A Lei da Anistia e a Comissão Nacional da Verdade.

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA.

Pgs. 41 a 43.

 

 

                                                       A Lei da Anistia e a Comissão Nacional da Verdade.

A chamada comissão nacional da verdade é uma ferramenta criada pelo PT com a única finalidade de tentar desmoralizar os agentes da lei e da ordem, em particular o Exército Brasileiro, que impediram que o Brasil se tornasse um satélite comunista, após 1964.

ComissãoVerdade e Lobão                                  wellingtonflagg.blogs

As esquerdas brasileiras, hoje lideradas pelo PT, derrotadas no campo de luta pela contrarrevolução de 1964, se esmeraram desde então em uma campanha de Dez anos de propaganda bem ao tipo Gramsci, visando reescrever a história, distorcendo fatos, negando suas verdadeiras intenções e demonizando aqueles que as enfrentaram e venceram naquela oportunidade.

                                                              ComissãoVerdade                                                                                   bemparana.com.br

 

A verdade é que os grupos que foram combatidos não desejavam, de maneira nenhuma, “restabelecer a democracia no Brasil”, como dizem, mas sim fazer exatamente o contrário, estabelecendo no país uma ditadura comunista. Esse desiderato é hoje confirmado por inúmeros então participantes daquelas manobras, hoje desiludidos e trazidos à luz da razão pelo amadurecimento político e pelo convencimento da absoluta falta de competência daquele regime para trazer o bem estar ao povo, embora excepcionalmente efetivo para promover o enriquecimento pessoal ilimitado dos membros de destaque do partido.

A ação das Forças Armadas Brasileiras naquele teatro de operações constituiu um êxito que não foi alcançado em nenhum dos países vizinhos perturbados pela guerrilha comunista. No Brasil o movimento guerrilheiro foi destruído no nascedouro. Não temos Senderos Luminosos, como no Peru ou FARC como na Colômbia, por exemplo, que nascidos há décadas, até hoje praticam barbaridades em seus países.

Senderos Luminoso

                                                                               Sendero Luminoso in Google Imagens – southamericanow.wordpress
                                                                               Farc                                                                     openrevolt.info

Em retribuição aos seus serviços para restaurar a paz e a tranquilidade na Pátria, os militares são hoje pintados pelo PT como seres sádicos, sedentos de sangue, torturadores cruéis, que escolhiam suas vítimas entre pessoas inocentes e ingênuas, sem qualquer vínculo com as monstruosidades que o terrorismo vinha praticando. Essas criaturas angelicais eram aprisionadas, torturadas e eventualmente até mortas sem ter a mínima ideia do porque daquelas injustiças contra elas.

A descrição das agressões que teriam sido praticadas pelo Exército no caso do acordo de solução amistosa, são um termômetro para que o cidadão isento possa avaliar o quanto de inverdade existe nas denúncias de tortura que são feitas no âmbito da comissão da verdade. O Sr. Mário Lago, comunista de primeira linha, recomendava insistentemente que todos aqueles que tivessem qualquer tipo de problema com a lei naqueles tempos jurassem ter sido barbaramente torturados. E quem não o obedecesse sofria a pressão das organizações terroristas, que podia chegar até o justiçamento.

Se houve ilícitos, os houve de ambos os lados, em uma situação de guerra revolucionária e suja, como todas as guerras. Em sua ânsia por reescrever a história, adequando-a a seus propósitos ditatoriais, o PT tenta introduzir a ideia de que a Lei da Anistia foi um instrumento imposto pelo Presidente Figueiredo para absolver os crimes dos agentes da lei. A verdade é exatamente o contrário: uma Lei da Anistia, ampla, geral e irrestrita foi enfaticamente exigida pelo povo brasileiro, e veio para pacificar a Nação e apagar as nódoas do passado sepultando definitivamente as violações por parte de todos os envolvidos. Com isso, permitiu a volta em segurança ao convívio nacional daqueles cidadãos brasileiros fugitivos, exilados, e foragidos, quaisquer que fossem os crimes que os tivessem levado a essas situações.

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                                                                           jornalismoibmec.wordpress.com

O primeiro passo da comissão foi descaracterizar seus objetivos, bem definidos na lei 12.528/2011[i] que a criou. Alterou o alcance temporal previsto na Constituição. Depois, embora a lei incluísse em seu escopo os crimes praticados pelos aparelhos estatais e na sociedade, ela se recusou a apreciar a atuação de todos os que se envolveram na luta armada. Dirigiu seu ódio apenas contra os agentes do governo, em particular os militares. Mostrou logo seu viés autoritário e revanchista.

Os militares não seriam contra comissão nenhuma se houvesse a garantia absoluta de que, sob o manto da Lei da Anistia, a verdade, toda a verdade e somente a verdade fosse seu objetivo. Se se buscasse mostrar o que aconteceu, porque aconteceu, quem fez o que e porque o fez. Aí sim, se teria uma Comissão da Verdade com letras maiúsculas. Mas o que o PT deseja é dar aos terroristas de ontem a auréola de libertadores democratas e aos militares de sempre a pecha de criminosos cruéis.

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                                                                                     osaciperere.wordpress.com    

Agora que o PT já dispõe de tropa própria, a desmoralização das Forças Armadas é fundamental para eliminar a última possibilidade de resistência armada aos seus intentos arbitrários.

Depois de mais de um ano de trabalhos, nenhum resultado foi obtido que justifique as despesas e toda a mise en scène[ii] da comissão. Mas a insistência em perseguir velhos soldados de ontem começa a incomodar os jovens militares de hoje. Isso não contribui em nada para a paz social e pode levar a consequências imprevisíveis.

 

O texto, evidentemente, é do livro de José Gobbo Ferreira. Tomei a liberdade de adicionar ilustrações obtidas no Google Imagens.

[i] Art. 3º-III: III – identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos mencionadas no caput do art. 1o e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade;

[ii] Do francês: encenação.