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Raposa Serra do Sol

MAIS UM TRECHO DO LIVRO “Dez anos de PT e a Desconstrução do Brasil” DE José Gobbo Ferreira. Leiam com atenção. Vejam o que o PT está fazendo para o Brasil. 

 

 

O ambientalismo, e seu ramo derivado o indigenismo, se transformaram em estruturas de pressão a serviço de interesses espúrios, carregados de ideologia e de objetivos bem definidos, sem nenhuma relação com a conservação do meio ambiente ou com a melhoria das condições de vida do ser humano, índio ou não. Esses grupos agem cumprindo determinações oriundas de países desenvolvidos no intuito de impedir ou retardar ao máximo o desenvolvimento dos demais, ou mesmo, como uma moderna quinta coluna, preparando o terreno para desdobramentos políticos mais sérios.

O Conselho Indígena de Roraima (CIR) é uma organização que diz ter como objetivo a luta pela garantia dos direitos dos povos indígenas de Roraima. Abrange em sua área de atuação uma população de mais de 50.000 indivíduos, distribuídos em 34 terras indígenas que alcançam uma área de 10.344.320 hectares, o que representa 46% da superfície do estado e uma área de 206 hectares por indivíduo, seja homem, mulher, idoso ou criança.

O CIR é na verdade uma organização multinacional infiltrada no território brasileiro. Recebe recursos do governo federal brasileiro, mas também de órgãos governamentais estrangeiros, ONG´s nacionais e internacionais, e de fundações como o World Wide Fund Brazil, o Greenpeace, a Fundação Ford e a RainForest Foundation. É financiado também pelos governos britânico, italiano, holandês e norueguês. A embaixada da Noruega, que o apoia diretamente, organizou recentemente a estranha viagem do rei Harald à Amazônia.

Outro organismo alienígena envolvido na questão é o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), vinculado à Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) que, aparentemente, pretende transformar em terras indígenas a maior parte do território brasileiro, com objetivos nunca bem explicados.

Em 15 de abril de 2005, depois de muito se lamuriar por estar sofrendo pressão internacional, direta e por meio de ONG´s ambientalistas e indigenistas, o Sr. Lula, com a falta de seriedade típica do PT, curvou-se a esses interesses e homologou a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol em área contínua, com 1.743.089 hectares e 1000 quilômetros de perímetro, em plena fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana.

Em março de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a homologação, apesar de forte oposição política e popular e malgrado reiteradas informações sobre inconsistências no processo de demarcação. Felizmente a clarividência do insigne Ministro Menezes Direito apensou à decisão uma série de condições que mitigaram os efeitos potencialmente separatistas da decisão presidencial.

Essa demarcação é um atentado contra a soberania brasileira. Abrange mais de 1.700.000 de hectares e foi concedida a 21.590 índios, entre homens, mulheres, idosos e crianças, ou seja, cerca de 80 hectares por indivíduo. Seus solos guardam riquezas enormes em recursos minerais. Para que se consumasse esse crime de lesa Pátria, ainda foi necessário expulsar de suas propriedades cidadãos brasileiros no desfrute legal de seus direitos constitucionais.

Esses colonos, produtores de arroz, haviam chegado à região no início da década de 1970, trinta e cinco anos antes da demarcação, quando compraram legalmente as terras de antigos fazendeiros. Eles produziam cerca de 180 mil toneladas de grãos por ano, em uma área de aproximadamente 100 mil hectares na borda sul da reserva.

Tentando reverter o processo, o governo de Roraima promoveu a criação do Município de Uiramutã mesmo após o reconhecimento da área como terra indígena, e incentivou o assentamento de mais rizicultores naquela região. Finalmente, após situações de tensão em que quase se chegou ao derramamento de sangue de brasileiros por brasileiros, os produtores de alimentos foram expulsos e sub-indenizados.

Como foi amplamente previsto na época, a instalação da TI Raposa do Sol, além de constituir uma enorme ameaça à segurança das fronteiras do país, trouxe a miséria para os índios e o retrocesso econômico para a região.

Em visita à área em 19 de abril deste ano, a revista Congresso em Foco constatou, que “quatro anos depois da confirmação da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, e da retirada dos arrozeiros que ocupavam a área, as antigas culturas estão abandonadas. O gado, que em muitos lugares substituiu as plantações de arroz, morre de sede e as estradas, todas de terra, estão em mau estado de conservação, com muitas pontes sem condições de uso ou mesmo queimadas”.

O quadro reproduz, em outra latitude, exatamente o mesmo caso da Fazenda Itamarati. O que era fértil e produtivo hoje se transformou em estéril e carente. O PT é o anti-Midas: tudo que ele toca vira pó!

Os repórteres Aguirre Talento e Felipe Luchete, da Folha de São Paulo, mostraram que índios da Amazônia têm loteado e “alugado” a preços módicos terras para madeireiros desmatarem e retirarem madeira de forma ilegal. A Folha identificou casos em ao menos 15 áreas indígenas (no Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Rondônia), com base em investigações da Polícia Federal (PF), Ministério Público e relatos de servidores da Fundação Nacional do Índio FUNAI. Nas transações, madeireiros pagam R$ 15,00 pelo m³ da madeira, depois revendida por preços na casa dos R$ 1.000, de acordo com a PF.

Além de pagamento em dinheiro, os índios também aceitam aparelhos eletrônicos, bebidas ou até mesmo prostitutas, conforme relatos de funcionários da FUNAI. A madeira ganha aspecto de legalidade pelo uso de planos de manejo aprovados legalmente, mas para outras áreas.

Mas o governo do PT deve compulsoriamente à sociedade uma explicação sobre o que está acontecendo na Raposa Serra do Sol! Os índios têm vendido direitos de exploração de áreas imensas para empresas do mercado de créditos de carbono. Apenas uma delas despendeu 120 milhões de dólares nessa operação. Foi para isso que a terra lhes foi concedida, em prejuízo dos cidadãos que ali viviam, trabalhavam e produziam?

O comércio de créditos de carbono é parte da maior mentira do século, que é a influência da ação do homem no processo de aquecimento global. Essa teoria foi criada e é alimentada por trilhões de dólares em jogo segundo o Dr. Hal Lewis, ex-decano da Sociedade Americana de Física. O Autor produziu um artigo científico provando sua falsidade¹.

Várias perguntas são inevitáveis: Como essas transações são possíveis à luz das leis que regem as demarcações? Como é feita a escrituração e o registro dessas transações, se elas são ilegais? Como é feito o pagamento? Quem fica com o dinheiro? As reportagens mostram que a maioria dos índios vive na miséria. Organizações como a FUNAI (do próprio PT) e o Conselho Missionário Indigenista (CIMI) demonstram uma fúria demarcatória insaciável. Com tanto dinheiro envolvido, qual sua verdadeira motivação? Se isso é público e notório, pois tem sido noticiado abertamente na mídia, porque o governo não toma providências? O que o PT ganha com isso?

A corrupção permeia todas as atividades do governo do PT. Aqui é a FUNAI trabalhando abertamente em desfavor do governo, do qual faz parte, apoiando interesses escusos e desconhecidos.

1- José Gobbo Ferreira: “A Falácia do papel do CO2 no Aquecimento Global – Um Enfoque Científico”. Junho 2012

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Finalmente volto a postar mais alguns textos relativos ao CURSO NOVA HUMANIDADE, ministrados em 1977 por ROHDEN. Agora chegamos a 13ª aula. Pelo que se deduz, estavam chegando a um período de férias e nesta última aula o mestre faz uma revisão. Não tentarei fazer qualquer resumo ou condensação da palestra. Vou postá-la em partes. Apreciem.

