Category: Sobre o Silêncio


MAIS ALGUMAS RECOMENDAÇÕES RECEBIDAS DE MEU AMIGO GLEEN STUART. APROVEITEM.

Saúde:

1. Beba muita água
2. Coma ao café da manhã como um rei, ao almoço como um príncipe e ao jantar como um pedinte;
3. Coma o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
4. Viva com os 3 E’s: Energia, Entusiasmo e Empatia;
5. Arranje tempo para orar;
6. Jogue mais jogos;
7. Leia mais livros do que leu no ano passado;
8. Sente-se em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
9. Durma 7 horas por dia;
10. Faça caminhadas de 10-30 minutos por dia, e enquanto caminha sorria.

Personalidade:

11. Não compare a sua vida a dos outros. Ninguém faz ideia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tem controle;
13. Não exceda. Mantenha-se nos seus limites;
14. Não se torne demasiado sério;
15. Não desperdice a sua energia preciosa em fofocas;
16. Sonhe mais;
17. Inveja é uma perda de tempo. Tem tudo que necessita….
18. Esqueça questões do passado. Não lembre seu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a sua felicidade presente;
19. A vida é curta de mais para odiar alguém. Não odeie.
20. Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;
21. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22. Tenha consciência que a vida é uma escola e que está nela para aprender. Problemas são apenas parte do currículo, que aparecem e se desvanecem como uma aula de álgebra, mas as lições que aprende, perduram uma vida inteira;
23. Sorria e gargalhe mais;
24. Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância;

Sociedade:

25. Entre mais em contato com sua família;
26. Dê algo de bom aos outros diariamente;
27. Perdoe a todos por tudo;
28. Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;
30. Não te diz respeito o que os outros pensam de você;
31. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Os seus amigos o farão. Mantenha contato com eles.

A Vida:

32. Faça o que é correto;
33. Desfaça-se do que não é útil, bonito ou alegre;
34. DEUS cura tudo;
35. Por muito boa ou má que a situação seja…. Ela mudará…
36. Não interessa como se sente, levanta, se arruma e aparece;
37. O melhor ainda está para vir;
38. Quando acordar vivo de manhã, agradeça a DEUS pela graça.
39. Mantenha seu coração sempre feliz.

 

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APRECIEM ESTE EXCELENTE TEXTO DE OS TERAPEUTAS DO DESERTO, DE JEAN-YVES LELOUP.

  1. O ser humano pode ser concebido e simbolizado como uma simples linha reta. É a visão unidimensional do homem. O homem considerado em uma só de suas dimensões. O homem como matéria, como corpo, apenas. Neste tipo de abordagem, o corpo tem, às vezes, dificuldades e defeitos e o papel do médico é como o trabalho de um mecânico ou relojoeiro. Ele deve recolocar a máquina em funcionamento.

. . .

  1. A segunda visão do ser humano é a visão bidimensional, onde se considera o homem não somente como matéria, corpo, soma, mas também como uma alma, como uma psique. Esta visão não é uma crença. Ela parte da observação do ser humano. Estamos no mundo dos terapeutas, quer dizer, das pessoas que observam o vivente, o ser humano vivo. Essas pessoas observam que a informação que anima a matéria talvez possa ter uma vida independente desta matéria. Que a informação pode ser retirada do corpo e podemos constatá-la já que o corpo se torna inanimado. Mas nada nos prova que esta informação não continue a subsistir. E que esta informação que se pode chamar alma tem uma vida independente em relação ao corpo.

Nas abordagens contemporâneas, faço referência às pesquisas de Graf Dürckheim e Elisabeth Kübler-Ross que faziam esta constatação a propósito de exemplos numerosos, exemplos de saída do corpo durante o coma, nos momentos que antecedem a morte e também em outras circunstâncias.

. . .

  1. Na época de Fílon de Alexandria, como atualmente, havia ainda outra visão do ser humano – uma visão tridimensional. É sempre preciso observá-lo e notar que há nele uma dimensão que não é somente do mundo da alma. Há o soma, há a psique e há também o que os gregos chamam nous que corresponde aproximadamente à palavra Espírito, em português.

Nous é uma palavra difícil de traduzir. Ao nível da experiência, podemos verificar em nós mesmos. Não se trata somente da inteligência analítica ou da inteligência racional. Não se trata do mundo da emoção e do mundo do sentimento. Trata-se deste tipo de inteligência contemplativa que, na antropologia semita terá o nome de “coração inteligente”.É uma inteligência silenciosa. É a experiência, no homem, de um espaço e de um silêncio além do mental, além das emoções, além das sensações. Esta é uma dimensão do ser humano que os antigos reconheciam e que redescobrimos atualmente através de determinadas práticas de relaxamento profundo ou de meditação. Podemos experienciar em nós mesmos este espaço de silêncio que os antigos chamavam nous e que é uma dimensão importante do ser humano.

