Lendo, com alguns dias de atraso, em momento de “relax”, A Tribuna de São Pedro de 21 de agosto de 2010, duas pequenas notas me chamaram a atenção. A primeira:

ATÉ FRUTAS

Há dias, no Ceasa de Brasília, a equipe de TV da campanha de Dilma Roussef gravava imagens e alguns pegaram emprestadas frutas de um Box. Aí, foram usadas, mordidas e quando o pessoal preparava-se para ir embora, o dono do Box prendeu todo mundo e chamou a polícia. Conclusão: só depois de muita discussão (teve gente que argumentou que “é para a campanha da presidenta”, as frutas foram pagas. O comitê de Dilma nega que alguma equipe de TV da campanha tenha participado do episódio e até defende que “deve ter sido coisa de outro candidato.”

A segunda nota:

A CASA CAIU

Advogados das vítimas da Bancoop, a cooperativa dos bancários investigada por suposto desvio de dinheiro para os cofres do PT (na época o presidente era João Vaccaro, atual presidente do partido, e participava também Ricardo Berzoini, deputado federal, ex-ministro e ex-presidente do PT, agora conhecidos na mídia como “fabricantes de dossiês”, vem recebendo propostas de acordo, diante da iminência da quebra total do projeto. Hoje, 4,2 mil mutuários estão sem escritura e outros dois mil estão esperando os imóveis comprados. A Bancoop só tem 3 funcionários e não resistiria até o final do ano, diante das dezenas de sentenças contra a cooperativa na justiça.

Notícias simples, sem nadinha uma com a outra. Mas não para mim. Vejam a primeira nota: estão fazendo campanha para uma candidata, que já chamam de presidenta (esta que nós conhecemos como guerrilheira e assaltante cujo nome parece ser Dilma), avançam nas gôndolas do Ceasa em Brasília, servem-se do que mais gostam e depois reclamam quando são cobrados: estamos fazendo campanha para a presidenta. Se agora, ainda em campanha, já avançam em mercados, imaginem quando (e se) a “coisa” for eleita. Será que a minha, a sua casa, estarão livres de aparecer um marginal “dela” e requisitar o que você entende ser sua propriedade e requisitá-la para uso do PT? É lógico que Dilma disse que não era gente dela, como o Lula, disse que “não sabia de nada”. O dossiê contra os tucanos, o envio de propostas comprometedoras ao TSE, e tantos outros episódios deste naipe dos quais já participou, não foi a mesma coisa?.

O caso da Bancoop reforça o que disse acima: se é para o PT, vale tudo. Roubar? O que é isto? Foi ato político em benefício dos que querem ser donos do poder. E, cá pra nóis, isto até não é nada em vista da dúvida que paira na cabeça de muitos brasileiros. E olhe lá, Berzoini, Vaccaro, Zé Dirceu, Genoino, Palocci etc. em plena atividade política. Se a guerrilheira, assaltante,  ganhar, o que e quem os poderá condenar?