É recente a prisão de componentes de uma organização nazista acusados da eliminarem um jovem casal que, pelo que se entende, estava divergindo do chefe do grupo. Descobriu-se que a sua meta era a criação de uma nova nação – Neuland – que abrangeria alguns Estados do sul do Brasil (a pretensão era se expandir para o mundo todo). Alguns tópicos de reportagem da revista ISTO É irão nos refrescar a memória:       

Neuland poderia ser o país fictício de uma narrativa fantasiosa. Mas a mente de quem criou esta nação-babel, com 20 idiomas oficiais, é a mesma que está sendo acusada de planejar a morte de um rival, motivada por uma ideologia que já foi usada para justificar o assassinato de milhões de pessoas no século passado e se mostra viva no Brasil de 2009: o nazismo.  

O paulista Ricardo Barollo, 34 anos, coordenador de projetos especiais da empreiteira Camargo Corrêa, foi apontado como mandante do crime que tirou a vida do estudante de arquitetura mineiro Bernardo Dayrell, 24, e sua namorada, a estudante Renata Waechter, 21, na madrugada de 21 de abril em Campina Grande do Sul, no Paraná, devido a uma disputa de poder. O crime descortinou uma rede organizada de nazistas no País, com ramificações em vários Estados e conexões com outros países.

O detalhado plano da Neuland foi apresentado por Barollo aos seus seguidores em setembro de 2008. Primeiro, o grupo elegeria vereadores e o prefeito no Balneário Piçarras, em Santa Catarina. Em alguns anos, fortalecido, tomaria os Estados do Sul e São Paulo, num movimento separatista que criaria o novo país.”

Dia 25 o jornal O Estado de São Paulo publicou um artigo do Sr. Denis Lerrer Rosenfield, professor de Filosofia na UFRGS, que dá notícia de outro grupo com intenções parecidas, ou seja, criar uma nova nação dentro de nosso Brasil – a nação Guarani. Vejam trechos:

“O Cimi e os ditos movimentos sociais estão entrando numa nova etapa de formação da opinião pública nacional e internacional, propugnando pela formação de uma nação guarani. As publicações Porantim (Cimi) e Sem Terra (MST) já trazem matéria a esse respeito, . . .

. . .
Para que se tenha ideia da enormidade que está sendo tramada, a dita nação guarani abarcaria partes dos seguintes Estados brasileiros: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O foco é o Estado de Mato Grosso do Sul num primeiro momento e, logo após, Santa Catarina e Espírito Santo.

 
Para granjear a simpatia da opinião pública internacional criaram um site global, hospedado nos EUA, assumido por uma
ONG holandesa e alimentado pela regional do Cimi de Mato Grosso do Sul. Observe-se que é o próprio Cimi que elabora o conteúdo de um site internacional (www.guarani-campaign.eu), visando a interferir, dessa maneira, nos assuntos brasileiros, . . .  

O Cimi, em suas publicações, reconhece ainda a aliança estratégica com o MST, que lhe ofereceu apoio logístico e organizacional em invasões e outras manifestações, como campanhas de abaixo-assinados.” 

            Esta entidade – Cimi é o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ala esquerdizante da Igreja Católica. Quanto ao MST vocês conhecem a qualidade (não estou fazendo julgamento, apenas fazendo constatação). Observem que estão tendo o apoio de uma Ong holandeza e publicando um Site nos EUA – coisas que deixam claro suas intenções “patrióticas”.  A alavanca para propugnarem esta pequena mudança em nosso território é o movimento indigenista – trabalho bonito se conduzido dentro dos interesses dos brasileiros e com o bom senso adequado.

            Mas, pesquisando a Internet sobre o assunto, deparei com um um trabalho de Félix Meier postado em 14/setembro/2008 no Site (http://brasilacimadetudo.lpchat.com/) que fala de mais gente interessada em uma lasquinha do Brasil:           

“Cué-Cué Marabitanas: nova Nação Indígena na Amazônia      
 
 O livro “A Farsa Ianomâmi” (Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, 1995) , escrito pelo coronel do Exército Carlos Alberto Lima Menna Barreto , põe a nu, ao provar com inúmeros documentos, a farsa do século que foi a criação da Terra Indígena Ianomâmi (TI Ianomâmi). Na verdade, o blefe monumental foi arquitetado por uma fotógrafa belga, Cláudia Andujar, que reuniu algumas tribos, que não tinham nenhuma relação entre si, e criou a “nação imemorial dos ianomâmis”, com o total apoio dos caciques brancos de Brasília.

O livro de Menna Barreto tem a apresentação feita pelo general-de-divisão Carlos de Meira Mattos, que assim inicia seu escrito:

“A questão ianomâmi, como é apresentada pelos interesses alienígenas, clama contra a lógica e o bom senso. Como reivindicar o controle político de um território brasileiro da extensão de 94.1991 km2 (semelhante à área de Santa Catarina e três vezes a superfície da Bélgica), para uma tribo que o habita, de 5.000 índios, no máximo, e que vive, até hoje, no mais baixo estágio da ignorância e primitivismo? Estes próprios índios ignoram as reivindicações que são feitas em seu nome, por organizações internacionais mascaradas com intenções científicas (ecologia, ambientalismo, antropologia) e que fazem uma pressão crescente no sentido de entregar a soberania dessa área aos seus habitantes” (pg. 11).