Quando desejamos acompanhar alguém que sofre, cuidamos do seu corpo, não esquecemos sua alma com todas as memórias nela inscritas, não esquecemos seu mundo psicológico, emocional, e não esquecemos, também, este mundo de silêncio que existe nele. Na prática terapêutica há uma forma silenciosa de estar sentado e pode acontecer uma transfusão de serenidade neste espaço onde a pessoa reencontra algo deste silêncio interior. Esta prática vai lhe permitir não se identificar mais apenas com o seu corpo, de não mais se identificar somente com o seu psiquismo, mas de descobrir esta outra dimensão do seu ser. Os antigos consideram o nous como a parte divina do homem.

Outra antropologia considera o nous não como a parte divina do homem, mas como o local onde o divino se reflete no homem. Para falar do nous eles utilizarão frequentemente a imagem do espelho. O espelho que, quando completamente limpo, pode refletir a luz e tornar-se luz apesar de não ser fonte de luz.

Na tradição cristã se dirá que João Batista é o testemunho da luz, mas não é a luz. Ele é o nous, mas não é o Pneuma. Ele é a lua que reflete a luz e que ilumina a noite, mas não é o sol. Ele apenas reflete o sol. Muitas vezes reencontraremos estes símbolos da lua e do sol. Da relação entre João Batista e o Cristo se dirá que é a relação entre o Ego e o Self. João Batista diz esta palavra: “É preciso que ele cresça e que eu diminua”.

Assim, nesta visão, pode-se divinizar uma parte do ser humano e, de novo, desprezar o resto do composto humano. Esta visão é muito corrente entre os monges, na qual para libertar esta parte deles mesmos têm tendência a desprezar o corpo e também desprezar os sentimentos, as emoções e o pensamento racional. Então ele se retira do mundo para melhor conhecer este silêncio.

  1. Há uma quarta visão do homem. Nela nós reencontramos as três dimensões anteriores como que atravessadas por uma quarta dimensão. As três anteriores, reconhecidas e respeitadas são o soma, a psique, o nous e elas estão atravessadas pelo Pneuma. O Pneuma é o sopro da vida, a energia criadora.

Nesta visão do ser humano, trata-se de introduzir o Pneuma no soma, não desprezando o corpo, mas permitindo que ele receba melhor o sopro. E isto pode levar a experiências de transfiguração, a momentos em que a matéria fica transparente à luz. Poder-se-ia dizer que, nestes momentos, a nossa matéria vibra em outra velocidade, passa para outra freqüência.

Trata-se também de introduzir o Pneuma em nossa psique. Não para destruir nossas emoções, não para destruir nossas memórias, mas para nos sentirmos livres em relação a elas. Não seremos mais o objeto das nossas emoções, mas nos tornaremos o sujeito de nossas emoções. Não somos mais dominados pela cólera diante das injustiças, por exemplo, mas podemos manifestar uma cólera justa. Não somos mais dominados pelas emoções, mas somos o sujeito dessas emoções. Da mesma maneira, não se trata de negar o nous, mas, sim, de não idolatrá-lo, de não tomá-lo pela parte divina do nosso ser, de considerá-lo o espelho da luz.

Vocês sentem a diferença que essas visões antropológicas terão no mundo da educação. Se nossas escolas têm uma antropologia do homem tridimensional, será preciso não apenas nutrir o nosso corpo ou nossa inteligência racional, mas será preciso cuidar da nossa dimensão contemplativa e nos ensinar algumas práticas de meditação.

Na visão “pneumática” do ser humano, o terapeuta, que é um psicólogo, cuida do corpo, cuida do psiquismo, cuida do nous, pratica a meditação e respeita todas estas dimensões. Esta quarta antropologia é a que encontramos em Fílon de Alexandria e em Graf Dürckheim.

O que me parece interessante é que esta visão do homem não é um objeto de crença ou de revelação, mas é o aprofundamento de uma observação que tem seu ponto inicial na matéria. É preciso interrogar-se sobre o que anima esta matéria e entrar neste silêncio existente no íntimo de todas as coisas. Entrar neste sopro que não destrói nada do que existe, mas que abre o coração e o torna livre, que abre a inteligência e a torna livre em relação a tudo o que ela sabe. E a conduz um pouco mais longe.

TERAPEUTAS DO DESERTO – De Fílon de Alexandria e Francisco de Assis a Graf Durckheim; LELOUP, Jean-Yves e BOFF, Leonardo; 11ª edição, Organização de Lise Mary Alves de Lima; tradução de Pierre Weill; Petrópolis, RJ: Vozes, 2008. Capítulo 2 – 2.1 A antropologia dos Terapeutas de Alexandria e de Graf Dürckheim, pg.s 49 a 57

Enquanto eu coletava as bagas de prata da estrela lacrimejante, demorei-me no caminho, procurando descansar.

