. . . para ser construído e só se faz na medida e que avançamos, não impelidos por denominador comum humano, mas atraídos pelo expoente comum divino: Ômega, o Todo Um, o Alghém, a Plenitude, o Deus que era, que é e que vem. A matéria é sagrada. O Universo, transparência progressiva de Deus. O Homem, eixo e flecha de uma santa evolução. Daí o valor da ação humana, do menor gesto, ato ou palavra. Em tudo e por tudo, o absoluto se consuma e nos consuma. Cabe-nos, pois, “tudo tentar até o fim”.

Cristo, arquétipo do Amor, é bem o mensageiro disso tudo. Deus encarnado (imerso no Mundo), Homem ressuscitado (Matéria plenamente espiritualizada), Cabeça de um Corpo Místico (consumação da União Total), ele é verdadeiramente Universal. Arco, Flecha, Alvo, Alfa dos primórdios e Ômega do final dos tempos. Ateus e não-cristãos divisem nele o correspondente à sua idéia de Perfeição ou de Ser Supremo. Importa que, alçando-se em união e convergência, busquem o Universal-Pessoal, termo natural da evolução que coincide com a saída suprema, emersão sobrenatural.

(ARCHANJO, José Luiz; TEILHARD DE CHARDIN – Vida e Pensamento  Ed. Martin Claret, pg. 22, 23)

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