Recomendo a todos que façam muitos exercícios de Yoga integral, não só Hatha-Yoga, mas também de Yoga integral. Eu já disse isto ontem na meditação; nós, ocidentais, somos terrivelmente extra-vertidos por natureza. Os orientais são introvertidos. Os ocidentais são extrovertidos. E devido à nossa extroversão tradicional aqui no ocidente, muitas pessoas não conseguem ficar 5 minutos imóveis e silenciosos, na meditação.
Ora, enquanto alguém não consegue ficar silencioso e imóvel, durante 5 minutos, ou durante meia hora, não pode fazer concentração mental. A concentração mental depende da disciplina corporal. Onde não há perfeita disciplina corporal não é possível concentração mental e meditação espiritual. Estas são coisas correlativas conhecidas. Se alguém consegue 100% de disciplina corporal, não se mexendo durante meia hora, não tossindo, não produzindo nenhum ruído durante meia hora, já está em condições de fazer concentração mental.
Nós vivemos na ilusão de que de vez em quando, nós devemos nos mexer. De vez em quando, temos que tossir. De vez em quando, temos que dar um sinal da nossa presença física. Pura ilusão! Não há necessidade. Vocês pensam que é necessário, que é inevitável, agora tossir. Se vocês fizeram exercício de yoga integral, vão verificar que nada disto é verdade. Nós podemos ficar horas inteiras, se quisermos, em completa imobilidade, como um cadáver, em completo silêncio. Isto, no princípio, parece impossível, mas, é questão de exercício.
Os yogues… – agora apareceu o artigo: OS PODERES SECRETOS DOS YOGUES numa revista daqui – eles conseguem coisas espantosas. Eles conseguem anestesia mental. Onde é que nós conseguimos anestesia mental? Nós fazemos anestesia por meio duma injeção, mas, eles fazem brincando, anestesia mental no oriente. Eles dão ordem a este braço, insensibilizar-se totalmente. Não sentir nada. Toma um punhal perfura um braço, não sentem nenhuma dor. Como é que eles conseguem isto? Concentração mental.
A nossa mente é terrivelmente poderosa. Não quando dispersa, derramado por todas as periferias…aí é fraca. Tudo que é derramado é fraco. Tudo que é concentrado é forte. Então, eles fazem uma concentração mental, eles estão habituados a fazer isto. Há 7000 anos na Índia se está praticando isto. Naturalmente, eles chegaram a perfeições extraordinárias de concentração mental. Dão ordens aos nervos do braço, daqui até aqui. Porque os nervos é que sentem. Sem os nervos nós não sentimos nada. Dão ordem aos nervos – não sentir nada durante 10 minutos. Não sentir nada durante uma hora. E os nervos obedecem.
Os nossos, não obedecem. Obedecem a uma injeção física- que é anestesia. Mas não obedecem a uma injeção mental. Para nós é um milagre. Mas, injeção mental é possível. Eles dão ordem aos órgãos do seu corpo para funcionar deste e daquele modo. Até suspendem a respiração por muito tempo, sem morrer. Até reduzem as pulsações do coração quase a zero. E, às vezes completamente a zero, durante muitas horas. E não morrem. Nós dizemos – é impossível.
Mas, nós vamos fazer um pouquinho de exercícios, cada um lá em sua casa, de yoga integral. Yoga integral é yoga física (Hatha yoga), é yoga mental (Raja yoga), é Bhakti-yoga também, é Gnani yoga e é até karma-yoga… Cinco tipos de yoga. Isto se chama yoga integral. Se alguém reuniu tudo e fizer exercício, vai ver. Chega a criar dentro de si um poder milagroso. É perfeitamente natural. Porque milagres não existem, no sentido de ‘contra a natureza’. Existe milagre no sentido fora do conhecimento que nós temos da natureza. Mas não existem milagres fora da natureza. Nenhum milagre é contra as leis da natureza.
Agora, nós não conhecemos 10% das leis da natureza. E dentre 10% dizemos que é natural, e 90% dizemos que é milagroso. Que é sobrenatural. Não existe nada sobrenatural. Sobrenatural é pura ilusão. Deus não é sobrenatural. Deus é infinitamente natural, e nós somos finitamente naturais. Por isto o natural finito não pode compreender o natural infinito. Então nós inventamos que Deus está além da natureza, que Deus não faz parte da natureza. Mas, os grandes iniciados sabem que Deus é a alma da natureza, como disse Spinoza, e repetia Einstein.
Eu me lembro de quando eu estava em Princeton, com Einstein, ocorreu pelos jornais dos Estados Unidos, a notícia de que Einstein era ateu. Que Einstein não aceitava Deus. E o rabino da Sinagoga judaica de Nova York, o Sr. Herbert Goldstein, que eu conheci muito bem, mandou um telegrama a Einstein, à Universidade de Princeton: “Favor dizer se você aceita Deus”. Sabeis o que Einstein respondeu telegraficamente, ao Sr. Herbert Goldstein? Respondeu: “Eu aceito o mesmo Deus que o nosso grande Spinoza,” porque Spinoza também era judeu, “chamou, a Alma do Universo. Este Deus eu aceito.”
E Einstein acrescentou: “Não aceito um Deus pessoal que se preocupa com as nossas necessidades de cada dia”. É claro que nós pensamos que Deus é nosso empregado, número 1. Quando nós estamos doentes, ele tem que vir para nos curar. Quando não temos dinheiro, ele tem que arranjar dinheiro. Quando estamos em apuros, tem que nos tirar dos apuros. Então, Deus é nosso empregado? Nós mandamos em Deus? Isto é bobagem.
Deus não se preocupa com as nossas necessidades pessoais de cada dia. Se nós tomarmos uma atitude certa em face da alma do universo todo o corpo do universo está a nosso favor. O ruim é que nós não entramos em sintonia com a alma do universo. Nós estamos sempre em desarmonia parcial ou total com a alma do universo. Então nos acontecem estas coisas desagradáveis. Se eu estou em sintonia perfeita com a alma do universo, todo o corpo do universo está a meu favor.
Spinoza disse: “Deus é a alma do universo e este mundo é o corpo de Deus”. Faz a comparação entre alma e corpo. A parte invisível do universo, isto é Deus; e a parte visível do universo, isto nós chamamos o mundo. Mas, o visível obedece ao invisível. O corpo obedece à alma.
Então, como dizia, não devemos imaginar que Deus seja uma coisa fora da natureza, sobrenatural. O mundo espiritual não é sobrenatural. Ele é natural, invisível e outras coisas são naturais, visíveis. Quanto mais nós nos concentrarmos e transmentalizarmos também na meditação, mais nós sintonizamos com o mundo invisível. E isto é a uma grande vantagem para nós.
Portanto, façam exercícios de yoga integral durante as férias até conseguirem pelo menos meia hora de absoluta imobilidade e de absoluto silêncio. O nosso ego físico não gosta de silêncio, gosta de barulho. Não gosta de imobilidade, gosta de movimento. Mas, quando nós nos esquecemos do nosso ego físico e nos concentramos no nosso ego mental, e, sobretudo no nosso eu espiritual, que é o último reduto da nossa natureza, nós podemos ficar completamente imóveis, durante quanto tempo quisermos, e completamente silenciosos. Estamos praticamente mortos. Praticamente… É uma morte provisória que nós praticamos durante a meditação. Uma morte de meia hora, ou uma morte de uma hora.
Os yogues fazem uma morte provocada de horas inteiras e depois voltam à vida. Nós temos que fazer um pouco de exercício, porque todo o poder consiste na concentração, e toda a fraqueza consiste na dispersão. A fraqueza é dispersão e a força é concentração. É vantajoso para todos efeitos. Não é só para o mundo espiritual. A concentração é útil para a ciência, é útil para a técnica, é útil para as finanças, é útil para a indústria, o comércio. É útil para tudo, porque a concentração dá força em tudo.
Bem, então façam um pouco de exercícios nas férias. Temos que chegar a um ponto de 100% de silêncio e de imobilidade física, porque do contrário o mental não funciona, e o espiritual não funciona sem a base do material. A disciplina material é a base para a disciplina mental e disciplina espiritual. É uma torre, sem alicerces não funciona. Não pode começar a torre pelo telhado, têm que começar a torre pelos fundamentos.

