A Folha on line publicou uma reportagem informando que a família Sarney é detentora de bens patrimoniais avaliados em 125 milhões de reais, entre os quais, em São Luiz, a sede do clã, a Casa do Calhau, mansão colonial cercada por coqueiros de babaçu, em área de 20.000 m2, e para o merecido descanso, uma reserva ambiental privada, na ilha do Curupu,  onde só se chega de barco ou avião, com área de 2.500 hectares; já possuem lá uma mansão mas sra. Roseana está providenciando outra. É óbvio, possuem outras propriedades em São Luiz, Rio de Janeiro, Búzios. . . Olha que há até quem afirme que possuem uma castelo em área de 23.400m2 – Quinta dos Lagos -em Sintra, Portugal, avaliado em 30 milhões de reais (Blog de Vânia Frazão no ‘blogspot’ – A MANSÃO DE SARNEY EM PORTUGAL).

Estes fatos devem nos deixar chateados? Acho que não, pelo contrário. É bom saber que há brasileiros que não são oprimidos por carências financeiras. Mas, por outro lado, nos faz lembrar que o Estado brasileiro que tem sido dirigido por esta família Sarney – o Maranhão -, apresenta os piores índices de desenvolvimento social ao País. Imaginem que até um deputado daquelas bandas – Pavão Filho, PDT (06/2008) – formulou aos seus pares a seguinte questão: Por que o Maranhão tem um dos piores indicadores sociais do Brasil?”

E de fato, a questão social de nossos irmãos maranhenses é preocupante. Para que avaliem, transcrevo trecho de reportagem da Folha em 18/04/2009:

“O Maranhão tem alguns dos piores indicadores sociais do Brasil. Segundo dados do IBGE, com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2007, o Estado tem a segunda maior taxa de mortalidade infantil do país (39,2 por mil nascidos vivos) e o maior percentual de domicílios urbanos (43%) com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 232,50).

Os maranhenses apresentam a segunda menor expectativa de vida entre os brasileiros: 67,6 anos. A esperança de vida média no Brasil é de 72,7 anos. O Estado tem também o segundo pior PIB per capita do Brasil, segundo o IBGE –atrás do Piauí. “

Quem estiver interessado, poderá aprofundar as pesquisas no Site do IBGE. Eu os poupo da carrada de números.

Ora, por que em Estado tão pobre viceja uma família tão rica? Alguém se habilita a responder? Possivelmente só eles são honestos, trabalhadores, sabem poupar – economizar pensando no futuro.

Mudando de assunto, gostaria de conversar a respeito de uma reportagem recente do SPTV dando conta de uma plantinha conhecida popularmente por “fio de ovo”(preferiria que fosse fio de ouro, pois fazer fio de ovo é coisa de português que não possui ouro em seu território) – o feio nome científico é “Crescentia cujete Convolvulaceae”. Trata-se de uma parasita que até tem sido usada para eliminar as plantas invasoras, matando-as por sucção de suas reservas. Mas, se bobear, ataca aquelas que foram plantadas com carinho (e a bichinha é “braba” mesmo, não há como salvar a planta parasitada – deve ser destruída com a parasita). Os seus ramos, de fato, lembram os fios ovo, amarelinhos, bonitos. . . Se reproduz  por pedacinhos de seus ramos, ou – notem a sua esperteza -, quando a planta hospedeira já não tem nada mais a oferecer, florescem lindamente, parece que flores brancas, lindinhas – e dão continuidade à espécie parasitando outras plantas. 

Mas deixemos a botânica de lado e voltemos a falar da família Sarney. Transcrevo um texto que recebi há dias:

“O Maranhão é da Família Sarney.

– Para nascer, Maternidade Marly Sarney;

– Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola  Sarney ou, Roseana Sarney;

– Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto,  Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;

– Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá  até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade  particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um  tal de José Sarney;

– Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize  as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13  repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário;

– Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);

– Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue  a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas ‘maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José  Sarney.”

É, os Sarney têm se dedicado ao Maranhão. 

Mas isto são coisas que vêm acontecendo há anos. Todo mundo conhece – inclusive a situação do social do Estado do Maranhão.

