05 de maio

Lula tentou minimizar os gastos públicos pelos senhores deputados com as passagens aéreas concedidas a familiares e amigos. Ele mesmo, confessou, concedeu passagens aéreas a sindicalistas quando deputado.

As passagens aéreas, é bom lembrar, foram concedidas aos deputados para que se locomovessem até suas bases: supõe-se que são representantes dos brasileiros residentes no Estado pelo qual foram eleitos. Portanto, sair disso é usar o dinheiro público indevidamente.

Se o hoje Presidente da República, quando deputado, fez uso de suas cotas de passagens aéreas para fins diversos do que foi previsto quando de sua criação, também errou. O seu erro não justifica o erro dos “companheiros” em exercício. Ao invés de tentar justificar o desmando público, deveria desculpar-se perante a nação e reembolsar os valores desviados.

A propósito, transcrevo abaixo trecho de entrevista do Dr. José Antonio Toffoli à revista Veja, edição de 6/maio/2009. O Dr. Toffoli foi advogado do Sr. Lula nas três últimas campanhas eleitorais, Assessor Jurídico da Casa Civil na gestão de zé dirceu, é hoje Advogado Geral da União e está cotado para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal.  Eis sua resposta a uma questão da revista:

. . . O problema é nossa herança histórica e política de confundir o público com o privado. É preciso uma conscientização maior do que quem exerce uma função pública só pode gastar o dinheiro público no interesse público. E é preciso, acima de tudo, um rigor maior na fiscalização, acabar com esse costume de passar a mão na cabeça dizendo que o erro foi pequeno, que foi coisa de 1.000 reais, que foi só uma passagem aérea. Não há erro pequeno. É preciso tolerância zero com o uso indevido de dinheiro público. Mesmo o erro pequeno precisa de punição.

 Se o Lula ouvisse seu advogado, teria dito menos besteiras.

A entrevista do jovem advogado, a mim soa como um sonoro “PORQUE NÃO TE CALAS”, ao nosso infeliz Presidente.

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