Category: Meu Brasil


 

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Cá estou eu para falar deste espinhoso assunto.

De início devo declarar que, como Sr. Aécio e Sra. Dilma, entendo que a desigualdade social no País deve ser reduzida e a pobreza eliminada. A minha formação é cristã e, consequentemente, tenho um respeito enorme pelo ser humano de sorte que ver uma pessoa passar por necessidades básicas é inaceitável; também não aceito a exploração de uma pessoa por outra, em quaisquer circunstâncias. Pobreza e desigualdade social sempre existiram no Brasil, desde a chegada por cá do Sr. Cabral. Sempre foram, desde que me conheço por gente (e faz tempo!), plataforma política de nossos políticos – uns, quem sabe, com boas intenções, outros simplesmente para enfeitar seus objetivos. Getúlio Vargas abordou o tema quando instituiu o Salário Mínimo, pensando em reduzir a exploração de trabalhadores por seus patrões. Recentemente o PSDB no poder iniciou o enfrentamento do problema mas, a meu ver, pode fazer muito pouco, certamente em razão das circunstâncias vigentes. A eliminação da inflação galopante ajudou, sem dúvida, a população mais pobre, mas considero que tenha sido mais uma imposição econômica. O PT, navegando em mar calmo graças ao excelente governo de FHC, pode trazer outros benefícios à gente carente, mas o fez de forma totalmente descontrolada, visando tão somente a solução do problema imediato, sem qualquer objetivo de médio/longo prazo, como, por exemplo, permitir/exigir/dar condições para esta gente superasse, pelo próprio esforço/compromisso, a sua situação degradante. Foi, a meu ver, mais um dos golpes baixos deste partido comunista, islâmico, totalitário, para permanecer no poder, por enquanto legalmente, para lançar as seus alicerces de poder total.

 

Aqui tenho que falar alguma coisa do PT e seus mentores. Tudo leva a crer que este partido hoje está nas mãos da ala mais radical do comunismo, estreitamente associado ao maoismo chinês, tendo por elo o Foro de São Paulo (por que os investimentos em Cuba, Venezuela…). Sentem-se muito à vontade com o Socialismo já vigente (veja Olavo de Carvalho) e se preparam para o golpe de misericórdia para a transição do comunismo (veja a proposta dos Conselhos Populares e a lei que acaba com a propriedade privada). Desejam uma “democracia” do tipo cubana, venezuelana, ou chinesa. Os grandes chefes do partido, entre eles José Dirceu, Genuíno, Delúbio etc. e outros talvez mais importantes mas que preferem o ostracismo político, e que dizem que lutaram pela “democracia”, na verdade, como a Dilma, participaram de movimentos guerrilheiros altamente belicosos que assaltaram bancos, o cofre do Ademar, praticaram sequestros, colocaram bombas em locais públicos etc., etc. e se chegassem ao poder eliminariam todos os “inimigos”, como fez Fidel em Cuba. A sua atuação pregressa demonstra que, de forma alguma, receberam qualquer influência da cultura cristã brasileira. São ateus da pior espécie, que não têm qualquer consideração pelo ser humano – aliás, o namoro com o Islamismo radical seria para erradicar o cristianismo, depois…

Vitimas do terror vermelho 2                                                                                    imagohistoria.blogspot.com

O que já acontece na educação, por exemplo, demonstra o que pretendem. Os textos para nossas crianças que a partir de 3 nos serão obrigadas a ir para a escola, acabam com os valores da família – as constituídas de pai e mãe (macho e fêmea) serão excreções; desde cedo são incentivadas ao homossexualismo. Qualquer menção à religião será proibida na escola, pois estamos em um estado laico. Os vultos de nossa história pátria serão substituídos por Che Guevara, Fidel Castro, Zé Dirceu… Todo este trabalho é só para acabar com as resistências sociais – não existem valores, não existe história, só existe o Estado. As ideias socialistas/comunistas serão introduzidas de forma que a nova geração seja absolutamente concorde com o novo regime.

Crianças robô                               apaginavermelha.blogspot.com

As dificuldades econômicas atuais são apenas passos para a transição. Ainda necessitam de algum capitalismo para sobreviver. Depois é só distribuir cupons de alimentação para se buscar o que ainda existir. Vale lembrar que o comunismo stalinista não deu certo na Rússia, o comunismo acabou com Cuba e está acabando com a Venezuela (e com o Brasil). Os países “não alinhados” (Colômbia e Peru) da América do Sul estão hoje em muito melhores condições que o Brasil.

Fome na Venezuela                                                                                                    homemculto.com

Você há de concordar que o PT sempre reclamou da mídia. Ultimamente sente-se perseguido pela imprensa que relata os depoimentos dos réus das Petrobras, reclamaram (e reclamam) quando se fala do Mensalão. Dilma jura que irá punir quem tiver praticado “mal-feitos”, mas não tomou ainda qualquer providência contra denunciados que continuam como chefes do partido e ocupando cargos em sua administração. Se eleita, dirá que “tudo é mentira”, punirá o juiz que cuida do caso, tchau e bênção… Afinal, eles trabalhavam para o partido e o dinheiro desviado era necessário para os seus objetivos. Jornalistas que ousam falar contra o PT já são ameaçados de morte.

cale-a-boca
                                                                 andradetalis.wordpress.com

Se me perguntarem se considero o capitalismo um sistema econômico justo – direi que não e, como tudo que existe, precisa de muita revisão e muito melhoramento. Gostaria de ter encontrado algo que o substitua. Segundo Karl Marx, o socialismo será a transição para um comunismo sem classes e sem governos. Tentaram praticá-lo, mas não funcionou – deturparam-no. Seus defensores se dizem cientistas e, como tal, rejeitam qualquer forma de religião. Mas eu ainda entendo que a sociedade ideal só surgirá com a transformação do homem em “humanos” (na definição de Rohden) – aí, qualquer regime econômico serve – servirá à sociedade. Se o PT continuar no poder, você acredita que terá liberdade de falar qualquer coisa parecida com isto?

Somos humanos                                                                  pensamentoslucena.blogs.sapo.pt

Gostei quando Aécio botou o dedo no nariz da Dilma e a chamou, inúmeras vezes, de MENTIROSA. Há 4 anos atrás eu já dizia que ela o era. Mas não foi especificado ainda o perigo que representa o PT no poder por mais tempo – o comunismo stalinista no Brasil. Este problema, você há de concordar, é maior que a corrupção perpetrada pelo PT.

Já estou com 77 anos. Não sei quantos anos de existência ainda tenho. Mas e os filhos, os netos? Vou ficar feliz em deixá-los em mãos erradas?

E você?

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A Lei da Anistia e a Comissão Nacional da Verdade.

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA.

Pgs. 41 a 43.

 

 

                                                       A Lei da Anistia e a Comissão Nacional da Verdade.

A chamada comissão nacional da verdade é uma ferramenta criada pelo PT com a única finalidade de tentar desmoralizar os agentes da lei e da ordem, em particular o Exército Brasileiro, que impediram que o Brasil se tornasse um satélite comunista, após 1964.

ComissãoVerdade e Lobão                                  wellingtonflagg.blogs

As esquerdas brasileiras, hoje lideradas pelo PT, derrotadas no campo de luta pela contrarrevolução de 1964, se esmeraram desde então em uma campanha de Dez anos de propaganda bem ao tipo Gramsci, visando reescrever a história, distorcendo fatos, negando suas verdadeiras intenções e demonizando aqueles que as enfrentaram e venceram naquela oportunidade.

                                                              ComissãoVerdade                                                                                   bemparana.com.br

 

A verdade é que os grupos que foram combatidos não desejavam, de maneira nenhuma, “restabelecer a democracia no Brasil”, como dizem, mas sim fazer exatamente o contrário, estabelecendo no país uma ditadura comunista. Esse desiderato é hoje confirmado por inúmeros então participantes daquelas manobras, hoje desiludidos e trazidos à luz da razão pelo amadurecimento político e pelo convencimento da absoluta falta de competência daquele regime para trazer o bem estar ao povo, embora excepcionalmente efetivo para promover o enriquecimento pessoal ilimitado dos membros de destaque do partido.