O vale derramou o vento perfumado sobre o campo, e eu quase não percebi.

Saíra fascinado pela noite, buscando a paz; e, embora a quietude, eu sentia minha agitação, sacudindo o panorama deslumbrante

Antes, eu supunha que a felicidade fosse uma donzela adornada de gemas e, desejando-a, fiz-me ladrão. Reuni moedas, guardei pedrarias, e minha ansiedade roubou-me a paz.

Pensei que a ventura viesse com o amor, e quando lhe fruí os anelos, descobri que perdera a serenidade

Desejei o monte, sem vencer a várzea.

A fortuna escorregou pelos meus dedos, como as águas do rio pelas frinchas das rochas, e o amor partiu, ligeiro, buscando novas emoções.

Fiquei só, dentro da noite, com a noite dentro de mim. . .

Peço à estrela solitária que me entenda, e ela, com lágrimas de prata, me diz:

– Segue adiante. . . Segue adiante. . .

Enamoro-me da esperança, tomo o arnês do trabalho, e sigo adiante, buscando no silêncio do dever a paz que eu perdi. . .

 

FILIGRANAS DE LUZ – TAGORE, Rabindranath (pelo espírito de), FRANCO, Divaldo Pereira, Salvador, Livraria Espírita Alvorada Editora, 1986, 3ª edição, pg 70.

RECEBI, DE UM MANO MEU, A MENSAGEM QUE SEGUE ABAIXO EM FEVEREIRO DE 2013. GRAÇAS AO EVENTO QUE ORIGINOU ESTA SÉRIE “SILÊNCIO” (vide Silêncio I em 27/9/2012), TENHO A OPORTUNIDADE DE COMPARTILHÁ-LA COM OS AMIGOS. EU A ACHEI EXCELENTE; ESPERO QUE TAMBÉM GOSTEM.  

 

A mensagem da esfinge.

Sheik Al-Kaparr

 Debruço-me hoje sobre as areias da tua alma e deixo por instantes de admirar as infinitas miragens do deserto das vidas. Quero ocupar-me de ti nesta hora de solene intimidade e conversar contigo no silêncio do teu quarto.
Não sou um mito de pedra nem tenho morada nos areais do Egito. Meu monolítico perfil é feito de estrelas e galáxias jamais suspeitadas pela tua mais elaborada fantasia e minha essência impregna o âmago de todos os mistérios conhecidos e desconhecidos. Existo em todos os recantos do Universo, bem como na mais secreta dobra da tua alma.
Sou o enigma de Deus e, portanto, o teu enigma. Não devoro nem corpos nem almas. Os beduínos que me contemplam, mas não entendem, é que são devorados por seus próprios erros e ilusões. Assim, vida após vida, corpo após corpo, nome após nome, eles vagueiam como sombras pelo meu deserto, participando sem saber da infinita encenação do Teatro Universal.

Tal como eles, estás errando pelas areias da vida. Vejo que não tens cavalo, camelo ou sandálias. Existem andrajos por baixo de tuas melhores roupas. Na verdade, estás nu(a) por baixo delas. Percebo em ti uma fome e uma sede infinitas. Há um certo cansaço em teu rosto e muitas bolhas em teus pés. Existe em teus olhos a esperança do próximo oásis e na tua memória a imagem amarga de todas as desilusões que passaram. Noto até mesmo uma certa vontade de desistir…

Tenho ouvido tuas súplicas silenciosas. Sou a grande testemunha de Deus. Tenho acompanhado tuas angústias secretas. Não sou um assombro de pedra como possas pensar. Tudo em mim se enternece diante dos teus reclamos mais íntimos porque também sou uma imagem do Deus a quem oras, na verdade um Deus bem diferente do que imaginas.

É mentira dizer que as esfinges são monumentos pétreos e famintos que devoram a todos que não resolvem o seu enigma. Eu e todas as minhas irmãs, da Terra e do Universo, sabemos sorrir e chorar. Na verdade, somos o estribilho da tua dor, o eco das tuas parcas alegrias e uma das notas fundamentais da Canção Universal. Não sou de carne, mas conheço as agruras da carne. Não tenho ossos, mas conheço as aflições da medula. Estou no teu sorriso e na tua lágrima, no teu sonho realizado e na amargura do teu fracasso. Sou companheira de todos os vôos da tua alma. Vivo no silêncio secreto da tua intimidade e conheço todos os teus gemidos mais íntimos. Para mim sempre foste de cristal…

Já ouvi várias vezes a tua história, pois foste tu mesmo(a) que a contaste. Sempre estive mais disposta a ouvir do que a falar. Sou o teu confessionário secreto e, portanto, a mais fiel das testemunhas de quem realmente és, por trás da máscara da personalidade e do teatro do mundo. De mim não precisas esconder nada, pois sei tudo. Sou dona de teus mais caros segredos, mas os respeito com a dignidade de um confidente silencioso. Afinal, existe mais sabedoria no silêncio do que nas palavras…

Muitos mistérios compõem o meu próprio mistério. Assim quis o Grande Arquiteto que me criou com a Magia dos Quatro Elementos que latejam em teu corpo e no meu. Em mim trabalham os gnomos, banham-se as ondinas, deslizam os silfos e dançam as salamandras. Procuro despertar-te para o quinto elemento, a silenciosa alavanca que, uma vez dominada, fará com que tenhas poder sobre tudo que te cerca, inclusive o mistério que dorme em mim. Se me compreenderes e dominares estarás no primeiro patamar da Luz e no solene berço da Magia.