Raposa Serra do Sol teve sua origem em blefe semelhante à geração espontânea dos ianomâmis. Diz Menna Barreto: “E muito menos se pode chamar de ideal a conspiração criminosa de alguns `padres` com os índios transviados, para arrancar outro pedaço de Roraima, com a criação pretendida da reserva indígena Raposa – Serra do Sol, em uma parte do estado povoada, há dois séculos, por brasileiros” (pg. 155).

Depois das Nações Ianomâmi e Raposa Serra do Sol, vem aí uma nova nação, que está sendo engendrada pelos morubixabas da Funai, pelo CIMI e por sociólogos e antropólogos de diversas partes do mundo, para arrancar mais um naco do mapa do Brasil: a Nação Cué-Cué Marabitanas.

Guarde bem este nome: Cué-Cué Marabitanas. Logo irá aparecer nos noticiários. No momento é a TI Cué-Cué Marabitanas, que, juntamente com outras TI, existe apenas nos mapas da FUNAI, do CIMI e das ONGs. Fica no Estado do Amazonas, município de São Gabriel da Cachoeira e tinha 1.645 indígenas, em 1996, segundo fonte do Instituo Socioambiental (ISA). Na extremidade sul da TI Cué-Cué Marabitanas fica a cidade de São Gabriel da Cachoeira. Esta TI dos cués fica entre a TI Balaio, a leste (que faz fronteira com a TI Ianomâmi), a TI Alto Rio Negro, a oeste, a TI Médio Rio Negro I, ao sul, e a Venezuela, ao norte. Abaixo da TI Alto Rio Negro, existe ainda a TI Rio Apapóris (próximo à Vila Bittencourt). E a leste da TI Médio Rio Negro existem as TI Médio Rio Negro II e TI Rio Tea. Abaixo da TI Médio Rio Negro I – depois de uma faixa de terra ainda não pleiteada pela Funai para os indígenas – existe a TI Uneiuxi. Todas estas TI ficam no Amazonas. Com as demarcações de Balaio e Cué-Cué Marabitanas, o município de São Gabriel da Cachoeira terá 90% de suas terras destinadas aos índios! Convém lembrar que no Amazonas existe, ainda, a TI Rio Cuieras, na região de Manaus e Nova Airrão. “

          Desculpem se o texto é grande, mas entendo que traz muita informação valiosa, dadas por um coronel e um general de exército.

          Enfim: uns pleiteiam um pedaço do Brasil para darem melhores condições de vida ao ariano, outros ao índio brasileiro. . . E nóis qui num sumos ninhuma destas coisas? Vamos partir para o nosso pedacinho? Ainda que possa parecer esta a intenção, faço o meu comentário a respeito do assunto.

 

 
            No dia 7 de maio coloquei neste blog um texto de Nilton Bonder sob o título “Ir para si mesmo” (releia-o, por favor). Trechino :“A complexidade dessa integridade é que ela não se encerra apenas no indivíduo, como talvez a vivenciem os animais. Se quiser ir para si, um ser humano terá que passar pelo outro. Sua identidade não é apenas uma questão pessoal, mas se consolida na condição do outro e também no olhar do outro. Sua identidade também não pode se estabelecer em contraposição ao outro, mas se produz na difícil tarefa de acolher o outro.”        O que entendo de notável na lição deste jovem rabino, tanto no texto que disponibilizei a vocês como em todo o livro, é a interdependência do ser humano. Aqueles que cruzam nosso caminho passam a fazer parte de nós mesmos. O nosso relacionamento com o próximo é o verdadeiro caminho para o nosso crescimento espiritual. E percebam que isto Bonder intuiu quando visita povos que lutam contra sua gente, que têm uma história própria de Abraão com relação às suas esposas, que entendem o holocausto como propaganda política para usurpar-lhes território, que consideram os Israelenses como bandidos. Vocês se lembram das revistinhas em quadrinhos que colocavam o “alemão”, depois o “soviético” como os bandidos que lutavam – e sempre perdiam – com os mocinhos americanos? Pois é, para palestinos, os judeus são os bandidos – maus, fortemente armados – mas que devem e serão destruídos.

        “Se quiser ir para si o ser humano terá que passar pelo outro”. Isto me lembra a frase que meu irmão Marcio coloca em seus e-mail, de Madre Tereza de Calcutá:”Não deixe ninguém que veio a você, partir sem sentir-se melhor e mais feliz”. E, sem dúvida, o fundamento destas assertivas é o “segundo mandamento” ensinado pelo Cristo: “Amai o próximo como a ti mesmo”. E porque hoje se fala tanto: “Somos todos um”?

        Então, ao invés de retalhar o Brasil, a solução seria criar uma Pátria justa, boa para pretos, brancos, pálidos, amarelos, índios, judeus, católicos, protestantes, muçulmanos etc. etc. Com iguais oportunidades para todos, vida digna, saúde, educação igualmente ao acesso de todos. Restrição: sem corruptos, mentirosos, aproveitadores. É difícil! Eu sei. Mas é igualmente difícil encontrar a paz entre Judeus e Palestinos, Iranianos . . .

Mas sejamos profetas – para os profetas sempre há esperança!

       

 

 
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