Reiterando: APROVEITO PARA INFORMAR QUE ESTE – E OUTROS CURSOS DE ROHDEN – PODEM SER OBTIDOS COM A SRA. IRIS GOMES, TANTO EM ÁUDIO (MP3), COMO TRANSCRITOS EM APOSTILAS. DOU A SEGUIR O E_MAIL DE CONTATO DA SRA. IRIS, BEM COMO DE SEU BLOG, ONDE PODERÃO APRECIAR MUITOS OUTROS TEXTOS DE ROHDEN: E_mail: ihgomes@hotmail.com
 Blog: http://ihgomes.wordpress.com/

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA. É UMA ESCLARECEDORA ANÁLISE  SOBRE  A SAÚDE NO BRASIL. VALE A PENA LER.

 

Vários problemas estão presentes no quadro atual da saúde no Brasil: A falta de educação sanitária da população; a falta de infraestrutura de saúde; a falta saneamento básico e a falta de políticas honestas de desenvolvimento urbano. Estas são trocadas pela demagogia populista, permitindo assentamentos em locais sem as mínimas condições sanitárias para isso, transformando-os em currais eleitorais. Malgrado todas as juras em contrário, o governo petista negligenciou esse problema, contingenciando grande parte das verbas orçamentárias para a saúde (no governo Lula, entre 2003 e 2009, o sistema de saúde deixou de receber R$ 17,6 bilhões).

E, pairando sobre todos esses motivos, a marca onipresente nas gestões petistas: a corrupção. Uma série de reportagens do programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão revelou que ela é a verdadeira bactéria super-resistente que infesta nossos hospitais públicos.

A Estratégia Nacional de Defesa (END), criada pelo Decreto nº 6.703 de 18/12/2008, propõe a criação de um Serviço Civil nos moldes do Militar. Se isso fosse implementado pelo governo, ainda que pouco a pouco, resolveria com folga todos os problemas quantitativos da distribuição dos facultativos pelo território nacional. Mas os verdadeiros problemas são qualitativos! Há profissionais brasileiros suficientes, e onde existem condições para o exercício da medicina e os médicos contam com segurança trabalhista, salários justos e confiáveis, não há falta de profissionais. É possível exercer a medicina em ambientes como esses da figura abaixo, sem remédios, sem aparelhos, sem recursos de qualquer espécie?

Saúde no interior do Brasil1 Saúde no interior do Brasil2

Figura 7: Condições normais de trabalho médico no interior de Brasil

O governo resolveu implantar o programa Mais Médicos, para atrair profissionais do exterior. A Associação Espanhola de Medicina, por exemplo, percebeu bem a armadilha que é o programa e sua finalidade eleitoreira e instruiu seus membros a ter bastante cuidado com ele.

O PT não tem capacidade nem mesmo para perceber os problemas no campo da saúde. A alienação do governo ao que se passa realmente no país é tal que, em abril de 2006 em discurso em Porto Alegre, o Sr. Lula entusiasmado (ou embriagado) afirmou “[…] eu acho que não está longe de a gente atingir a perfeição no tratamento de saúde neste país. Para isso, nós temos que fazer mais investimento, como fizemos nesse QualiSUS[i]

E ainda, durante o 9º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, também em 2006, em Olinda/PE, alheio ao bom senso, e exibindo a euforia dos ébrios, o Sr. Lula declarou, para deleite da plateia petista: “Obama, faça o SUS. Custa mais barato. É de qualidade e é universal”.

A Figura abaixo mostra o cartaz divulgado nas redes sociais pelo Ministério da Saúde do PT. Ele representa mais um passo abaixo na escala moral de nosso país. É inacreditável que um ministério de governo chegue a esse ponto em termos de desrespeito ao ser humano (provavelmente o ministro também “não sabia…”). É esse ministro que, ao invés de dar condições de trabalho dignas aos médicos brasileiros, quer importar contrafações ordinárias cubanas.

O Autor vê nessa senhora a Pátria Brasileira, obrigada a entregar seu corpo ao desfrute de estranhos, para que os rufiões do PT se locupletem. E ainda tentam convencê-la de que é feliz! Mas, enquanto suas palavras dizem uma coisa, seus olhos falam a verdade…

Prostituta

Figura 8: Contribuição do Ministério da Saúde do PT

A importação de médicos cubanos.

Apavorado com a queda de popularidade, em 8 de julho deste ano o governo criou o programa extremamente eleitoreiro, além de outras prováveis intenções, chamado Mais Médicos, supostamente para levar assistência médica às comunidades carentes e perdidas no interior deste imenso Brasil. Aberta a inscrição para médicos brasileiros, as vagas não foram preenchidas.

O governo declarou que por isso, decidiu convidar médicos estrangeiros para preencher as restantes. Vieram médicos de Portugal, da Espanha e da Argentina. Como ainda houvesse vagas, declarou que não havia outra solução senão contratar 4 mil médicos dos irmãos bolivarianos de Cuba.

Isso é mentira. Reportagem do Jornal Folha de São Paulo informa que o contrato que permitiria a importação dos cubanos já estava assinado desde 26 de abril, e essa importação era fato consumado.

Em primeiro lugar, chama a atenção o número. Cuba é um país de 110 mil km2, pouco maior do que o estado de Pernambuco, com cerca de 11 milhões de habitantes. De regime ditatorial e regulatório, nele é fácil para o governo ajustar a formação de profissionais com as necessidades da sociedade. É no mínimo estranho que haja tantos médicos sobrando, (inicialmente o governo falava em trazer 6 mil).

Depois, é preciso levar em conta a qualidade da formação desses profissionais. Reportagem do jornal “O Globo” de 8/05/2013, mostra que a qualidade daqueles profissionais está abaixo da crítica.

Em seguida, note-se que o destino dessas pessoas será os rincões mais atrasados do país, onde todos os serviços prestados pelo governo, em particular a segurança, que já são péssimos alhures, praticamente inexistem.

A forma de pagamento desses profissionais(?) é complicada. O governo brasileiro entrega os recursos à Organização Pan-Americana da Saúde(OPAS). Esta transfere o dinheiro ao governo cubano, que remunera os médicos no campo de maneira nada transparente com uma parcela irrisória do que lhes foi destinado. O restante fica como fonte de renda para o governo dos irmãos Castro.