A ação das Forças Armadas Brasileiras naquele teatro de operações constituiu um êxito que não foi alcançado em nenhum dos países vizinhos perturbados pela guerrilha comunista. No Brasil o movimento guerrilheiro foi destruído no nascedouro. Não temos Senderos Luminosos, como no Peru ou FARC como na Colômbia, por exemplo, que nascidos há décadas, até hoje praticam barbaridades em seus países.

Senderos Luminoso

                                                                               Sendero Luminoso in Google Imagens – southamericanow.wordpress
                                                                               Farc                                                                     openrevolt.info

Em retribuição aos seus serviços para restaurar a paz e a tranquilidade na Pátria, os militares são hoje pintados pelo PT como seres sádicos, sedentos de sangue, torturadores cruéis, que escolhiam suas vítimas entre pessoas inocentes e ingênuas, sem qualquer vínculo com as monstruosidades que o terrorismo vinha praticando. Essas criaturas angelicais eram aprisionadas, torturadas e eventualmente até mortas sem ter a mínima ideia do porque daquelas injustiças contra elas.

A descrição das agressões que teriam sido praticadas pelo Exército no caso do acordo de solução amistosa, são um termômetro para que o cidadão isento possa avaliar o quanto de inverdade existe nas denúncias de tortura que são feitas no âmbito da comissão da verdade. O Sr. Mário Lago, comunista de primeira linha, recomendava insistentemente que todos aqueles que tivessem qualquer tipo de problema com a lei naqueles tempos jurassem ter sido barbaramente torturados. E quem não o obedecesse sofria a pressão das organizações terroristas, que podia chegar até o justiçamento.

Se houve ilícitos, os houve de ambos os lados, em uma situação de guerra revolucionária e suja, como todas as guerras. Em sua ânsia por reescrever a história, adequando-a a seus propósitos ditatoriais, o PT tenta introduzir a ideia de que a Lei da Anistia foi um instrumento imposto pelo Presidente Figueiredo para absolver os crimes dos agentes da lei. A verdade é exatamente o contrário: uma Lei da Anistia, ampla, geral e irrestrita foi enfaticamente exigida pelo povo brasileiro, e veio para pacificar a Nação e apagar as nódoas do passado sepultando definitivamente as violações por parte de todos os envolvidos. Com isso, permitiu a volta em segurança ao convívio nacional daqueles cidadãos brasileiros fugitivos, exilados, e foragidos, quaisquer que fossem os crimes que os tivessem levado a essas situações.

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                                                                           jornalismoibmec.wordpress.com

O primeiro passo da comissão foi descaracterizar seus objetivos, bem definidos na lei 12.528/2011[i] que a criou. Alterou o alcance temporal previsto na Constituição. Depois, embora a lei incluísse em seu escopo os crimes praticados pelos aparelhos estatais e na sociedade, ela se recusou a apreciar a atuação de todos os que se envolveram na luta armada. Dirigiu seu ódio apenas contra os agentes do governo, em particular os militares. Mostrou logo seu viés autoritário e revanchista.

Os militares não seriam contra comissão nenhuma se houvesse a garantia absoluta de que, sob o manto da Lei da Anistia, a verdade, toda a verdade e somente a verdade fosse seu objetivo. Se se buscasse mostrar o que aconteceu, porque aconteceu, quem fez o que e porque o fez. Aí sim, se teria uma Comissão da Verdade com letras maiúsculas. Mas o que o PT deseja é dar aos terroristas de ontem a auréola de libertadores democratas e aos militares de sempre a pecha de criminosos cruéis.

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                                                                                     osaciperere.wordpress.com    

Agora que o PT já dispõe de tropa própria, a desmoralização das Forças Armadas é fundamental para eliminar a última possibilidade de resistência armada aos seus intentos arbitrários.

Depois de mais de um ano de trabalhos, nenhum resultado foi obtido que justifique as despesas e toda a mise en scène[ii] da comissão. Mas a insistência em perseguir velhos soldados de ontem começa a incomodar os jovens militares de hoje. Isso não contribui em nada para a paz social e pode levar a consequências imprevisíveis.

 

O texto, evidentemente, é do livro de José Gobbo Ferreira. Tomei a liberdade de adicionar ilustrações obtidas no Google Imagens.

[i] Art. 3º-III: III – identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos mencionadas no caput do art. 1o e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade;

[ii] Do francês: encenação.

 

 

 

 

Raposa Serra do Sol

MAIS UM TRECHO DO LIVRO “Dez anos de PT e a Desconstrução do Brasil” DE José Gobbo Ferreira. Leiam com atenção. Vejam o que o PT está fazendo para o Brasil. 

 

 

O ambientalismo, e seu ramo derivado o indigenismo, se transformaram em estruturas de pressão a serviço de interesses espúrios, carregados de ideologia e de objetivos bem definidos, sem nenhuma relação com a conservação do meio ambiente ou com a melhoria das condições de vida do ser humano, índio ou não. Esses grupos agem cumprindo determinações oriundas de países desenvolvidos no intuito de impedir ou retardar ao máximo o desenvolvimento dos demais, ou mesmo, como uma moderna quinta coluna, preparando o terreno para desdobramentos políticos mais sérios.

O Conselho Indígena de Roraima (CIR) é uma organização que diz ter como objetivo a luta pela garantia dos direitos dos povos indígenas de Roraima. Abrange em sua área de atuação uma população de mais de 50.000 indivíduos, distribuídos em 34 terras indígenas que alcançam uma área de 10.344.320 hectares, o que representa 46% da superfície do estado e uma área de 206 hectares por indivíduo, seja homem, mulher, idoso ou criança.

O CIR é na verdade uma organização multinacional infiltrada no território brasileiro. Recebe recursos do governo federal brasileiro, mas também de órgãos governamentais estrangeiros, ONG´s nacionais e internacionais, e de fundações como o World Wide Fund Brazil, o Greenpeace, a Fundação Ford e a RainForest Foundation. É financiado também pelos governos britânico, italiano, holandês e norueguês. A embaixada da Noruega, que o apoia diretamente, organizou recentemente a estranha viagem do rei Harald à Amazônia.

Outro organismo alienígena envolvido na questão é o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), vinculado à Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) que, aparentemente, pretende transformar em terras indígenas a maior parte do território brasileiro, com objetivos nunca bem explicados.

Em 15 de abril de 2005, depois de muito se lamuriar por estar sofrendo pressão internacional, direta e por meio de ONG´s ambientalistas e indigenistas, o Sr. Lula, com a falta de seriedade típica do PT, curvou-se a esses interesses e homologou a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol em área contínua, com 1.743.089 hectares e 1000 quilômetros de perímetro, em plena fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana.

Em março de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a homologação, apesar de forte oposição política e popular e malgrado reiteradas informações sobre inconsistências no processo de demarcação. Felizmente a clarividência do insigne Ministro Menezes Direito apensou à decisão uma série de condições que mitigaram os efeitos potencialmente separatistas da decisão presidencial.

Essa demarcação é um atentado contra a soberania brasileira. Abrange mais de 1.700.000 de hectares e foi concedida a 21.590 índios, entre homens, mulheres, idosos e crianças, ou seja, cerca de 80 hectares por indivíduo. Seus solos guardam riquezas enormes em recursos minerais. Para que se consumasse esse crime de lesa Pátria, ainda foi necessário expulsar de suas propriedades cidadãos brasileiros no desfrute legal de seus direitos constitucionais.

Esses colonos, produtores de arroz, haviam chegado à região no início da década de 1970, trinta e cinco anos antes da demarcação, quando compraram legalmente as terras de antigos fazendeiros. Eles produziam cerca de 180 mil toneladas de grãos por ano, em uma área de aproximadamente 100 mil hectares na borda sul da reserva.

Tentando reverter o processo, o governo de Roraima promoveu a criação do Município de Uiramutã mesmo após o reconhecimento da área como terra indígena, e incentivou o assentamento de mais rizicultores naquela região. Finalmente, após situações de tensão em que quase se chegou ao derramamento de sangue de brasileiros por brasileiros, os produtores de alimentos foram expulsos e sub-indenizados.

Como foi amplamente previsto na época, a instalação da TI Raposa do Sol, além de constituir uma enorme ameaça à segurança das fronteiras do país, trouxe a miséria para os índios e o retrocesso econômico para a região.

