Pai nosso

Pai. . .

Mãe. . .

         De olhos mansos;

que estais nos céus,

Sei que estás invisível em todas as coisas.

Santificado seja o teu nome;

Que o teu nome me seja doce, a alegria do meu mundo.

venha o teu Reino,

Traze-nos as coisas boas em que tens prazer:

         o jardim,

         as fontes,

         as crianças,

         o pão e o vinho,

         os gestos ternos,

         as mãos desarmadas,

         os corpos abraçados…

faça-se a tua vontade assim na terra como nos céus;

Sei que desejas dar-me o meu desejo mais fundo, desejo que esqueci…

Mas tu não esqueces nunca.

Realiza, pois, o teu desejo para que eu possa rir.

Que o teu desejo se realize em nosso mundo, da mesma forma como ele pulsa em ti.

o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;

Concede-nos contentamento nas alegrias de hoje:

         o pão,

         a água,

         o sono…

Que sejamos livres da ansiedade.

E perdoa-nos as nossas dívidas,

assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;

Que nossos olhos sejam tão mansos para com os outros

como os teus o são para conosco.

Porque, se formos ferozes, não poderemos acolher a tua bondade.

e não nos deixes cair em tentação;

mas livra-nos do mal.

Amém.

E ajuda-nos para que não sejamos enganados pelos desejos maus

e livra-nos daquele que carrega a Morte dentro dos próprios olhos.

Amem.

(Alves, RUBEM; PAI NOSSO – Meditações; CEDI Centro Ecumênico de Documentação e Informação; Ed. Paulinas, São Paulo, 1987; pg.s 5 e 6.)

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