainda: Deputados e Senadores adoram serem nomeados Ministros. Seus colegas, que os colocaram lá, serão severos com suas falcatruas? Não, em absoluto. Aliás, é isto que esperam desde que os “benefícios” sejam divididos. Mais ainda: houve um tempo que o executivo  escolhia Deputados e Senadores de elevado gabarito, comprovada experiência e conhecimento técnico para auxiliá-lo na administração da Nação – mas agora não; deslavadamente indicam inexperientes, incompetentes etc., com um único mérito – é do partido, ou seja, vai atender os interesses do grupelho. E não precisa ficar temeroso: estão sob a proteção da imunidade parlamentar; serão julgados pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, ou seja, nunca serão condenados, seja lá o que roubarem.

SE, realmente, sua competência o recomenda para um cargo no Executivo, o mínimo que poderia fazer é abrir mão do seu mandato como Deputado ou Senador, ficando impedido de voltar a uma destas casas por quatro ou cinco anos após o desligamento do cargo pretendido.

 

Vocês sabem que são três os Poderes que dirigem a Nação: O Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Os dois primeiros, já mostramos, estão trabalhando do em conluio. E o Judiciário?

SEÇÃO II – Do Supremo Tribunal Federal

Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre

cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável

saber jurídico e reputação ilibada.

Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo

Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado

Federal.

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição,

cabendo-lhe:

No SERMÃO…XXXVIII, exemplificando péssimo exemplo a respeito de suborno,  já citei o caso de um recém admitido Ministro do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Recomendo a leitura do artigo de Ricardo Setti, de 22/julho/2011, na revista Veja.

Por ter sido no passado consultor jurídico da bancada do PT na Câmara dos Deputados e consultor jurídico de uma entidade ligada ao petismo como a CUT, o ministro apresenta um flanco vulnerável em relação a sua isenção – sem contar que seu magérrimo currículo é, provavelmente, o mais pobre entre todos os de 163 ministros que já compuseram o Supremo desde o início da República, em 1889.

http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/ministro-do-stf-tem-sim-a-obrigacao-de-esclarecer-se-houve-mordomia-indevida-em-sua-viagem-a-italia/

Você, meu amigo, analisando o currículo de um advogado onde apenas consta que foi Consultor Jurídico de bancada de Deputados (isto tem existência jurídica? Como foi obtida a informação?) e consultor da CUT, acreditaria que o dito cujo é possuidor de notável saber jurídico? O Senado do Brasil acreditou. Menos esclarecidos que nós eles não são, mas acreditaram. Por que? Eu arriscaria dizer que assim o homem tem rabo preso com eles e não vai criar nenhum caso quando as “intrigas da oposição” levarem alguma de suas falcatruas à julgamento.

E o digo com o apoio de uma MINISTRA do CNJ:

Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário.

E a Senhora ELIANA CALMON esclarece muitas outras coisinhas estarrecedoras:

http://upecbrasil.blogspot.com/2011/09/corrupcao-no-judiciario.html

 

Ao que tudo indica, o “toma lá, da cá” também se estende ao terceiro poder da Nação. Vejam esta notícia do Estadão em 22 de setembro/2011:

STF reajusta em 59% auxílio-moradia

Membros do Supremo decidiram aumentar o valor de benefício próprio; decisão pode provocar efeito cascata em todo o Judiciário.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se auto-concederam um aumento no auxílio-moradia pago pela corte. Numa sessão administrativa ocorrida ontem, eles aumentaram em 59,19% o valor do benefício, passando dos atuais R$ 2.750 para R$ 4.377,73. É provável que a decisão leve a um efeito cascata no Judiciário, pois outros órgãos também pagam auxílio moradia a seus juízes e auxiliares. 

Se o Judiciário não se sente bem “repreendendo” o Legislativo e o Executivo, estes, eventualmente irão censurar o Judiciário? Aliás, este Poder não gosta mesmo de ser censurado, está acima dos mortais que lhes paga o salário. Eu pelo menos não encontrei nenhuma opção de enviar-lhes uma mensagem dizendo-lhes o como apreciamos os seus “doutos” julgamentos, por exemplo: postergar a validade da Ficha Limpa; investigação completa, competente e recheada de provas que tenham partido de “denúncia anônima” não tem validade jurídica (contra os poderosos, evidentemente); provas cabais contra políticos poderosos que tenham se valido inclusive de “escuta telefônica” não previamente autorizada, também não tem valor.

Mateus
23.27   Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!

 

E NÓS, POBRES BRASILEIROS PAGADORES DE IMPOSTOS, COMO FICAMOS?

Só nos conforta o ensinamento bíblico:

Provérbios
13.18   Quem rejeita a correção acabará pobre e na desgraça, mas quem aceita a repreensão é respeitado.

  Provérbios
15.31   Aquele que aceita a repreensão justa andará na companhia dos sábios.

15.32   Quem rejeita conselhos prejudica a si mesmo, mas quem aceita a correção fica mais sábio.

DE MINHA PARTE, SE ACHAREM QUE FALEI BESTEIRA, PODEM DESCER O PAU. PROMETO NÃO ME OFENDER E TENTAR ME CORRIGIR.

ESPERO CONTINUAR.


[i] Neologismo criado por mim. Juro que existia a palavra, mas não a encontrei em dicionários pátrios (esqueceram!!!!). Significa atolar-se profundamente, emaranhar-se perdidamente…

JÁ QUE FALAMOS EM DEMOCRACIA, ENCAMINHO-LHES O EDITORIAL DO INSTUTO FEDERALISTA DE 20/08/2011.

Pode-se propor três visões sobre a democracia: a democracia de massas, absolutamente falida, a democracia dos poucos, que se prática nas casas legislativas em conluio com os demais poderes, e a democracia minarquista, localista, no máximo regional. Não se pode dizer que temos um processo democrático quando temos um modelo de representação pleno, no qual entregamos o poder de legislar e decidir a um grupo de pessoas. É um grande erro. Legislador deve ter o papel de legislar, e as decisões mais importantes, desde as polêmicas até as orçamentárias mais especiais, que podem impor gravames fiscais ainda que temporários, devem ficar com quem paga a conta – o povo. E sempre dentro de jurisdições fisco-eleitorais – a Suíça prática isso com sucesso.