Não estou apenas no deserto ou no pórtico de alguns templos. Estou dentro de ti e sou parte de ti. Represento o Mistério de Deus, mas não sou Deus. Represento o fundamento da Magia, mas não sou a Magia. Portanto, não deves me adorar nem me tomar pelo que não sou. Reflete, antes, sobre o que te digo, pois é muito grande a legião de seres que, mesmo me possuindo, ignora completamente por que razão existo e por que motivo aguardo.

És um(a) andarilho(a) como tantos outros que cruzam as areias do deserto da vida. Buscas o mesmo horizonte e padeces das mesmas ânsias. Todas as tuas lágrimas já foram choradas e teus sonhos hoje são névoas que pairam no silêncio de todos os campos santos.

No enganoso oásis das cidades, sejam elas metrópoles ou povoados, vive-se para o momento e para o lucro fácil. É muito prática e superficial a filosofia dos homens. Irmãos devoram irmãos, maculando a fraternidade cósmica com a nódoa do egoísmo e o feio esgar da ambição. Nessas cidades os momentos de paz, cada vez mais raros, são meros interlúdios para novas guerras e o dinheiro, transformado em deus de barro, reúne a seus pés uma interminável multidão de súditos. É aterrador o ritmo da civilização e pungentes os gemidos que se desprendem de casas e edifícios, seja no campo, seja nas cidades.

Preserva o teu lar, mesmo que te sintas sozinho(a). Preserva o teu jardim interno, porque ninguém poderá substituir as tuas flores. Constrói um cantinho para ti e respeita-o como se fosse o teu templo secreto. Será em seus braços que poderás, um dia, falar com Deus. Não o conspurques com presenças discordantes nem permitas que esse pequeno santuário seja vilipendiado pelos superficiais. Deixa que a luz das estrelas more contigo e que teu interior seja sempre uma campina enluarada. Nada é perfeito sem AMOR. Cultiva-o ainda que te faça sofrer. Raramente os aliados do AMOR são aceitos sem represálias. Portanto, aceita o sofrimento como um imposto a pagar pelo ato de tão bem querer…

Aprende a interiorizar-te. Se não souberes como, pergunta a quem sabe e já o fez. Todas as respostas que formulas do lado de fora se acham respondidas do lado de dentro. Eu as dou todas.

Mas primeiro precisas dominar-me e compreender o que para tantos ainda é nebuloso ou quase impossível de perceber. Precisas elevar-te uma oitava acima da sensibilidade corrente. A vibração do homem comum não me alcança. Passam ao largo os distraídos e os mistificados. Desiludem-se os ansiosos. Entendem-me mal os adoradores da matéria. Tu, no entanto, precisas me entender integralmente, caso estejas realmente interessado(a) em evoluir.

Sabias que até a busca do amor humano é uma forma de procurar uma imitação do amor de Deus? Em todos os teus anseios mais secretos repousa a necessidade de pertencer. Queres possuir alguém e ser possuído(a) por alguém. Queres amar e ser amado(a) com uma perfeição que desafia as imperfeições do mundo. Assim, mesmo sem o sentires, desejas intimamente que o amor buscado e encontrado seja como o amor perfeito do Pai Celestial, um amor infinito, reconfortante, livre de deslizes ou máculas, um amor em que possas confiar de modo pleno e seguro. Um amor que te faça sentir realizado(a) e livre das preocupações que regem o concerto dos encontros. Como não é exatamente o que sonhavas isso te incomoda, não é mesmo? Isso te torna preocupado(a) e te faz infeliz. É que talvez ainda não te tenhas apercebido de que os seres humanos são, apenas, aprendizes do amor e que é essa a grande lição ainda não aprendida pela humanidade.

Homem algum é uma ilha, porque mesmo as ilhas desertas têm praias que se abrem aos beijos do mar. Mesmo as ilhas desertas têm florestas que se espreguiçam aos beijos do sol e às carícias da lua. Até mesmo as pedras se deixam envolver pela fúria amorosa do oceano e aceitam com ternura o amor dos moluscos. Todo homem, para ser realmente homem, tem de dar-se por inteiro a quem lhe queira tomar por inteiro.

