Recebi hoje este texto de uma pessoa muito querida, que gostaria de compartilhar:

“Quando você sente que existe algo que você, e somente você, precisa fazer, mas não sabe exatamente o que é, o que você faz? Quando você se sente fortemente impelido a realizar algo, quando o sentido de missão toma conta de você, e te chama para agir de um jeito que ninguém agiria, a fazer o que ninguém faria. Quando você sabe que não é necessário esperar nada em troca, pois seu maior premio já lhe foi concedido, na gratuidade, antes de qualquer realização pela força criadora do amor: sua vida nesta terra. O que você faz? 

Quando existe uma briga dentro de você onde um lado o leva a buscar a recompensa pelo ato a ser realizado, quer seja esta recompensa financeira, ou um simples reconhecimento social, e o outro lado o pede para agir imediatamente, sem busca de retorno ou recompensa, que você faz? Zanga-se? Encontra um culpado para deixar de fazer o que é preciso?

Não estamos no lugar que estamos, convivendo com quem convivemos, por coincidência, por obra do acaso. Temos, cada um, no lugar onde temos a possibilidade de realizar nossa missão, quer seja na construção imediata de uma nova realidade coletiva, quer seja na construção de uma nova e mais consciente realidade interior. O que nos move é o amor, é o desejo de manter e preservar esta vida nesta terra. Qualquer reação que não reflita amor está em conexão com o SISTEMA, e não com a Criação.

A quem ouvimos, com quais energias estamos sintonizados? 

Cada vez mais nos vemos cercados pelo SISTEMA, sofrem mais aqueles que já atingiram algum grau de consciência acerca do controle que tenta nos dominar, mas não dão os passos necessários para sua caminhada; sofrem menos aqueles que aceitam seu papel, naquilo que fazem, e dizem não, conectados com seu interior. Sempre foi assim, desde a antiguidade. Hoje, porém, a quantidade de despertos é maior, e eles estão em várias esferas de nossa sociedade, ajudando a encaminhar para a LUZ aqueles que assim escolheram, apesar dos riscos que esta escolha representa. 

Pessoas com objetivos comuns unem-se, pela força da grande inteligência. Algumas vezes entre elas formam-se elementos que deturpam o verdadeiro objetivo de sua união. Relações de trabalho regidas pelo capital, pela competição, impedem ou dificultam a ação do AMOR para a produção da mudança necessária; a liga não se dá no nível da colaboração mas sim da competição e da exploração. 

O individualismo atualmente impera e impede que as pessoas se vejam em sua essência. As forças superiores as colocam juntas e é preciso esforço para que permanecem juntas pelo propósito que as uniu. 

Casamentos, amizades, empresas… isto acontece a todo momento. Somos ainda pouco evoluídos para perceber as forças que nos controlam e abdicar de agir movidos por qualquer coisa que não seja nosso EU SUPERIOR, que não seja o grande Amor que nos une a todos. 

Precisamos mudar nossas relações, precisamos dar chance de criar novas formas de trabalho e de relacionamento, novas formas de criar em conjunto. Novas formas menos egoístas e não centradas no medo da perda: perda da propriedade, perda do poder, perda do status, perda da falsa sensação de segurança oferecida pelo SISTEMA, que nos deixa cego para nossa mais profunda e assustadora realidade atual: a de que juntamente com a destruição do planeta, estamos, em nossos menores atos, aprisionando a essência do outro e a nossa em conseqüência disto…estamos nos desumanizando….”

Sandra Souza

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