A democracia nacional só pode ser feita pela soma das democracias locais e regionais, essa é a base da democracia federalistas, subsidiária no projeto que defendemos. Até para o Judiciário esta nova prática é proposta. Somente um modelo subsidiário pleno fornece os pesos e contra-pesos suficientes para manter o equilíbrio entre os naturais vetores centrípetos e centrífugos, ambos baseados no auto-interesse de grupos antagônicos – governo central e governos regionais e locais. Aliás, os governos regionais/estaduais servem exatamente para fazer o fiel da balança neste eterno embate, são entes absolutamente necessários em uma federação – e os municípios e comunidades devem ser entes dos estados federados, nunca “entes federativos” como na atual Carta Magda, ops!, Magna.

Finalmente, sempre é bom lembrar que a democracia, desde que praticada corretamente como proposto neste ensaio, é o menos pior de todos os modelos. Mas mesmo a democracia local nunca vai ser cem por cento justa, até porque a menor minoria é formada pelo indivíduo. Mas o senso comum costuma ser mais justo na localidade do que em um país inteiro, ainda mais um país tão extenso e com tantas diversidades como o Brasil.

Vale lembrar que não existe sociedade perfeita, e quem vier prometer isso recomendamos: corra! Mesmo com o federalismo um dia implantado, a luta contra as constantes tentativas de subtração da liberdade dos arroubos de poder, sejam elas localmente, ou no âmbito federal, vai continuar, pois assim é a Sociedade Humana, feita de humanos.

http://www.if.org.br/editorial.php

Para quem ainda acredita no atual governo democrático brasileiro, transcrevo lúcidos esclarecimentos do advogado e professor universitário JOÃO RIBEIRO JÚNIOR, publicado na TRIBUNA DE SÃO PEDRO de 17 de setembro/2011.

Para explicar a decadência do Poder Legislativo, nada melhor que o termo “falácia”, qualidade de quem é “falaz”, isto é enganador, ardiloso, fraudulento. Infelizmente, salvo raríssimas exceções, temos mais lobos do que cordeiros. E os lobos mais terríveis são aqueles que figuram com a pele inocente e macia dos cordeiros.

Essa é uma descrição real da quase maioria dos nossos políticos, que se habituaram a viver da política, de modo a tornarem-se parasitas permanentes do Tesouro Nacional, que lhes assegura o pão com facilidade, permitindo-lhes mesmo, com certa facilidade e com a certeza de impunidade, aumentar sua riqueza por meio da corrupção e falcatruas administrativas.

Os parlamentares têm direito a uma aposentadoria atualizada e de alto valor. Como é sabido, os congressistas costumam se dar no começo de seu mandato aumento deslavado. E o TRF, inconstitucionalmente, autorizou a Câmara dos Deputados a pagar salários acima do teto. Enquanto os aposentados e professores continuam sobrevivendo de migalhas do Governo.

A política transformou-se na arte de fazer crer que os interesses particulares constituem o interesse geral da nação, e o modelo é o vetusto José Sarney, que ganha R$ 70 mil mensais. A mentira política há muito tempo instalou-se quase que constitucionalmente em nosso país. Nossos políticos movimentam-se com facilidade entre mentiras e fazem a grande maioria do povo acreditar nelas. E isso em nível federal, estadual e municipal, onde compadres, amigos, correligionários e militantes estão mais próximos de seus representantes políticos, para conseguirem as benesses do poder. E o voto secreto (verdadeira afronta à democracia) e os corporativismo continuam a não cassar como não cassaram a deputada federal Jaqueline Roriz, comprovadamente (as fotos não mentem) corrupta, que embolsou R$ 50 mil no mensalão do DEM. É mais um caso de falta de decoro da própria Câmara Federal, que, também, não votou no projeto da lei de Ficha Limpa.

Daí a falácia da nossa representação política, isto porque a democracia permite (apesar do corporativismo partidário) a expulsão dos piores, mas não a seleção dos melhores. Não há verdadeira democracia sem autêntica representação política; não basta que o representante seja eleito pelo representado. É necessário que o representante esteja juridicamente obrigado a executar a vontade do representado e que o cumprimento dessa obrigação seja garantido juridicamente. É preciso, pois, higienizar o Legislativo.

A democracia não é a soberania absoluta dos partidos, ou dos políticos (representantes) eleitos pelo povo, que se tornam profissionais da política, esquecendo-se que foram colocados no poder pelo próprio povo, por meio do voto secreto e direto, e por isso, esses representantes devem satisfação ao povo sob pena de serem alijados do poder.

Daí a necessidade de um instrumento constitucional mais rígido, para tornar a cassação definitiva, sem retorno, para agilizar o processo criminal respectivo e, principalmente, para efetivar o confisco dos bens. É preciso, pois que o Legislativo seja montado com rígidos critérios de capacidade técnico-administrativa e ética. Isso custaria ao país muito menos e afugentaria os ladrões de plantão, que se elegem só para tirar vantagem, enchendo os bolsos com o dinheiro do povo. Infelizmente, a corrupção está tão banalizada que já vem sendo considerada coisa normal.

O novo Congresso Nacional, com pouquíssimas e honrosas exceções, está carente de grandes nomes e abriga em seus quadros representantes medíocres e figuras no mínimo exóticas.

Pobre povo brasileiro, até quando aguentará tantos parasitas corruptos? Por que não se cria uma Frente Suprapartidária contra a Corrupção e a Impunidade? E tem mais: cada um dos 513 deputados federais custa ao país R$ 99 mil por mês, e cada um dos 81 senadores, R$ 120 mil. E quem paga é o povo.

Uma pergunta paira no ar: para que 39 ministérios consumindo bilhões por mês? E depois o Governo vem dizer que não há verba para a saúde.


No dia 5 apresentei algumas propostas encontradas no estimulante livro CARREGANDO O ELEFANTE. Na mesma ocasião sugeri que dessem uma olhada no Site

http://www.federalista.org.br/view.php?cod=31

Interessante que tanto a informação sobre este partido que se organiza – o PARTIDO FEDERALISTA – como a informação sobre o livro CARREGANDO O ELEFANTE, me chegaram às mãos quase ao mesmo tempo. É auspicioso que haja pessoas interessadas em encontrar saídas para o atual estado do Poder Público brasileiro.