O Estado cubano, portanto, entra na negociação como uma verdadeira agência exportadora de mão de obra, confiscando a maior parte do salário dos trabalhadores. Daí o termo “exportação” que o Autor usa quando se refere a essa operação. A exploração do homem pelo homem é pecado mortal nas sociedades capitalistas, mas a exploração pelo Estado é perfeitamente justificável nos paraísos comunistas. O programa, entre outros pontos obscuros, é uma forma do governo brasileiro enviar dinheiro para Cuba, parte do qual pode muito bem retornar para financiar campanhas petistas, ou para outros destinos, tão sombrios quanto.

Esse procedimento vai contra a legislação trabalhista brasileira. Viola a Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho. O exercício da medicina por profissionais não aprovados pelo programa Revalida do Conselho Federal de Medicina é considerado ilegal e, como tal, sujeito às penas da lei. Mais uma vez o governo do PT demonstra seu total desprezo pela Lei e pela Justiça. Se é conveniente aos seus propósitos obscuros, danem-se ambas.

Mas agora vem o mais importante: Esse pessoal pode se constituir em uma ameaça gravíssima para a segurança nacional. O Autor não acredita que sua grande maioria seja constituída realmente de médicos, ainda que apresentem os mais diferentes diplomas cubanos.

Qual a melhor maneira de infiltrar guerrilheiros em nosso território sem combate, sem defesa, e em locais onde a ação do Estado brasileiro é deficiente, ou mesmo ausente? Qual a melhor maneira para doutrinar grupos como o MST, por exemplo, do que infiltrar instrutores de guerrilha em seu meio, disfarçados de médicos? Ainda que não seja provável que o governo bolivariano brasileiro um dia quisesse fazê-lo, como fiscalizar a atuação dessas pessoas? E, mesmo que a presença deles se torne francamente indesejável, como destruir uma rede de pelo menos 4.000 pontos (eles se multiplicam), estrategicamente distribuída pelas áreas carentes e/ou remotas do país e já solidamente implantada? Isso é uma verdadeira invasão estrangeira comunista com o inimigo sendo estrategicamente posicionado onde seja mais difícil desalojá-lo depois.

Guerrilheiros cubanos se infiltraram no Chile, durante o governo de Salvador Allende, a maior parte usando passaportes diplomáticos. Hoje, o governo do Brasil é exatamente o que era o governo Allende. E os cubanos podem estar usando desta vez seus diplomas de péssima qualidade para se instalar.

A sociedade, de uma maneira geral, não dá muita atenção aos sinais que surgem de tempos em tempos mostrando o ovo da serpente, ou não faz a conexão entre eles. Essa contratação foi imposta à sociedade, como fato consumado, no apagar das luzes da reunião do foro de São Paulo.

O que poderá acontecer se o PT for apeado do poder pelas eleições que se aproximam? Não é estranho que esses cubanos sejam infiltrados no país exatamente quando a popularidade do governo despenca e a possibilidade de derrota se torna real?

No vizinho Paraguai, dois dias depois da posse de Horácio Cartes, opositor do partido bolivariano que estava no poder, nasceu o autodenominado Ejercito del Pueblo Paraguaio que sequestrou e assassinou cinco seguranças de uma fazenda, a 400 km de Assunção e atacou o destacamento policial que se deslocou para o local, ferindo um deles. Esse grupo é financiado pelos montoneros argentinos (que sobrevivem até hoje), dirigidos pela organização la Cámpora, que se sustenta por meio do desvio de recursos de empresas estatais daquele país. (http://porladignidad.com/jvenes-idealistas-retoman-las-armas-paraguay-asesinan-tema1466.html ).

Alguma diferença com o aquilo que vem ocorrendo com nossas estatais?

Ainda que os temores do Autor sejam indevidos, não há vantagem nenhuma em aceitar essa horda em nosso país. Não há porque correr esse risco, pois até mesmo os possíveis benefícios não são compensadores. Isso parece ser o maior cavalo de Troia da idade moderna. Deus permita que ele esteja errado.

DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, FERREIRA, José Gobbo; pg.s 24 a 28.

[i] QualiSUS é um projeto de qualificação do atendimento no sistema hospitalar do SUS

 

 

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA. É UMA ESCLARECEDORA ANÁLISE  SOBRE A EDUCAÇÃO NO BRASIL. VALE A PENA LER. 

 

Nenhum vetor da atividade humana se presta mais para a dominação do homem pelo homem do que a educação.

Em 2011 o PNAD revelou que o país tinha 12,9 milhões de analfabetos. Além disso, quase a metade de seus jovens não tem acesso ao ensino médio.

Embora nada seja feito de concreto para retirar da ignorância grande parcela de nossos patrícios, a doutrinação ideológica está ostensiva ou subliminarmente presente em todas as atividades educacionais públicas no país.

Um problema da mais extrema seriedade reside no programa do ensino fundamental. A atual ministra da cultura (!!!), uma mulher sem classe e sem pudor, que já ousou fazer uma sugestão obscena para os cidadãos brasileiros que encontrassem problemas em aeroportos, é uma verdadeira pedófila intelectual que está por trás de programas que promovem a erotização precoce e obscena de nossas crianças e o proselitismo do bissexualismo nas escolas. Sugiro enfaticamente que o leitor, independentemente de orientação religiosa, tome conhecimento disso através do site http://www.youtube.com/watch?v=K_ngDtKsCIY.

O Autor vem acompanhando, de corpo presente, há quarenta anos, os problemas da educação brasileira. Foi testemunha da deterioração do ensino fundamental público por pura desonestidade dos governantes que falseavam seus resultados para aparecer bem em estatísticas internacionais (em particular o IDH, discutido acima). Viu, para isso, a reprovação ser proibida no começo da carreira do estudante. Sem essa pressão ele simplesmente deixou de se aplicar aos estudos.

Com isso, os alunos foram simplesmente sendo promovidos automaticamente, sem desafios, sem motivação, sem vontade para estudar, e praticamente arrastados até o final do curso (Sim, por que o nível de evasão também conta para o conceito do país).

O fruto desse processo é um jovem com um diploma de ensino fundamental na mão, mas com dificuldades de raciocínio para resolver a mais elementar das operações aritméticas e sem quase nada entender daquilo que, a duras penas, consegue ler gaguejando.

Uma parcela segue para o segundo grau do qual sai mais confusa e insegura do que quando entrou, pois lhe faltam os fundamentos para que possa aproveitar adequadamente o curso.

Até pouco tempo atrás, a única porta de entrada do ensino superior era aberta pela aprovação no exame vestibular. Por mais inconvenientes que ele pudesse ter, a necessidade de preparar-se para realiza-lo era uma segunda oportunidade para rever ou, em muitos casos, tomar o primeiro contato com as matérias do programa, dessa vez com determinação para adquirir com seriedade os conhecimentos compatíveis com o status universitário.

A dificuldade, compreensível e necessária, do exame vestibular deu aos petistas uma oportunidade de ouro para exercer seu populismo barato, com a criação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Esse foi o tiro de misericórdia na qualidade da educação brasileira.

É verdade que o ENEM abre oportunidade ao alcance de todos para chegarem à faculdade. Mas a que custo para a qualidade do ensino? Sem o vestibular, o estudante ingressará no ensino superior com as mesmas deficiências que tinha ao final do segundo grau. E como consequência paternalista disso, ao invés de a faculdade elevar o nível do vestibulando, o aprovado no ENEM acaba obrigando a faculdade a baixar seu nível para conseguir absorvê-lo.

Além disso, todos os anos o ENEM tem sido palco de episódios deprimentes e de problemas que revelam a estrutura rasteira do exame, o absoluto surrealismo do processo de correção das provas e a incompetência das autoridades para coordenar uma operação dessa natureza.

