moises_dezmandamentos

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ESTA É A PARTE FINAL DA Décima Terceira aula do curso NOVA HUMANIDADE, ministrado por HUBERTO ROHDEN em 21 de junho de 1977. Refere-se a Moisés e nos dá informações valiosas, muitas das quais desconhecia, sobre este grande vulto bíblico. Ao final, retorna ao tema das duas árvores do Jardim do Éden para enfatizar, com a própria história de Moisés, o objetivo da evolução da humanidade de concepção pela hominalidade. 

Escutem! O que é que vocês pensam de Moisés? Quem foi ele? O que sabemos pela Bíblia e por outras fontes de Moisés? Onde é que ele nasceu?

– No Egito, no tempo dos faraós.

Sabemos que nasceu no Egito, e durante os primeiros 40 anos, onde ele esteve?

Foi educado na corte real do Faraó – um dos faraós, não sabemos quem foi – educado, segundo a Bíblia, pela princesa real que o teria tirado das águas. Isto é o texto bíblico, e todos pensam que é das águas do Nilo. Mas há outra mensagem muito esotérica que não é da Bíblia, mas, muito profunda, diz que Moisés nasceu no Egito, mas, nasceu das águas astrais. Não nasceu das águas físicas. Não foi encontrado no Nilo, porque os livros sacros usam a palavra astral em vez de água. Muitas vezes usam água quando quer dizer, no mundo astral. Nascer de água e espírito – palavra de Jesus a Nicodemos – “deveis nascer de água e de espírito”. Ele fala do nascimento não material, mas do nascimento humano. De água e espírito. E quando ele fala com a samaritana, da água viva, outra vez se refere ao mundo astral. Se considerarmos isto, podíamos dizer que Moisés possivelmente também nasceu do astral. Porque nada sabemos de um pai de Moisés, nada sabemos duma mãe de Moisés.

Bem, isto são hipóteses que eu não quero afirmar, nem negar – mas é bom saber que tais suposições são possíveis. No corpo de Jesus nós sabemos que isto aconteceu. Lá está claramente, em Mateus, em Lucas e na profecia de Isaías. Que não foi concebido de um modo material e físico, mas, humanamente. O corpo de Jesus, como veremos mais tarde, era um corpo perfeitamente humano. O corpo humano precisa de pai e de mãe, senão ele não é humano. Se o corpo tem só mãe, não é humano. Se ele não tivesse pai verdadeiro, não seria um homem completo. Mas, é claro que Jesus era um homem completo, verdadeiro como nós. Então, ele tinha um verdadeiro pai humano, mas Isaias nega, Mateus nega e Lucas nega que tenha tido um pai físico. Que não foi concebido fisicamente, mas foi concebido humanamente. Logo, ele supõe a possibilidade duma concepção humana astral, que na humanidade atual, praticamente é desconhecida, mas que é possível numa humanidade mais aperfeiçoada.

De Moisés não sabemos nada realmente, como ele nasceu. Sabemos apenas que foi encontrado e educado na corte do faraó. Lá esteve 40 anos, e foi educado em toda sabedoria dos egípcios, que era sobretudo magia mental, em alto grau. Os egípcios faziam coisas que nós hoje nem sabemos. Como eles construíram as pirâmides, ninguém compreende hoje em dia. Com nossos maiores guindastes modernos, nós não somos capazes de fazer, de levantar aqueles pesos, aquelas pedras que estão nas pirâmides. E o cálculo matemático que eles fizeram na posição relativamente ao sol, é uma coisa fantástica. O que estes homens sabiam sobre matemática e mecânica, e tudo isto. E como é que carregaram aquelas pedras lá para cima. É provável que eles não tenham carregado as pedras lá para cima. Eles tenham materializado aquelas pedras, porque os egípcios conheciam o segredo da materialização do mundo astral e da desmaterialização também.

Quando Josué, que foi o sucessor de Moisés, entrou na Fortaleza terrível de Jericó (na fronteira da Terra Santa havia uma fortaleza, Jericó) – não se podia tomar pelas armas, aquela fortaleza. Josué disse: “Nós não podemos destruir a fortaleza e sem destruir a fortaleza, não podemos entrar”. Como é que eles destruíram a fortaleza de Jericó? Está escrito no livro de Josué. Diz que mandou tocar hinos rodeando a Fortaleza uma semana inteira, produzindo vibrações aéreas pela música. E no sétimo dia ele mandou tocar o hino do Jubileu – nós não sabemos que hino era este. E quando tocaram o hino do Jubileu, com a banda de música deles, todas as fortalezas de Jericó ruíram por terra e virou areia pura. Ficou só areia, não tinha mais pedra. A pedra se transformou em areia!.. Como é que vamos explicar este fenômeno? Uma desmaterialização molecular, não atômica, mas molecular. Uma alta vibração pode produzir uma destruição material. Uma alta vibração de certo tipo pode quebrar vidros, pode desmoronar um muro. A matéria pode ser desmaterializada pelo som. Sobra areia. Parece que eles já conheciam esta magia mental de destruir pedras transformando-as em areia.

Se, podiam destruir, também podiam construir. É uma suposição que as pedras das pirâmides, que são de um peso enorme, não tenham sido carregadas lá para cima, mas tenham sido materializadas lá em cima. Primeiro, não eram pedras visíveis… Pedras astrais – e o astral não tem peso. Materializaram. Há documentos antigos que fazem crer que os egípcios conheciam materialização e desmaterialização. E Moisés foi instruído em tudo isto. Quando ele lançou as pragas sobre o Egito, nove falharam. Produziu doenças horríveis, que os magos do Egito neutralizaram todas. Mago contra mago. Mas, quando ele fez a décima praga da morte dos primogênitos, ninguém conseguiu neutralizar.