Carregando o Elefante parte de uma análise deprimente do Estado Brasileiro e propõe uma solução que se poderia considerar “radical”, reduzindo  substancialmente o poder central de Brasília, eliminando-se os Estados e passando os Municípios a se auto-gerirem. Os Federalistas apresentam suas propostas de forma mais concisa, porém bem mais abrangente, mesmo por que já apresentam as propostas de um novo partido político – baseado ainda no modelo vigente, pois não há outra forma de fazê-lo – visando também reduzir a força política e corrupta centralizadora: passam primeiro os Estados e também os Municípios a gozarem de muito maior autonomia. Dá-se muita ênfase ao discernimento do cidadão, decidindo em plebiscitos, através de voto facultativo, os assuntos que lhe interessam.

Para que comparem as propostas sobre a Estrutura do Poder Público que apresentei no dia 5, entrego-lhes, abaixo, algumas propostas que separei do Site Federalista, encontradas sob o título: “Fundamentos gerais das transformações propostas para que o Brasil venha a funcionar corretamente como uma Nação!”
(P.S – Já encaminhei  ao Partido Federalista a minha carta de apoio à sua fundação)

1) Senado Federal - Será um novo Senado Federal, constituído de 1 senador eleito pelo povo de cada estado, cujas funções serão a de Conselho Consultivo e Fiscalizador dos atos dos Poderes Públicos, além de se reunir em Congresso com a Câmara dos Deputados. Não terá a prerrogativa de fazer leis mas terá também a incumbência de corrigir, emendar ou vetar artigos e textos legislativos e de emendas constitucionais provenientes da Câmara dos Deputados. Estes textos voltam à Câmara, para nova seção de debates e deliberação.  Os senadores cumprirão mandatos de oito anos, renovados em 1/3 a cada quatro anos.

2) Câmara dos Deputados - Terá a incumbência de formular leis de interesse federal e projetos de emenda constitucional, as quais, deverão ser remetidas ao Senado antes de deliberadas em Congresso Nacional. Os deputados deixarão de ser “vereadores federais” pois não existirão mais os fundos de redistribuição de recursos aos estados e municípios.

3) Processo Legislativo – As leis de âmbito federal que interferirem na autonomia estadual ou municipal, assim como, toda e qualquer emenda constitucional aprovadas em Congresso Nacional, deverão ser ratificadas por 2/3 ou 4/5 conforme o caso, dos estados (através das assembléias estaduais ou plebiscitos locais, conforme dispuser a constituição de cada estado) para entrarem em vigor, com decadência por decurso de prazo fixado no próprio projeto. Isso preserva a Constituição ea própria Federação, evitando concentração de Poderes.  O Orçamento Federal, uma das prerrogativas do Congresso Nacional e que não depende de ratificação dos estados, deixará de contemplar verbas para estados e municípios, concentrando-se tão somente nas questões referentes à estrutura da máquina federal.

4) Ministérios – Serão todos extintos, criando-se algumas secretarias normativas e de exclusivo interesse da Federação, tais como, as de vigilância sanitária, parques nacionais, propriedade intelectual, dentre as que forem realmente necessárias. A extinção dos ministérios se torna possível com o fim da concentração tributária pelo Governo Federal, deixando de existir o redistributivismo – prática atual de apropriação concentrada da renda nacional – cerca de 75% de tudo que é arrecadado no País – para posterior distribuição aos estados e municípios. Este é um dos maiores causadores da miséria e dos graves problemas sociais brasileiros.     Com o fim dos ministérios, valoriza-se a carreira pública federal do quadro remanescente, formado por servidores com vocação pública.

5) Assistencialismo - Será repudiado como causa de impedimento do desenvolvimento do indivíduo, que é o único que pode prover seu próprio sustento. Entretanto, as medidas assistencialistas emergenciais da transitoriedade deverão ser estadualizadas e municipalizadas.

6) Defesa - A defesa do Território Federal será feita por Forças Armadas, muito bem equipadas, bem distribuídas nas fronteiras e áreas mais sensíveis do Brasil, em especial, a Amazônia.

Defesa Civil Especial (DCE) – formada por efetivos estaduais mistos entre cidadãos e militares, terrestres e aéreos, sob o sub-comando do governador e comando geral do Presidente da República, será acionada somente em casos de grave perturbação à ordem pública, catástrofes e afins. Poderá ser utilizada como substituto do atual serviço militar, para formação do cidadão, a partir dos 16 anos.

7) Segurança Pública - Será reorganizada através do realinhamento da Policia Militar e Policia Civil em uma Polícia Estadual. Esta terá ainda uma divisão de Patrulha Rodoviária das estradas estaduais e federais sob sua jurisdição, além de todos os departamentos especializados necessários para o cumprimento das missões, as quais vão desde sua ação sobre crimes caracterizados como estaduais ou em conjunto com a Polícia Federal até intervenções e auxílio nas localidades nas quais for convocada.

Os municípios criarão suas próprias polícias, inclusive as de trânsito. A polícia local será organizada de acordo com as necessidades e características próprias, intensiva e ostensivamente, tendo, inclusive, a função de polícia judiciária.     Os delegados, promotores e chefes gerais/comandantes de policia serão eleitos pelo povo, tanto em nível estadual quanto municipal. A União terá sob sua competência, a Polícia Federal, cujo comandante deverá ser referendado pelo Senado Federal.

8) Autonomia municipal em matéria de auto-governo - Os municípios terão total autonomia para determinarem sua forma de administração, seja através de prefeito e vereadores escolhidos pelo voto facultativo, ou, substitutivamente,  pela eleição de conselho municipal, companhia de desenvolvimento ou administrador urbano contratado, ou qualquer outra forma não autocrática que fira os princípios constitucionais das garantias individuais.

9) Poder Judiciário - Será reorganizado de maneira que o Supremo Tribunal Federal (STF) acate somente questões dessa ordem, deixando de existir o atual STJ – Superior Tribunal de Justiça.     As Cortes Superiores Estaduais (ou Tribunais Superiores Estaduais) serão as instâncias judiciárias máximas desde que respeitadas a própria constituição e legislações estadual e a Constituição Federal.