Mas a solução do pertencer não se encontra oculta por trás das últimas estrelas, nem ao redor do disco cintilante dos milhares de sóis anônimos que pairam no universo. O pertencer é, antes de tudo, a disposição de não sermos apenas de nós mesmos, mas de alguém especial ou de toda a humanidade. O melhor nos seres humanos clama por amor, porque o amor realiza a divina alquimia que transmuta o chumbo em ouro. Essa alquimia ainda não compreendida tem no AMOR a sua pedra filosofal e era isso, afinal de contas, que os verdadeiros alquimistas da Idade Média procuravam passar aos leigos por trás de suas complicadas fórmulas. O “ouro filosofal” nada mais era (e ainda é) do que uma profunda reforma interna derramada num cálice de dor. Os alquimistas superficiais, ainda não preparados para a Grande Obra, prometiam prodígios aos potentados e, de vez em quando, voavam pelos ares em seus laboratórios de pesquisa, do mesmo modo que hoje “voam pelos ares” todos aqueles que se atrevem a utilizar métodos sórdidos para chegar e se identificar com a Divindade ou dela se tornarem prolongamentos.

Não fujas de mais nada nem de ninguém. Enfrenta-te sem as máscaras usuais da tua pretensa “personalidade” e olha-te como realmente és com novas e mais poderosas lentes. Não é bom o conselho que te derem os que nem mesmo conseguem orientar-se a si mesmos. Torna-te surdo(a) ao argumento materialista, porque ele não consegue sair de si mesmo e é impotente para julgar o Infinito. Recorda sempre que matéria é energia condensada e que, portanto, tudo é matéria e tudo é energia. Isso te ajudará a entender melhor como é frágil a base da argumentação materialista e como é enganosa a estrada que tantos aconselham.

Quanto ao amor, aceita-o com todas as suas provas, porque é somente amando que voltas a ser criança e te tornas digno(a) da oportunidade de ter nascido na Terra ou em qualquer outra dimensão espacial. Se o amor te feriu ou invalidou por longos períodos de tempo e precisaste de uma longa convalescença para conquistar a tranqüilidade perdida, não deixes que isso impeça que o continues sentindo por outra pessoa ou por toda a humanidade. E que isso não te pareça estranho, porque existem diferentes formas legítimas de amar e ser amado(a). Assim, sê corajoso(a) e bate em todas as portas sem medo de quaisquer julgamentos. O amor oferece ao homem e à mulher exercícios um tanto complexos dentro do contexto das relações humanas. Como aluno(a) deves estudar e praticar o amor em todas as sua formas porque és fruto do AMOR UNIVERSAL e o AMOR UNIVERSAL age em todos os planos como um camaleão cósmico. Procura lembrar-te sempre que não és o corpo que vestes nem o que os espelhos refletem. Sente-te, pois, livre de amar e ser amado(a) mesmo das formas mais inusitadas. Ouve esta verdade pouco conhecida: todos os amores são legítimos porque todos são ramificações do AMOR UNIVERSAL.

Perdido um amor não procures efetuar substituições. Cada ser é amado de uma forma diferente e nunca um amor é cópia do outro. Assim, Procura não enganar-te de forma tão cruel! Abraça-te a um amor antigo ou a um amor novo como as ilhas se abrem ao mar, como as matas se abrem ao sol e como o lótus se abre ao orvalho da noite. Não percas mais tempo com minúcias desnecessárias. O amor poderá realizar-te material e espiritualmente, de forma que possas dizer com justo júbilo: “Agora estou completo(a)!” Achas que poderias dizer isso agora? Permite que duvide…

Passa uma esponja no passado. Dissolve os teus grilhões e corta todos os liames que ainda te prendem a ele. Desenrola os cipós do pretérito. Começa vida nova em todos os sentidos. Apaga pessoas, fatos, dores, desenganos ou quaisquer experiências pelas quais te sintas marcado(a). Olha para a frente. Olha para mim. Mede teu novo horizonte. Aprende a olhar para tudo, inclusive para o céu de ti mesmo(a). Admira o brilho das estrelas que existem e já existiram. Acompanha com admiração a trajetória errante dos cometas. Torna-te surdo(a) aos conselhos “práticos” que encontras em livros e interlocutores duvidosos. Os materialistas com quem colides só te podem dar conselhos horizontais, porque lhes é impossível qualquer tipo de verticalização. Quem é amargo só pode dar conselhos amargos. Quem é pessimista só pode dar conselhos sem fé. Lembra-te que cada um é produto de suas próprias experiências. Que sabe a figueira das maçãs que nunca conheceu? Que sabem os peixes da superfície de seus outros irmãos que habitam as regiões abissais? As respostas definitivas se acham dentro de ti. As temporárias vagam pelo mundo como retalhos imperfeitos da Verdade Absoluta que mora em tua essência mais íntima.