Na opinião do Autor, outro aspecto negativo da interferência do PT na qualidade universitária é o sistema de cotas para negros nas universidades brasileiras.

No Brasil, o negro que não consegue ser admitido no ensino superior não o é por ser negro, mas por não estar preparado, e não se tornará qualificado e nem conseguirá se sair bem no curso superior por decreto ou pelo teor de melanina de sua pele. O problema dele está na orientação perversa que o governo está imprimindo ao ensino fundamental. Corrija-se essa etapa, universalize-se o acesso a ela e ninguém mais precisará passar pela humilhação de depender da cor de sua pele para entrar, por piedade, em uma universidade. O Autor, com muito sangue negro nas veias, se sente constrangido por esse tratamento, e o considera, isso sim, o verdadeiro racismo.

A única pesquisa séria sobre o assunto a que o Autor teve acesso vem de pesquisadores da UFF, com base no ENADE de 2008, e mostra que existe diferença de desempenho entre cotistas e não cotistas, em desfavor dos primeiros e dura o curso todo, sendo extremamente significativa nos cursos de ciências exatas.

Uma proposta de universidades paulistas mostra semelhança de ideias com a importância niveladora do vestibular sustentada pelo Autor: Os alunos que quiserem ingressar nas universidades por meio das cotas terão de fazer um curso preparatório de dois anos. É o nivelamento em que o Autor acredita. O desempenho nesse curso determinará se o postulante está apto a frequentar a Universidade.

A falta de atitudes proativas do PT , malgrado os discursos recorrentes em contrário, pereniza nossas revoltantes condições de analfabetismo e sub-alfabetização. E, na outra ponta, conduz à deterioração paulatina e contínua da qualidade de nosso ensino universitário. Isso é uma vergonha para nosso país e um adeus a nossas possibilidades de verdadeiro desenvolvimento.

DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, FERREIRA, José Gobbo; pg.s 23 a 24.

 

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA. É UMA ESCLARECEDORA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA BOLSA FAMÍLIA NOS ÍNDICES DE DESEMPREGO E NA TAXA DE ATIVIDADE EM NOSSO PAÍS. VALE A PENA LER. 

A análise do desemprego é um aspecto da política econômica, mas será discutida agora, por motivos didáticos.

O desemprego no Brasil é avaliado pelo IBGE. Para o cálculo da taxa de desemprego ele coleta dados em seis metrópoles brasileiras3: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Em 31/10/2012 esse conjunto de cidades tinha uma população total de 25.845.481 habitantes4 e o Brasil 193.946.886 habitantes5. A população economicamente ativa nacional podia ser estimada em 113 milhões de pessoas6. O Autor tem três observações a fazer:

1. Em um país de dimensões continentais e de condições econômicas muito variadas, a amostragem abarca somente 13,33% da população total do país e 21,5% da população economicamente ativa. Pode-se questionar a representatividade dos resultados.

2. As cidades escolhidas representam uma parcela ponderável da população economicamente ativa, mas parece ao Autor que não representam a real situação do desemprego, que normalmente é maior nas cidades pequenas, com menores oportunidades de trabalho. O somatório das informações de grande número de cidades pequenas poderia influenciar o resultado obtido somente nas grandes.

3. As bolsas ditas sociais do governo distorcem o espírito da metodologia e perturbam a representatividade de seus resultados.

As informações do programa Bolsa Família mostram que, no mês de junho de 2013, foram assistidas 13.581.6047 famílias em um total estimado de 54.300.000 pessoas (média de 4 pessoas por família, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social) das quais 9.500.000 supostamente estudantes.

Nas regiões que compõem o universo de pesquisa do IBGE existem 957.471 famílias ou 3.800.000 pessoas assistidas, das quais 680.000 estudantes de 6 a 14 anos. Isso permite estimar a População em Idade Ativa em cerca de 3.100.000 pessoas.

Admitamos uma hipótese conservativa de 3.000.000 de pessoas em idade ativa na região.

Pelos dados do IBGE para março de 2013, existem nas regiões consideradas:

População em idade ativa, (número de pessoas com 10 anos ou mais de idade): 42,6 milhões. Logo, os 3 milhões de pessoas em idade ativa do Bolsa Família constituem 7,0% do total.

População economicamente ativa (formada pelos contingentes de ocupados e desocupados): 24,3 milhões de pessoas.

População não economicamente ativa, tradicionalmente formada pelos inaptos para o trabalho, os estudantes, os presidiários, os aposentados e pensionistas, as pessoas do lar e os ociosos, aqueles que não trabalham nem querem trabalhar. Entre estes estão os beneficiários das bolsas do governo.

População desocupada (pessoas que estão sem trabalho, mas estão procurando emprego): 1,4 milhões (observe-se que, dentro da hipótese adotada, o número de ociosos no Bolsa Família é mais que o dobro dos trabalhadores procurando emprego.) 

A taxa de desocupação pelo IBGE é:

                Taxa de desocupação IBGE= (1,4 / 24,3)* 100 = 5,76%

Imaginemos agora, hipoteticamente, que as pessoas ociosas em idade ativa do Bolsa Família fossem consideradas economicamente ativas, embora desocupadas. Teríamos:

                Taxa de desocupação hipotética+ ((1,4 + 3,0) / (24,3 + 3,0))*100 = 16%

Quase o triplo da taxa oficial.

Das 54.300.000 milhões de pessoas assistidas pela bolsa família em junho, pelo menos 30.000.000 delas estão em idade ativa, absolutamente ociosas, mas não são consideradas desempregadas. O raciocínio acima mostra quanto potencial tem o programa para distorcer a avaliação real da força de trabalho no Brasil.

A taxa de atividade da população é definida como:

                Taxa de Atividade = (População Economicamente Ativa) / (População em Idade Ativa)

A taxa de atividade atual da economia brasileira é 57,0%, segundo o IBGE. Ela mostra a porcentagem de brasileiros que estão trabalhando hoje para sustentar aqueles beneficiados pelas bolsas do governo, que não trabalham, e para contribuir para a aposentadoria deles, quando atingirem a idade, mesmo daqueles que nunca tenham trabalhado nem contribuído para a Previdência.

O Bolsa Família, portanto, constitui também um mecanismo de transferência de pessoas em idade ativa para a ociosidade, sem que elas sejam classificadas como desempregadas. Isso permite ao governo mascarar a taxa de desocupação efetiva.

Embora o governo cite números e estatísticas, ele não controla de fato os resultados do programa e a maioria absoluta dos assistidos não vem sendo realmente educada e nem qualificada ou porque não quer ou porque o governo não lhes dá escolas para tal. Assim, não está, nem estará nunca, apta para um eventual mercado de trabalho. O revoltante disso é que a falta de mão de obra qualificada é um problema estrutural crônico da economia brasileira.

A prática de manter seus colonos na ignorância para melhor poder controla-los, e assim formar seus currais eleitorais, era muito comum entre os chamados coronéis do sertão. Embora bem mais atenuada, essa prática ainda vige, principalmente no nordeste brasileiro. A escola rural ou não existe ou é desativada, geralmente por falta de professoras e não há como alguém estudar e aprender.

