Esforcei-me para traduzir mais um texto de Rav. M Laitman, postado em 18/02/2012. Espero que apreciem.  

Originalmente, todas as pessoas estavam conectadas internamente. Nós sentíamos e pensávamos em nós como um único ser humano, e é exatamente assim como a natureza nos trata. Este ser humano “coletivo” é chamado de “Adão”, a partir da palavra hebraica “Domeh” (similar), ou seja, semelhante ao Criador, que também significa único e inteiro. No entanto,  apesar da nossa unidade inicial, tendo em conta que o nosso egoísmo cresceu,  gradualmente perdemos a sensação de unidade e tornamo-nos cada vez mais distantes uns dos outros.

Os livros de Cabala ensinam que o plano da Natureza é para que o nosso egoísmo continue  crescendo, até percebemos que nos tornamos separados e odiando-nos uns aos outros. A lógica por trás do plano é que devemos primeiro nos sentir como uma entidade única, e, em seguida, tornarmo-nos indivíduos separados, egoístas e distantes. Só então perceberemos que somos completamente o oposto do Criador, e totalmente egoísta.

Além disso, este é o único caminho para nós percebermos que o egoísmo é negativo, insatisfatório, e, finalmente, sem esperança. Como já dissemos, o nosso egoísmo nos separa uns dos outros e da natureza. Mas para mudar isso, devemos primeiro compreender que este é o caso. Isto nos levará a querer mudar, e de forma independente encontrar uma maneira de nos transformarmos em altruístas, reconectados com toda a humanidade e com o Criador-Natureza. Afinal, já foi dito que o desejo é o motor da mudança.

Na verdade, o altruísmo não é uma opção. Pode parecer que há a possibilidade de escolha para a pessoa, se ela deseja ser egoísta ou altruísta. Mas, se examinarmos a Natureza, veremos que o altruísmo é a sua lei mais fundamental. Por exemplo, cada célula do corpo é inerentemente egoísta, mas, para existir, ele deve abandonar suas tendências egoístas por causa do bem-estar do corpo . A recompensa para a célula é que ela experimenta não apenas a existência própria, mas a vida de todo o corpo.

Nós, também, devemos desenvolver uma ligação semelhante uns com os outros. Então, o quanto mais bem sucedido tornarmos esta ligação, mais sentiremos a existência eterna de Adão, em vez da nossa efêmera existência física.

Especialmente hoje, o altruísmo tornou-se essencial para nossa sobrevivência.Tornou-se evidente que estamos todos conectados e dependentes uns dos outros.Esta dependência produz uma nova definição, muito precisa, do altruísmo: Qualquer ato ou intenção que vem de uma necessidade de conectar a humanidade em uma única entidade é considerado altruísta. Por outro lado,qualquer ato ou intenção que não está focado em unir a humanidade é egoísta.

Segue-se que nossa oposição à Natureza é a fonte de todo o sofrimento que estamos vendo no mundo. Tudo o mais na natureza, minerais, plantas e animais, instintivamente seguem a lei altruísta da natureza. Apenas o comportamento humano está em desacordo com o resto da Natureza e com o Criador.

Além disso, o sofrimento que vemos ao nosso redor não é apenas nosso. Todas as outras partes da Natureza também sofrem por nossas ações de injustiça.Se cada parte da Natureza segue instintivamente a sua lei, e se somente o homem não o faz, então o homem é o único elemento corrupto na Natureza. Simplificando, quando nós nos corrigirmos do egoísmo para o altruísmo, todo o resto vai ser corrigido, tais como – ecologia, fome, guerra, e a sociedade em geral.

KabbalahBlog

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