Instituição dos tribunais de regiões com comunidades e pequenos municípios, tribunais municipais e distritais conforme o caso, com juízes eleitos e reeleitos pelo voto facultativo do povo a cada dois ou três anos, sendo os procedimentos judiciários executados sob o direito consuetudinário em consonância com as regras constitucionais do estado e da Federação.

Criação das Câmaras de Apelação cível e criminal, cuja função será filtrar os processos provenientes do juízo distrital, por natureza e legitimidade, servindo como instância intermediária ou final, conforme o caso, cujos juizes serão eleitos e reeleitos através de sistema misto composto pelo voto direto e facultativo do povo e voto dos juizes distritais e de área geográfica de sua jurisdição

Os membros da Defensoria Pública , da Promotoria e os conselheiros dos tribunais de contas públicas serão igualmente eleitos e reeleitos pelo povo.     Promoção da ampliação do sistema de mediação, conciliação e arbitramento em todas as esferas do Direito, como meio de sanar, extra-foro, situações especialmente as de cunho comercial, trabalhista e familiar.

10) Processo Eleitoral  – voto livre, facultativo em todas as eleições, referendos e plebiscitos; fidelidade partidária sob pena de perda do mandato. Voto distrital no âmbito dos estados federados e nos municípios aonde ocorrerem eleições de vereadores ou conselheiros municipais. Proibição das coligações e do voto cumulativo nos partidos, fim do fundo partidário e das verbas públicas de campanhas eleitorais.

11) Sistema Tributário  – O sistema tributário será totalmente simplificado, retirando-se todos os tributos sobre as empresas. Existirá em nível nacional o IC – Imposto sobre o Consumo – cobrado somente do consumidor final, assim caracterizado, com alíquota fixa para o Governo Federal (a ser definida através de estudos), alíquotas variáveis de acordo com as definições de cada estado, assim como, por municípios. Este imposto, cobrado à parte em cada operação no varejo, ficará retido pelo comerciante que o depositará em boleto especial no banco, sendo automaticamente dividido de acordo com as alíquotas definidas naquele município e estado e depositado nas respectivas contas dos níveis de governança.

Os estados poderão ainda instituir (ou manter) o IPVA (sugerido para financiamento de estradas sem interesse privado) e IS – Imposto Seletivo – sobre bebidas, jogos e cigarros, dentre outros, em face da autonomia de cada um. Os municípios terão liberdade total em matéria tributária, podendo manter ou eliminar o ISS (Imposto sobre Serviços), ITBI (Imposto sobre transmissão de bens imóveis e móveis), IPTU (Imposto sobre propriedade territorial urbana), multas de trânsito, dentre outros, votados preferencialmente em plebiscito. Com o novo sistema tributário, extinguem-se os impostos sobre a cadeia produtiva e sobre as empresas, como meio de redução drástica dos preços (a tributação sobre os produtos no Brasil é em média de 100% sobre o custo limpo), conseguindo-se competitividade, mais consumo, mais emprego e melhores salários cotados de acordo com o mercado.

12) Regras Trabalhistas - serão de responsabilidade de cada estado, referente à segurança e normas de trabalho, incluindo alguns direitos os quais dizem respeito à saúde mental física dos empregados, inclusive quanto ao trabalho infantil e do principiante, orientados para não ter encargos sobre folha de pagamento, sendo o empregado facultado a optar pela previdência e pecúlio privados, poupança, etc.

13)  Sistema Monetário - Será de responsabilidade do Banco Central totalmente independente, com diretores indicados por listas específicas e escolhidos e homologados pelo Senado Federal. Emitirá e regulará a moeda e seu nível de circulação de acordo com os mais modernos parâmetros da economia de mercado. A liquidação dos precatórios não poderá ultrapassar a dois anos da sentença de instância máxima transitada em julgado, sob pena de prisão dos governantes, cabendo a estes encontrarem soluções internas para satisfação de tais débitos.

14) Estatais - O modelo de Estado preconizado pelo Partido Federalista será pela extinção de todas as estatais, remetendo para a iniciativa privada e à sociedade as funções que não tenham nenhuma relação com o setor público. Entretanto, caberá a cada estado e cada município a decisão sobre suas empresas públicas. A Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa Econômica poderão ser privatizadas com venda limitada de ações a brasileiros, despolitizando suas gestões, com o fim dos privilégios. Se é do Brasil, que seja dos brasileiros,na forma de acionistas, com direito a participação nos resultados. E, com isso, o fim dos monopólios estatais sobre alguns setores, como o dos combustíveis, em benefício do Povo.

15) Previdência - Fundos de Pensão – Serão incentivados e orientada a formação de fundos de pensão das mais variadas classes e formas, objetivando a capitalização rentável do pecúlio de aposentadorias com livre transferência de contas individuais promovendo  a saudável concorrência entre os administradores em benefício direto dos segurados e o incentivo às aplicações destes fundos no mercado acionário, especialmente na capitalização das empresas. .

18) Intervenção estadual e/ou federal – Será garantida nas situações em que se exija a intervenção, inclusive armada, por parte do estado, através da Polícia Estadual ou da Federação, através da Polícia Federal ou Guarda Nacional, cujas normas serão previstas na  Constituição Federal, objetivando o restabelecimento da ordem pública.

22) Criação de novos partidos políticos em ambiente federalista – livre a criação de novos partidos políticos sem restrições, sendo a participação no processo eleitoral municipal totalmente livre e no estadual e federal possibilitada através de desempenho eleitoral nacional mínimo.

23) Funções básicas dos estados federados  – Planejamento das políticas e ações referentes à melhor distribuição demográfica e de recursos, auxiliando e financiando municípios através de projetos de infra-estrutura específicos devidamente estudados e aprovados, tudo de acordo com vocações regionais, levando-se em conta, ainda, a vontade da população de cada local, a qual deve ser consultada através de plebiscitos ou decisões conselhos locais, conforme a lei de cada município.
Política habitacional, saneamento e urbanização  – serão atribuições de estados e municípios, na forma que lhes convierem.

24) Assembléia Estadual - Será formada pelos deputados estaduais, eleitos pelo voto direto, livre e facultativo, preferencialmente no sistema distrital misto. Sua função assim como a atuação de seus membros será definida na Constituição Estadual. Será facultado aos estados a criação do Senado Estadual.