Quer dizer, 40 anos ele foi um mago, poderoso. Nos outros 40 anos ele virou místico. 40 anos no deserto, na solidão, teve muito tempo para escrever, para pensar. E provavelmente escreveu o Gênesis no deserto da Arábia, porque no Egito ele não estava em condições de fazer tais coisas.

Agora, no deserto da Arábia, entre 40 anos e 80 anos, ele tinha muita oportunidade, um ótimo ambiente para meditar, para intuir e para escrever. Isto foi nos últimos anos. Isto deve ter sido mais ou menos 1500 aC. Mais ou menos 1500 AC deve ter sido escrito o Gênesis no deserto da Arábia, onde Moisés viveu 40 anos. Nos últimos 40 anos ele andou peregrinando entre o Egito e Canaã. Isto tem que ser devidamente compreendido porque são discussões que se fazem em toda parte.

 

Voltando à ideia do homem… então havia no paraíso 2 árvores. A arvore do conhecimento do bem e do mal, quer dizer, as coisas puramente físicas não deviam ser usadas pelos primeiros homens. Eles deviam iniciar uma evolução do mundo físico, horizontal, rumo ao mundo mais espiritual.

 

EspiritualFísico

 

Vamos representar o físico pela linha horizontal, e vamos representar o espiritual pela linha vertical. Entre a linha horizontal e a vertical há muitos graus, segundo a nossa geometria há 90 graus . Quer dizer, a evolução partiu daqui e foi subindo, subindo, lentamente… – chegou até o meio – 45o aqui, e podia finalmente atingir o máximo da vertical. Quando o homem ainda está pertinho aqui, ainda quase 90% animal e apenas 10% homem, então ele tem apenas 10%, humano. Ainda é 90 graus animal, aqui ele vai diminuindo a sua animalidade e aumentando a sua hominalidade. Aqui ele já está no meio. Ainda é meio animal e já meio hominal.

E se ele avançasse na sua evolução rumo a vertical e se ele aproximasse aqui da vertical ele seria 80 hominal e apenas 10 animal. Já seria um homem de alta perfeição. Isto deve ter sido João Batista, porque Jesus diz: “Dentre os filhos de mulher ele é o maior de todos”. Tudo que está entre zero e 90. Pode haver mais graus ou menos graus de animalidade ou hominalidade, mas ele chama isto, filho de mulher, quer dizer, de uma concepção física, que á igual à do animal. Isto ele chama filho de mulher. Concepção humana, mas de corpo a corpo.

Quando alguém chega aos 90, superou tudo que é de filho de mulher. Então ele diz, filho do homem. Filho do homem é para ele o máximo da hominalidade e o mínimo da animalidade. Porque se eu chegar 90 – aqui a animalidade é zero e hominalidade é 100%. Esta a terminologia que se usa. Então os homens começaram aqui, no grau mais baixo. Foram subindo, subindo… e estão subindo. E onde a humanidade está agora nós não sabemos. Alguns estão aqui, alguns talvez estejam aqui; é muita coisa. Pouca animalidade e muita hominalidade.

Quem sabe se alguém está pertinho, aqui. Então, acontece como alguns destes que desmaterializam o seu corpo; têm o poder de desmaterializar o seu corpo, astralizar o seu corpo. Porque chegaram ao máximo da hominalidade, embora não tenham chegado até 90 graus. Vamos dizer, aqui já se pode desmaterializar o corpo material e substituí-lo por um corpo imaterial, que é o mesmo, mas em outra forma: Corpo astral.

A Bíblia conta que Enoc, Elias, Moisés…se desmaterializaram, não morreram. Moisés subiu ao Monte Nebo e nunca voltou. Foram procurá-lo, nunca encontraram seu cadáver, e nunca o enterraram. Diz o livro do Deuteronômio, no fim. Subiu ao Monte Nebo aos 120 anos, em perfeita juventude, olhou para a Terra Santa e não entrou e nunca voltou. Foram lá – nunca foi encontrado o corpo dele, e nunca ninguém o enterrou. Provavelmente ele é um dos astralizados.

Também em nossos dias ainda acontecem. Na Índia há diversos casos em que um yogue se desmaterializa, se astraliza e de vez em quando ele volta para se materializar temporariamente. Reúne seus discípulos, desaparece outra vez. Isto deve ser um alto grau de evolução humana. Um afastamento muito grande da animalidade. Pode ser neste setor aqui, a astralização. E quando alguém chega ao ponto 90, pode fazer mais do que astralizar-se.

Pode-se dizer: “Bem, eu estou aqui, tenho 33 anos. Vocês me podem matar, se quiserem”. Ele não se matou, não se suicidou, mas permitiu que outros o matassem, “mas não adianta nada. Eu vou ressuscitar o meu corpo morto. Destruí este templo do meu corpo, que em 3 dias eu vou reconstruir”. Ele o fez. Isto é o máximo. Só o filho do homem, talvez possa fazer isto. É mais do que transformar o corpo. Porque transformar é um poder muito grande, mas deixar se matar em plena vida, aos 33 anos, e dizer, “não adianta nada, eu vou ressuscitar depois de três dias, eu vou continuar a viver…” e ele o fez – durante 40 dias aparecia em corpo material para poder ser visto e apalpado. Aparecia em corpo astral quando não queria.

Quer dizer, materializar, desmaterializar, astralizar, desastralizar – é tudo um problema da evolução humana. Todo o Gênesis focaliza este problema. A evolução começa no ponto zero e pode culminar no ponto 90, que é o ângulo reto.

 

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