Em visita à área em 19 de abril deste ano, a revista Congresso em Foco constatou, que “quatro anos depois da confirmação da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, e da retirada dos arrozeiros que ocupavam a área, as antigas culturas estão abandonadas. O gado, que em muitos lugares substituiu as plantações de arroz, morre de sede e as estradas, todas de terra, estão em mau estado de conservação, com muitas pontes sem condições de uso ou mesmo queimadas”.

O quadro reproduz, em outra latitude, exatamente o mesmo caso da Fazenda Itamarati. O que era fértil e produtivo hoje se transformou em estéril e carente. O PT é o anti-Midas: tudo que ele toca vira pó!

Os repórteres Aguirre Talento e Felipe Luchete, da Folha de São Paulo, mostraram que índios da Amazônia têm loteado e “alugado” a preços módicos terras para madeireiros desmatarem e retirarem madeira de forma ilegal. A Folha identificou casos em ao menos 15 áreas indígenas (no Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Rondônia), com base em investigações da Polícia Federal (PF), Ministério Público e relatos de servidores da Fundação Nacional do Índio FUNAI. Nas transações, madeireiros pagam R$ 15,00 pelo m³ da madeira, depois revendida por preços na casa dos R$ 1.000, de acordo com a PF.

Além de pagamento em dinheiro, os índios também aceitam aparelhos eletrônicos, bebidas ou até mesmo prostitutas, conforme relatos de funcionários da FUNAI. A madeira ganha aspecto de legalidade pelo uso de planos de manejo aprovados legalmente, mas para outras áreas.

Mas o governo do PT deve compulsoriamente à sociedade uma explicação sobre o que está acontecendo na Raposa Serra do Sol! Os índios têm vendido direitos de exploração de áreas imensas para empresas do mercado de créditos de carbono. Apenas uma delas despendeu 120 milhões de dólares nessa operação. Foi para isso que a terra lhes foi concedida, em prejuízo dos cidadãos que ali viviam, trabalhavam e produziam?

O comércio de créditos de carbono é parte da maior mentira do século, que é a influência da ação do homem no processo de aquecimento global. Essa teoria foi criada e é alimentada por trilhões de dólares em jogo segundo o Dr. Hal Lewis, ex-decano da Sociedade Americana de Física. O Autor produziu um artigo científico provando sua falsidade¹.

Várias perguntas são inevitáveis: Como essas transações são possíveis à luz das leis que regem as demarcações? Como é feita a escrituração e o registro dessas transações, se elas são ilegais? Como é feito o pagamento? Quem fica com o dinheiro? As reportagens mostram que a maioria dos índios vive na miséria. Organizações como a FUNAI (do próprio PT) e o Conselho Missionário Indigenista (CIMI) demonstram uma fúria demarcatória insaciável. Com tanto dinheiro envolvido, qual sua verdadeira motivação? Se isso é público e notório, pois tem sido noticiado abertamente na mídia, porque o governo não toma providências? O que o PT ganha com isso?

A corrupção permeia todas as atividades do governo do PT. Aqui é a FUNAI trabalhando abertamente em desfavor do governo, do qual faz parte, apoiando interesses escusos e desconhecidos.

1- José Gobbo Ferreira: “A Falácia do papel do CO2 no Aquecimento Global – Um Enfoque Científico”. Junho 2012

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA. É UMA ESCLARECEDORA ANÁLISE  SOBRE  A SAÚDE NO BRASIL. VALE A PENA LER.

 

Vários problemas estão presentes no quadro atual da saúde no Brasil: A falta de educação sanitária da população; a falta de infraestrutura de saúde; a falta saneamento básico e a falta de políticas honestas de desenvolvimento urbano. Estas são trocadas pela demagogia populista, permitindo assentamentos em locais sem as mínimas condições sanitárias para isso, transformando-os em currais eleitorais. Malgrado todas as juras em contrário, o governo petista negligenciou esse problema, contingenciando grande parte das verbas orçamentárias para a saúde (no governo Lula, entre 2003 e 2009, o sistema de saúde deixou de receber R$ 17,6 bilhões).

E, pairando sobre todos esses motivos, a marca onipresente nas gestões petistas: a corrupção. Uma série de reportagens do programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão revelou que ela é a verdadeira bactéria super-resistente que infesta nossos hospitais públicos.

A Estratégia Nacional de Defesa (END), criada pelo Decreto nº 6.703 de 18/12/2008, propõe a criação de um Serviço Civil nos moldes do Militar. Se isso fosse implementado pelo governo, ainda que pouco a pouco, resolveria com folga todos os problemas quantitativos da distribuição dos facultativos pelo território nacional. Mas os verdadeiros problemas são qualitativos! Há profissionais brasileiros suficientes, e onde existem condições para o exercício da medicina e os médicos contam com segurança trabalhista, salários justos e confiáveis, não há falta de profissionais. É possível exercer a medicina em ambientes como esses da figura abaixo, sem remédios, sem aparelhos, sem recursos de qualquer espécie?

Saúde no interior do Brasil1 Saúde no interior do Brasil2

Figura 7: Condições normais de trabalho médico no interior de Brasil

O governo resolveu implantar o programa Mais Médicos, para atrair profissionais do exterior. A Associação Espanhola de Medicina, por exemplo, percebeu bem a armadilha que é o programa e sua finalidade eleitoreira e instruiu seus membros a ter bastante cuidado com ele.

O PT não tem capacidade nem mesmo para perceber os problemas no campo da saúde. A alienação do governo ao que se passa realmente no país é tal que, em abril de 2006 em discurso em Porto Alegre, o Sr. Lula entusiasmado (ou embriagado) afirmou “[…] eu acho que não está longe de a gente atingir a perfeição no tratamento de saúde neste país. Para isso, nós temos que fazer mais investimento, como fizemos nesse QualiSUS[i]

E ainda, durante o 9º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, também em 2006, em Olinda/PE, alheio ao bom senso, e exibindo a euforia dos ébrios, o Sr. Lula declarou, para deleite da plateia petista: “Obama, faça o SUS. Custa mais barato. É de qualidade e é universal”.

A Figura abaixo mostra o cartaz divulgado nas redes sociais pelo Ministério da Saúde do PT. Ele representa mais um passo abaixo na escala moral de nosso país. É inacreditável que um ministério de governo chegue a esse ponto em termos de desrespeito ao ser humano (provavelmente o ministro também “não sabia…”). É esse ministro que, ao invés de dar condições de trabalho dignas aos médicos brasileiros, quer importar contrafações ordinárias cubanas.

O Autor vê nessa senhora a Pátria Brasileira, obrigada a entregar seu corpo ao desfrute de estranhos, para que os rufiões do PT se locupletem. E ainda tentam convencê-la de que é feliz! Mas, enquanto suas palavras dizem uma coisa, seus olhos falam a verdade…

Prostituta

Figura 8: Contribuição do Ministério da Saúde do PT

A importação de médicos cubanos.

Apavorado com a queda de popularidade, em 8 de julho deste ano o governo criou o programa extremamente eleitoreiro, além de outras prováveis intenções, chamado Mais Médicos, supostamente para levar assistência médica às comunidades carentes e perdidas no interior deste imenso Brasil. Aberta a inscrição para médicos brasileiros, as vagas não foram preenchidas.

O governo declarou que por isso, decidiu convidar médicos estrangeiros para preencher as restantes. Vieram médicos de Portugal, da Espanha e da Argentina. Como ainda houvesse vagas, declarou que não havia outra solução senão contratar 4 mil médicos dos irmãos bolivarianos de Cuba.

Isso é mentira. Reportagem do Jornal Folha de São Paulo informa que o contrato que permitiria a importação dos cubanos já estava assinado desde 26 de abril, e essa importação era fato consumado.

Em primeiro lugar, chama a atenção o número. Cuba é um país de 110 mil km2, pouco maior do que o estado de Pernambuco, com cerca de 11 milhões de habitantes. De regime ditatorial e regulatório, nele é fácil para o governo ajustar a formação de profissionais com as necessidades da sociedade. É no mínimo estranho que haja tantos médicos sobrando, (inicialmente o governo falava em trazer 6 mil).

Depois, é preciso levar em conta a qualidade da formação desses profissionais. Reportagem do jornal “O Globo” de 8/05/2013, mostra que a qualidade daqueles profissionais está abaixo da crítica.

