Hoje vi, pela TV, a presidentE Dilma Rousseff  passeando pela Bulgária, com seu séquito de puxa-sacos, às custas do valoroso povo brasileiro. Fez me lembrar uma notícia que vi ontem na Folha-Uol (4/10/2011) sobre um artigo publicado no “Financial Times” mencionando alguns pronunciamentos da preclara presidentE.  Vejam uns trechinhos:

O jornal “Financial Times” publicou ontem, em sua versão digital, um artigo intitulado “Dilma: Agony Aunt to the European Union”.

O termo “agony aunt” se refere, em inglês, a colunistas especializados em conselhos sentimentais –em geral, uma senhora mais velha, daí o “aunt” (“tia”). Daí, também, a ironia do texto.

“O país ranqueado em 152º pelo Banco Mundial por seu pesado sistema tributário está aconselhando contra impostos restritivos”, escreve a autora, Samantha Pearson.

A crítica é uma reação à advertência feita por Dilma na segunda-feira, durante visita à Europa. Não pela primeira vez, ela fez duras críticas ao modo com que os países desenvolvidos vêm controlando suas finanças.

Pearson escreve sobre a surpresa trazida pela “sugestão de que o Brasil deveria resgatar países […] cujo PIB per capita é três vezes maior do que o seu próprio”.

O artigo aponta que a posição do país, além de não ser realista, é também hipócrita.

“Dilma recentemente falou sobre a necessidade de combater o protecionismo apenas uma semana após aumentar impostos sobre carros estrangeiros em colossais 30 pontos percentuais.”

(eu grifei a frase acima)

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/985522-site-do-financial-times-publica-artigo-com-criticas-a-dilma.shtml

 

A respeito desta publicação, no Financial Times, naturalmente, que parece está provocando polêmica – não sei por qual razão,  pronunciou-se hoje o ex-ministro Mailson da Nóbrega. Destaco:

O artigo do blog Beyondbrics do jornal britânico Financial Times, que chamou de “hipocrisia” o aconselhamento da presidente Dilma Rousseff aos europeus, provocou um debate apaixonado e ideológico no Brasil. Na opinião do ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, “O Financial Times tem toda a razão”.

“A Dilma pisou na bola sempre que falou com ares de quem dava lições aos europeus. Sua afirmação de que o ajuste fiscal não funcionou como saída para a crise dos anos 1980 demonstrou um abismal desconhecimento histórico. Ajuste fiscal no Brasil aconteceu apenas no governo FHC. Salvo esse interregno, a expansão fiscal tem sido a característica do país”, afirma o ex-ministro.

Sobre a qualidade do sistema tributário do Brasil, feita pelo artigo, Maílson da Nóbrega concorda com a autora. “O sistema tributário da União Européia tem estrutura melhor e é mais socialmente justo do que o de outras regiões ricas, particularmente o americano. No lado oposto, o Brasil tem um dos piores, se não o pior, sistema tributário do mundo: mal estruturado, caótico, com carga tributária excessiva e brutalmente regressivo”, diz o ex-ministro.

“Outro deslize (da presidente) foi dizer que a crise de 2008 teve como causa a ausência de regulação. A crise derivou de um conjunto de muitas causas, entre as quais a deficiência de regulação (e não a falta dela) é apenas uma”, avalia Maílson sobre a comparação do sistema bancário do Brasil e o resto do mundo.

http://upecbrasil.blogspot.com/2011/10/financial-times-critica-o-brasil.html

 

Mas se a NobrA PresidentA está refrescando a cuca com parte dos impostos que generosamente pagamos com 5 meses de trabalho por ano, me fez lembrar, igualmente, ser merecido este descanso. Afinal, não é fácil o cargo que assumiu, principalmente depois de ter de demitir cinco de seus mais próximos colaboradores:

– Pedro Novais – Ministro do Turismo, PMDB, indicado pelo presidente do Senado, José Sarney, deixou o comando da pasta em 14 de agosto. Indícios de desvio de dinheiro público. Cerca de 30 pessoas envolvidas.

– Nelson Jobim – Ministro da Defesa: saiu no dia 5 de agosto, na sequência de várias afirmações polêmicas com críticas a integrantes do Executivo

– Wagner Rossi – Ministro da Agricultura: saiu no dia 17 de agosto, após várias semanas a enfrentar as acusações de corrupção no seu ministério e o seu próprio envolvimento em alegadas irregularidades.

– Alfredo Nascimento – Ministério dos Transportes: saiu no dia 6 de julho, pressionado pelas denúncias de corrupção e após a queda de altos funcionários

– Antonio Palocci – Ministro Chefe da Casa Civil: saiu no dia 7 de junho, sob suspeitas de tráfico de influência em favor de sua empresa de consultoria, a Projeto, e enriquecimento ilícito.

Se eu fosse maldoso, até recordaria uma questão levantada por um outro candidato à Presidente da República:

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