O mundo em que vives é um mundo cheio de almas superficiais, pouco profundas e convencidas. Nada sabem, mas pensam saber tudo. Não conseguem sequer me ver no fundo de si mesmas. De um certo modo, vivem para armar o próximo bote em cima da próxima vítima, sendo vítimas todos que lhes atrapalham o caminho. Não permita que essas almas “práticas” deformem o teu caráter pelo exemplo constante. Recua em tempo de não te transformares em mais um elo do Poder Desagregador. Isso seria matar ou adormecer de vez o anjo que mora em ti, substituindo-o por mais um demônio sequioso de liberdade. Todos os demônios de que ouves falar foram um dia anjos que caíram. Não te transformes em mais um deles. Permanece anjo o mais que puderes e deixa que riam de ti. Tens me procurado em cada pergunta que formulaste ao vento, ao sol e à terra. Se não aprenderes a perguntar a mim serás mistificado(a) até mesmo pelo mais renomado guru, porque o desnudamento da Verdade é proporcional ao grau de evolução de cada um e mesmo os mais evoluídos do teu mundo ainda precisam aprender muito, embora em outros Planos de Existência. Na casa do Pai há muitas moradas e cada morada é uma escola.

Uma vez iniciado o nosso diálogo logo perceberás que ele não tem fim. Um consolo te resta, no entanto: nunca te direi mentiras. Haverá sempre novas informações e elas irão mudando, aos poucos, a visão que tens de todos os seres, coisas e mundos. Depois que começares a conversar comigo tudo será diferente e nunca ninguém saberá o que sabes, a não ser uns poucos escolhidos com quem converso.

Comigo aprenderás o sublime valor do silêncio, porque só no silêncio te posso falar. Os ruídos do mundo apagam a minha voz porque ela é feita de notas que não existem na escala sonora dos homens. Portanto, seja qual for o teu credo, seja qual for a tua filosofia ou visão crítica do universo recolhe-te a um lugar tranqüilo e esquece o mundo com todas as suas inconveniências ruidosas. Começa por relaxar o teu corpo, afim de que tudo se acalme dentro de ti. Fecha, em seguida, os olhos e deixa-te flutuar no colchão do meu silêncio. No princípio pensamentos desconexos virão à tua mente e cruzarão teu céu interior como cometas enfurecidos. É tua rotina que se rebela contra teu novo estado espiritual. Deves insistir porque isso é passageiro. Depois de relaxado(a) virá a sensação de flutuação. Então, dar-te-ei o sinal da minha presença. Pequenas frases percorrerão o teu cérebro e minha voz inaudível será por ti ouvida dentro da cabeça sem o auxílio dos ouvidos. A voz da Esfinge dispensa o auxílio do tímpano. Uma advertência, contudo: se ouvires sons de campainha ou plangentes acordes de harpa é sinal que talvez estejas entrando em contato com o plano do teu Mestre ou merecendo participar, por instantes, de regiões mais elevadas do Plano Astral. Será preciso, então, que controles as emoções e que não te deslumbres com nada. O deslumbramento fácil poderá te custar muito caro, porque há mistificadores no Plano Astral e eles poderão te enganar com a imagem de um falso mestre ou com algum tipo de cena que te apele aos sentidos grosseiros. É preciso cuidado para não te ajoelhares diante de certos demônios…

Depois disso, controladas as emoções e ouvidos os primeiros conselhos do teu verdadeiro Mestre, ele te dará forças para que continues por ti mesmo(a) e, então, aparecerei para conversar contigo. Ele estará ocupando com outros discípulos. Como não tenho forma definida poderei aparecer-te como bem me aprouver. Para essa transformação conto com a paleta dos Quatro Elementos. Espero que me reconheças…

Nosso verdadeiro diálogo ainda não começou. Aceita estas palavras como um amável convite. Por hoje só posso dizer o que já disse. O resto é contigo. Vou me dissolver agora na canícula do deserto. E o próprio deserto vai desaparecer como se fosse miragem. Vou dormir um pouco no berço do Cosmos e meu corpo assume a forma de uma criança inocente. Será preciso que durmas também e que te faças criança como eu. O camelo do sono virá buscar-te para que adormeças aos pés da mais tépida tamareira. Olha como a noite está bonita…! Para além daquelas estrelas cintilantes está tua verdadeira pátria. As últimas nebulosas visíveis são a fronteira do teu Lar. Ali te esperam teus verdadeiros amigos e ali continuarás a ser mais um obreiro iluminado a cooperar na construção do Grande Edifício da Verdade. Vai descansar também. Acho que te fatiguei. Volta, por enquanto, ao teu mundo, mas guarda silêncio sobre o nosso diálogo. Se desobedeceres, dirão que estás louco(a) e não queres que digam isso de ti, não é mesmo? Fico aqui agora. Vai e volta quando quiseres. Estarei te esperando eternamente e tua saudade de mim será igual à minha saudade de ti. Logo estaremos juntos de novo, porque, se queres saber, nunca estivemos separados…

SILÊNCIO.