Em seguida, note-se que o destino dessas pessoas será os rincões mais atrasados do país, onde todos os serviços prestados pelo governo, em particular a segurança, que já são péssimos alhures, praticamente inexistem.

A forma de pagamento desses profissionais(?) é complicada. O governo brasileiro entrega os recursos à Organização Pan-Americana da Saúde(OPAS). Esta transfere o dinheiro ao governo cubano, que remunera os médicos no campo de maneira nada transparente com uma parcela irrisória do que lhes foi destinado. O restante fica como fonte de renda para o governo dos irmãos Castro.

O Estado cubano, portanto, entra na negociação como uma verdadeira agência exportadora de mão de obra, confiscando a maior parte do salário dos trabalhadores. Daí o termo “exportação” que o Autor usa quando se refere a essa operação. A exploração do homem pelo homem é pecado mortal nas sociedades capitalistas, mas a exploração pelo Estado é perfeitamente justificável nos paraísos comunistas. O programa, entre outros pontos obscuros, é uma forma do governo brasileiro enviar dinheiro para Cuba, parte do qual pode muito bem retornar para financiar campanhas petistas, ou para outros destinos, tão sombrios quanto.

Esse procedimento vai contra a legislação trabalhista brasileira. Viola a Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho. O exercício da medicina por profissionais não aprovados pelo programa Revalida do Conselho Federal de Medicina é considerado ilegal e, como tal, sujeito às penas da lei. Mais uma vez o governo do PT demonstra seu total desprezo pela Lei e pela Justiça. Se é conveniente aos seus propósitos obscuros, danem-se ambas.

Mas agora vem o mais importante: Esse pessoal pode se constituir em uma ameaça gravíssima para a segurança nacional. O Autor não acredita que sua grande maioria seja constituída realmente de médicos, ainda que apresentem os mais diferentes diplomas cubanos.

Qual a melhor maneira de infiltrar guerrilheiros em nosso território sem combate, sem defesa, e em locais onde a ação do Estado brasileiro é deficiente, ou mesmo ausente? Qual a melhor maneira para doutrinar grupos como o MST, por exemplo, do que infiltrar instrutores de guerrilha em seu meio, disfarçados de médicos? Ainda que não seja provável que o governo bolivariano brasileiro um dia quisesse fazê-lo, como fiscalizar a atuação dessas pessoas? E, mesmo que a presença deles se torne francamente indesejável, como destruir uma rede de pelo menos 4.000 pontos (eles se multiplicam), estrategicamente distribuída pelas áreas carentes e/ou remotas do país e já solidamente implantada? Isso é uma verdadeira invasão estrangeira comunista com o inimigo sendo estrategicamente posicionado onde seja mais difícil desalojá-lo depois.

Guerrilheiros cubanos se infiltraram no Chile, durante o governo de Salvador Allende, a maior parte usando passaportes diplomáticos. Hoje, o governo do Brasil é exatamente o que era o governo Allende. E os cubanos podem estar usando desta vez seus diplomas de péssima qualidade para se instalar.

A sociedade, de uma maneira geral, não dá muita atenção aos sinais que surgem de tempos em tempos mostrando o ovo da serpente, ou não faz a conexão entre eles. Essa contratação foi imposta à sociedade, como fato consumado, no apagar das luzes da reunião do foro de São Paulo.

O que poderá acontecer se o PT for apeado do poder pelas eleições que se aproximam? Não é estranho que esses cubanos sejam infiltrados no país exatamente quando a popularidade do governo despenca e a possibilidade de derrota se torna real?

No vizinho Paraguai, dois dias depois da posse de Horácio Cartes, opositor do partido bolivariano que estava no poder, nasceu o autodenominado Ejercito del Pueblo Paraguaio que sequestrou e assassinou cinco seguranças de uma fazenda, a 400 km de Assunção e atacou o destacamento policial que se deslocou para o local, ferindo um deles. Esse grupo é financiado pelos montoneros argentinos (que sobrevivem até hoje), dirigidos pela organização la Cámpora, que se sustenta por meio do desvio de recursos de empresas estatais daquele país. (http://porladignidad.com/jvenes-idealistas-retoman-las-armas-paraguay-asesinan-tema1466.html ).

Alguma diferença com o aquilo que vem ocorrendo com nossas estatais?

Ainda que os temores do Autor sejam indevidos, não há vantagem nenhuma em aceitar essa horda em nosso país. Não há porque correr esse risco, pois até mesmo os possíveis benefícios não são compensadores. Isso parece ser o maior cavalo de Troia da idade moderna. Deus permita que ele esteja errado.

DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, FERREIRA, José Gobbo; pg.s 24 a 28.

[i] QualiSUS é um projeto de qualificação do atendimento no sistema hospitalar do SUS

 

 

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA. É UMA ESCLARECEDORA ANÁLISE  SOBRE A EDUCAÇÃO NO BRASIL. VALE A PENA LER. 

 

Nenhum vetor da atividade humana se presta mais para a dominação do homem pelo homem do que a educação.

Em 2011 o PNAD revelou que o país tinha 12,9 milhões de analfabetos. Além disso, quase a metade de seus jovens não tem acesso ao ensino médio.

Embora nada seja feito de concreto para retirar da ignorância grande parcela de nossos patrícios, a doutrinação ideológica está ostensiva ou subliminarmente presente em todas as atividades educacionais públicas no país.

Um problema da mais extrema seriedade reside no programa do ensino fundamental. A atual ministra da cultura (!!!), uma mulher sem classe e sem pudor, que já ousou fazer uma sugestão obscena para os cidadãos brasileiros que encontrassem problemas em aeroportos, é uma verdadeira pedófila intelectual que está por trás de programas que promovem a erotização precoce e obscena de nossas crianças e o proselitismo do bissexualismo nas escolas. Sugiro enfaticamente que o leitor, independentemente de orientação religiosa, tome conhecimento disso através do site http://www.youtube.com/watch?v=K_ngDtKsCIY.

O Autor vem acompanhando, de corpo presente, há quarenta anos, os problemas da educação brasileira. Foi testemunha da deterioração do ensino fundamental público por pura desonestidade dos governantes que falseavam seus resultados para aparecer bem em estatísticas internacionais (em particular o IDH, discutido acima). Viu, para isso, a reprovação ser proibida no começo da carreira do estudante. Sem essa pressão ele simplesmente deixou de se aplicar aos estudos.

Com isso, os alunos foram simplesmente sendo promovidos automaticamente, sem desafios, sem motivação, sem vontade para estudar, e praticamente arrastados até o final do curso (Sim, por que o nível de evasão também conta para o conceito do país).

O fruto desse processo é um jovem com um diploma de ensino fundamental na mão, mas com dificuldades de raciocínio para resolver a mais elementar das operações aritméticas e sem quase nada entender daquilo que, a duras penas, consegue ler gaguejando.

Uma parcela segue para o segundo grau do qual sai mais confusa e insegura do que quando entrou, pois lhe faltam os fundamentos para que possa aproveitar adequadamente o curso.

Até pouco tempo atrás, a única porta de entrada do ensino superior era aberta pela aprovação no exame vestibular. Por mais inconvenientes que ele pudesse ter, a necessidade de preparar-se para realiza-lo era uma segunda oportunidade para rever ou, em muitos casos, tomar o primeiro contato com as matérias do programa, dessa vez com determinação para adquirir com seriedade os conhecimentos compatíveis com o status universitário.

A dificuldade, compreensível e necessária, do exame vestibular deu aos petistas uma oportunidade de ouro para exercer seu populismo barato, com a criação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Esse foi o tiro de misericórdia na qualidade da educação brasileira.

É verdade que o ENEM abre oportunidade ao alcance de todos para chegarem à faculdade. Mas a que custo para a qualidade do ensino? Sem o vestibular, o estudante ingressará no ensino superior com as mesmas deficiências que tinha ao final do segundo grau. E como consequência paternalista disso, ao invés de a faculdade elevar o nível do vestibulando, o aprovado no ENEM acaba obrigando a faculdade a baixar seu nível para conseguir absorvê-lo.

Além disso, todos os anos o ENEM tem sido palco de episódios deprimentes e de problemas que revelam a estrutura rasteira do exame, o absoluto surrealismo do processo de correção das provas e a incompetência das autoridades para coordenar uma operação dessa natureza.

