Setenta anos é o tempo de nossa vida,

oitenta anos se ela for vigorosa;

e a maior parte deles é fadiga e mesquinhez,

pois passam depressa, e nós voamos.

Salmo 90:10.

Conclusão

Bíblia de Jerusalém:

8:15 Faço o elogio da alegria, porque o único bem do homem é comer e beber e alegrar-se; isto o acompanhará durante os dias da vida que Deus lhe concede viver debaixo do sol.

8:16 Quando me dediquei a obter sabedoria, observando as tarefas que se realizam na terra – pois os olhos do homem não conhecem o sono nem de dia nem de noite -,

8:17 observei todas as obras de Deus: o homem não pode averiguar o que se faz debaixo do sol. Por mais que o homem se afadigue investigando, não o averiguará; ainda que o sábio pretenda sabê-lo, não o averiguará.

Nova Tradução na Linguagem de Hoje:

8.15   Por isso, estou convencido de que devemos nos divertir porque o único prazer que temos nesta vida é comer, beber e nos divertir. Podemos fazer pelo menos isso enquanto trabalhamos durante a vida que Deus nos deu neste mundo.

8.16   Todas as vezes que tentei me tornar sábio e entender o que acontece neste mundo, compreendi que a gente pode ficar acordado dia e noite

8.17   e mesmo assim nunca será capaz de entender o que Deus faz. Por mais que a gente se esforce, nunca entende. Os sábios podem dizer que conseguem compreender, mas na verdade eles também não entendem.

Lembro que lá no SERMÃO….XLI informei que a Bíblia de Jerusalém dava aos versos de Eclesiastes 7:8 a 8:17 o título A SANÇÃO e informava que o trecho era uma refutação da tese dominante, ao seu tempo, da retribuição individual segundo o mérito. Novamente transcrevo o rodapé a que me referi.

A Lei tinha formulado o princípio da retribuição coletiva: se Israel for fiel, será feliz; se for infiel, será infeliz (cf. Dt. 7:12s; 11:26-28; 28:1-68; Lv. 26). Os Sábios aplicaram esse princípio ao destino individual de cada pessoa: Deus retribui a cada um segundo as suas obras (Pr. 24:12; Sl. 62:13; Jó 34:11). Disso tiraram a conclusão de que a situação presente do homem era proporcional ao seu mérito. Se, pelo contrário, a experiência desmentia a validade desse princípio, afirmava-se que a felicidade do ímpio é efêmera, e passageira a infelicidade do justo (cf. Sl. 37 e os amigos de Jó).

Coélet refuta essa tese. À doutrina tradicional (7:8) Coélet responde com ceticismo (7:9-12).

Tudo o que acontece deve ser aceito, sem procurar uma explicação (7:13-15).  Embora a vida e a morte estejam mal distribuídas (7:15), é inútil fazer esforços sobre-humanos (7:16-18).

Quanto à reputação, já não tem significado algum (7:19-22). Os fatos são inexplicáveis, e a realidade é um mistério insondável (7:23s, seguido por um aparte misógino, 7:25-28).  O destino é cego e implacável (nem o rei lhe poderá escapar) (8:1-9), e é motivo de revolta (8:10-14). Conclusão (8:15).

A afirmação do verso 15 repete o que já fora dito em 2:24, 3:12-13, 3:22 e 5:17, comentados respectivamente nos SERMÕES…XIV, XVI, XVII e XXXII.

Relembrando os motivos de “revolta” apresentados nos versículos anteriores, principalmente a distribuição desigual de riquezas, a boa vida dos ímpios e a opressão dos justos, fatos incompreensíveis aos sábios, quanto mais aos leigos, não deixa de ser um bom conselho que comam, bebam e se alegrem. Porém, na justa medida e na expressão Paulina “com ações de graças”. O comentarista John Gill’s Expositor, obtido na Bíblia “online” da Sociedade Bíblica do Brasil, assim se expressa:

“…mas é o bom e saudável conselho  do homem sábio, para que os homens se coloquem humildemente sob toda a providência, satisfeitos com o sua presente condição e circunstâncias, e sejam alegres e agradáveis, e não se estressem sobre coisas que não podem alterar.”

E, posta assim a questão, têm-se uma resposta, a meu ver adequada, à questão que deixei ao final do último SERMÃO: o “alívio” do homem bom só se completa com a desgraça do homem “mau”?

E viver alegre, hoje se sabe, é absolutamente indispensável.

