Passarinhos, belas flores,
Querem m’encantar;.

“O Exilado” (Harpa Cristã)

 

                Hoje pela manhã, fazendo minha caminhada, lembrei-me destes dois versos do hino “O Exilado”, que tantas vezes ouvi e cantei. Vieram-me à memória como consequência: consequência de tantas lindas e edificantes mensagens que recebo (e as adoro) por email – quase todas com um viés religioso (ou espiritual, para serem mais genéricas e desvinculá-las de instituições).

                E fiquei pensando em meu “Blog” e nos “email’s” que ouso distribuir aos meus parentes e amigos. Seria lindo se apenas falassem de coisas belas, coisas que encantam, que enternecem. . . Mas, não, eu insisto em botar lá (não exclusivamente, é bom lembrar!) as excreções biliares, minhas e as que repasso, decorrentes do momento político nacional. 

                Então. . . bem, é que não me sinto um exilado. Eu entendo que sou um estudante, daqueles marrudos[i], mal humorados e até malvado. Tento melhorar – e  uma das razões do blog é ajudar-me nisto (aqui tenho q ser mais comedido!!!). E, não sendo exilado, fui posto no planeta Terra para aprender – e estou convencido que só se aprende com os outros – Não é esta a lição do Cristo, quando se encarna? Vide, também, o texto de Nilton Bonder  “Ir para si mesmo”. Já passei da idade de pensar que poderei mudar o Brasil (isto é sonho de adolescente – SERÁ QUE O SOU? -, segundo dizem!), mas pressinto que tenho responsabilidade com esta Pátria onde nasci. Posso fazer muito pouca coisa por ela. Mas o que puder fazer, devo fazê-lo: nem que seja só chiar, gritar, clamar. . . quem sabe, um dia, alguém, me ouça.

                Atribuem a Freud (os psicólogos que o confirmem, ou não) a dedução de que a gente aponta os erros que vê nos outros, reclama deles, quando os próprios estão em nós. Vai que seja verdade e eu precise mudá-los. Deixe-me, pois, aduzi-los e, quiçá, possa extirpá-los de mim.

                Uma pessoa que não conheço (informaram-me a respeito) teve a gentileza de correr os olhos por meu blog, comentou que eu estava na posição de um ninja. Tanto quanto sei, ninja são guerreiros expert em infiltrações, especialistas em atacar na escuridão e mascarados, hábeis no manejo da espada e outras armas e artes letais. Segundo a Wikipédia, “Os ninjas geralmente buscavam defender suas terras e sua família dos interesses feudais latifundiários”. Também, com frequência, vendiam seus serviços – o que não é o meu caso. Primeiro, não sou ninja porque não sou tão eficiente como eles. Segundo, se manejasse com maestria uma espada afiada, pensaria (o que não é bom para um guerreiro) muito antes de decepar a cabeça de safados, ladrões etc., etc, graças à formação cristã que recebi e de olho nas lições que devo aprender cá na terra. Também não usaria máscara. Gosto de agir de cara limpa e olhar nos olhos do oponente. Seria mais um Samurai? – que pretensão!

                Logo, tenho de correr atras de alternativas menos radicais (mas como gosto destas!!!). O que vejo mais à mão é a arma da comunicação – divulgar, mostrar, expor os mal atos, ainda que tenha que expor os que o praticam. Creio que é em decorrência de minha formação de administrador, que acredito na eficiência dos controles institucionais (não funciona nas igrejas?). Isto me leva a colaborar, tanto quanto possível, com a idéia de uma reforma política para o Brasil – evidentemente não montada e votada pelos políticos, mas imposta a eles pela sociedade – que, em democracia, deveria ser a detentora do PODER.

                Mas, até que as coisas melhorem um pouco (um tantinho só, que seja. . .), vou continuar sofrendo com os péssimos exemplos vindo dos políticos e, dando as pauladas que puder dar. Este, aliás, é a terapia que chamo de “italiana” – não engole a cólera, sentiu raiva, fale, desembuche, grite. . .Talvez assim eu não deva pagar o preço com problemas do fígado e gastrites. Caso contrário, PACIÊNCIA!!!

Reconforto-me, enquanto isto,  com o canto dos pássaros do Solar de Amigos, condomínio onde moro, e as mensagens maravilhosas que me enviam.

                VAMOS A LUTA!!!!

 


[i] Não encontrei no meu Aurélio a palavra “marrudo”, nem no Michaelis da Uol. Mas eu a conheço desde criança e a encontrei até em uma música de Tião Carrero e Pardinho. Os dicionaristas estão atrasados. Eu o Tião e o Pardinho exigimos a sua inclusão no dicionário.

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