Setenta anos é o tempo de nossa vida,

oitenta anos se ela for vigorosa;

e a maior parte deles é fadiga e mesquinhez,

pois passam depressa, e nós voamos.

Salmo 90:10.

O DINHEIRO ou AS RIQUEZAS

Conclusão:

Ecl 6,12

                Bíblia de Jerusalém

Quem sabe o que é bom para o homem durante sua vida, ao longo desses dias contados de sua existência fugaz que transcorrem como sombra? Quem mostrará ao homem o que vai acontecer depois dele debaixo do sol?

                Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

6.12   De fato, como é que podemos saber o que é melhor para nós nesta vida de ilusões, vida que passa como uma sombra? Como podemos saber o que vai acontecer na terra depois da nossa morte?

Almeida Revista e Atualizada

6.12  Pois quem sabe o que é bom para o homem durante os poucos dias da sua vida de vaidade, os quais gasta como sombra? Quem pode declarar ao homem o que será depois dele debaixo do sol?

Estamos chegando ao fim de nossas considerações a propósito do texto encimado, pela Bíblia de Jerusalém, com o título DINHEIRO (abordado a partir do SERMÃO…XXVI). Coloco abaixo o esquema sugerido por aqueles tradutores:

O dinheiro é mal repartido: Ecl 5, 9:

A maioria das vezes o dinheiro é dilapidado: Ecl 5,10:

O dinheiro é custoso de ganhar: Ecl 5,11:

É penoso perder dinheiro: Ecl 5,12-16:

Por conseguinte, os gastos dependem dos recursos: Ecl 5, 17-19:

Exemplos – 1/3: A riqueza de que passa de um ao outro: Ecl 6,1-2:

Exemplos – 2/3: O rico sem sepultura: Ecl 6, 3-6:

Exemplos – 3/3: O pobre que toma ares de rico: Ecl 6, 7-11:

Conclusão: Ecl 6,12

À vista do que vimos até aqui – e já chegamos à Conclusão, poderemos afirmar que o Coélet se preocupa com a montagem de uma exposição sistematizada, como é comum fazer-se hoje?

E é interessante que o versículo colocado como conclusão, na realidade nos traz indagações. Indagações que, sem dúvida, expressam o desalento, a impotência, de qualquer ser humano diante da complexidade da vida, dos “contra-sensos” ou eventos incompreensíveis encontrados ao longo de nossa existência. São preocupações que primordialmente assaltam o homem que começa a se preocupar consigo mesmo, ou melhor, com sua espiritualidade. Poderiam ser colocadas de outra forma, quiçá repetindo as questões que constam da Introdução dos CONCEITOS BÁSICOS DE CABALA, do Rav  Michael Laitman:

Quem sou eu?

Por que existo?

De onde viemos? Para onde vamos? E qual é nosso propósito aqui?

Já estivemos neste mundo antes?

Por que há sofrimento neste mundo e podemos nós evitá-lo?

Como podemos atingir a paz, a realização, e a felicidade?

Jesus de Nazaré, conforme narrado por Mateus, no capítulo 6, transcrito já no SERMÃO …XXVI, traz uma comparação:

26 Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos?

Diante do sofrimento, das angústias, o humano se compara com a Natureza ao seu redor e, usando o entendimento (que parece só ele é possuidor), chega à conclusão que, exatamente por este entendimento que possui, deve se enquadrar (ou deseja se enquadrar) em um patamar acima dos pássaros e dos animais chamados brutos. Para que esta diferenciação tenha resultados práticos é necessário acreditar em um mundo que transcenda o nosso viver físico, pois aqui estamos sujeitos ao mesmo ciclo de nascimento-vida-morte de toda natureza.

O verso 6:12 de Eclesiastes, pois, que encerra esta digressão a respeito de Dinheiro e Riquezas, focaliza o momento de transição do ser humano para um novo nível de sua existência:

De fato, como é que podemos saber o que é melhor para nós nesta vida de ilusões, vida que passa como uma sombra? Como podemos saber o que vai acontecer na terra depois da nossa morte?

ESPERO CONTINUAR