Ao abrir o meu google/ig, o Poemas ao Acaso me apresentou Berthold Brecht. Encontrei na Wilkipedia a informação de tratar-se de Eugen Berthold Friedrich Brechet (1898 – 1956), dramaturgo, poeta e encenador alemão; tornou-se marxista em 1920 e seu trabalho concentrou-se na crítica às relações de trabalho no sistema capitalista.

Chamou-me a atenção o grito de esperança que parece transmitir ao nosso Brasil de hoje. ATENÇÃO: eu não tinha conhecimento da data em que fora escrito e nem do viés político do sr. Brecht (Eu era um Lula diante do mensalão!). Prova-se que a linguagem do poeta é universal e eterna.

Mas aproveitem o poema, obtido no Site http://www.astormentas.com/.

A injustiça avança hoje a passo firme

Os tiranos fazem planos para dez mil anos

O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são

Nenhuma voz além da dos que mandam

E em todos os mercados proclamam a exploração;

Isto é apenas o meu começo.

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem

Aquilo que nós queremos nunca mais o ancançaremos

Quem ainda está vivo não diga: nunca

O que é seguro não é seguro

As coisas não continuarão a ser como são

Depois de falarem os dominantes

Falarão os dominados

Quem pois ousa dizer: nunca

De quem depende que a opressão prossiga? De nós!

De quem depende que ela acabe? Também de nós!

O que é esmagado que se levante!

O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha

E nunca será: ainda hoje

Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.