25) Referendos e plebiscitos - O Partido Federalista propugnará intransigentemente pela adoção dos plebiscitos e referendos locais como meio de proporcionar a decisão direta da sociedade, nas questões coletivas que lhe dizem respeito. A adoção de uma nova Carta Magna será proposta também através do devido plebiscito, sem o qual, não se poderá considerar a existência plena e legal do Estado de Direito Democrático.

26) Saúde  - O estado federado será responsável pelo saneamento básico e pelo combate às endemias. A saúde será privatizada em massa, proporcionando a redução do custo pela escala e competição aberta entre as empresas, cuja interferência estatal se resume ao Judiciário, para dirimir os problemas surgidos na relação de consumo e prestação de serviços.  Entretanto, cada estado e município terá liberdade para adotar suas própria políticas, mesmo públicas, arcando com as despesas decorrentes, especialmente com o poder de decisão popular sobre isto .

27) Transportes – O Governo Federal poderá apresentar estudos e planos de malhas rodoviárias, ferroviárias e fluviais nacionais de integração do transporte, entretanto, a execução ficará por conta de cada estado, estatal ou pela iniciativa privada. Haverá mínima regulação do setor aéreo e se buscará, com a desregulamentação, atrair empresas e consórcios empresariais, criando uma grande competição ente meios de transporte – estradas rodoviárias, de ferro – com modernos e rápidos trens – aeroportos, navegação fluvial e de cabotagem (costa marítima).

28) Energia – com o setor livre das atuais 17 mil  leis, decretos e regulamentos que regulam o setor, a iniciativa privada poderá investir na geração de energia de diversas fontes, assim como, na distribuição ao consumo, de acordo com as regras de cada estado e cada município.

29) Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – Com a desregulamentação do setor e a autonomia das universidades, será possível o pleno incentivo para que estas se tornem departamentos de extensão em pesquisa e desenvolvimento de empresas, remuneradas tanto pela demanda contratada e respectivos resultados quanto pela exploração da propriedade intelectual – royalties de patentes e assistência tecnológica. Incentivo à criação de incubadoras tecnológicas, principalmente no meio privado, com apoio do sistema aberto de mercado de capitais – Bolsa de Valores.

Universidades e ensino técnico – Priorização dos cursos técnicos para a formação técnica do brasileiro nos mais diversos campos de atividade.
As universidades passarão a produzir recursos acadêmicos e científicos, preconizando-se o mérito e talento individuais como meio de acesso, para se evitar o desperdício de recursos. O diploma deve ser aproveitado e não engavetado.

No dia 3 comentei a respeito do livro CARREGANDO O ELEFANTE (Como transformar o Brasil no país mais rico do mundo), de Alexandre Ostrowiecki  e Renato Feder. Apresento abaixo o resumo de suas propostas para o Poder Público.

Antes, porem, os convido a visitarem o Site

http://www.federalista.org.br/view.php?cod=31,

 no qual encontrarão informações a respeito do Partido Federalista, em fase de organização, e sobre o qual voltaremos a falar em breve.

Agora, algumas propostas de Alexandre Ostrowiecki  e Renato Feder:

Propostas para a Estrutura do poder público: Continua dividida em três poderes: executivo, legislativo e judiciário.

Poder executivo: Deve ser enxugado, permanecendo os Ministérios da Casa Civil, Justiça, Cidades, Defesa, Fazenda, Meio Ambiente, Social e Relações Exteriores. Reduzir o quadro de funcionários de cada um desses ministérios e reajustar salários aos níveis da iniciativa privada. Eliminar a estabilidade de emprego.

Poder legislativo: Abolir o Senado. Câmara dos Deputados deve ter seu número reduzido em 80%. Eliminar a maior parte dos assessores parlamentares e das verbas de gabinete.

Poder judiciário: Privatizar as áreas administrativas e consolidar os diversos tribunais em apenas três. Simplificar a legislação. Conscientizar os juízes a decidir com base na lei e não em questões sociais.

(pg 51)

 

Propostas para os níveis do poder público: Manter níveis federal e municipal; abolir os governos estaduais

Prefeituras municipais: Consolidar pequenos municípios para que tenham no mínimo 300.000 habitantes. Dividir o Brasil em 100 Municípios. Município ficará responsável pelas seguintes atividades: polícia, assistência social, planejamento urbano e manutenção das ruas municipais

Governos estaduais: Abolir todos

Governo federal: Cuidará dos seguintes assuntos: Exército, polícia federal e regulamentação dos setores econômicos

(pg 55)

Propostas para as eleições: Implantar voto distrital, dividindo o Brasil em cem distritos. Cada candidato concorre somente no seu distrito. Implantar financiamento público de campanha. Eliminar a figura do suplente.

(pg 42)

Propostas para a saúde: Privatizar todos os hospitais e postos de saúde do governo. Cada pessoa deverá escolher um plano de saúde e usá-lo para satisfazer suas necessidades de saúde. A assistência social paga os planos das famílias que comprovarem incapacidade de pagamento

(pg 99)

Nos nossos SERMÕES…  de nº.s XXVI a XXXVI, ou seja, em 11 breves considerações, abordamos o tema DINHEIRO. Agora acaba de cair em minhas mãos um importante livro intitulado CARREGANDO O ELEFANTE com o sugestivo sub-títuloComo transformar o Brasil no país mais rico do mundo”, redigido por jovens talentosos, Administradores de Empresa com excelentes currículos, a saber Alexandre Ostrowiecki  e Renato Feder. Faz o prefácio da obra nada menos que o Sr. Antonio Ermírio de Moraes Presidente do Conselho de Administração do Grupo Votorantim.

Assim, não resisto ao impulso – quem sabe patriótico – de colocar aqui a parte final da “Dedicatória” desta publicação, para recomendar, com veemência, a sua cuidadosa leitura. Mais informações poderão ser obtidas no Site www.carregandooelefante.com.br

Produzir é diferente de consumir. É impossível uma pessoa produzir todos os bens de que necessita para levar uma boa vida. Para suprir a diferença, cada pessoa tem de obter externamente os bens que não consegue criar por conta própria. Para esse fim, existem duas e apenas duas formas possíveis de se obter bens materiais.

