QUE TAL CONSIDERAR A FÓRMULA DE NATAL PROPOSTA POR ROHDEN?

CELEBRA O NATAL DO TEU CRISTO

            Quantas vezes celebrei o aniversário do Natal de Jesus!

            Agora anseio por celebrar o Natal do meu Cristo.

            Do meu Cristo interno – sempre nascituro, e jamais nascido.

            Do meu Cristo dormente – que não despertou.

            Quando li, nos Atos dos Apóstolos de Mestre Lucas, que em 120 pessoas havia despertado o Cristo no primeiro Pentecostes – pasmei…

            O nascimento do Cristo Carismático – que maravilhoso Natal!

            Naquela gloriosa manhã, às 9 horas, em Jerusalém.

            E perguntei a mim mesmo: por que não me acontece esse Natal?

            Eu sei por que não…

            Não me acontece porque não passei pelo silêncio da meditação, como aqueles 120.

            Ando sempre nos ruídos profanos do meu ego humano – e não entro no silêncio sagrado do meu Eu divino.

            O Cristo interno não nasce do ruído – só nasce no silêncio.

            No silêncio da presença…

            No silêncio da plenitude…

            Vou fazer de mim uma humana vacuidade – para ser plenificado pela divina plenitude.

            A minha ego-vacuidade clamará pela cristo-plenitude.

            E celebrarei o Natal do meu Cristo.

            Em tempos antigos, só sabia eu do Jesus humano, que vivera uma única vez na terra da Palestina.

            Como poderia esse Jesus nascer e viver em mim?

            Hoje sei que o mesmo Cristo que encarnou em Jesus pode encarnar também em mim.

            Não foi ele mesmo que disse que estaria conosco todos os dias até à consumação dos séculos?

            E não afirmou ele: “Eu estou em vós, e vós estais em mim”?

            Minha alma pode ser uma manjedoura para o Natal do Cristo.

            O Natal de Jesus degenerou em festa social e comercial – o Natal do meu Cristo jamais será profanado nem profanizado.

ROHDEN, HUBERTO, De Alma para Alma, Editora Martin Claret, 16º Edição, pg.s 192/3.