Na opinião do Autor, outro aspecto negativo da interferência do PT na qualidade universitária é o sistema de cotas para negros nas universidades brasileiras.

No Brasil, o negro que não consegue ser admitido no ensino superior não o é por ser negro, mas por não estar preparado, e não se tornará qualificado e nem conseguirá se sair bem no curso superior por decreto ou pelo teor de melanina de sua pele. O problema dele está na orientação perversa que o governo está imprimindo ao ensino fundamental. Corrija-se essa etapa, universalize-se o acesso a ela e ninguém mais precisará passar pela humilhação de depender da cor de sua pele para entrar, por piedade, em uma universidade. O Autor, com muito sangue negro nas veias, se sente constrangido por esse tratamento, e o considera, isso sim, o verdadeiro racismo.

A única pesquisa séria sobre o assunto a que o Autor teve acesso vem de pesquisadores da UFF, com base no ENADE de 2008, e mostra que existe diferença de desempenho entre cotistas e não cotistas, em desfavor dos primeiros e dura o curso todo, sendo extremamente significativa nos cursos de ciências exatas.

Uma proposta de universidades paulistas mostra semelhança de ideias com a importância niveladora do vestibular sustentada pelo Autor: Os alunos que quiserem ingressar nas universidades por meio das cotas terão de fazer um curso preparatório de dois anos. É o nivelamento em que o Autor acredita. O desempenho nesse curso determinará se o postulante está apto a frequentar a Universidade.

A falta de atitudes proativas do PT , malgrado os discursos recorrentes em contrário, pereniza nossas revoltantes condições de analfabetismo e sub-alfabetização. E, na outra ponta, conduz à deterioração paulatina e contínua da qualidade de nosso ensino universitário. Isso é uma vergonha para nosso país e um adeus a nossas possibilidades de verdadeiro desenvolvimento.

DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, FERREIRA, José Gobbo; pg.s 23 a 24.

 

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA. É UMA ESCLARECEDORA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA BOLSA FAMÍLIA NOS ÍNDICES DE DESEMPREGO E NA TAXA DE ATIVIDADE EM NOSSO PAÍS. VALE A PENA LER. 

A análise do desemprego é um aspecto da política econômica, mas será discutida agora, por motivos didáticos.

O desemprego no Brasil é avaliado pelo IBGE. Para o cálculo da taxa de desemprego ele coleta dados em seis metrópoles brasileiras3: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Em 31/10/2012 esse conjunto de cidades tinha uma população total de 25.845.481 habitantes4 e o Brasil 193.946.886 habitantes5. A população economicamente ativa nacional podia ser estimada em 113 milhões de pessoas6. O Autor tem três observações a fazer:

1. Em um país de dimensões continentais e de condições econômicas muito variadas, a amostragem abarca somente 13,33% da população total do país e 21,5% da população economicamente ativa. Pode-se questionar a representatividade dos resultados.

2. As cidades escolhidas representam uma parcela ponderável da população economicamente ativa, mas parece ao Autor que não representam a real situação do desemprego, que normalmente é maior nas cidades pequenas, com menores oportunidades de trabalho. O somatório das informações de grande número de cidades pequenas poderia influenciar o resultado obtido somente nas grandes.

3. As bolsas ditas sociais do governo distorcem o espírito da metodologia e perturbam a representatividade de seus resultados.

As informações do programa Bolsa Família mostram que, no mês de junho de 2013, foram assistidas 13.581.6047 famílias em um total estimado de 54.300.000 pessoas (média de 4 pessoas por família, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social) das quais 9.500.000 supostamente estudantes.

Nas regiões que compõem o universo de pesquisa do IBGE existem 957.471 famílias ou 3.800.000 pessoas assistidas, das quais 680.000 estudantes de 6 a 14 anos. Isso permite estimar a População em Idade Ativa em cerca de 3.100.000 pessoas.

Admitamos uma hipótese conservativa de 3.000.000 de pessoas em idade ativa na região.

Pelos dados do IBGE para março de 2013, existem nas regiões consideradas:

População em idade ativa, (número de pessoas com 10 anos ou mais de idade): 42,6 milhões. Logo, os 3 milhões de pessoas em idade ativa do Bolsa Família constituem 7,0% do total.

População economicamente ativa (formada pelos contingentes de ocupados e desocupados): 24,3 milhões de pessoas.

População não economicamente ativa, tradicionalmente formada pelos inaptos para o trabalho, os estudantes, os presidiários, os aposentados e pensionistas, as pessoas do lar e os ociosos, aqueles que não trabalham nem querem trabalhar. Entre estes estão os beneficiários das bolsas do governo.

População desocupada (pessoas que estão sem trabalho, mas estão procurando emprego): 1,4 milhões (observe-se que, dentro da hipótese adotada, o número de ociosos no Bolsa Família é mais que o dobro dos trabalhadores procurando emprego.) 

A taxa de desocupação pelo IBGE é:

                Taxa de desocupação IBGE= (1,4 / 24,3)* 100 = 5,76%

Imaginemos agora, hipoteticamente, que as pessoas ociosas em idade ativa do Bolsa Família fossem consideradas economicamente ativas, embora desocupadas. Teríamos:

                Taxa de desocupação hipotética+ ((1,4 + 3,0) / (24,3 + 3,0))*100 = 16%

Quase o triplo da taxa oficial.

Das 54.300.000 milhões de pessoas assistidas pela bolsa família em junho, pelo menos 30.000.000 delas estão em idade ativa, absolutamente ociosas, mas não são consideradas desempregadas. O raciocínio acima mostra quanto potencial tem o programa para distorcer a avaliação real da força de trabalho no Brasil.

A taxa de atividade da população é definida como:

                Taxa de Atividade = (População Economicamente Ativa) / (População em Idade Ativa)

A taxa de atividade atual da economia brasileira é 57,0%, segundo o IBGE. Ela mostra a porcentagem de brasileiros que estão trabalhando hoje para sustentar aqueles beneficiados pelas bolsas do governo, que não trabalham, e para contribuir para a aposentadoria deles, quando atingirem a idade, mesmo daqueles que nunca tenham trabalhado nem contribuído para a Previdência.

O Bolsa Família, portanto, constitui também um mecanismo de transferência de pessoas em idade ativa para a ociosidade, sem que elas sejam classificadas como desempregadas. Isso permite ao governo mascarar a taxa de desocupação efetiva.

Embora o governo cite números e estatísticas, ele não controla de fato os resultados do programa e a maioria absoluta dos assistidos não vem sendo realmente educada e nem qualificada ou porque não quer ou porque o governo não lhes dá escolas para tal. Assim, não está, nem estará nunca, apta para um eventual mercado de trabalho. O revoltante disso é que a falta de mão de obra qualificada é um problema estrutural crônico da economia brasileira.

A prática de manter seus colonos na ignorância para melhor poder controla-los, e assim formar seus currais eleitorais, era muito comum entre os chamados coronéis do sertão. Embora bem mais atenuada, essa prática ainda vige, principalmente no nordeste brasileiro. A escola rural ou não existe ou é desativada, geralmente por falta de professoras e não há como alguém estudar e aprender.

Na época de FHC, as bolsas eram condicionadas e fiscalizadas. A contrapartida para a bolsa era o estudo. Atualmente, a prioridade é a quantidade. Se o programa tivesse como uma de suas metas educar e qualificar beneficiários, o governo deveria agir no sentido de prover escolas, principalmente nas áreas em que a concentração de assistidos é maior. Assim, elas poderiam retirar uns do analfabetismo e qualificar outros para o trabalho mais nobre. Isso não é feito, porque na verdade, não é o que interessa ao PT. Convém a ele que os beneficiários continuem dependentes das bolsas e, como tal, eleitores de cabresto modernos. É a repetição da prática dos coronéis com a diferença que eles é que pagavam seus colonos, e é a parcela trabalhadora do povo brasileiro que paga os eleitores cativos do PT.

O pior é que, conforme demonstrado acima, a situação da força de trabalho no país se tornou refém do programa de bolsas. Uma interrupção ou diminuição da abrangência delas causaria sérios problemas sociais.

Por isso, o programa acabou por se transformar no maior mecanismo de compra de votos do mundo ocidental. Se um humilde candidato a vereador de uma minúscula cidade do interior oferecer um saco de cimento que seja a um eleitor, em troca de seu voto, incorre em grave crime eleitoral. Mas os chamados “programas sociais” do PT lhe dão o direito de empregar impunemente bilhões de reais, para garantir para ele os votos dos beneficiados.

