Estou lendo um interessante livro intitulado O PODER DA CABALA (um livro de bolso), de autoria de Yehuda Berg – festejado rabino nos Estados Unidos. Como outro rabino por quem tenho grande admiração – Nilton Bonder – fala de coisas do dia-a-dia com extrema objetividade e, para nós de tradição cristã, sempre traz uma visão diferente para os nossos problemas. No sexto capítulo de seu pequeno livro, esbanja funcionalidade: linguagem simples, direta, convincente.

De forma que não me contenho em colocar neste Blog, em doses homeopáticas – como são cada um de seus artigos -, senão todo seu conteúdo, ao menos a maior parcela de sua “parte seis”.  E o faço sem preocupação de ser questionado pelos Editores, pois na verdade esta valiosa publicação foi apenas “adquirida” e não comprada. Explico: Lá no Site

http://www.kabbalahcentre.com.br/

poderão, vocês também, adquiri-lo gratuitamente – com o pagamento tão somente das despesas de remessa. Façam-no, vale a pena. É óbvio que é um livro sobre Cabala – mas repetem uma regra que aprecio sobremaneira: “Não acredite numa única palavra que ler”, e completa “faça um teste drive das lições que aprender”.

Vamos, pois, ao que interessa.

A LEI DO TIKUN

 

Cada um de nós vem a este mundo para corrigir alguma coisa. Pode ser a bagagem que trouxemos de vidas anteriores ou situações em algum ponto de nossa vida atual em que fizemos curtos-circuitos. Cada vez que não conseguimos resistir a nosso comportamento reativo, temos que corrigir nossa falha. Esse conceito se chama tikun, que literalmente significa “correção”. Tikun quer dizer que podemos consertar e corrigir qualquer aspecto de nosso comportamento que seja reativo, egoísta ou bloqueado. Podemos ter uma correção ou tikun com dinheiro, pessoas, saúde, amizades ou relacionamentos. Há uma forma fácil de identificar nosso tikun: tudo o que for particularmente difícil e desconfortável para nós é parte de nosso Tikun.

Todas as pessoas que realmente nos incomodam em nossa vida são parte de nosso tikun. Se achamos difícil dizer não quando nos pedem algo, porque fazemos parte daquele grupo de pessoas que sempre querem agradar aos outros, esse é o nosso tikun e precisa ser corrigido. Se, em uma situação em que temos que ser firmes, ficamos constrangidos de nos impor, essa é também uma área em que precisamos fazer uma correção. Se achamos difícil confrontar um funcionário ou um chefe, a raiz problema pode ser encontrada no conceito de tikun.

Quando não conseguimos fazer uma determinada correção, nosso tikun se torna mais difícil de alcançar. Não apenas teremos que enfrentar o mesmo problema novamente, mas será muito mais difícil ativar nossa Resistência. Aquele traço reativo em particular se torna mais forte. O Adversário também fica mais forte. E as mesmas correções podem surgir repetidamente em nossa vida atual, assim como em futuras encarnações, até que sejam resolvidas.

Às vezes é fácil demais culpar o comportamento de vidas passadas por nossos problemas nesta vida. Geralmente fazemos tanta coisa ruim em termos de reatividade nesta vida que só isso já é o suficiente para garantir o caos que nos aflige.

Neste exato instante podemos estar cegos ao nosso tikun, mas pelo menos estamos conscientes de que, a não ser que sejamos santos, temos algumas correções a fazer. Esse é o primeiro passo. Em seguida temos que identificar nossas questões centrais.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 167 – 168.