A primeira é a troca, a entrega de valor pelo valor. Se uma pessoa tem pão e outra tem peixe, elas podem trocar, usando a taxa de conversão que for

aceitável para ambas. A troca só existe se for boa para ambas as partes porque, do contrário, um lado se recusará a trocar. Uma característica intrínseca da troca legítima é que duas pessoas sempre saem dela mais satisfeitas do que entraram. A troca é fundamentada em valor, não em lamentos. Ela é fundamentada em respeito, não em intimidação. As únicas limitações à troca são práticas. Se você quer trocar pão pelo peixe de seu vizinho, não haverá problemas. No entanto, se você quiser trocar computadores avançados alemães por serviços de telefonia do Vietnã, isso não será nada fácil de trocar…

O que seria o dinheiro, nesse contexto? De que vale um punhado de papel velho, cortado em tiras e escrito na frente e no verso? Concretamente o dinheiro não vale nada. Quanto vale uma pilha de jornais usados? Nada. O mesmo ocorreria com o dinheiro. Ele não pode ser comido, nem bebido, nem satisfaz qualquer outra necessidade humana.

O dinheiro só tem valor por intermédio da confiança que se deposita nele. Em uma nação com confiança, as pessoas acreditam que pessoas produtivas aceitarão o seu dinheiro e entregarão em troca dele o melhor de seu trabalho e inteligência. O dinheiro é um direito que se obtém, por meio da criação de valor, sobre o valor dos outros. O dinheiro só tem valor quando pessoas produtivas dão a ele significado e endosso. O dinheiro é a forma de viabilizarem-se trocas.

Em uma nação com confiança, todos sabem o valor do dinheiro e o respeitam. O dinheiro vale exatamente o mesmo que a produção de bens reais sobre a qual o dinheiro se apóia. As pessoas sabem disso e o governo sabe disso. Sabem que não podem gastar mais do que arrecadam, pois estarão apenas gerando inflação e destruindo o valor do dinheiro.

Se a primeira forma de se obter bens é a troca, a segunda forma é a violência. Só se pode receber algo de alguém ou pela troca ou pela extorsão. Não existe nenhum outro meio. Usando-se violência, pode-se saquear em um minuto a riqueza acumulada durante toda uma vida. Às vezes a violência é praticada pelo bandido da esquina, às vezes por quadrilhas organizadas e às vezes pelo Estado, tomando bens que não lhe pertencem para suprir suas necessidades infinitas. Ao longo da história humana, a violência sempre foi a forma mais comum de se obter bens. Conquistadores, reis, imperadores e outros utilizaram-se da violência para se apropriar da riqueza de quem estava inventando e trabalhando. No entanto, a violência só consegue tomar, nunca consegue produzir. Nenhuma violência no mundo, aplicada sobre milhares de pessoas ignorantes, seria capaz de fazê-los produzir um simples pedaço de pão caso não saibam fazê-lo.

Mais recentemente, ao caminhar na direção da democracia liberal, a humanidade finalmente passou a dar à troca seu devido valor e criou modelos de nação em que as pessoas se submetem à lei e os direitos individuais estão no topo das prioridades. Pela primeira vez, em alguns países, o incentivo maior às pessoas foi para a criação e para a troca, não para a conquista violenta da riqueza alheia. O resultado foi uma criação de riqueza sem precedentes na história humana. A enorme riqueza que o nosso mundo moderno gerou, essa riqueza que, nos países desenvolvidos, praticamente eliminou a mortalidade infantil, permitiu às pessoas viverem quase um século e fez com que as famílias tivessem fartura digna de realeza, só foi possível em virtude da troca e de seu mensageiro, o dinheiro.

Este livro é dedicado ao dinheiro, símbolo da criatividade humana. Símbolo da vontade de homens e mulheres de melhorar de vida. A criação humana mais sublime e, ao mesmo tempo, mais demonizada.

O DINHEIRO

A maioria das vezes o dinheiro é dilapidado

Setenta anos é o tempo de nossa vida,

oitenta anos se ela for vigorosa;

e a maior parte deles é fadiga e mesquinhez,

pois passam depressa, e nós voamos.

Salmo 90:10.

Ecl 5,10:

Quando aumentam os bens, aumentam aqueles que os comem. Que aproveitam ao seu dono, senão para os ver com seus olhos?

Muito sugestivo, sem dúvida, o subtítulo que a Bíblia de Jerusalém dá a este versículo, especialmente para nós brasileiros diuturnamente bombardeados pelas notícias da dilapidação do dinheiro público. Mas dirão: “Mas o texto não fala de coisa pública e, sim, de ricos esbanjadores”. Concordo e prometo abordar também esta questão, mas O POVO BRASILEIRO – considerando o volume de impostos que recolhe para dar atendimento à saúde das gentes, a educação esmerada de seus filhos, a segurança absoluta dos cidadãos, a aposentadoria nababesca de seus idosos… não deve ser considerado, incontestavelmente, um povo rico? E há toda uma estrutura montada com base em 3 poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário, em cada um dos níveis municipal, estadual e federal, para gerir com proficuidade esta fabulosa riqueza arrecadada. Portanto, me parece oportuno considerar, baseado no versículo em destaque, a dilapidação do dinheiro público. Para ilustrar (ou denegrir) trago trecho de artigo de Almir Pazzianotto Pinto (Ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho, aposentado), publicado no Correio Braziliense em 11 de fevereiro de 2008, sob o título A ARTE DE FURTAR:

“Disse alguém não haver nada melhor do que gastar o dinheiro alheio. A frase carregada de ironia aplica-se ao Brasil onde fraudar, sonegar, iludir, desviar, mentir, falsificar, integram os costumes luso-brasileiros desde o período colonial. …

… o Padre Antonio Vieira no “Sermão do Bom Ladrão”, pregado em Lisboa no ano de 1655, advertia … àqueles que roubam enquanto governam ou toleram que seus subordinados o façam, que “nem os reis podem ir ao Paraíso sem levar consigo os ladrões, nem os ladrões podem ir ao Inferno sem levar consigo os reis”.