Na época de FHC, as bolsas eram condicionadas e fiscalizadas. A contrapartida para a bolsa era o estudo. Atualmente, a prioridade é a quantidade. Se o programa tivesse como uma de suas metas educar e qualificar beneficiários, o governo deveria agir no sentido de prover escolas, principalmente nas áreas em que a concentração de assistidos é maior. Assim, elas poderiam retirar uns do analfabetismo e qualificar outros para o trabalho mais nobre. Isso não é feito, porque na verdade, não é o que interessa ao PT. Convém a ele que os beneficiários continuem dependentes das bolsas e, como tal, eleitores de cabresto modernos. É a repetição da prática dos coronéis com a diferença que eles é que pagavam seus colonos, e é a parcela trabalhadora do povo brasileiro que paga os eleitores cativos do PT.

O pior é que, conforme demonstrado acima, a situação da força de trabalho no país se tornou refém do programa de bolsas. Uma interrupção ou diminuição da abrangência delas causaria sérios problemas sociais.

Por isso, o programa acabou por se transformar no maior mecanismo de compra de votos do mundo ocidental. Se um humilde candidato a vereador de uma minúscula cidade do interior oferecer um saco de cimento que seja a um eleitor, em troca de seu voto, incorre em grave crime eleitoral. Mas os chamados “programas sociais” do PT lhe dão o direito de empregar impunemente bilhões de reais, para garantir para ele os votos dos beneficiados.

São cerca de 30 milhões de eleitores, e eles tem decidido eleições. E é profundamente lamentável, vergonhoso mesmo que, em nosso país, são os que não trabalham, não produzem e não estudam, que tem o poder de escolher quem vai governar aqueles que os sustentam.

DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, FERREIRA, José Gobbo; pg.s 18 a 21.

 

3 IBGE: “populacoes_estimativas_municipios_TCU_31_10_2012_pdf.pdf”

4 IBGE: “Populacao_BR_UF_31_10_2012.pdf

5 DIEESE: “Mercado de trabalho no Brasil.pdf

6 IBGE: “Desemprego 03/2013.pdf”

7http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/RIv3/geral/relatorio.php#Vis%C3%A3o%20Geral%20Brasil

 

ESTOU LENDO O LIVRO “DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL” DE JOSÉ GOBBO FERREIRA. LEITURA DESCOMPLICADA, FÁCIL, ABORDANDO DE MANEIRA INTELIGENTE E PROFUNDA A ATUAL SITUAÇÃO DE NOSSA PÁTRIA. NÃO RESISTI AO IMPULSO DE COMPARTILHAR ABAIXO ALGUMAS DE SUAS PÁGINAS INICIAIS (TALVEZ VIRÃO OUTRAS). LEIAM COM ATENÇÃO POIS VALE A PENA.

 

“Mais doutô, uma esmola prá um homem qui é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”

Luiz Gonzaga

O Bolsa Família e seus Efeitos

O Bolsa Escola era um programa de transferência condicional de renda, idealizado pelo prefeito de Campinas – SP, Sr. José Roberto Magalhães Teixeira do Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB. Foi implantado no município no ano de 1994, durante a gestão de Teixeira e seu objetivo era pagar uma bolsa às famílias de jovens e crianças de baixa renda desde que eles frequentassem a escola regularmente.

Esse programa foi assumido pelo Ministério da Educação do governo FHC, em 1997, que já criara no ano anterior o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), oficializado em 2000. Também em 2000 foi criado um programa para compensar a retirada de subsídios do gás de cozinha: o Auxílio Gás.

Em 2001 foi criada a Bolsa Alimentação para assistir mulheres de baixa renda, gestantes ou amamentando, e o Decreto no 3.877/2001, instituiu o cadastramento único para os beneficiários dos programas de transferência de renda do governo federal. A então primeira-dama, Sra. Ruth Cardoso, assumiu a coordenação dos programas.

Em 2004, o Sr. Lula criou um programa para unificar os programas do presidente Fernando Henrique. Ele foi denominado Programa Bolsa Família e o PT assumiu a paternidade dos programas sociais no Brasil. “Nunca antes na história desse país” havia existido coisa igual!

O PT herdou do presidente FHC um programa social eficaz, de intenções qualitativas e de resultados sociais evidentes no limiar daquela que foi, com certeza, a fase mais próspera e abundante da economia global. Transformou-o em um mecanismo quantitativo, sem controle, sem fiscalização, sem avaliação de seus resultados e interessado somente em aumentar o número de votos de cabresto. Só o número interessa. Hoje, temos que tolerar a ridícula postura da Sra. Dilma organizando grupos de capitães do mato para localizar, um a um, “os últimos miseráveis do país”.

Ressalte-se que o Autor não está, de maneira nenhuma, negando os muito bem-vindos progressos sociais do Brasil dos últimos anos. Muitíssimo pelo contrário! Apenas afirma, e prova, que eles não são obra do PT e que, contrariamente ao que pregam seus membros, havia, sim, um Brasil antes de 2003. Um Brasil mais ético, mais honesto e ainda não apodrecido pela chegada dele ao poder.

Os progressos sociais dos últimos anos vieram como consequência das condições preparadas pelos governos anteriores. A mídia vem fazendo muito estardalhaço nos últimos dias sobre a melhoria das condições de vida do povo brasileiro, medida pelo índice de desenvolvimento humano (IDH) do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP)[1] , como se o governo do PT tivesse algo a ver com isso. Na verdade, esse progresso vem de longe e o PT apenas contribuiu para retarda-lo. O Brasil é a 7ª economia mundial, mas está no 85º lugar em desenvolvimento humano (IDH=0,730).

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Analisando o gráfico da Evolução do IDH brasileiro, no período de 1980 até 2012, verifica-se que a tendência de melhoria do IDH é bastante anterior ao governo do PT e mesmo do governo FHC. Mas, se extrapolarmos essa tendência, usando a taxa de crescimento (inclinação da curva) anterior ao período do PT, chegaríamos à curva em negro na Figura abaixo.

Evolução do IDH, com taxa anterior a 2003 extrapolada até 2012.

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O ponto negro mais alto na Figura 2(IDH=0,770) resulta da extrapolação da curva referente ao Brasil mantendo a inclinação dos períodos anteriores a 2003. A Figura 3 mostra em detalhe:

Detalhe da Figura anterior.

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O Brasil chegaria a um IDH=0,770, ou seja, o IDH do Brasil seria maior se fosse mantido a tendência de crescimento dos períodos anteriores a 2003 (isto é, da gestão PT).Fica demonstrado que se os governos do PT, em uma conjuntura mundial muito mais favorável ao menos mantivessem o desempenho anterior, o Brasil teria atingido um IDH ≈ 0,770, acima da média da América Latina e Caribe, IDH = 0,741, e já no grupo de países com IDH alto, ( IDH > 0,758). No entanto, malgrado toda propaganda do PT, ficamos apenas com um medíocre IDH = 0,730.

O índice de Gini, mostrado na Figura 4, mostra a diferença entre os rendimentos dos grupos mais rico e o mais pobre. A desigualdade é tanto maior quanto mais próximo de 1 for seu valor.

Figura 4: Evolução do Índice de Gini brasileiro de 1960 a 2012

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O gráfico da evolução do Índice de Gini brasileiro de 1960 a 2012, por outro lado,volta a mostrar que a tendência de melhoria na distribuição de renda no Brasil não é obra do PT. Ela começou claramente com o fim da inflação em 1995, no governo Fernando Henrique, acelerou por volta de 2000 e, como no caso do IDH, teve seu desempenho diminuído em 2010, justamente sob um governo petista.