São cerca de 30 milhões de eleitores, e eles tem decidido eleições. E é profundamente lamentável, vergonhoso mesmo que, em nosso país, são os que não trabalham, não produzem e não estudam, que tem o poder de escolher quem vai governar aqueles que os sustentam.

DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, FERREIRA, José Gobbo; pg.s 18 a 21.

 

3 IBGE: “populacoes_estimativas_municipios_TCU_31_10_2012_pdf.pdf”

4 IBGE: “Populacao_BR_UF_31_10_2012.pdf

5 DIEESE: “Mercado de trabalho no Brasil.pdf

6 IBGE: “Desemprego 03/2013.pdf”

7http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/RIv3/geral/relatorio.php#Vis%C3%A3o%20Geral%20Brasil

 

ESTOU LENDO O LIVRO “DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL” DE JOSÉ GOBBO FERREIRA. LEITURA DESCOMPLICADA, FÁCIL, ABORDANDO DE MANEIRA INTELIGENTE E PROFUNDA A ATUAL SITUAÇÃO DE NOSSA PÁTRIA. NÃO RESISTI AO IMPULSO DE COMPARTILHAR ABAIXO ALGUMAS DE SUAS PÁGINAS INICIAIS (TALVEZ VIRÃO OUTRAS). LEIAM COM ATENÇÃO POIS VALE A PENA.

 

“Mais doutô, uma esmola prá um homem qui é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”

Luiz Gonzaga

O Bolsa Família e seus Efeitos

O Bolsa Escola era um programa de transferência condicional de renda, idealizado pelo prefeito de Campinas – SP, Sr. José Roberto Magalhães Teixeira do Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB. Foi implantado no município no ano de 1994, durante a gestão de Teixeira e seu objetivo era pagar uma bolsa às famílias de jovens e crianças de baixa renda desde que eles frequentassem a escola regularmente.

Esse programa foi assumido pelo Ministério da Educação do governo FHC, em 1997, que já criara no ano anterior o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), oficializado em 2000. Também em 2000 foi criado um programa para compensar a retirada de subsídios do gás de cozinha: o Auxílio Gás.

Em 2001 foi criada a Bolsa Alimentação para assistir mulheres de baixa renda, gestantes ou amamentando, e o Decreto no 3.877/2001, instituiu o cadastramento único para os beneficiários dos programas de transferência de renda do governo federal. A então primeira-dama, Sra. Ruth Cardoso, assumiu a coordenação dos programas.

Em 2004, o Sr. Lula criou um programa para unificar os programas do presidente Fernando Henrique. Ele foi denominado Programa Bolsa Família e o PT assumiu a paternidade dos programas sociais no Brasil. “Nunca antes na história desse país” havia existido coisa igual!

O PT herdou do presidente FHC um programa social eficaz, de intenções qualitativas e de resultados sociais evidentes no limiar daquela que foi, com certeza, a fase mais próspera e abundante da economia global. Transformou-o em um mecanismo quantitativo, sem controle, sem fiscalização, sem avaliação de seus resultados e interessado somente em aumentar o número de votos de cabresto. Só o número interessa. Hoje, temos que tolerar a ridícula postura da Sra. Dilma organizando grupos de capitães do mato para localizar, um a um, “os últimos miseráveis do país”.

Ressalte-se que o Autor não está, de maneira nenhuma, negando os muito bem-vindos progressos sociais do Brasil dos últimos anos. Muitíssimo pelo contrário! Apenas afirma, e prova, que eles não são obra do PT e que, contrariamente ao que pregam seus membros, havia, sim, um Brasil antes de 2003. Um Brasil mais ético, mais honesto e ainda não apodrecido pela chegada dele ao poder.

Os progressos sociais dos últimos anos vieram como consequência das condições preparadas pelos governos anteriores. A mídia vem fazendo muito estardalhaço nos últimos dias sobre a melhoria das condições de vida do povo brasileiro, medida pelo índice de desenvolvimento humano (IDH) do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP)[1] , como se o governo do PT tivesse algo a ver com isso. Na verdade, esse progresso vem de longe e o PT apenas contribuiu para retarda-lo. O Brasil é a 7ª economia mundial, mas está no 85º lugar em desenvolvimento humano (IDH=0,730).

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Analisando o gráfico da Evolução do IDH brasileiro, no período de 1980 até 2012, verifica-se que a tendência de melhoria do IDH é bastante anterior ao governo do PT e mesmo do governo FHC. Mas, se extrapolarmos essa tendência, usando a taxa de crescimento (inclinação da curva) anterior ao período do PT, chegaríamos à curva em negro na Figura abaixo.

Evolução do IDH, com taxa anterior a 2003 extrapolada até 2012.

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O ponto negro mais alto na Figura 2(IDH=0,770) resulta da extrapolação da curva referente ao Brasil mantendo a inclinação dos períodos anteriores a 2003. A Figura 3 mostra em detalhe:

Detalhe da Figura anterior.

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O Brasil chegaria a um IDH=0,770, ou seja, o IDH do Brasil seria maior se fosse mantido a tendência de crescimento dos períodos anteriores a 2003 (isto é, da gestão PT).Fica demonstrado que se os governos do PT, em uma conjuntura mundial muito mais favorável ao menos mantivessem o desempenho anterior, o Brasil teria atingido um IDH ≈ 0,770, acima da média da América Latina e Caribe, IDH = 0,741, e já no grupo de países com IDH alto, ( IDH > 0,758). No entanto, malgrado toda propaganda do PT, ficamos apenas com um medíocre IDH = 0,730.

O índice de Gini, mostrado na Figura 4, mostra a diferença entre os rendimentos dos grupos mais rico e o mais pobre. A desigualdade é tanto maior quanto mais próximo de 1 for seu valor.

Figura 4: Evolução do Índice de Gini brasileiro de 1960 a 2012

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O gráfico da evolução do Índice de Gini brasileiro de 1960 a 2012, por outro lado,volta a mostrar que a tendência de melhoria na distribuição de renda no Brasil não é obra do PT. Ela começou claramente com o fim da inflação em 1995, no governo Fernando Henrique, acelerou por volta de 2000 e, como no caso do IDH, teve seu desempenho diminuído em 2010, justamente sob um governo petista.

Figura 5: Variação da renda média per capita das famílias domiciliadas entre 2001 e 2011 (corrigida pelo INPC de 09/2011)

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Muito da propaganda do governo se baseia no fato que a renda das faixas mais pobres aumentou percentualmente mais do que aquela das famílias mais ricas. Como isto é mostrado: A população domiciliar é dividida em dez faixas, cada uma contendo 10% do total; Obtém-se, por amostragem, a variação per capita da renda média de cada uma das faixas; Verifica-se que na faixa da população mais pobre (10% do total) houve um aumento de 18,9%. Da mesma maneira, verifica-se que na faixa da população mais rica (10% do total) a variação foi de 4,1%. Considerando as demais faixas populacionais, das mais ricas para as mais pobres, obteve-se: 4,1%, 5,8%, 7,4%, 7,7%, 9,2% 10,6%, 10,5% e 12,3%. Estas variações percentuais da renda, nas faixas, correspondem ao período entre 2001 e 2011.

Então, a renda média per capita dos mais pobres aumentou 18,9% enquanto aquela dos mais ricos aumentou apenas 4,1%. Daí pode se concluir que houve alguma redistribuição de renda, o que é muito salutar. MAS A COMPARAÇÃO DOS VALORES PERCENTUAIS NÃO REPRESENTA EXATAMENTE O PROGRESSO SOCIAL DOS MENOS FAVORECIDOS. A comparação é distorcida pelo fato óbvio que os acréscimos tem um efeito percentual muito maior sobre as rendas mais baixas do que sobre as mais altas: Apenas R$ 11,00 a mais na renda dos mais pobres representaram um aumento de 18,9%, enquanto que R$ 153,00 representaram somente 4,1% na renda dos mais ricos.

O governo petista, supostamente seguindo orientação do Banco Mundial, estabeleceu os valores limites das diferentes classes sociais, o que lhe permite mostrar, no papel, uma grande mobilidade social. Para promover inúmeros cidadãos de uma classe para a superior, basta ajustar o valor de corte da renda mensal per capita da classe logo abaixo.

