Compartilho este excelente artigo de MARCIA GODOY, disponível no Site

http://www.terceiromilenionline.com.br/artigos/o-silencio-eloquente-da-intuicao

com uma nova visão sobre o SILÊNCIO.

O SILÊNCIO ELOQUENTE DA INTUIÇÃO

 

A intuição é a linguagem da alma. Sempre que alguém dá mais importância à linguagem da mente, das emoções ou do corpo, diminui o volume da intuição a tal ponto que parece que a intuição é muda.

A intuição manifesta-se como aquela voz interna que nos conduz além da realidade percebida pelos sentidos objetivos. A intuição lança o Ser rumo à Verdade, extrapola os limites do aqui e do agora, permitindo que a pessoa acesse registros e informações que não dependem do espaço e que são atemporais. É por isso que, pela intuição, sabemos por onde devemos ir, mesmo quando ainda não sabemos que há um caminho a seguir.

Alguns preferem chamar a intuição de “insight” (ou visão interior), outros preferem “revelação”. Isso acontece porque é pela intuição que podemos ver o que os olhos ainda não enxergam e que ouvimos o que nossos ouvidos ainda não escutam. Por ela também sentimos o que nossos sentidos objetivos ainda não captam e, sobretudo, por ela compreendemos o que nossa mente ainda não elabora.

Quando uma pessoa está conectada com sua intuição, é capaz de ouvir sua voz, compreender sua linguagem, que se expressa das formas mais divertidas, algumas vezes, utilizando a força das “coincidências”, ou a sincronicidade. Mas nem sempre a pessoa está conectada com sua intuição e não percebe que está recebendo importantes mensagens contendo as respostas e soluções de que precisa.

Mas, a intuição não pode ficar muda, porque nunca se cala. Ao contrário é a pessoa que se torna surda às suas mensagens e, para que esse “ensurdecer-se” não aconteça, é importante que a pessoa procure sempre estar atenta à sua alma, antes do que aos desejos de seu corpo, dos impulsos emocionais ou das exigências racionais da mente. Como? Ouvindo o silêncio.

A intuição é o famoso “som do silêncio”. Do silêncio interno, caracterizado por sua sonoridade cristalina, pela clareza de suas mensagens. Quanto mais uma pessoa é conectada com sua intuição, mais clara, mais audível e mais compreensível é a intuição. Porém, como muitas pessoas dão mais importância ao que a mente é capaz de traduzir, a intuição recorre a artifícios interessantes para que a pessoa receba a mensagem que precisa receber e traduza ou interprete, por sua mente, o que a intuição quer comunicar. Às vezes, a intuição manifesta-se pelos sonhos, outras vezes, poderosa que é, abre nossos olhos e nossos ouvidos para que vejamos ou ouçamos algo que precisamos ver ou ouvir, para que nossa mente receba a mensagem e fique consciente. Porque também é generosa, algumas vezes a intuição oferece à mente uma ideia brilhante, inspiradora, e nem faz questão de ser reconhecida por isso.

A intuição, a linguagem da alma, é humilde e, por isso, seu silêncio é tão eloquente e sua presença é tão forte e tão leve que parece que em seu lugar só há o vácuo. Enquanto os instintos urgentes do corpo, os rompantes intensos das emoções (ou das paixões) e o orgulho ruidoso da mente (que não se cala jamais e exige razão o tempo inteiro) desconectam a pessoa, a intuição desperta, reconecta com a Consciência e somente pela Consciência podemos alcançar a Verdade.

Este artigo foi escrito por Marcia Godoy em 10 de março de 2012 às 13:10, e está arquivado em Especial do Mês e Terapia Complementar. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta.