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MAIS UM TEXTO DE DRUMOND DE ANDRADE. AGORA SEM NENHUMA “palhinha” MINHA.
ESTIMO QUE TENHA ESCRITO POR VOLTA DE 1969, MAS PARECE QUE ELE ESTÁ PAPEANDO CONOSCO EM NOSSA SALA DE ESTAR.

 

O SOBREVIVENTE

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                                                                                                                  http://www.dreamstime.com

Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.

Impossível escrever um poema – uma linha que seja – de verdadeira poesia.

 

O último trovador morreu em 1914.

Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.

Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.

 

Se quer fumar um charuto aperte um botão.

Paletós abotoam-se por eletricidade.

Amor se faz pelo sem fio.

Não precisa estômago para digestão.

Um sábio declarou a O Jornal que ainda

falta muito para atingirmos um nível

razoável de cultura. Mas até lá, felizmente,

estarei morto.

 

Os homens não melhoraram

e matam-se como percevejos.

Os percevejos heroicos renascem.

Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado.

E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dilúvio.

(Desconfio que escrevi um poema.)

 

DRUMOND de Andrade, Carlos – NOVA REUNIÃO, 23 livros de poesia, volume 1, Alguma Poesia, pg. 35.
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Brasileiro

TAMBÉM JÁ FUI BRASILEIRO

DRUMOND de Andrade, Carlos – NOVA REUNIÃO, 23 livros de poesia, volume 1, Alguma Poesia, pg. 11.

 

Eu também já fui brasileiro

moreno como vocês.

Ponteei viola, guiei forde

E aprendi na mesa dos bares

que o nacionalismo é uma virtude.

Mas há uma hora em que os bares se fecham

E todas as virtudes se negam.

 

Eu também já fui poeta.

Bastava olhar uma mulher,

pensava logo nas estrelas

e outros substantivos celestes.

Mas eram tantas, o céu tamanho,

minha poesia perturbou-se.

 

Eu também já tive meu ritmo.

Fazia isto, dizia aquilo.

E meus amigos me queriam,

meus inimigos me odiavam.

Eu irônico deslizava

satisfeito de ter meu ritmo.

Mas acabei confundindo tudo.

Hoje não deslizo mais não,

não sou irônico mais não,

não tenho ritmo mais não.

 

 

NÃO SOU POETA E NÃO PRETENDO FAZER POESIA.

NEM COMPLETAR O QUE FOI DITO PELO DRUMOND DE ANDRADE.

MAS ME OCORREU UNS PENSAMENTOS, QUE VÃO ABAIXO EXPOSTOS.

 

Não na mesa dos bares

foi que aprendi

que o nacionalismo é uma virtude.

 

Milhões de brasileiros,

como eu, aprenderam

sobre esta e outras virtudes

no lar de gente humilde.

 

Hoje, querendo estão

fechar os lares de gente humilde,

e outros lares também.

Almejando, desconfio,

acabar é com a virtude.

Mais que isto,

querem a Pátria arreada

e a alma de meu povo.

Querem tudo de mão beijada,

Pra entregá-las, sem disputa,

pras comunas socialistas.

A Lei da Anistia e a Comissão Nacional da Verdade.

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA.

Pgs. 41 a 43.

 

 

                                                       A Lei da Anistia e a Comissão Nacional da Verdade.

A chamada comissão nacional da verdade é uma ferramenta criada pelo PT com a única finalidade de tentar desmoralizar os agentes da lei e da ordem, em particular o Exército Brasileiro, que impediram que o Brasil se tornasse um satélite comunista, após 1964.

ComissãoVerdade e Lobão                                  wellingtonflagg.blogs

As esquerdas brasileiras, hoje lideradas pelo PT, derrotadas no campo de luta pela contrarrevolução de 1964, se esmeraram desde então em uma campanha de Dez anos de propaganda bem ao tipo Gramsci, visando reescrever a história, distorcendo fatos, negando suas verdadeiras intenções e demonizando aqueles que as enfrentaram e venceram naquela oportunidade.

                                                              ComissãoVerdade                                                                                   bemparana.com.br

 

A verdade é que os grupos que foram combatidos não desejavam, de maneira nenhuma, “restabelecer a democracia no Brasil”, como dizem, mas sim fazer exatamente o contrário, estabelecendo no país uma ditadura comunista. Esse desiderato é hoje confirmado por inúmeros então participantes daquelas manobras, hoje desiludidos e trazidos à luz da razão pelo amadurecimento político e pelo convencimento da absoluta falta de competência daquele regime para trazer o bem estar ao povo, embora excepcionalmente efetivo para promover o enriquecimento pessoal ilimitado dos membros de destaque do partido.

A ação das Forças Armadas Brasileiras naquele teatro de operações constituiu um êxito que não foi alcançado em nenhum dos países vizinhos perturbados pela guerrilha comunista. No Brasil o movimento guerrilheiro foi destruído no nascedouro. Não temos Senderos Luminosos, como no Peru ou FARC como na Colômbia, por exemplo, que nascidos há décadas, até hoje praticam barbaridades em seus países.

Senderos Luminoso

                                                                               Sendero Luminoso in Google Imagens – southamericanow.wordpress
                                                                               Farc                                                                     openrevolt.info

Em retribuição aos seus serviços para restaurar a paz e a tranquilidade na Pátria, os militares são hoje pintados pelo PT como seres sádicos, sedentos de sangue, torturadores cruéis, que escolhiam suas vítimas entre pessoas inocentes e ingênuas, sem qualquer vínculo com as monstruosidades que o terrorismo vinha praticando. Essas criaturas angelicais eram aprisionadas, torturadas e eventualmente até mortas sem ter a mínima ideia do porque daquelas injustiças contra elas.

A descrição das agressões que teriam sido praticadas pelo Exército no caso do acordo de solução amistosa, são um termômetro para que o cidadão isento possa avaliar o quanto de inverdade existe nas denúncias de tortura que são feitas no âmbito da comissão da verdade. O Sr. Mário Lago, comunista de primeira linha, recomendava insistentemente que todos aqueles que tivessem qualquer tipo de problema com a lei naqueles tempos jurassem ter sido barbaramente torturados. E quem não o obedecesse sofria a pressão das organizações terroristas, que podia chegar até o justiçamento.

Se houve ilícitos, os houve de ambos os lados, em uma situação de guerra revolucionária e suja, como todas as guerras. Em sua ânsia por reescrever a história, adequando-a a seus propósitos ditatoriais, o PT tenta introduzir a ideia de que a Lei da Anistia foi um instrumento imposto pelo Presidente Figueiredo para absolver os crimes dos agentes da lei. A verdade é exatamente o contrário: uma Lei da Anistia, ampla, geral e irrestrita foi enfaticamente exigida pelo povo brasileiro, e veio para pacificar a Nação e apagar as nódoas do passado sepultando definitivamente as violações por parte de todos os envolvidos. Com isso, permitiu a volta em segurança ao convívio nacional daqueles cidadãos brasileiros fugitivos, exilados, e foragidos, quaisquer que fossem os crimes que os tivessem levado a essas situações.

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                                                                           jornalismoibmec.wordpress.com

O primeiro passo da comissão foi descaracterizar seus objetivos, bem definidos na lei 12.528/2011[i] que a criou. Alterou o alcance temporal previsto na Constituição. Depois, embora a lei incluísse em seu escopo os crimes praticados pelos aparelhos estatais e na sociedade, ela se recusou a apreciar a atuação de todos os que se envolveram na luta armada. Dirigiu seu ódio apenas contra os agentes do governo, em particular os militares. Mostrou logo seu viés autoritário e revanchista.

Os militares não seriam contra comissão nenhuma se houvesse a garantia absoluta de que, sob o manto da Lei da Anistia, a verdade, toda a verdade e somente a verdade fosse seu objetivo. Se se buscasse mostrar o que aconteceu, porque aconteceu, quem fez o que e porque o fez. Aí sim, se teria uma Comissão da Verdade com letras maiúsculas. Mas o que o PT deseja é dar aos terroristas de ontem a auréola de libertadores democratas e aos militares de sempre a pecha de criminosos cruéis.

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                                                                                     osaciperere.wordpress.com    

Agora que o PT já dispõe de tropa própria, a desmoralização das Forças Armadas é fundamental para eliminar a última possibilidade de resistência armada aos seus intentos arbitrários.

Depois de mais de um ano de trabalhos, nenhum resultado foi obtido que justifique as despesas e toda a mise en scène[ii] da comissão. Mas a insistência em perseguir velhos soldados de ontem começa a incomodar os jovens militares de hoje. Isso não contribui em nada para a paz social e pode levar a consequências imprevisíveis.

 

O texto, evidentemente, é do livro de José Gobbo Ferreira. Tomei a liberdade de adicionar ilustrações obtidas no Google Imagens.

[i] Art. 3º-III: III – identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos mencionadas no caput do art. 1o e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade;

[ii] Do francês: encenação.

 

 

 

 

Raposa Serra do Sol

MAIS UM TRECHO DO LIVRO “Dez anos de PT e a Desconstrução do Brasil” DE José Gobbo Ferreira. Leiam com atenção. Vejam o que o PT está fazendo para o Brasil. 

 

 

O ambientalismo, e seu ramo derivado o indigenismo, se transformaram em estruturas de pressão a serviço de interesses espúrios, carregados de ideologia e de objetivos bem definidos, sem nenhuma relação com a conservação do meio ambiente ou com a melhoria das condições de vida do ser humano, índio ou não. Esses grupos agem cumprindo determinações oriundas de países desenvolvidos no intuito de impedir ou retardar ao máximo o desenvolvimento dos demais, ou mesmo, como uma moderna quinta coluna, preparando o terreno para desdobramentos políticos mais sérios.

O Conselho Indígena de Roraima (CIR) é uma organização que diz ter como objetivo a luta pela garantia dos direitos dos povos indígenas de Roraima. Abrange em sua área de atuação uma população de mais de 50.000 indivíduos, distribuídos em 34 terras indígenas que alcançam uma área de 10.344.320 hectares, o que representa 46% da superfície do estado e uma área de 206 hectares por indivíduo, seja homem, mulher, idoso ou criança.

O CIR é na verdade uma organização multinacional infiltrada no território brasileiro. Recebe recursos do governo federal brasileiro, mas também de órgãos governamentais estrangeiros, ONG´s nacionais e internacionais, e de fundações como o World Wide Fund Brazil, o Greenpeace, a Fundação Ford e a RainForest Foundation. É financiado também pelos governos britânico, italiano, holandês e norueguês. A embaixada da Noruega, que o apoia diretamente, organizou recentemente a estranha viagem do rei Harald à Amazônia.

Outro organismo alienígena envolvido na questão é o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), vinculado à Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) que, aparentemente, pretende transformar em terras indígenas a maior parte do território brasileiro, com objetivos nunca bem explicados.

Em 15 de abril de 2005, depois de muito se lamuriar por estar sofrendo pressão internacional, direta e por meio de ONG´s ambientalistas e indigenistas, o Sr. Lula, com a falta de seriedade típica do PT, curvou-se a esses interesses e homologou a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol em área contínua, com 1.743.089 hectares e 1000 quilômetros de perímetro, em plena fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana.

Em março de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a homologação, apesar de forte oposição política e popular e malgrado reiteradas informações sobre inconsistências no processo de demarcação. Felizmente a clarividência do insigne Ministro Menezes Direito apensou à decisão uma série de condições que mitigaram os efeitos potencialmente separatistas da decisão presidencial.

Essa demarcação é um atentado contra a soberania brasileira. Abrange mais de 1.700.000 de hectares e foi concedida a 21.590 índios, entre homens, mulheres, idosos e crianças, ou seja, cerca de 80 hectares por indivíduo. Seus solos guardam riquezas enormes em recursos minerais. Para que se consumasse esse crime de lesa Pátria, ainda foi necessário expulsar de suas propriedades cidadãos brasileiros no desfrute legal de seus direitos constitucionais.

Esses colonos, produtores de arroz, haviam chegado à região no início da década de 1970, trinta e cinco anos antes da demarcação, quando compraram legalmente as terras de antigos fazendeiros. Eles produziam cerca de 180 mil toneladas de grãos por ano, em uma área de aproximadamente 100 mil hectares na borda sul da reserva.

Tentando reverter o processo, o governo de Roraima promoveu a criação do Município de Uiramutã mesmo após o reconhecimento da área como terra indígena, e incentivou o assentamento de mais rizicultores naquela região. Finalmente, após situações de tensão em que quase se chegou ao derramamento de sangue de brasileiros por brasileiros, os produtores de alimentos foram expulsos e sub-indenizados.

Como foi amplamente previsto na época, a instalação da TI Raposa do Sol, além de constituir uma enorme ameaça à segurança das fronteiras do país, trouxe a miséria para os índios e o retrocesso econômico para a região.

Em visita à área em 19 de abril deste ano, a revista Congresso em Foco constatou, que “quatro anos depois da confirmação da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, e da retirada dos arrozeiros que ocupavam a área, as antigas culturas estão abandonadas. O gado, que em muitos lugares substituiu as plantações de arroz, morre de sede e as estradas, todas de terra, estão em mau estado de conservação, com muitas pontes sem condições de uso ou mesmo queimadas”.

O quadro reproduz, em outra latitude, exatamente o mesmo caso da Fazenda Itamarati. O que era fértil e produtivo hoje se transformou em estéril e carente. O PT é o anti-Midas: tudo que ele toca vira pó!

Os repórteres Aguirre Talento e Felipe Luchete, da Folha de São Paulo, mostraram que índios da Amazônia têm loteado e “alugado” a preços módicos terras para madeireiros desmatarem e retirarem madeira de forma ilegal. A Folha identificou casos em ao menos 15 áreas indígenas (no Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Rondônia), com base em investigações da Polícia Federal (PF), Ministério Público e relatos de servidores da Fundação Nacional do Índio FUNAI. Nas transações, madeireiros pagam R$ 15,00 pelo m³ da madeira, depois revendida por preços na casa dos R$ 1.000, de acordo com a PF.

Além de pagamento em dinheiro, os índios também aceitam aparelhos eletrônicos, bebidas ou até mesmo prostitutas, conforme relatos de funcionários da FUNAI. A madeira ganha aspecto de legalidade pelo uso de planos de manejo aprovados legalmente, mas para outras áreas.

Mas o governo do PT deve compulsoriamente à sociedade uma explicação sobre o que está acontecendo na Raposa Serra do Sol! Os índios têm vendido direitos de exploração de áreas imensas para empresas do mercado de créditos de carbono. Apenas uma delas despendeu 120 milhões de dólares nessa operação. Foi para isso que a terra lhes foi concedida, em prejuízo dos cidadãos que ali viviam, trabalhavam e produziam?

O comércio de créditos de carbono é parte da maior mentira do século, que é a influência da ação do homem no processo de aquecimento global. Essa teoria foi criada e é alimentada por trilhões de dólares em jogo segundo o Dr. Hal Lewis, ex-decano da Sociedade Americana de Física. O Autor produziu um artigo científico provando sua falsidade¹.

Várias perguntas são inevitáveis: Como essas transações são possíveis à luz das leis que regem as demarcações? Como é feita a escrituração e o registro dessas transações, se elas são ilegais? Como é feito o pagamento? Quem fica com o dinheiro? As reportagens mostram que a maioria dos índios vive na miséria. Organizações como a FUNAI (do próprio PT) e o Conselho Missionário Indigenista (CIMI) demonstram uma fúria demarcatória insaciável. Com tanto dinheiro envolvido, qual sua verdadeira motivação? Se isso é público e notório, pois tem sido noticiado abertamente na mídia, porque o governo não toma providências? O que o PT ganha com isso?

A corrupção permeia todas as atividades do governo do PT. Aqui é a FUNAI trabalhando abertamente em desfavor do governo, do qual faz parte, apoiando interesses escusos e desconhecidos.

1- José Gobbo Ferreira: “A Falácia do papel do CO2 no Aquecimento Global – Um Enfoque Científico”. Junho 2012

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA. É UMA ESCLARECEDORA ANÁLISE  SOBRE  A SAÚDE NO BRASIL. VALE A PENA LER.

 

Vários problemas estão presentes no quadro atual da saúde no Brasil: A falta de educação sanitária da população; a falta de infraestrutura de saúde; a falta saneamento básico e a falta de políticas honestas de desenvolvimento urbano. Estas são trocadas pela demagogia populista, permitindo assentamentos em locais sem as mínimas condições sanitárias para isso, transformando-os em currais eleitorais. Malgrado todas as juras em contrário, o governo petista negligenciou esse problema, contingenciando grande parte das verbas orçamentárias para a saúde (no governo Lula, entre 2003 e 2009, o sistema de saúde deixou de receber R$ 17,6 bilhões).

E, pairando sobre todos esses motivos, a marca onipresente nas gestões petistas: a corrupção. Uma série de reportagens do programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão revelou que ela é a verdadeira bactéria super-resistente que infesta nossos hospitais públicos.

A Estratégia Nacional de Defesa (END), criada pelo Decreto nº 6.703 de 18/12/2008, propõe a criação de um Serviço Civil nos moldes do Militar. Se isso fosse implementado pelo governo, ainda que pouco a pouco, resolveria com folga todos os problemas quantitativos da distribuição dos facultativos pelo território nacional. Mas os verdadeiros problemas são qualitativos! Há profissionais brasileiros suficientes, e onde existem condições para o exercício da medicina e os médicos contam com segurança trabalhista, salários justos e confiáveis, não há falta de profissionais. É possível exercer a medicina em ambientes como esses da figura abaixo, sem remédios, sem aparelhos, sem recursos de qualquer espécie?

Saúde no interior do Brasil1 Saúde no interior do Brasil2

Figura 7: Condições normais de trabalho médico no interior de Brasil

O governo resolveu implantar o programa Mais Médicos, para atrair profissionais do exterior. A Associação Espanhola de Medicina, por exemplo, percebeu bem a armadilha que é o programa e sua finalidade eleitoreira e instruiu seus membros a ter bastante cuidado com ele.

O PT não tem capacidade nem mesmo para perceber os problemas no campo da saúde. A alienação do governo ao que se passa realmente no país é tal que, em abril de 2006 em discurso em Porto Alegre, o Sr. Lula entusiasmado (ou embriagado) afirmou “[…] eu acho que não está longe de a gente atingir a perfeição no tratamento de saúde neste país. Para isso, nós temos que fazer mais investimento, como fizemos nesse QualiSUS[i]

E ainda, durante o 9º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, também em 2006, em Olinda/PE, alheio ao bom senso, e exibindo a euforia dos ébrios, o Sr. Lula declarou, para deleite da plateia petista: “Obama, faça o SUS. Custa mais barato. É de qualidade e é universal”.

A Figura abaixo mostra o cartaz divulgado nas redes sociais pelo Ministério da Saúde do PT. Ele representa mais um passo abaixo na escala moral de nosso país. É inacreditável que um ministério de governo chegue a esse ponto em termos de desrespeito ao ser humano (provavelmente o ministro também “não sabia…”). É esse ministro que, ao invés de dar condições de trabalho dignas aos médicos brasileiros, quer importar contrafações ordinárias cubanas.

O Autor vê nessa senhora a Pátria Brasileira, obrigada a entregar seu corpo ao desfrute de estranhos, para que os rufiões do PT se locupletem. E ainda tentam convencê-la de que é feliz! Mas, enquanto suas palavras dizem uma coisa, seus olhos falam a verdade…

Prostituta

Figura 8: Contribuição do Ministério da Saúde do PT

A importação de médicos cubanos.

Apavorado com a queda de popularidade, em 8 de julho deste ano o governo criou o programa extremamente eleitoreiro, além de outras prováveis intenções, chamado Mais Médicos, supostamente para levar assistência médica às comunidades carentes e perdidas no interior deste imenso Brasil. Aberta a inscrição para médicos brasileiros, as vagas não foram preenchidas.

O governo declarou que por isso, decidiu convidar médicos estrangeiros para preencher as restantes. Vieram médicos de Portugal, da Espanha e da Argentina. Como ainda houvesse vagas, declarou que não havia outra solução senão contratar 4 mil médicos dos irmãos bolivarianos de Cuba.

Isso é mentira. Reportagem do Jornal Folha de São Paulo informa que o contrato que permitiria a importação dos cubanos já estava assinado desde 26 de abril, e essa importação era fato consumado.

Em primeiro lugar, chama a atenção o número. Cuba é um país de 110 mil km2, pouco maior do que o estado de Pernambuco, com cerca de 11 milhões de habitantes. De regime ditatorial e regulatório, nele é fácil para o governo ajustar a formação de profissionais com as necessidades da sociedade. É no mínimo estranho que haja tantos médicos sobrando, (inicialmente o governo falava em trazer 6 mil).

Depois, é preciso levar em conta a qualidade da formação desses profissionais. Reportagem do jornal “O Globo” de 8/05/2013, mostra que a qualidade daqueles profissionais está abaixo da crítica.

Em seguida, note-se que o destino dessas pessoas será os rincões mais atrasados do país, onde todos os serviços prestados pelo governo, em particular a segurança, que já são péssimos alhures, praticamente inexistem.

A forma de pagamento desses profissionais(?) é complicada. O governo brasileiro entrega os recursos à Organização Pan-Americana da Saúde(OPAS). Esta transfere o dinheiro ao governo cubano, que remunera os médicos no campo de maneira nada transparente com uma parcela irrisória do que lhes foi destinado. O restante fica como fonte de renda para o governo dos irmãos Castro.

O Estado cubano, portanto, entra na negociação como uma verdadeira agência exportadora de mão de obra, confiscando a maior parte do salário dos trabalhadores. Daí o termo “exportação” que o Autor usa quando se refere a essa operação. A exploração do homem pelo homem é pecado mortal nas sociedades capitalistas, mas a exploração pelo Estado é perfeitamente justificável nos paraísos comunistas. O programa, entre outros pontos obscuros, é uma forma do governo brasileiro enviar dinheiro para Cuba, parte do qual pode muito bem retornar para financiar campanhas petistas, ou para outros destinos, tão sombrios quanto.

Esse procedimento vai contra a legislação trabalhista brasileira. Viola a Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho. O exercício da medicina por profissionais não aprovados pelo programa Revalida do Conselho Federal de Medicina é considerado ilegal e, como tal, sujeito às penas da lei. Mais uma vez o governo do PT demonstra seu total desprezo pela Lei e pela Justiça. Se é conveniente aos seus propósitos obscuros, danem-se ambas.

Mas agora vem o mais importante: Esse pessoal pode se constituir em uma ameaça gravíssima para a segurança nacional. O Autor não acredita que sua grande maioria seja constituída realmente de médicos, ainda que apresentem os mais diferentes diplomas cubanos.

Qual a melhor maneira de infiltrar guerrilheiros em nosso território sem combate, sem defesa, e em locais onde a ação do Estado brasileiro é deficiente, ou mesmo ausente? Qual a melhor maneira para doutrinar grupos como o MST, por exemplo, do que infiltrar instrutores de guerrilha em seu meio, disfarçados de médicos? Ainda que não seja provável que o governo bolivariano brasileiro um dia quisesse fazê-lo, como fiscalizar a atuação dessas pessoas? E, mesmo que a presença deles se torne francamente indesejável, como destruir uma rede de pelo menos 4.000 pontos (eles se multiplicam), estrategicamente distribuída pelas áreas carentes e/ou remotas do país e já solidamente implantada? Isso é uma verdadeira invasão estrangeira comunista com o inimigo sendo estrategicamente posicionado onde seja mais difícil desalojá-lo depois.

Guerrilheiros cubanos se infiltraram no Chile, durante o governo de Salvador Allende, a maior parte usando passaportes diplomáticos. Hoje, o governo do Brasil é exatamente o que era o governo Allende. E os cubanos podem estar usando desta vez seus diplomas de péssima qualidade para se instalar.

A sociedade, de uma maneira geral, não dá muita atenção aos sinais que surgem de tempos em tempos mostrando o ovo da serpente, ou não faz a conexão entre eles. Essa contratação foi imposta à sociedade, como fato consumado, no apagar das luzes da reunião do foro de São Paulo.

O que poderá acontecer se o PT for apeado do poder pelas eleições que se aproximam? Não é estranho que esses cubanos sejam infiltrados no país exatamente quando a popularidade do governo despenca e a possibilidade de derrota se torna real?

No vizinho Paraguai, dois dias depois da posse de Horácio Cartes, opositor do partido bolivariano que estava no poder, nasceu o autodenominado Ejercito del Pueblo Paraguaio que sequestrou e assassinou cinco seguranças de uma fazenda, a 400 km de Assunção e atacou o destacamento policial que se deslocou para o local, ferindo um deles. Esse grupo é financiado pelos montoneros argentinos (que sobrevivem até hoje), dirigidos pela organização la Cámpora, que se sustenta por meio do desvio de recursos de empresas estatais daquele país. (http://porladignidad.com/jvenes-idealistas-retoman-las-armas-paraguay-asesinan-tema1466.html ).

Alguma diferença com o aquilo que vem ocorrendo com nossas estatais?

Ainda que os temores do Autor sejam indevidos, não há vantagem nenhuma em aceitar essa horda em nosso país. Não há porque correr esse risco, pois até mesmo os possíveis benefícios não são compensadores. Isso parece ser o maior cavalo de Troia da idade moderna. Deus permita que ele esteja errado.

DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, FERREIRA, José Gobbo; pg.s 24 a 28.

[i] QualiSUS é um projeto de qualificação do atendimento no sistema hospitalar do SUS

 

 

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA. É UMA ESCLARECEDORA ANÁLISE  SOBRE A EDUCAÇÃO NO BRASIL. VALE A PENA LER. 

 

Nenhum vetor da atividade humana se presta mais para a dominação do homem pelo homem do que a educação.

Em 2011 o PNAD revelou que o país tinha 12,9 milhões de analfabetos. Além disso, quase a metade de seus jovens não tem acesso ao ensino médio.

Embora nada seja feito de concreto para retirar da ignorância grande parcela de nossos patrícios, a doutrinação ideológica está ostensiva ou subliminarmente presente em todas as atividades educacionais públicas no país.

Um problema da mais extrema seriedade reside no programa do ensino fundamental. A atual ministra da cultura (!!!), uma mulher sem classe e sem pudor, que já ousou fazer uma sugestão obscena para os cidadãos brasileiros que encontrassem problemas em aeroportos, é uma verdadeira pedófila intelectual que está por trás de programas que promovem a erotização precoce e obscena de nossas crianças e o proselitismo do bissexualismo nas escolas. Sugiro enfaticamente que o leitor, independentemente de orientação religiosa, tome conhecimento disso através do site http://www.youtube.com/watch?v=K_ngDtKsCIY.

O Autor vem acompanhando, de corpo presente, há quarenta anos, os problemas da educação brasileira. Foi testemunha da deterioração do ensino fundamental público por pura desonestidade dos governantes que falseavam seus resultados para aparecer bem em estatísticas internacionais (em particular o IDH, discutido acima). Viu, para isso, a reprovação ser proibida no começo da carreira do estudante. Sem essa pressão ele simplesmente deixou de se aplicar aos estudos.

Com isso, os alunos foram simplesmente sendo promovidos automaticamente, sem desafios, sem motivação, sem vontade para estudar, e praticamente arrastados até o final do curso (Sim, por que o nível de evasão também conta para o conceito do país).

O fruto desse processo é um jovem com um diploma de ensino fundamental na mão, mas com dificuldades de raciocínio para resolver a mais elementar das operações aritméticas e sem quase nada entender daquilo que, a duras penas, consegue ler gaguejando.

Uma parcela segue para o segundo grau do qual sai mais confusa e insegura do que quando entrou, pois lhe faltam os fundamentos para que possa aproveitar adequadamente o curso.

Até pouco tempo atrás, a única porta de entrada do ensino superior era aberta pela aprovação no exame vestibular. Por mais inconvenientes que ele pudesse ter, a necessidade de preparar-se para realiza-lo era uma segunda oportunidade para rever ou, em muitos casos, tomar o primeiro contato com as matérias do programa, dessa vez com determinação para adquirir com seriedade os conhecimentos compatíveis com o status universitário.

A dificuldade, compreensível e necessária, do exame vestibular deu aos petistas uma oportunidade de ouro para exercer seu populismo barato, com a criação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Esse foi o tiro de misericórdia na qualidade da educação brasileira.

É verdade que o ENEM abre oportunidade ao alcance de todos para chegarem à faculdade. Mas a que custo para a qualidade do ensino? Sem o vestibular, o estudante ingressará no ensino superior com as mesmas deficiências que tinha ao final do segundo grau. E como consequência paternalista disso, ao invés de a faculdade elevar o nível do vestibulando, o aprovado no ENEM acaba obrigando a faculdade a baixar seu nível para conseguir absorvê-lo.

Além disso, todos os anos o ENEM tem sido palco de episódios deprimentes e de problemas que revelam a estrutura rasteira do exame, o absoluto surrealismo do processo de correção das provas e a incompetência das autoridades para coordenar uma operação dessa natureza.

Na opinião do Autor, outro aspecto negativo da interferência do PT na qualidade universitária é o sistema de cotas para negros nas universidades brasileiras.

No Brasil, o negro que não consegue ser admitido no ensino superior não o é por ser negro, mas por não estar preparado, e não se tornará qualificado e nem conseguirá se sair bem no curso superior por decreto ou pelo teor de melanina de sua pele. O problema dele está na orientação perversa que o governo está imprimindo ao ensino fundamental. Corrija-se essa etapa, universalize-se o acesso a ela e ninguém mais precisará passar pela humilhação de depender da cor de sua pele para entrar, por piedade, em uma universidade. O Autor, com muito sangue negro nas veias, se sente constrangido por esse tratamento, e o considera, isso sim, o verdadeiro racismo.

A única pesquisa séria sobre o assunto a que o Autor teve acesso vem de pesquisadores da UFF, com base no ENADE de 2008, e mostra que existe diferença de desempenho entre cotistas e não cotistas, em desfavor dos primeiros e dura o curso todo, sendo extremamente significativa nos cursos de ciências exatas.

Uma proposta de universidades paulistas mostra semelhança de ideias com a importância niveladora do vestibular sustentada pelo Autor: Os alunos que quiserem ingressar nas universidades por meio das cotas terão de fazer um curso preparatório de dois anos. É o nivelamento em que o Autor acredita. O desempenho nesse curso determinará se o postulante está apto a frequentar a Universidade.

A falta de atitudes proativas do PT , malgrado os discursos recorrentes em contrário, pereniza nossas revoltantes condições de analfabetismo e sub-alfabetização. E, na outra ponta, conduz à deterioração paulatina e contínua da qualidade de nosso ensino universitário. Isso é uma vergonha para nosso país e um adeus a nossas possibilidades de verdadeiro desenvolvimento.

DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, FERREIRA, José Gobbo; pg.s 23 a 24.

 

MAIS UM TEXTO DO LIVRO DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, DE JOSÉ GOBBO FERREIRA. É UMA ESCLARECEDORA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA BOLSA FAMÍLIA NOS ÍNDICES DE DESEMPREGO E NA TAXA DE ATIVIDADE EM NOSSO PAÍS. VALE A PENA LER. 

A análise do desemprego é um aspecto da política econômica, mas será discutida agora, por motivos didáticos.

O desemprego no Brasil é avaliado pelo IBGE. Para o cálculo da taxa de desemprego ele coleta dados em seis metrópoles brasileiras3: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Em 31/10/2012 esse conjunto de cidades tinha uma população total de 25.845.481 habitantes4 e o Brasil 193.946.886 habitantes5. A população economicamente ativa nacional podia ser estimada em 113 milhões de pessoas6. O Autor tem três observações a fazer:

1. Em um país de dimensões continentais e de condições econômicas muito variadas, a amostragem abarca somente 13,33% da população total do país e 21,5% da população economicamente ativa. Pode-se questionar a representatividade dos resultados.

2. As cidades escolhidas representam uma parcela ponderável da população economicamente ativa, mas parece ao Autor que não representam a real situação do desemprego, que normalmente é maior nas cidades pequenas, com menores oportunidades de trabalho. O somatório das informações de grande número de cidades pequenas poderia influenciar o resultado obtido somente nas grandes.

3. As bolsas ditas sociais do governo distorcem o espírito da metodologia e perturbam a representatividade de seus resultados.

As informações do programa Bolsa Família mostram que, no mês de junho de 2013, foram assistidas 13.581.6047 famílias em um total estimado de 54.300.000 pessoas (média de 4 pessoas por família, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social) das quais 9.500.000 supostamente estudantes.

Nas regiões que compõem o universo de pesquisa do IBGE existem 957.471 famílias ou 3.800.000 pessoas assistidas, das quais 680.000 estudantes de 6 a 14 anos. Isso permite estimar a População em Idade Ativa em cerca de 3.100.000 pessoas.

Admitamos uma hipótese conservativa de 3.000.000 de pessoas em idade ativa na região.

Pelos dados do IBGE para março de 2013, existem nas regiões consideradas:

População em idade ativa, (número de pessoas com 10 anos ou mais de idade): 42,6 milhões. Logo, os 3 milhões de pessoas em idade ativa do Bolsa Família constituem 7,0% do total.

População economicamente ativa (formada pelos contingentes de ocupados e desocupados): 24,3 milhões de pessoas.

População não economicamente ativa, tradicionalmente formada pelos inaptos para o trabalho, os estudantes, os presidiários, os aposentados e pensionistas, as pessoas do lar e os ociosos, aqueles que não trabalham nem querem trabalhar. Entre estes estão os beneficiários das bolsas do governo.

População desocupada (pessoas que estão sem trabalho, mas estão procurando emprego): 1,4 milhões (observe-se que, dentro da hipótese adotada, o número de ociosos no Bolsa Família é mais que o dobro dos trabalhadores procurando emprego.) 

A taxa de desocupação pelo IBGE é:

                Taxa de desocupação IBGE= (1,4 / 24,3)* 100 = 5,76%

Imaginemos agora, hipoteticamente, que as pessoas ociosas em idade ativa do Bolsa Família fossem consideradas economicamente ativas, embora desocupadas. Teríamos:

                Taxa de desocupação hipotética+ ((1,4 + 3,0) / (24,3 + 3,0))*100 = 16%

Quase o triplo da taxa oficial.

Das 54.300.000 milhões de pessoas assistidas pela bolsa família em junho, pelo menos 30.000.000 delas estão em idade ativa, absolutamente ociosas, mas não são consideradas desempregadas. O raciocínio acima mostra quanto potencial tem o programa para distorcer a avaliação real da força de trabalho no Brasil.

A taxa de atividade da população é definida como:

                Taxa de Atividade = (População Economicamente Ativa) / (População em Idade Ativa)

A taxa de atividade atual da economia brasileira é 57,0%, segundo o IBGE. Ela mostra a porcentagem de brasileiros que estão trabalhando hoje para sustentar aqueles beneficiados pelas bolsas do governo, que não trabalham, e para contribuir para a aposentadoria deles, quando atingirem a idade, mesmo daqueles que nunca tenham trabalhado nem contribuído para a Previdência.

O Bolsa Família, portanto, constitui também um mecanismo de transferência de pessoas em idade ativa para a ociosidade, sem que elas sejam classificadas como desempregadas. Isso permite ao governo mascarar a taxa de desocupação efetiva.

Embora o governo cite números e estatísticas, ele não controla de fato os resultados do programa e a maioria absoluta dos assistidos não vem sendo realmente educada e nem qualificada ou porque não quer ou porque o governo não lhes dá escolas para tal. Assim, não está, nem estará nunca, apta para um eventual mercado de trabalho. O revoltante disso é que a falta de mão de obra qualificada é um problema estrutural crônico da economia brasileira.

A prática de manter seus colonos na ignorância para melhor poder controla-los, e assim formar seus currais eleitorais, era muito comum entre os chamados coronéis do sertão. Embora bem mais atenuada, essa prática ainda vige, principalmente no nordeste brasileiro. A escola rural ou não existe ou é desativada, geralmente por falta de professoras e não há como alguém estudar e aprender.

Na época de FHC, as bolsas eram condicionadas e fiscalizadas. A contrapartida para a bolsa era o estudo. Atualmente, a prioridade é a quantidade. Se o programa tivesse como uma de suas metas educar e qualificar beneficiários, o governo deveria agir no sentido de prover escolas, principalmente nas áreas em que a concentração de assistidos é maior. Assim, elas poderiam retirar uns do analfabetismo e qualificar outros para o trabalho mais nobre. Isso não é feito, porque na verdade, não é o que interessa ao PT. Convém a ele que os beneficiários continuem dependentes das bolsas e, como tal, eleitores de cabresto modernos. É a repetição da prática dos coronéis com a diferença que eles é que pagavam seus colonos, e é a parcela trabalhadora do povo brasileiro que paga os eleitores cativos do PT.

O pior é que, conforme demonstrado acima, a situação da força de trabalho no país se tornou refém do programa de bolsas. Uma interrupção ou diminuição da abrangência delas causaria sérios problemas sociais.

Por isso, o programa acabou por se transformar no maior mecanismo de compra de votos do mundo ocidental. Se um humilde candidato a vereador de uma minúscula cidade do interior oferecer um saco de cimento que seja a um eleitor, em troca de seu voto, incorre em grave crime eleitoral. Mas os chamados “programas sociais” do PT lhe dão o direito de empregar impunemente bilhões de reais, para garantir para ele os votos dos beneficiados.

São cerca de 30 milhões de eleitores, e eles tem decidido eleições. E é profundamente lamentável, vergonhoso mesmo que, em nosso país, são os que não trabalham, não produzem e não estudam, que tem o poder de escolher quem vai governar aqueles que os sustentam.

DEZ ANOS DE PT E A DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL, FERREIRA, José Gobbo; pg.s 18 a 21.

 

3 IBGE: “populacoes_estimativas_municipios_TCU_31_10_2012_pdf.pdf”

4 IBGE: “Populacao_BR_UF_31_10_2012.pdf

5 DIEESE: “Mercado de trabalho no Brasil.pdf

6 IBGE: “Desemprego 03/2013.pdf”

7http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/RIv3/geral/relatorio.php#Vis%C3%A3o%20Geral%20Brasil

 

Bom dia!

Bom dia, Pai.

Vamos tomar juntos o café da manhã?

Temos pendentes tantos assuntos!

(O pão está fresquinho,

o café bem quente).

Ainda que só um minutinho,

nós precisamos conversar:

o mundo desandou de tal jeito,

que nada mais parece ter efeito.

Nem ciência, nem teoria,

nem fórmula, nem maestria

conseguem colaborar.

Cada qual briga pelo seu bocado

sem nenhuma decência, sem qualquer restrição.

Perdeu-se nas cinzas o espírito cristão.

Por isso, a minha ideia

(por favor, passe a geleia)

de recorrer a uma ajuda;

sem você, a situação não muda.

A ambição vem engolindo a Terra;

a sociedade, cada vez mais dissoluta.

E fique atento, pois andam procurando uma fé substituta.

Os governantes estão cegos;

que tal devolver-lhes a visão?

Carregam pregos nas mãos, crucificam o povo.

Não quero que Você morra de novo!

Meus Jesus, multiplique o pão.

Perdoe esse bate-papo,

(à sua frente tem um guardanapo)

é que estou aflita!

Que bom receber Sua visita logo de manhã

Devo Lhe contar um segredo:

quero sair de casa, mas tenho medo,

preciso segurar a Sua mão.

Ainda falta agradecer tanta graça!

O girassol que nasce na calçada,

o rosa amarelo da alvorada,

o pedaço de céu que pinga na vidraça,

na gota de orvalho que cai.

Daqui pra frente, eu sigo meu caminho

e Lhe entrego todo meu afeto.

Você é mesmo meu amigo predileto!

Bom dia, Pai.

Flora Figueiredo

http://www.mensagenscomamor.com/categoria/poemas-e-poesias

ESTAVA TENTANDO RESUMIR UMA PALESTRA DE ROHDEN, QUANDO DEPAREI COM UMA PALAVRINHA DESCONHECIDA: INERME. FUI AO AURÉLIO QUE APÓS A DEFINIÇÃO (Não armado, indefeso), DÁ UM EXEMPLO CITANDO O VERSO CXI DO CANTO III DE LUSÍADAS. DAÍ MEU DESEJO DE BRINDÁ-LOS COM UMA PEQUENA PORÇÃO DESTA OBRA MÁXIMA DA LITERATURA PORTUGUESA. DIVIRTAM-SE!

 

CVIII

Entre todos no meio se sublima,

Das insígnias reais acompanhado,

O valoroso Afonso, que por cima

De todos leva o colo alevantado,

E somente co gesto esforça e anima

A qualquer coração amedrontado.

Assim entra nas terras de Castela

Com a filha gentil, rainha dela.

 

CIX

Juntos os dous Afonsos, finalmente

Nos campos de Tarifa estão defronte

Da grande multidão da cega gente,

Para quem são pequenos campo e monte.

Não há peito tão alto e tão potente

Que de desconfiança não se afronte,

Enquanto não conheça e claro veja

Que, co braço dos seus, Cristo peleja.

 

CX

Estão de Agar os netos quase rindo

Do poder dos cristãos, fraco e pequeno,

As terras como suas repartindo,

Antemão, entre o exército agareno,

Que, com título falso, possuindo

Está o famoso nome sarraceno;

Assim também, com falsa conta e nua,

À nobre terra alheia chamam sua.