A tabela abaixo mostra a classificação oficial das classes sociais, publicada em Decreto de junho de 2011: (Tabela 1: Classes sociais pelo critério da Secretaria de Assuntos Estratégicos)

 

 

Classe alta alta RMPC > R$ 2.480
Classe alta baixa R$ 1.019 ≤ RMPC < R$ 2.480
Classe média alta R$ 641 ≤ RMPC< R$ 1.019
Classe média média R$ 441 ≤ RMPC < R$ 641
Classe média baixa R$ 291 ≤ RMPC < R$ 441
Vulnerável R$ 162 ≤ RMPC < R$ 291
Pobres R$ 81 ≤ RMPC < R$ 162
Extremamente pobres RMPC ≤ R$ 80

 

Assim, pouco importa se os outros aspectos da vida da pessoa permanecem os mesmos, ela é considerada como tendo progredido socialmente se sua renda atinge os valores ridículos mostrados acima! Ela continua morando no mesmo lugar. Olha ao redor de si e vê que seus problemas de saúde, educação, segurança, transporte continuam exatamente os mesmos, mas a propaganda do governo insiste em tentar convencê-la que ela melhorou de classe social e de vida. É de se estranhar que, mais cedo ou mais tarde, ela saia às ruas em protesto?

Além disso, a volta da inflação, que o PT deixou acontecer, torna cada vez mais surreais seus mecanismos de avaliação do “progresso social”. De junho de 2011 até o começo deste ano, a inflação já havia alcançado cerca de 11%, mas os valores da tabela não foram alterados. E a inflação recrudesceu nestes últimos meses.

Como o PT considera demagogicamente que progressão social se mede apenas por alguns reais a mais de receita, se ele cumprir o dever de casa e reajustar pela inflação os valores limites, milhões de pessoas cairão de volta a seus níveis anteriores e toda sua propaganda fica sem sentido!

Eliminar a pobreza para o PT tornou-se meramente uma questão de criar definições convenientes do que é ser pobre, e fazer propaganda. Mas é verdade que o rendimento médio de um mendigo, nas esquinas e sinais de trânsito das grandes cidades, sem dúvida permite que ele ascenda pelo menos à classe alta baixa do governo. Essa é, indiscutivelmente, a única vitória do PT. “Nunca antes na história deste país” tivemos mendigos tão bem colocados na escala social.

As bolsas sociais do PT colocaram mais dinheiro na mão dos menos favorecidos e isso tem certo valor. Se a fome não acabou, pelo menos diminuiu um pouco.

Porém, quase a metade das bolsas família concedidas pelo PT na realidade se transformou em fator de imobilização social. Era de se esperar que os indivíduos assistidos conseguissem se desenvolver como cidadãos e adquirir condições de procurar os meios para garantir seu próprio sustento. Ocorreu exatamente o contrário. Trabalho publicado em 05/05/2013 no jornal “O Globo” mostra que 45% dos assistidos iniciais da bolsa continuam a recebê-la após quase dez anos.

Embora ela teoricamente se destinasse à educação e consequente desenvolvimento e qualificação, pelo menos dos filhos desses pioneiros, o mesmo artigo mostra que essa segunda geração já está desfrutando ou se preparando para desfrutar das bolsas. Ou seja, elas, tal como foram concedidas, sem nenhuma contrapartida, assistência ou fiscalização, produziram pouquíssimo progresso social verdadeiro e sustentável, além das fraudes a que deu ensejo.

E desgraçadamente, o poder de imobilização das bolsas não se limita aos indivíduos. Atinge as comunidades em um círculo vicioso. Por receberem dinheiro de graça, as pessoas não tem interesse em trabalhar. Como a maior parte das pessoas não deseja trabalhar, não há como, nem porque, criar mercado de trabalho nas áreas de maior concentração de beneficiários. E o ciclo se realimenta eliminando qualquer possibilidade de progresso econômico dessas comunidades. E, além disso, quem desejar trabalhar ali, não encontrará ocupação decente.

DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, FERREIRA, José Gobbo; pg.s 13 a 18.

 

 

 

PÁTRIA MADRASTA VIL

ACORDO CEDO E, COM MUITA FREQUÊNCIA, OUÇO O HINO NACIONAL, PELA RÁDIO CULTURA DE SÃO PAULO (103,3), ÀS 06:00. AINDA ME EMOCIONA. E TENHO QUE LER E  CONCORDAR COM UM ARTIGO DESTE, PUBLICADO PELA Folha de São Pedro, NA EDIÇÃO DE SÁBADO PASSADO. DÓI.

 

Onde já se viu tanto excesso de falta?

Abundância de inexistência…

Exagero de escassez…

Contraditórios?

Então aí está!

O novo nome do nosso pais!

Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.

Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.

Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mãe não tapa o sol com a peneira. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir.

Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.

A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.

Uma segue a outra…

Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição.

Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.

E a educação libertadora entra aí.

O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.

Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.

As classes médias e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)…

Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro para fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra?
De que serve uma mãe que não afaga?

E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.

Algumas perguntas, quando auto indagadas, se tornam elucidativas.

Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?

Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?

Ser tratado como cidadão ou excluído?

Como gente… ou como bicho?

 

Clarice Zeitel Vianna Silva

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel Vianna Silva, 26, estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho deste ano, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre “Como vencer a pobreza e a desigualdade”. A redação de Clarice intitulada “Pátria Madrasta vil”, foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.

Ainda guardo em minha biblioteca um enorme volume de OS LUSÍADAS (por favor, não sejam indiscretos a ponto de indagarem quantas vezes o li). Folheando-o, dias atrás, deparei com um trecho que o torna extremamente atual – não cita os mensaleiros, mas fala de corrupção. Achei oportuno submetê-lo aos amigos.

XCVI

Nas naus esta se deixa, vagaroso,

Até ver o que o tempo lhe descobre;

Que não se fia já do cobiçoso

Regedor, corrompido e pouco nobre.

Veja agora o juízo curioso

Quanto no rico, assim como no pobre,

Pode o vil interesse e sede imiga

Do dinheiro, que a tudo nos obriga.

XCVII

A Polidoro mata o rei treício,

Só por ficar senhor do grão tesouro;

Entre, pelo fortíssimo edifício,

Com a filha de Acrísio a chuva de ouro;

Pode tanto em Tarpéia avaro vício,

Que, a troco do metal luzente e louro,

Entrega aos inimigos a alta torre,

Do qual quase afogada em pago morre.

XCVIII

Este rende munidas fortalezas;

Faz traidores e falsos os amigos;

Este a mais nobres faz fazer vilezas,

E entrega capitães aos inimigos;

Este corrompe virginais purezas,

Sem temer de honra ou fama alguns perigos;

Este deprava às vezes as ciências,

Os juízos cegando e as consciências;

XCIX

Este interpreta mais que sutilmente

Os textos; este faz e desfaz leis;

Este causa os perjúrios entre a gente

E mil vezes tiranos torna os reis.

Até os que só a Deus onipotente

Se dedicam, mil vezes ouvireis

Que corrompe este encantador, e alude;

Mas não sem cor, contudo, de virtude.

XCVI A XCIX, Canto VIII, pg. 198/9.

OS LUSÍADAS – Camões, Luis – Edição Monumental, com notas do Instituto de Estudos portugueses da Universidade de São Paulo, Editora LEP, São Paulo, MCMLVI.

 

NOTAS:

XCVI

4. REGEDOR: o governador (catual).

7. IMIGA: inimiga; mantido por necessidade rítmica. Entenda-se: a sede inimiga da alma.

XCVII

  1. POLIDORO: filho de Príamo, rei de Tróia.

TREÍCIO: da Trácia. É Polimestor. Assassinou Polidoro para apoderar-se do resgate enviado por Príamo.

  1. POR: para
  2. FORTÍSSIMO: sólido.
  3. ACRISO: Acrísio; mantido por necessidade rítmica. É o rei de Argos. Sua filha é Dânae, a quem encerrou numa torre de bronze para evitar que se casasse.

CHUVA DE OURO: é Júpiter, que assim se transformou, para conceber, de Dânae, Perseu. Este assassinaria, posteriormente, seu avô Acrísio.

