Há alguns dias recebi o boletim da “Kabbalah and the Meaning of Life” com este artigo de Michael Laitman. Senti, sei lá por que, que trazia uma mensagem URGENTE, que precisava ser divulgada. Traduzi-a a duras penas e, ao final, pedi a revisão de meu mano Derli. Para quem prefere conhecê-la no original:

http://mlist.kbb1.com/files/blog_mihaelya_laitmana_eng_wb.html

“Não podemos mais nos desenvolver egoisticamente. O egoísmo, de repente, virou nosso inimigo. Pode-se perguntar: “Como assim? Vamos continuar a desenvolver a tecnologia, a cultura e a ciência, e viajar para outros planetas. A busca por novas fronteiras pode ser infinita.”

O problema é que o objetivo final, a finalidade, e a ideia da Criação são diferentes. A natureza funciona de modo que tendo atingido o estado final egoístico, começamos a sofrer com o nosso egoísmo indescritivelmente e não desejamos evoluir mais nisso.

Em outras palavras, nós chegamos a uma crise que nos diz que o egoísmo é finito. É o fim de vocês, não há nada mais a fazer. Vocês não serão capazes de evoluírem dentro deste egoísmo e se sentirem realizados; vocês não serão capazes de atingir um estado confortável nele. Irão se sentir vazios, finitos e transitórios.

É um desafio para nos fazer subir para o próximo nível – o nível do Criador, a Natureza superior. É um limiar a que o mundo chegou presentemente, de acordo com as previsões de todos os cabalistas. Quer queiramos ou não, o egoísmo irá demonstrar-nos a sua insignificância e a incapacidade de prover-nos com a nossa realização; que vai se tornar “uma ajuda contra nós”. Não nos dará o que queremos em casa ou no trabalho; que não irá nos trazer nem saúde nem segurança. E o mais importante, ele não vai nos ajudar a responder a questão mais urgente: “Para que você está vivendo?”

Confrontado com esta questão, o nosso “EU” fica apagado. É a mais importante, a questão mais drástica que anula o meu genuíno EU, o meu orgulho, minha existência, minha essência: “Quem eu sou e para que eu existo?” Um pequeno inseto ou um animal não se ocupam com esta indagação, eles só vivem e se realizam cumprindo o programa que é executado dentro deles. Eu não posso fazê-lo, eu sou mais infeliz do que eles.

Não fosse o programa superior de desenvolvimento, poderíamos continuar a existir como antes. Os Estados Unidos com a sua sociedade de consumo e a capacidade ilimitada de Hollywood parecia inteiramente natural; a humanidade pensava que este seria o nosso futuro e que nada nos limitaria. Acontece que o final veio muito rápido e definitivo. Esta é a realidade para a qual temos de acordar, que não podemos ignorar: Estamos vivendo uma crise global, uma crise de nossa atitude para com nós mesmos e com a natureza. Não é temporária, não há alternativas. Costumávamos fomentar revoluções e realizar reformas sociais; tentávamos fazer algo conosco e com o ambiente, mudando algo para melhor. Agora não temos para onde recorrer. Sentimos que nem sequer temos o desejo de mudar alguma coisa.

Isto é o que a crise realmente é. Por outro lado, no entanto, é o nível em que começamos a nossa subida para o mundo superior. Humanidade, um estrato social num determinado tempo, conscientiza-se desta realização; começa a sentir e, pouco a pouco se aproxima do reconhecimento e da transição para o próximo estado.

Na verdade, nós somos os primeiros a entrar neste estado. Outros nos seguirão, e podemos ver que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão começando a entender, pelo menos, o objetivo que estamos perseguindo, e se não o aceitam, pelo menos o consideram.

Os problemas do mundo e a nossa solução se avizinham, e fazem esta solução mais compreensível; as pessoas se interessam por isto. E embora a mudança exija enorme revolução interna em seus corações e mentes a fim de trazer a humanidade para um novo nível, o processo tem se desenvolvido rapidamente nos últimos anos.

A humanidade nunca sofreu mudanças bruscas como as de agora. A Cabala entrou no domínio público há apenas uma década e olha o que aconteceu. Os eventos estão se desenvolvendo em um ritmo furioso.

Alguns anos, ainda, talvez precisem passar até que possamos lidar com o mundo e então ele ouvirá.