Entrego-lhes mais dois textos de Eckart Tolle. Não é por acaso que falam da Alegria, objeto dos dois últimos “post’s”,

A ALEGRIA DO SER

A infelicidade, ou negativismo, é uma doença no nosso planeta. O que a poluição é no plano exterior o negativismo é no plano interior. Ele está em toda parte, e não apenas nos lugares onde as pessoas não possuem o bastante para viver. E até se acentua onde os indivíduos têm mais do que suficiente. Isso é uma surpresa? Não. O mundo da riqueza está identificado com a forma de um modo muito mais profundo, está mais perdido no conteúdo, mais preso ao ego.

As pessoas acreditam que dependem dos eventos para serem felizes, isto é, que são dependentes da forma. Não percebem que o que acontece é a coisa mais instável do universo. Isso muda constantemente. Para elas, o momento presente encontra-se prejudicado tanto por um fato que aconteceu e que não deveria ter acontecido quanto por algo que não ocorreu, mas que deveria ocorrer. E assim perdem a perfeição mais profunda que é inerente à vida em si, aquela que está sempre aqui, que existe a despeito do que está acontecendo ou não, que está além da forma. Portanto, aceitando o momento presente, descobrimos uma perfeição que é maior do que qualquer forma e intocada pelo tempo.

A alegria do Ser, que é a única felicidade verdadeira, não pode nos acontecer por meio de nenhum tipo de forma, bem material, realização, pessoa, fato, isto é, por intermédio de nada que ocorra. A alegria não acontece para nós – nunca. Ela emana da dimensão sem forma em nosso interior, da consciência em si, portanto é uma com quem nós somos.

TOLLE, Eckhart; UM NOVO MUNDO – O Despertar de uma nova consciência; copyright 2005; tradução Henrique Monteiro – copyright  tradução 2007;Cap. 7 – Descobrindo Quem somos realmente; GMT Editores Ltda., Botafogo, Rio de Janeiro – RJ.

 

E, uma vez que Tolle fala no Ego (1º parágrafo):

 

O CONTEÚDO E A ESTRUTURA DO EGO

            A mente egóica é completamente condicionada pelo passado. Esse condicionamento é duplo: consiste em conteúdo e estrutura.

            No caso de uma criança que está chorando e sofrendo profundamente porque lhe tiraram um brinquedo, esse objeto representa o conteúdo. Ele pode ser trocado por qualquer outro conteúdo, isto é, por qualquer outro brinquedo ou objeto. O conteúdo com o qual alguém se identifica é condicionado pelo ambiente, por sua criação e pela cultura dominante. Tanto faz se a criança é rica ou pobre e também não importa se o brinquedo é um pedaço de madeira no formato de um animal ou um aparelho eletrônico sofisticado: o sofrimento causado pela perda do objeto será o mesmo. A causa dessa dor aguda está oculta na palavra “meu” e é estrutural. A compulsão inconsciente para ressaltar a própria identidade por meio da associação com um objeto é construída na própria estrutura da mente egóica.

            Uma das mais básicas estruturas que possibilita a existência do ego é a identificação. A palavra “identificação” deriva dos termos latinos idem, que significa “o mesmo”, e “facere”, que corresponde a “fazer”. Portanto, quando nos identificamos com algo, “fazemos dele o mesmo”. O mesmo que o quê? O mesmo que nós. E lhe atribuímos a percepção do eu – assim ele se torna parte da nossa “identidade”. Um dos níveis mais básicos da identificação é com as coisas, tanto que dizemos meu brinquedo, que mais tarde se torna meu carro,   minha casa, minhas roupas, e assim por diante. Tentamos nos encontrar nas coisas, porém nunca conseguimos fazer isso inteiramente e acabamos nos perdendo nelas. Essa é a sina do ego.

TOLLE, Eckhart; UM NOVO MUNDO – O Despertar de uma nova consciência; copyright 2005; tradução Henrique Monteiro – copyright  tradução 2007;Cap. 2 – O Estado Atual da Humanidade, pg.s 35 a 36; GMT Editores Ltda., Botafogo, Rio de Janeiro – RJ.

 

 

Anúncios