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar (e cantar e cantar) a beleza de ser um eterno
aprendiz
Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita

Gonzaguinha

Sorria! Sorrir abre caminhos, desarma os mal-humorados, contamina. Mas sorria com a alma, não apenas com os lábios.
http://www.frasescurtas.com.br/2009/08/viver-feliz.html

Ser feliz é uma benção em nossas vidas …:

1) Acorde todas as manhãs com um sorriso. Esta é mais uma oportunidade que você tem para ser feliz.

2) Seja seu próprio motor de ignição. O dia de hoje jamais voltará. Não o desperdice, pois você nasceu para ser feliz!

3) Enumere as boas coisas que você tem na vida. Ao tomar consciência do seu valor, você será capaz de ir em frente com muita força, coragem e confiança para ser feliz!

http://site.suamente.com.br/a-arte-de-ser-feliz/

Não é suficiente reconhecer sua alma, você deve efetivá-la tornando-a parceira do corpo para ajudar o próximo em caso de necessidade, para ouvir um amigo que está sofrendo, para ajudar a fornecer comida ou roupas a alguém que não pode comprar. Estes tornam-se mais que simples atos bons; tornam-se a nutrição vital para sua alma e um meio de colocar seu corpo físico num bom uso espiritual. A verdadeira felicidade é a fusão do corpo e alma dedicados a uma causa maior, uma causa que beneficia a humanidade e dá significado e paz interior ao indivíduo neste processo.

http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/ser_feliz/home.html

Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
Mário Quintana

http://pensador.uol.com.br/textos_aproveitar_a_vida/

E a Seicho-No-Ie é perita nisto:

MENTE ALEGRE ATRAI PROSPERIDADE

A partir de agora, você não terá pensamentos sombrios, negativos, destrutivos e agressivos. Só terá pensamentos alegres, positivos, construtivos e harmoniosos. Então, em conformidade com a lei mental segundo a qual “os semelhantes se atraem”, somente fatos auspiciosos, positivos e construtivo se aproximarão, e você prosperará infalivelmente. 

Livro: Mensagens de Luz

http://www.sni.org.br/#

Os versos 16 e 17 correspondem a um único parágrafo e o que o Coélet ensina é cantado em toda a Escritura.

Jó 5:9

“Ele faz coisas grandes e inescrutáveis e maravilhas que não se podem contar;

Jó 11

7 Porventura, desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até à perfeição do Todo-Poderoso?

8  Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás fazer? Mais profunda é ela do que o abismo; que poderás saber?

Salmos 139:17

Ó Deus, como é difícil entender os teus pensamentos! E eles são tantos!

Salmos 40:5 

São muitas, SENHOR, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que se possa igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar.

Provérbios 30:4

Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?

Isaías 55

8   O SENHOR Deus diz: “Os meus pensamentos não são como os seus pensamentos, e eu não ajo como vocês.

9   Assim como o céu está muito acima da terra, assim os meus pensamentos e as minhas ações estão muito acima dos seus.

Eclesiastico 18

1 – Aquele que vive eternamente criou todas as coisas juntas.

2 – Só o Senhor é justo.

4 – A ninguém foi dado o poder de anunciar suas obras e quem investigará as suas grandezas?

5 – Quem poderá medir a potência de sua majestade, e quem chegará a narrar suas misericórdias?

6 – Ai não há nada a tirar nem a acrescentar, e ninguém é capaz de investigar as maravilhas do Senhor.

Romanos
11.33   Como são grandes as riquezas de Deus! Como são profundos o seu conhecimento e a sua sabedoria! Quem pode explicar as suas decisões? Quem pode entender os seus planos?

E você ainda pode ver: Jó 11:9; Salmos 73:16 ; Salmos 104:24;  Provérbios 30:3 ; Isaías 40:28. Suficiente?

Mas vamos nos lembrar de que estes três últimos versos do capítulo oitavo de Eclesiastes está concluindo a sua refutação à tese da retribuição segundo as obras. Ou seja, ande nos caminhos de sua consciência, nas trilhas que sua religião ensinou serem agradáveis ao seu Deus, mas não espere que isto só lhe trará coisas agradáveis. Nós, cristãos, devemos ter em mente este ensino:

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

Romanos 8.28

…conforme exposto em O SOFRIMENTO NOS PLANOS DE DEUS, neste Blog em 02 de março/2012.

ESPERO CONTINUAR