Figura 5: Variação da renda média per capita das famílias domiciliadas entre 2001 e 2011 (corrigida pelo INPC de 09/2011)

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Muito da propaganda do governo se baseia no fato que a renda das faixas mais pobres aumentou percentualmente mais do que aquela das famílias mais ricas. Como isto é mostrado: A população domiciliar é dividida em dez faixas, cada uma contendo 10% do total; Obtém-se, por amostragem, a variação per capita da renda média de cada uma das faixas; Verifica-se que na faixa da população mais pobre (10% do total) houve um aumento de 18,9%. Da mesma maneira, verifica-se que na faixa da população mais rica (10% do total) a variação foi de 4,1%. Considerando as demais faixas populacionais, das mais ricas para as mais pobres, obteve-se: 4,1%, 5,8%, 7,4%, 7,7%, 9,2% 10,6%, 10,5% e 12,3%. Estas variações percentuais da renda, nas faixas, correspondem ao período entre 2001 e 2011.

Então, a renda média per capita dos mais pobres aumentou 18,9% enquanto aquela dos mais ricos aumentou apenas 4,1%. Daí pode se concluir que houve alguma redistribuição de renda, o que é muito salutar. MAS A COMPARAÇÃO DOS VALORES PERCENTUAIS NÃO REPRESENTA EXATAMENTE O PROGRESSO SOCIAL DOS MENOS FAVORECIDOS. A comparação é distorcida pelo fato óbvio que os acréscimos tem um efeito percentual muito maior sobre as rendas mais baixas do que sobre as mais altas: Apenas R$ 11,00 a mais na renda dos mais pobres representaram um aumento de 18,9%, enquanto que R$ 153,00 representaram somente 4,1% na renda dos mais ricos.

O governo petista, supostamente seguindo orientação do Banco Mundial, estabeleceu os valores limites das diferentes classes sociais, o que lhe permite mostrar, no papel, uma grande mobilidade social. Para promover inúmeros cidadãos de uma classe para a superior, basta ajustar o valor de corte da renda mensal per capita da classe logo abaixo.

A tabela abaixo mostra a classificação oficial das classes sociais, publicada em Decreto de junho de 2011: (Tabela 1: Classes sociais pelo critério da Secretaria de Assuntos Estratégicos)

 

 

Classe alta alta RMPC > R$ 2.480
Classe alta baixa R$ 1.019 ≤ RMPC < R$ 2.480
Classe média alta R$ 641 ≤ RMPC< R$ 1.019
Classe média média R$ 441 ≤ RMPC < R$ 641
Classe média baixa R$ 291 ≤ RMPC < R$ 441
Vulnerável R$ 162 ≤ RMPC < R$ 291
Pobres R$ 81 ≤ RMPC < R$ 162
Extremamente pobres RMPC ≤ R$ 80

 

Assim, pouco importa se os outros aspectos da vida da pessoa permanecem os mesmos, ela é considerada como tendo progredido socialmente se sua renda atinge os valores ridículos mostrados acima! Ela continua morando no mesmo lugar. Olha ao redor de si e vê que seus problemas de saúde, educação, segurança, transporte continuam exatamente os mesmos, mas a propaganda do governo insiste em tentar convencê-la que ela melhorou de classe social e de vida. É de se estranhar que, mais cedo ou mais tarde, ela saia às ruas em protesto?

Além disso, a volta da inflação, que o PT deixou acontecer, torna cada vez mais surreais seus mecanismos de avaliação do “progresso social”. De junho de 2011 até o começo deste ano, a inflação já havia alcançado cerca de 11%, mas os valores da tabela não foram alterados. E a inflação recrudesceu nestes últimos meses.

Como o PT considera demagogicamente que progressão social se mede apenas por alguns reais a mais de receita, se ele cumprir o dever de casa e reajustar pela inflação os valores limites, milhões de pessoas cairão de volta a seus níveis anteriores e toda sua propaganda fica sem sentido!

Eliminar a pobreza para o PT tornou-se meramente uma questão de criar definições convenientes do que é ser pobre, e fazer propaganda. Mas é verdade que o rendimento médio de um mendigo, nas esquinas e sinais de trânsito das grandes cidades, sem dúvida permite que ele ascenda pelo menos à classe alta baixa do governo. Essa é, indiscutivelmente, a única vitória do PT. “Nunca antes na história deste país” tivemos mendigos tão bem colocados na escala social.

As bolsas sociais do PT colocaram mais dinheiro na mão dos menos favorecidos e isso tem certo valor. Se a fome não acabou, pelo menos diminuiu um pouco.

Porém, quase a metade das bolsas família concedidas pelo PT na realidade se transformou em fator de imobilização social. Era de se esperar que os indivíduos assistidos conseguissem se desenvolver como cidadãos e adquirir condições de procurar os meios para garantir seu próprio sustento. Ocorreu exatamente o contrário. Trabalho publicado em 05/05/2013 no jornal “O Globo” mostra que 45% dos assistidos iniciais da bolsa continuam a recebê-la após quase dez anos.

Embora ela teoricamente se destinasse à educação e consequente desenvolvimento e qualificação, pelo menos dos filhos desses pioneiros, o mesmo artigo mostra que essa segunda geração já está desfrutando ou se preparando para desfrutar das bolsas. Ou seja, elas, tal como foram concedidas, sem nenhuma contrapartida, assistência ou fiscalização, produziram pouquíssimo progresso social verdadeiro e sustentável, além das fraudes a que deu ensejo.

E desgraçadamente, o poder de imobilização das bolsas não se limita aos indivíduos. Atinge as comunidades em um círculo vicioso. Por receberem dinheiro de graça, as pessoas não tem interesse em trabalhar. Como a maior parte das pessoas não deseja trabalhar, não há como, nem porque, criar mercado de trabalho nas áreas de maior concentração de beneficiários. E o ciclo se realimenta eliminando qualquer possibilidade de progresso econômico dessas comunidades. E, além disso, quem desejar trabalhar ali, não encontrará ocupação decente.

DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, FERREIRA, José Gobbo; pg.s 13 a 18.

 

 

 

Bom dia!

Bom dia, Pai.

Vamos tomar juntos o café da manhã?

Temos pendentes tantos assuntos!

(O pão está fresquinho,

o café bem quente).

Ainda que só um minutinho,

nós precisamos conversar:

o mundo desandou de tal jeito,

que nada mais parece ter efeito.

Nem ciência, nem teoria,

nem fórmula, nem maestria

conseguem colaborar.

Cada qual briga pelo seu bocado

sem nenhuma decência, sem qualquer restrição.

Perdeu-se nas cinzas o espírito cristão.

Por isso, a minha ideia

(por favor, passe a geleia)

de recorrer a uma ajuda;

sem você, a situação não muda.

A ambição vem engolindo a Terra;

a sociedade, cada vez mais dissoluta.

E fique atento, pois andam procurando uma fé substituta.

Os governantes estão cegos;

que tal devolver-lhes a visão?

Carregam pregos nas mãos, crucificam o povo.

Não quero que Você morra de novo!

Meus Jesus, multiplique o pão.

Perdoe esse bate-papo,

(à sua frente tem um guardanapo)

é que estou aflita!

Que bom receber Sua visita logo de manhã

Devo Lhe contar um segredo:

quero sair de casa, mas tenho medo,

preciso segurar a Sua mão.

Ainda falta agradecer tanta graça!

O girassol que nasce na calçada,

o rosa amarelo da alvorada,

o pedaço de céu que pinga na vidraça,

na gota de orvalho que cai.