Ele partiu.

Sempre entusiasmado, cheio de planos.

Chegou sua hora, sofreu, sofreu e partiu.

Deixou saudades. Isto é bom. São lembranças de momentos felizes.

Quando esbanjava saúde, Lembrava-me dele às vezes.

Ao menos nos aniversários, telefonava.

Quando podia visitava-o. Visitou-me também.

Quando internado, pedia por ele todos os dias.

Agora, sua lembrança me assalta a todo o momento. Creio na vida eterna e sei que está bem, mas dói a sua ausência. Talvez porque, como somos UM, seja ele parte essencial de mim mesmo.

Minha homenagem ao mano querido.

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JÁ QUE AMANHÃ É DOMINGO, ENRIQUEÇO ESTA SÉRIE “SILÊNCIO” COM ALGUNS TEXTOS BÍBLICOS.

 

O Silêncio e a Devoção

Salmos
131.1   SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.

131.2   Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.

 

O Silêncio na hora certa

Eclesiastes
3.1   Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:

3.2   há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;

3.3   tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar;

3.4   tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;

3.5   tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;

3.6   tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;

3.7   tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;

3.8   tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.

 

 

O Silêncio omisso

Salmos
39.1   Disse comigo mesmo: guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto estiver na minha presença o ímpio.

39.2   Emudeci em silêncio, calei acerca do bem, e a minha dor se agravou.

39.3   Esbraseou-se-me no peito o coração; enquanto eu meditava, ateou-se o fogo…

 

 

O Silêncio e a espera

Lamentações
3.25   Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.

3.26   Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.

3.27   Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.

3.28   Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus pôs sobre ele;

 

O Silêncio prudente

Amós
5.12   Porque sei serem muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados; afligis o justo, tomais suborno e rejeitais os necessitados na porta.

5.13   Portanto, o que for prudente guardará, então, silêncio, porque é tempo mau.

 

O Silêncio aquiescente

Mateus
26.60   E não acharam, apesar de se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando:

26.61   Este disse: Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias.

26.62   E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti?

26.63   Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.

 

O Silêncio aquiescente

Marcos
3.2   E estavam observando a Jesus para ver se o curaria em dia de sábado, a fim de o acusarem.

3.3   E disse Jesus ao homem da mão ressequida: Vem para o meio!

3.4   Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio.

 

O Silêncio culposo

Marcos
9.32   Eles, contudo, não compreendiam isto e temiam interrogá-lo.

9.33   Tendo eles partido para Cafarnaum, estando ele em casa, interrogou os discípulos: De que é que discorríeis pelo caminho?

9.34   Mas eles guardaram silêncio; porque, pelo caminho, haviam discutido entre si sobre quem era o maior.

9.35   E ele, assentando-se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos.

 

O Silêncio reverencial

Atos dos Apóstolos
22.1   Irmãos e pais, ouvi, agora, a minha defesa perante vós.

22.2   Quando ouviram que lhes falava em língua hebraica, guardaram ainda maior silêncio. E continuou:

 

O Silêncio reverencial

Apocalipse
8.1   Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora.

 

O Silêncio reverencial

Habacuque
2.20   O SENHOR, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.

 QUE TAL CONSIDERAR A FÓRMULA DE NATAL PROPOSTA POR ROHDEN?

CELEBRA O NATAL DO TEU CRISTO

            Quantas vezes celebrei o aniversário do Natal de Jesus!

            Agora anseio por celebrar o Natal do meu Cristo.

            Do meu Cristo interno – sempre nascituro, e jamais nascido.

            Do meu Cristo dormente – que não despertou.

            Quando li, nos Atos dos Apóstolos de Mestre Lucas, que em 120 pessoas havia despertado o Cristo no primeiro Pentecostes – pasmei…

            O nascimento do Cristo Carismático – que maravilhoso Natal!

            Naquela gloriosa manhã, às 9 horas, em Jerusalém.

            E perguntei a mim mesmo: por que não me acontece esse Natal?

            Eu sei por que não…

            Não me acontece porque não passei pelo silêncio da meditação, como aqueles 120.

            Ando sempre nos ruídos profanos do meu ego humano – e não entro no silêncio sagrado do meu Eu divino.

            O Cristo interno não nasce do ruído – só nasce no silêncio.

            No silêncio da presença…

            No silêncio da plenitude…

            Vou fazer de mim uma humana vacuidade – para ser plenificado pela divina plenitude.

            A minha ego-vacuidade clamará pela cristo-plenitude.

            E celebrarei o Natal do meu Cristo.

            Em tempos antigos, só sabia eu do Jesus humano, que vivera uma única vez na terra da Palestina.

            Como poderia esse Jesus nascer e viver em mim?