  A utilização de cartões corporativos foi objeto do Decreto nº 3.892, baixado em 2001 com base na Lei nº 8.666/93 sobre licitações e contratos na administração federal. Este decreto alterou, sem ganhos significativos, o de nº 2.809/98, que versa idêntico tema.
A medida do Executivo autoriza o uso do cartão eletrônico para aquisição de passagem aérea e compra de materiais e serviços, e determina ser o ordenador de despesa a autoridade responsável “pela definição e pelos controles dos limites de utilização, vedada sua utilização em finalidade diversa da prevista neste Decreto”.
Descuidou-se, porém, de estabelecer teto às despesas e ao número de privilegiados. Assim se entende como determinado Ministro de Estado gastou R$ 8,30 em tapiocaria, ao passo que certo assessor presidencial teria consumido R$115 mil em supermercados, açougues, bebidas, peixaria, padaria, vídeo locadora, e pequenas outras despesas.
Seriam hoje 11.510 servidores beneficiados com uma espécie singular de “bolsa família” sem controles e sem limites, conforme número divulgado pela revista “Veja” na última edição.
Enquanto escasseiam recursos para atividades como educação, saúde, segurança, transporte, e o governo se vê obrigado a cortar fundo no orçamento, a farra prossegue para confirmar que não há nada mais divertido do que gastar dinheiro alheio, especialmente quando vem do contribuinte.”

http://www.pazzianotto.com.br/fire/artigos.asp?cod=8

E, só para atualizar (o oportuno escrito do Dr. Pazzianotto data de 2008), transcrevo o que se encontra no Blog Brasil Livre e Democrata, postado em 22 de abril de 2011:

CORRUPÇÃO à MODA da CASA

          A Polícia Federal desencadeou uma operação para investigar fraudes em licitações para a contratação de serviços de assessoria jurídica para prefeituras. Mesmo assim, um deputado mineiro, também suspeito de envolvimento com o esquema desarticulado, afirmou que não pretende afastar os servidores investigados.

          A corrupção no Brasil atinge níveis literalmente intoleráveis, campeando por todos os setores da vida pública, dissipando bilhões de reais, que se perdem nas malhas das licitações viciadas, do superfaturamento de obras e serviços contratados pelo Estado, dinheiro dilapidado pelas comissões embutidas nos projetos públicos e pelo tráfico de influência dos atravessadores.

          E quem sofre e perde com isso?

          O povo pobre, sofrido, pacato, porém honrado e operoso.

          Provavelmente, isso vai terminar em nada, uma vez que, no poder público, ninguém ousa debelar tal monstruosidade, a corrupção, que, a partir de certo nível, exige que todos sejam corruptos, e quem se recusa é alvo de pressões insustentáveis.

          A corrupção na administração pública agora é organizada e partidarizada.

          Pela petulância do deputado suspeito, as investigações e o trabalho da Polícia Federal não passarão de uma simples receita de pizza, e, em face dos envolvidos no esquema, com certeza será à moda da casa.

http://brasillivreedemocrata.blogspot.com/2011/04/visao-do-leitor_1464.html

Feito o desabafo, consideremos outros aspectos do nosso versículo. Vamos ver como se expressa a versão bíblica na nossa linguagem atual:

Eclesiastes 5:

(Linguagem de Hoje)

11 – Quanto mais rica é a pessoa, mais bocas tem para alimentar. E o que ela ganha com isso é apenas saber que é mais rica.

Outros são os termos, mas o conteúdo é o mesmo.

Em princípio parece até que o texto diz o óbvio. Afinal, riquezas, dinheiro, não é, preliminarmente, destinado a atender as necessidades básicas das pessoas? E que haja, pois, muitas bocas desfrutando a riqueza. Mas, provavelmente, o autor se refere  não àqueles que, de forma ordeira, correta, honesta, usam os recursos para sua sobrevivência física; refere-se, isto sim, aos supostos ‘aproveitadores’. À época em que o livro de Eclesiastes foi escrito, e até antes, estes já existiam, como dá notícia esta advertência deste (outro?) filho de Davi:

Provérbios 19:

 (Jerusalém)

4 – A riqueza multiplica os amigos, mas o pobre os vizinhos abandonam.

6 – Muitos bajulam o homem generoso, e todos são amigos de quem dá presentes.

Em Eclesiástico igualmente há informação a respeito e, além disso, deixa claro que os ricos mesmos, se aproveitam de outros com o fim de os levarem à bancarrota – não querem concorrentes. A riqueza, o dinheiro é um “status” de poucos privilegiados (se houverem muitos deixa de ser “status”, deixa de ser “privilegio”.

Eclesiástico 13:

(Jerusalém)

3 – O rico…

5 – Se tiveres alguma coisa, ele conviverá contigo e despojar-te-á sem compaixão.

6 – Enquanto precisar de ti, enganar-te-á, sorrir-te-á e dar-te-á esperanças, dirigir-te-á belas palavras e dirá: “O que desejas?”

7 – Humilhar-te-á em seus banquetes até despojar-te por duas ou três vezes, por fim rir-se-á de ti. Depois disso, vendo-te, passará adiante e sacudirá a cabeça por tua causa.

E aqui fica claro que para os afortunados a segunda parte da afirmação do Coélet – E o que ela ganha com isso é apenas saber que é mais ricadeveria ter outra redação: E o que ele ganha com isso é saber que é único e mais rico(Em letras grandes, pois não é coisa desprezível, mas um privilégio).

Mas estamos falando de ricos de outros tempos. Nós certamente já ouvimos falar de famílias ricas do passado que hoje estão reduzidas a quase nada: esbanjaram, dilapidaram suas fortunas ou foram colhidos pela má sorte. Em compensação conhecemos, de igual modo, pessoas e famílias que estão acumulando fortunas, muitas vezes – e na maioria delas – de forma fraudulenta (a família do LULA é hoje a mais notória). Se estas riquezas serão dilapidadas e em quanto tempo não sabemos.

Os noticiários andaram divulgando esta semana que está crescendo o número de bilionários em todo o mundo, especialmente em Países emergentes, como o Brasil. Isto não quer dizer que os pobres estão ficando mais ricos, mas que a quantidade de ricos e o valor do patrimônio deles estão aumentando. Não se deve pensar que isto  decorre somente de procedimentos ilícitos, mas está mais ligado ao funcionamento desta máquina chamada economia (LEMBRE-SE: O Deus do mundo de hoje é o dinheiro). Que bom se estas riquezas fossem aplicadas no atendimento das necessidades básicas de mais pessoas! Mas esta análise não cabe aqui, principalmente pelas minhas limitações.