Daqui pra frente, eu sigo meu caminho

e Lhe entrego todo meu afeto.

Você é mesmo meu amigo predileto!

Bom dia, Pai.

Flora Figueiredo

http://www.mensagenscomamor.com/categoria/poemas-e-poesias

TESTEMUNHO

Faleceu esta semana um grande amigo: ESDRAS BORGES COSTA. Razões de saúde me impediram de estar presente no momento de sua despedida. Como pálida compensação, coloco aqui um texto do Esdras que enriqueceu um boletim do GCEC – Uma comunidade cristã alternativa e mais tarde publicada no livro COMPROMISSO COM O SONHO. Aliás, foi no GCEC que conheci este homem de mente privilegiada e um coração de ouro.

 

TESTEMUNHO

                Precisamos “dar testemunho”; cuidado com o “mau testemunho”; o crente deve dar “bom testemunho”. É este, sem dúvida, um apelo evangélico. Mas à força de prescrever as formas boas e más de testemunho, a gente às vezes foge ao brilho e ao intenso calor da chama do Evangelho. A busca de meios e modos de o que fazer e como fazer, para dar testemunho de Cristo no mundo real é, não raro, uma difícil tarefa que empurra os cristãos ao refúgio do moralismo – pobre imitação da labareda, recortada em papel celofane -. Dessa penúria moral nasce o desapontamento, o tédio e, em reação, surgem os “milagrosos” esquemas de organização para um testemunho eficaz; ou os apelos para as não menos “milagrosas campanhas de reavivamento. Esses remédios, não raro, apenas aprofundam a ansiedade, ampliam o tédio ou acrescentam pesadas maquinações doutrinárias ao fardo pesado das peregrinas testemunhas.

O cristão é chamado a dar testemunho de um deus encarnado, um deus que se fez homem e habitou entre nós. Apontando para Cristo, apontamos para o homem – eis o homem. O evangelista é um anunciador de Deus; por isso mesmo o evangelista tem compromisso com o ser humano; o compromisso de aceitar o ser humano no mesmo impulso em que dá testemunho do Deus vivo. Contar, recontar e repetir que Deus vive, ama e sofre é, também e ao mesmo tempo, cantar, descantar e suspirar que os homens e mulheres vivem, sofrem e fazem tantas coisas curiosas, belas e nem tão belas, generosas ou cruéis, neste espantoso mundo que Deus criou. Cremos que Deus age na História e, através da História, salva o ser humano e renova todas as coisas; somos chamados a responder a esse Deus que nos fala em suas ações. Ao mesmo tempo estamos comprometidos com o ser humano que age e sofre na História e, até certo ponto, faz História.

 

Até que ponto podemos compreender esse mistério? Até que ponto estamos dispostos a viver esse duplo testemunho?

 

Esdras Borges Costas. Boletim nº 95 do GCEC  – Uma comunidade cristã alternativa. Pg.s 203 e 204 do COMPROMISSO COM O SONHO.

 

Esdras Borges Costa nasceu em 18/07/1929, na cidade de Araraquara, no interior de São Paulo. Sociólogo graduado pela Escola Livre de Sociologia e Política em 1951, participou do Projeto do Vale do São Francisco, coordenado por Donald Pierson na década de 1950. Doutorou-se em Sociologia pela Universidade da Califórnia, Berkeley em 1979, com “Protestantismo, Modernização e Mudança Cultural no Brasil”, sob a orientação de Robert N. Bellah. Fez carreira como professor universitário na FGV (Fundação Getúlio Vargas), em São Paulo. Esdras é um dos fundadores do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). Ultimamente pesquisou o desenvolvimento das religiões protestantes no Brasil. Faleceu em 8 de outubro de 2013.

A ROSA E A MULHER

QUANDO ESTAVA PARA ME MUDAR, RASCUNHEI ESTE BREVE TEXTO. DEIXO-O COM VOCÊS PARA REINICIAR AS ATIVIDADES DO BLOG.

Deste lado do quintal, folhagens diversas e só esta pequena roseira.

Floresceu.

Pétalas brancas. Sugeria a inocência de raparigas em flor.

Olhava à sua volta e se sabia a rainha daquele canto – não, do quintal todo.

Deliciou-me alguns dias.

Aos poucos tisnou-se de rosa. Só umas pontas de início – coisa linda de se ver.

Depois, toda ela. Amadureceu-se de amor terno e carinhoso, como sugere sua nova cor. Não importa se é a mais bela (e o é), ela é o que é – uma rosa, rosa.

A mulher, como a rosa, tem suas fases na vida: inocência, encanto, sedução, aprende a amar os filhos, o companheiro, os parentes, os amigos… Repleta de empatia e compaixão torna-se exuberante como a rosa-rosa.

OFEREÇO A VOCÊS MAIS UM TEXTO DE ECKHART TOLLE. BOA LEITURA.

 

            Não se apegue a uma única palavra. Você pode substituir “Cristo” por presença, se achar mais significativo. Cristo é a essência de Deus dentro de nós ou o nosso Eu interior, como às vezes é chamado no Oriente. A única diferença entre Cristo e presença é que Cristo remete à nossa existência divina sem se importar se estamos ou não conscientes dela, ao passo que a presença significa a nossa divindade vigilante ou essência de Deus.

Se admitimos que não há passado nem futuro em Cristo, poderemos esclarecer muitos mal-entendidos e falsas crenças sobre Ele. Dizer que Cristo foi ou será é uma contradição. Jesus foi. Foi um homem que viveu há dois mil anos e exerceu a sua divina presença, a sua verdadeira natureza. Suas palavras foram: “Antes que Abraão existisse, Eu sou”. Ele não disse: “Eu já existia antes de Abraão ter nascido.” Isso significaria que Ele ainda estaria dentro da dimensão do tempo e da identidade da forma. As palavras Eu sou utilizada em uma frase que começa no tempo passado indicam uma mudança radical, uma descontinuidade na dimensão temporal. É uma afirmação ao estilo zen, de grande profundidade. Jesus tentou transmitir diretamente, e não através de divagações, o significado de presença, de auto-realização. Ele foi além da dimensão da consciência governada pelo tempo e penetrou no domínio da eternidade. Foi assim que a dimensão de eternidade surgiu neste mundo. A eternidade não significa tempo sem fim, mas sim tempo nenhum. Assim, o homem Jesus se tornou o Cristo, um veículo de pura consciência. E qual é a própria definição de Deus na Bíblia? Será que Deus disse: “Eu fui e sempre serei”? Claro que não. Isso teria conferido realidade ao passado e ao futuro. Deus disse: “EU SOU O QUE SOU”. Aqui não existe o tempo, só a presença.

A “segunda vinda” do Cristo é uma transformação da consciência humana, uma mudança do tempo para a presença, do pensamento para a consciência pura, e não a chegada de algum homem ou de alguma mulher. Se “Cristo” estivesse para chegar amanhã, revestido de alguma forma externa, o que ele ou ela poderia nos dizer além do seguinte: “Eu sou a Verdade. Eu sou a Divina presença. Eu sou a Vida Eterna. Estou dentro de você. Estou aqui. Eu sou o Agora.”

TOLLE, Eckhart, O PODER DO AGORA – Um guia para a iluminação espiritual, Copyright 2002 – THE POWER OF NOW, Tradução Iva Sofia Gonçalves Lima, Rio de Janeiro: Sextante, 2002, Capítulo Cinco, O ESTADO DA PRESENÇA, pg. 105 .