            Hoje sei que o mesmo Cristo que encarnou em Jesus pode encarnar também em mim.

            Não foi ele mesmo que disse que estaria conosco todos os dias até à consumação dos séculos?

            E não afirmou ele: “Eu estou em vós, e vós estais em mim”?

            Minha alma pode ser uma manjedoura para o Natal do Cristo.

            O Natal de Jesus degenerou em festa social e comercial – o Natal do meu Cristo jamais será profanado nem profanizado.

ROHDEN, HUBERTO, De Alma para Alma, Editora Martin Claret, 16º Edição, pg.s 192/3.

 

Nesta série de Silêncio, um novo ‘post’, recebido de meu querido amigo Glenn, na qual dá para perceber a saudável influência da Seicho-No-Ie.

Bom dia, dia!

Você está a bordo de um novo dia.

Diga: bom dia, dia!

Bom dia, vida!

Bom dia, sensibilidade!

Bom dia, fé! Bom dia, coragem!

Bom dia, talento! Bom dia, trabalho!

Bom dia, alegria! Bom dia, felicidade!

Bom dia pra você!

Tem muita coisa boa para você aproveitar.

Há sensações que vem de dentro e que precisam ser colocadas para fora.

Há sensações que vem de fora que precisam ser interiorizadas.

Esteja aberto e pronto para emitir sinais. E também para captar o que está no ar.

Se o caminho que você planejou é muito longo, não se desespere com a distância que ainda falta para chegar.

Concentre-se no próximo passo. Ou mesmo no primeiro passo.

Hoje você pode começar algo novo que vai levá-lo muito longe.

Inicie algo hoje nem que seja uma mudança.

Se você resiste a mudanças tenha ao menos desculpas novas para dar pelo que você deixa de fazer.

Tenha atitudes simples, mas honestas.

O início de qualquer coisa nova para sua evolução, pessoal, espiritual ou profissional, começa aí dentro de você, silenciosamente, enquanto organiza seus pensamentos para mais um dia.

Está no ar uma nova manhã…

A Prece Silenciosa

(De Tobias como canalizado por Geoffrey Hoppe)

 

A oração Silenciosa é um reconhecimento de Tudo O Que É. Nesta oração eu sei que tudo que eu evoquei foi ouvido pelo espírito e que me foi dado tudo aquilo que pedi.

É um reconhecimento de que minha alma é completa no amor e na graça de Deus.

É um reconhecimento de meu total estado de perfeição e de Ser. Tudo aquilo que desejo, tudo o que quero co-criar, já esta dentro de minha realidade.

Eu a chamo de Prece Silenciosa porque sei que meu ser já está realizado.

Não há necessidade de pedir nada ao espírito, porque tudo já lhe foi dado.

 

Em meu coração, eu aceito meu Ser Perfeito.

Eu aceito que a alegria que eu quis já esta em minha vida.

Eu aceito que o amor que rezei por ter já está dentro de mim.

Eu aceito que a paz que pedi já faz parte de minha realidade.

Eu aceito que a abundância que procurei já preenche minha vida.

 

Em minha verdade, eu aceito meu Ser Perfeito.

Eu assumo responsabilidade por minhas próprias criações,

E todas as coisas que estão dentro de minha vida.

Eu reconheço o poder do espírito que está dentro de mim,

E sei que todas as coisas são como devem ser.

 

Em minha sabedoria, eu aceito meu Ser Perfeito.

Minhas lições foram cuidadosamente escolhidas por mim mesmo,

E agora eu caminho por elas em completa experiência.

Meu caminho me leva em uma jornada sagrada com propósito divino.

Minhas experiências se tornam parte de tudo que há.

 

Em meu conhecimento, eu aceito meu Ser Perfeito.

Neste momento, eu me sento em minha cadeira de ouro

E sei que sou um anjo de luz.

Eu olho sobre a bandeja dourada – o presente do espírito –

E sei que todos os meus desejos já foram realizados.

 

Em amor por mim mesmo, eu aceito meu Ser Perfeito.

Não faço julgamentos nem ponho fardos sobre mim mesmo.

Eu aceito que tudo em meu passado foi dado em amor.

Eu aceito que tudo neste momento vem do amor.

Eu aceito que tudo no meu futuro resultará sempre em amor maior.

Em meu ser, eu aceito minha perfeição.

E assim é.

Réquiem

( requiem aeternam dona eis, ‘dai-lhes o repouso eterno’.)

 

Sem cantos de pássaros,

Sem cores no céu,

A noite chegou.

 

Sem cores no céu,

Carpideiras ausentes,

A noite chegou.

 

Sem cantos de pássaros,

Lamentos? Não sei.

A noite chegou.

 

Sem sons e sem brilho,

Velório? Pra quem?

A noite chegou.

 

Liturgia solene,

Silêncio total.

A noite chegou.

 

A noite chegou.

Abruptamente

A noite chegou.