De qualquer forma podemos dar uma olhadinha nos ricos de hoje. Apreciem este pedacinho do capítulo QUESTÃO DE FÉ (E MUITO DINHEIRO) do livro VOCÊ ESTÁ LOUCO! UMA VIDA ADMINISTRADA DE OUTRA FORMA (Rio de Janeiro: Rocco, 2006, pg.s 165 a 172), de Ricardo Semler:

Paccioli estudou o número áureo, da proporção de 1,68 para um, que aparece, curiosamente, em uma infinidade de casos na natureza (proporção do corpo humano, girassóis, abelhas) e na arquitetura. Mas o que eu chamaria de Parâmetro Vitruviano indica outra coisa importante: que o ser humano só consegue ser feliz na proporção certa. E isso tem a ver com riqueza.

                Os melhores exemplos são moradia e alimentação. Os meus vizinhos servem de exemplo. Um deles tem 11 casas, várias delas na Europa. No entanto, há muitas que ele não visita há dois anos. Claro, de quantas casas alguém consegue usufruir, em vez de simplesmente as colecionar?

                Outro vizinho tem uma mansão que lembra romances de Garcia Márquez, parece construída para abrigar um ditador latino-americano aposentado, em seus labirintos. Onde a família passa a maior parte do tempo? Numa sala pequena de TV, num cantinho acima da escada.

                O mesmo vale para refeições. Ser rico o suficiente para fazer oito refeições por dia não resolve. O mesmo, claro, vale para a saúde, sem falar em felicidade, amor, e outras questões vitais.

                O Parâmetro Vitruviano diz que só é possível ser feliz na proporção divina, ou seja, a altura do teto da sala tem de ser proporcional ao tamanho de uma pessoa, as refeições têm de ser distribuídas apenas de acordo com a fome, e comer folhinhas de ouro não alimenta ninguém.

                É fácil esquecer disso – eu mesmo tenho uma sala com um pé-direito que me surpreende a cada vez que entro nela. Além disso, parece existir uma lei do cosmos que indica que a energia de dinheiro parado, acumulado, não faz bem.

Tenho uma grande admiração por este autor. Dou ênfase ao último parágrafo da citação acima:

Parece existir uma lei do cosmos que indica que a energia de dinheiro parado, acumulado, não faz bem.

ESPERO CONTINUAR

No decorrer de abril recebi dois e-mails que decidi colocá-los neste Blog como forma de minha participação na vida política nacional. Faz tempo que não falo nada sobre o assunto. É que ando muito decepcionado, sem muito ânimo de abordar o tema. Mas é difícil! A lama que esta gentalha lança sobre o povo brasileiro é muito grande.

Recebi o primeiro e-mail abaixo transcrito por volta de 21 de abril – Tiradentes, comemorando a Inconfidência Mineira e, oportunamente, lembrando a origem da expressão “o quinto dos infernos”. Indaguei de quem o recebera sobre a autoria do texto. Não o sabendo, pesquisei na Internet, logrando encontrá-lo, com insignificantes alterações, no Blog do Sr. Pedro da Veiga, postado em 13 de julho de 2009.

O segundo e-mail me foi enviado mais recentemente. Localizei sua origem no Site da UPEC – União Pela Ética e Cidadania, atribuído ao Sr. Gil Cordeiro Dias Ferreira.

Parece-me que um completa o outro harmoniosamente. Concordo com ambos e divulgá-los aqui é minha modesta contribuição para um BRASIL melhor. 

Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal.

Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “O Quinto”. Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

O “Quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam …

O Quinto dos Infernos”.

E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os “quintos atrasados” de uma única vez, no episódio conhecido como “Derrama”. Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de “Inconfidência Mineira”, que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2010 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de impostos…

Para que?

Para sustentar a corrupção? os mensaleiros? O Senado com sua legião de “diretores”, a festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a  farra familiar nos 3 poderes (executivo/legislativo e judiciário).

Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do “quinto dos infernos” para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!

(E vem de novo a CPMF !!!!)

http://pedrodaveiga.blogspot.com/2009/07/origem-da-expressao-quinto-dos-infernos.html

Mais um referendo!
Por Gil Cordeiro Dias Ferreira

Que venha o novo referendo pelo desarmamento.

Votarei NÃO, como da primeira vez, e quantas forem necessárias.

Até que os Governos Federal, Estaduais e Municipais, cada qual em sua competência, revoguem as leis que protegem bandidos, desarmem-nos, prendam-nos, invistam nos sistemas penitenciários, impeçam a entrada ilegal de armas no País e entendam de uma vez por todas que não lhe cabe desarmar cidadãos de bem.

Nesse ínterim, proponho que outras questões sejam inseridas no referendo:

Voto facultativo? SIM!

Apenas 2 Senadores por Estado? SIM!

Reduzir pela metade os Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores? SIM!
Acesso a cargos públicos exclusivamente por concurso, e não por nepotismo? SIM!

Reduzir os 37 Ministérios para 12? SIM!

Cláusula de bloqueio para partidos nanicos sem voto? SIM!

Fidelidade partidária absoluta? SIM!

Férias de apenas 30 dias para todos os políticos e juízes? SIM!

Ampliação do Ficha-limpa? SIM!
Fim de todas as mordomias de integrantes dos três poderes, nas três esferas? SIM!

Cadeia imediata para quem desviar dinheiro público? SIM!
Fim dos suplentes de Senador sem votos? SIM!

Redução dos 20.000 funcionários do Congresso para um terço? SIM!

Maioridade penal aos 16 anos para quem tirar título de eleitor? SIM!
Voto em lista fechada? NÃO!

Financiamento público das campanhas? NÃO!

Horário Eleitoral obrigatório? NÃO!

 

Um BASTA! na politicagem rasteira que se pratica no Brasil? SIM !!!!!!!!!!

http://upecbrasil.blogspot.com/2011/04/mais-um-referendo-por-gil-cordeiro-dias.html

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