Diz o verso 5 do Cap. 3 de Eclesiastes:

(Há) tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de afastar.

Reli agorinha mesmo um texto enviado pelo mano Derli, uma tradução interessante de um pedacinho de um livro “The Point in the Heart” de  Michael Laitman, que fala exatamente no “amar e afastar”. Segue abaixo para apreciação de voces (são meus os grifos):

Revelando-se numa realidade de amor.

Questão: As pessoas em meu entorno não querem nada além de me ferir! O que fazer quando alguém tenta amar e o outro não?

O amor mutuo a que aspiramos é impossível através do ego. Eu “amo” outra pessoa porque ela é boa para mim, mas de fato, quero somente explorá-la.

Amor através do ego é como amar peixe – Amo peixe porque eu o aprecio. Da mesma forma, enquanto eu aprecio alguém, aprecio estar com ele(a) e eu o “amo”. mas no momento em que eu não  aprecio mais estar junto, eu o empurro pra longe.

Mas há outra forma de amor, um que nós ainda não conhecemos. Existe acima de nossa egoísticas considerações, acima de nossa natureza. Quando o quadro, a imagem, de todos nós sendo parte de um simples, inclusivo, e interdependente sistema é revelado para nós,  nos renderemos ao seu poder e o verdadeiro amor para com outros despertará em nosso intímo.

E além deste amor há um ainda mais elevado amor. Além da dependência mútua, a própria qualidade do amor está atraindo-nos ao seu encontro, para que compreendamos que amor e doação são as mais exaltadas coisas em realidade.
Amar permite-nos transcender nossa regular percepção e começar a perceber outra realidade.

Quando nossa natural aspiração de absorver tudo transforma-se numa aspiração para amar e doar-se, a pequena e limitada realidade que sentimos renuncia ao seu lugar, e a completa realidade aparece para nós – a realidade espiritual.

Aquele que começa a sentir a realidade espiritual compreende que as pessoas distratam-se mutuamente porque eles são naturalmente controlados pelo ego, e não porque eles são demoníacos. Esta pessoa descobre que eles foram criados deliberadamente desta forma para no fim das contas alcançarem consciência da nulidade do ego. Somente então eles emergirão para uma realidade de amor