  1. TARPÉIA: jovem romana que,na esperança de conseguir ouro dos sabinos, abriu-lhes as portas da cidade e foi por eles morta.

XCVIII

  1. ESTE: o ouro.

MUNIDAS: fortificadas.

XCIX

2. TEXTOS:Entenda-se: os textos das leis.

5.6 Isto é, os sacerdotes.

8. COR: aparência.

 


Setenta anos é o tempo de nossa vida,

oitenta anos se ela for vigorosa;

e a maior parte deles é fadiga e mesquinhez,

pois passam depressa, e nós voamos.

Salmo 90:10.

SOBRE REIS E PRÍNCIPES

Eclesiastes 10:

Bíblia de Jerusalém

16 Ai do país cujo rei é um menino e cujos príncipes madrugam para suas comezainas.

17 Ditoso o país cujo rei é nobre e cujos príncipes comem quando é hora, e não põem sua valentia no beber.

Almeida, revista e corrigida
 10.16   Ai de ti, ó terra, cujo rei é criança e cujos príncipes comem de manhã.
10.17   Bem-aventurada, tu, ó terra cujo rei é filho dos nobres e cujos príncipes comem a tempo, para refazerem as forças e não para bebedice.

Nova Tradução na Linguagem de Hoje

10.16   Um país vai mal quando aquele que o governa se deixa levar pela opinião dos outros, e quando as autoridades começam a se divertir logo de manhã.
10.17   Mas um país vai bem quando quem o governa toma as suas próprias decisões, e as autoridades sabem se controlar, comem na hora certa e não bebem demais.

Aí do país cujo rei é um menino… Certamente Eclesiastes não está se referindo a um “menino” na idade cronológica. Nós, brasileiros, temos a experiência de um rei, ou melhor, um IMPERADOR que deixou saudades. Estou falando de D. Pedro II (1825-1891), segundo e último Imperador do Brasil. Perdeu a mãe, D. Maria Leopoldina da Áustria, quando contava 1 ano de vida; o pai, D. Pedro I, faleceu quando estava com 9 anos. Com apenas 6 anos de idade tornou-se Imperador na nova pátria BRASIL, com a abdicação de seu pai; aos 15 anos (menino ainda) é declarado maior e assume a espinhosa posição de IMPERADOR DO BRASIL.  Algumas referências a respeito deste nobre ORLEANS E BRAGANÇA:

… dedica-se aos estudos sob a orientação da camareira-mor D. Maria Carlota de Verna Magalhães, mais tarde condessa de Belmonte. D. Pedro II, mantém na corte os hábitos simples e sem formalidades, adotado antes por seu pai. Lê muito e acompanha as novidades científicas e literárias que surgem no mundo. Dedicava-se a estudar, com mestres ilustres do seu tempo, português, latim, francês, alemão, ciências naturais, música, pintura, esgrima e equitação.

http://www.e-biografias.net/dompedro_ii/

Tendo herdado um Império no limiar da desintegração, Pedro II transformou o Brasil numa potência emergente na arena internacional. A nação cresceu para distinguir-se de seus vizinhos hispano-americanos devido a sua estabilidade política, a liberdade de expressão zelosamente mantida, respeito aos direitos civis, a seu crescimento econômico vibrante e especialmente por sua forma de governo: uma funcional monarquia parlamentar constitucional. O Brasil também foi vitorioso em três conflitos internacionais (a Guerra do Prata, a Guerra do Uruguai e a Guerra do Paraguai) sob seu reinado, assim como prevaleceu em outras disputas internacionais e tensões domésticas. Pedro II impôs com firmeza a abolição da escravidão apesar da oposição poderosa de interesses políticos e econômicos. Um erudito, o Imperador estabeleceu uma reputação como um vigoroso patrocinador do conhecimento, cultura e ciências. Ele ganhou o respeito e admiração de estudiosos como Charles Darwin, Victor Hugo e Friedrich Nietzsche, e foi amigo de Richard Wagner, Louis Pasteur e Henry Wadsworth Longfellow, dentre outros.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_II_do_Brasil

A propósito,  alcunhavam-no o Magnânimo.

Infelizmente, nós brasileiros, temos também experiências – e quantas – com os governantes que nunca alcançaram a maioridade. Basta uma corrida de olhos nestas brevíssimas informações biográficas de D. Pedro II e entenderemos por quantos “meninos” morais temos sido governados.

Os nossos versículos, além da referência ao “rei menino”, fala também de seus “príncipes”, de suas comilanças e bebedices. Eu não tenho absolutamente nada contra Príncipes, muito menos contra a comida e a bebida; vou “jurar de pés juntos” que Coélet também não. Quando fala em ‘príncipes’ se refere aos amigos do ‘rei’, seus assistentes, seus conselheiros.

Comida e bebida… A cria nasce, não importa de que animal – o tigre, o macaco, o humano -, o que procura? Leite materno – alimento, comida, e bebida (tudo junto). À medida que passam os dias, as semanas, os meses, os anos, a cria saudável desenvolve outros interesses. A cria humana, como bem se infere das concisas informações sobre nosso Imperador, torna-se ávida por conhecimento, por relacionamentos sociais frutíferos, por assumir as responsabilidades que a vida lhe proporciona…

Triste é constatar humanos com muitos anos vividos cujo empenho é empanturrar-se da carne de seus semelhantes e embriagar-se no sangue de seu povo. Estou exagerando? Corrupção, apropriação de patrimônio público, desvio de verbas e todas as consequências que o conluio com o “mal feito”, de que são mestres nossos políticos, não levam exatamente à morte? Qual a consequência com o descaso com a saúde da população?  O que significa trabalharmos 4 ou 5 meses ao ano para pagar os impostos de “pessoa física’ para sustento da máquina pública? O que significa a exaustão das empresas nacionais com a maior carga de impostos do mundo? O que significa uma classe política que se concedem a maior remuneração do Planeta Terra? Atribui-se a Oscar Niemeyer, 104 (?) anos, comunista, ateu,  uma frase contundente que tem corrido o mundo através da Internet e que tem o apoio de milhões de brasileiros:

“Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores para vocês usarem como penico. Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião e sim, de camburão”.

Chega de falar destas coisas ruins.

Felizmente o verso 17 traz uma esperança:

Mas um país vai bem quando quem o governa toma as suas próprias decisões, e as autoridades sabem se controlar, comem na hora certa e não bebem demais.

Gostei! Vamos lembrar outra versão?

Bem-aventurada, tu, ó terra cujo rei é filho dos nobres e cujos príncipes comem a tempo, para refazerem as forças e não para bebedice.

Vamos sonhar com um Brasil assim? Somente sonhar não resolve nada? Eu já tomei algumas decisões: por exemplo, vou votar em branco na próxima eleição, ou seja, se depender de mim provocarei um rebu em nossa política; já manifestei meu apoio ao Partido Federalista – talvez não traga todas as mudanças que desejamos, mas seria um começo (AINDA tenho ESPERAÇA). A título de ilustração, transcrevo o item oitavo dos Fundamentos Gerais do Federalismo que, particularmente, muito me agrada:

8) Autonomia municipal em matéria de autogoverno – Os municípios terão total autonomia para determinarem sua forma de administração, seja através de prefeito e vereadores escolhidos pelo voto facultativo, ou, substitutivamente,  pela eleição de conselho municipal, companhia de desenvolvimento ou administrador urbano contratado, ou qualquer outra forma não autocrática que fira os princípios constitucionais das garantias individuais.

http://www.federalista.org.br/view.php?cod=31

Já perguntei a um vereador de minha minúscula cidade, por que os vereadores daqui têm que receber polpudos salários; quanto ao prefeito, se contratado pelo município, não teria “rabo preso” com outros políticos ou partidos: escolheria melhor seus assessores (pela competência e não por indicação); se cometesse falcatruas, seria posto na rua; focaria sua administração no atendimento da população e não em sua carreira política…

Será que alguém vai reclamar que estou usando um texto bíblico para falar de política? Mas o texto fala de “reis” e “príncipes” – governantes políticos. Lembro-me de um ditado judaico que se expressa mais ou menos assim: “se faltar farinha, não se fala em Torá”. Sábio, ou não?

Mas vamos encerrar esta digressão com texto de Salmos (67.1) que fará muito bem às nossas almas:

Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós.

ESPERO CONTINUAR