Permitam-me brindá-los com um texto de meu mano Rogélio.

 

“Ver dias felizes é algo que eu e você podemos produzir por nós mesmos. E que, para experimentarmos esses dias desejados, basta amarmos a vida que recebemos de Deus!”

Palavras de um poeta/profeta da modernidade, chamado Gonzaguinha.

Certa vez, o apóstolo Paulo , conversando com os habitantes da cidade de Atenas, citou em sua mensagem as palavras de um poeta ateniense que havia captado exatamente a essência da obra criadora de Deus (Atos 17.23-29). Pois, Gonzaguinha, também captou com maestria o sentido preciso do que seja amar a vida, em sua canção:     “O que é, o que é!”

Disse Gonzaguinha:

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz / Cantar e cantar e cantar

A beleza de ser um eterno aprendiz / Ah meu Deus eu sei, eu sei

Que a vida devia ser bem melhor e será / Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita e é

 bonita

É exatamente assim  que Deus quer que vivamos a vida: sem vergonha de sermos felizes. Criou-se entre nós, os evangélicos, uma espécie de complexo de culpa de se viver bem a vida! A única culpa que precisamos ter, é a culpa do pecado, quando pecarmos. Mas se não vivermos em pecado, podemos viver bem e aproveitar essa vida linda e bela que o Senhor nos concedeu. A vida nos foi dada por Deus para ser desfrutada. Para ser admirada. Para se rir, abraçar, beijar (muito) e passear. É verdade, também para trabalhar, estudar e progredir.  Mas tudo isso, feito com alegria e admiração. Admire sua vida e comece a achá-la bonita, aproveitando os momentos preciosos dados por Ele!

Dá uma olhada no final da canção de Gonzaguinha! Preste atenção nesta magnífica poesia, que nos mostra como os conceitos da vida são diversos nos corações das pessoas:

E a vida / E a vida o que é diga lá, meu irmão

Ela é a batida de um coração / Ela é uma doce ilusão, ê ô

Mas e a vida / Ela é maravilha ou é sofrimento

Ela é alegria ou lamento / O

 que é, o que é, meu

 irmão

Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo

É uma gota é um tempo que nem dá um segundo

Há quem fale que é um divino mistério profundo

É o sopro do criador / Numa atitude repleta de amor

Você diz que é luta e prazer / Ele diz que a vida e

 viver

Ela diz que melhor é morrer pois amada não é / E o verbo é sofrer

Eu só sei que confio na moça / E na moça eu ponho a força da fé

Somos nós que fazemos a vida / Como der ou puder ou quiser

Sempre desejada / Por mais que esteja errada

Ninguém quer a morte / Só

 saúde e sorte

E a pergunta roda / E a cabeça agita

Eu fico / Com a pureza da resposta das crianças

É a vida, é bonita e é bonita

Gonzaguinha não estava errado! Somos nós que fazemos a vida! Recebemos a vida de Deus, mas com a responsabilidade de construí-la! Apesar de toda a soberania de Deus, Ele concedeu a nós o poder e força para construirmos a nossa vida!

De forma que você é o único responsável pela vivência de dias felizes em sua existência! E uma das condições para que esses dias venham sobre nós, é a capacidade e a força para amar a vida! Para enxergá-la bonita! Para ver Deus nela! Para aprender com o sofrimento! Para desfrutá-la! Para amar as pessoas!

Para isso, siga o conselho do poeta, e fique com a pureza das respostas das crianças: É a vida, é bonita e é bonita! Precisamos nos tornar como uma criança para sabermos amar a vida, e aproveitá-la bem!

“Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes, refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la.”

I Pedro 3.10 e 11