E não é que esta família ilustre tem voltado aos noticiários, de tal sorte que até o Excelentíssimo Senhor Presidente da República – lá do exterior mesmo, à trabalho -, demonstrou sua repulsa ao jornalismo nacional que a cada dia divulga um novo acontecimento, ligado a esta nobre gente,  classificando-o, maliciosamente, de “escândalo”. Isto não se faz: O Sr. José Sarney não é “qualquer um”, não é um brasileiro pobretão; é a fina flor da política nacional, é um Imortal da Academia Brasileira de Letras, de cuja Presidência abriu mão para dirigir o Senado Federal. A fortuna de sua família tem contribuído fortemente para melhorar os índices (só os índices, entendam bem!) do Maranhão – é, portanto, um ornamento naquele combalido Estado, podíamos até dizer que é o melhor adorno, o mais precioso atavio, daquela região. Porque não dizer: “é o fio de ouro” do Maranhão.  

 Mas quais são as crueldades que estão divulgando do Sr. Sarney? Vejam só o que o Estadão tem coragem de publicar:

 “A árvore genealógica dos parentes e agregados do clã Sarney com emprego no Senado não para de ganhar novos ramos. No pente-fino feito nos atos de nomeação, sejam eles secretos ou não, apareceram dois novos nomes. Depois do neto e de duas sobrinhas de José Sarney (PMDB-AP), presidente da Casa, pendurados em gabinetes de senadores amigos, surgiram uma prima e uma sobrinha de Jorge Murad, marido da ex-senadora e atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB).

O mais novo nome da lista é o de Virgínia Murad de Araújo. Em 29 de maio de 2007, ela foi nomeada assistente parlamentar do gabinete da liderança do governo no Congresso, à época ocupada por Roseana. Seu salário, na ocasião, era de R$ 1.247. Onze meses após ter sido nomeada, ela passou a ganhar exatamente o dobro – R$ 2.494.

Virgínia é filha do ex-deputado Emílio Biló Murad, primo de Jorge Murad, genro de Sarney. Ela está até hoje na folha do Senado. O Estado telefonou ontem para o gabinete da liderança. Lá, uma funcionária afirmou não conhecer Virgínia. A assessoria de José Sarney, por sua vez, assegurou que ela trabalhava, sim, para Roseana. De acordo com a mesma assessora, Virgínia está hoje no gabinete de Mauro Fecury, que assumiu a vaga de Roseana.

A outra parente do genro de Sarney lotada no Senado é Isabella Murad Cabral Alves dos Santos, arquiteta, de 25 anos, que vinha ganhando salário do Senado, apesar de morar em Barcelona, na Espanha. Isabella estava lotada na liderança do PTB. Foi nomeada em fevereiro de 2007. Na época, o líder do PTB era o senador Epitácio Cafeteira (MA), aliado de Sarney.

O secretário de Comunicação do governo do Maranhão, Sérgio Macedo, afirmou ontem ao Estado que Isabella devolverá aos cofres públicos o dinheiro ganho do Senado desde que saiu do País, no início do ano. “Antes de sair ela deixou pronto o pedido de demissão, mas por alguma falha técnica isso não foi processado”, afirmou Macedo.

Cafeteira disse que nunca deu falta de Isabella. “Não sou fiscal de funcionário.” Afirmou ainda que nomeou a arquiteta a pedido de um amigo, Eduardo Lago. “Ele é tio dela e me pediu que nomeasse, mas esqueceu de avisar que ela tinha conseguido uma bolsa de estudos na Espanha”, declarou o senador ao Estado.

Sarney abrigou ainda um neto no Senado. João Fernando Michels Gonçalves Sarney, de 22 anos, ocupou por um ano e oito meses, no gabinete de Epitácio Cafeteira, o cargo de secretário parlamentar, função que dá direito a salário mensal de R$ 7,6 mil. A história só se tornou conhecida graças à revelação dos atos secretos pelo Estado.

O rapaz foi demitido secretamente para não atrair os holofotes quando o Senado se via obrigado a cumprir a súmula antinepotista imposta pelo Supremo Tribunal Federal. No entanto, a vaga aberta com a saída do neto de Sarney foi preenchida pela mãe do próprio João.” 

Esperemos que a bronca do Sr. Lula dê resultado e não se publiquem mais notícias deste teor. Ou melhor – rezemos, supliquemos aos céus, imploremos aos protetores da gente brasileira, que tais fatos não aconteçam mais no Brasil. Por que, se acontecer, não vai dar em nada mesmo – como disse o sábio Sr. Lula.

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