 

CXI

Qual o membrudo e bárbaro gigante,

Do Rei Saul, com causa, tão temido,

Vendo o pastor inerme estar diante,

Só de pedras e esforço apercebido,

Com palavras soberbas, o arrogante

Despreza o fraco moço mal vestido,

Que, rodeando a funda, o desengana

Quanto mais pode a Fé que a força humana:

 

CXII

Destarte o mouro pérfido despreza

O poder dos Cristãos, e não entende

Que está ajudado da alta fortaleza

A quem o inferno horrífico se rende.

Co ela o castelhano, e com destreza,

De Marrocos o Rei comete e ofende;

O português, que tudo estima em nada,

Se faz temer ao Reino de Granada.

CXIII

Eis as lanças e espadas retiniam

Por cima dos arneses (bravo estrago!);

Chamam, segundo as leis que ali seguiam,

Uns Maamede e os outros Santiago.

Os feridos com grita o céu feriam,

Fazendo de seu sangue bruto lago,

Onde outros, meios mortos, se afogavam,

Quando do ferro as vidas escapavam.

 

CXIV

Com esforço tamanho estrui e mata

O luso ao granadil, que, em pouco espaço,

Totalmente o poder lhe desbarata,

Sem lhe valer defesa ou peito de aço.

De alcançar tal vitória tão barata

Inda não bem contente o forte braço,

Vai ajudar ao bravo castelhano,

Que pelejando está co mauritano.

CVX

Já se ia o sol ardente recolhendo

Para a casa de Tétis, e inclinado

Para o Ponente, o Véspero trazendo,

Estava o claro dia memorado,

Quando o poder do mouro, grande e horrendo,

Foi pelos fortes reis desbaratado,

Com tanta mortandade, que a memória

Nunca no mundo viu tão grã vitória.

 

 

Hoje gostaria de compartilhar com vocês um texto de Michael Berg, que recebo por ‘RSS’ e que podem encontrar, no original, em http://www.kabbalah.com/blogs/michael.

Na realidade este texto é do dia 17 de outubro/12 e tive a audácia de traduzi-lo. Refere-se à passagem bíblica do dilúvio – que todos nós certamente conhecemos (Gênesis, capítulos 6 a 8) – mas a aborda com uma visão bastante diferente da que os estudiosos cristãos a costumam expor.  É uma visão da Cabalá: preparem-se para assumir responsabilidades por suas vidas diárias.

 

 

               ” A leitura bíblica desta semana é, sem dúvida, a história do dilúvio. No entanto, o Zohar explica que essa porção da escritura também tem dentro de si os segredos para entender o processo pelo qual nossa alma passa no momento em que deixa este mundo. Entender esse processo dá-nos uma maior compreensão de como dirigir e liderar nossas vidas.

A Cabala ensina que há duas maneiras de deixar este mundo. Uma é através da transformação completa do desejo de receber para mim mesmo para o desejo de compartilhar. Uma pessoa pode, tal qual aconteceu com Rabi Shimon Bar Yochai e os grandes cabalistas, passar por um processo onde a alma deixa o corpo e se junta completamente, se unifica, com a Luz do Criador, alcançando o que Rav Ashlag chama devekut. Quando uma alma deixa um corpo em devekut, em completa união, isso é chamado o beijo da morte, não há dor ou escuridão. O corpo simplesmente se reconecta com a Luz do Criador.

Infelizmente, se uma pessoa não se transformou a partir do desejo de receber para si mesmo para o desejo de compartilhar, então há um processo diferente pelo qual  ele passa para a morte. A Gemara nos diz que quando uma pessoa está em seu leito de morte, ele olha para cima e vê uma entidade cheia de olhos, com uma espada. Na ponta da espada é que está a morte física, chamada “a poção da morte”. Quando a pessoa vê a entidade cheia de olhos, ela fica chateada – é importante entendermos que ele não diz que ele fica com medo – ele se torna transtornada, fica abalada com o que vê, por ver esta entidade cheia de olhos. A pessoa abre então a sua boca, e ingere essa “poção da morte”. É por isto que ela morre.

O cabalista Rabbi Natan Adler tem uma explicação para esta história. Ele explica que há duas categorias de ações que levam uma pessoa para esse tipo de morte. Uma é “ta’avah” – o desejo de ter algo para si mesmo, que não ajuda ninguém. A outra é “ga’avah” – ego, a necessidade de ter pessoas que a tratem com o respeito que ela acha que merece, ter as pessoas que a tratem como ela entende que deveria ser tratada, tornando-se irritada se não a tratarem desse jeito. Rabino Adler indaga: “qual é a base dessas ações?” A resposta é – o olho, os olhos físicos, a forma pela qual vejo como estas pessoas me tratam; a forma como vejo estas pessoas agindo em relação a mim. Eu vejo o que essa pessoa fez comigo. Os olhos vêm da raiz de cada uma dessas categorias: ou “ta’avah”, considerando: “Eu vejo isso, eu quero isso tudo para mim”; ou “ga’avah”, o ego: eu vejo que ele não está me tratando bem, vejo que ele não está trilhando o caminho adequado para agir em relação a mim. Cada uma dessas ações cria um olho, um olho que se torna a entidade de olhos que vemos no nosso leito de morte.

Por isso, e este é um segredo bonito e surpreendente – uma pessoa pensa que há um conceito chamado o Anjo da Morte, que traz a morte. No entanto, este não é o caso. Quando uma pessoa nasce neste mundo, tem o poder de viver para sempre. Não há força de morte que pode tocá-lo. Nós, infelizmente, criamos o nosso próprio Anjo da Morte. Quando uma pessoa tem praticado ações suficientes de “ta’avah” e “ga’avah”, quando criou um volume suficiente destes olhos, atingindo uma massa crítica de olhos construídos por suas próprias mãos e ações, o Anjo da Morte é revelado – é seu anjo pessoal da Morte, que ela mesma criou.

Então, o que acontece no momento da pessoa deixar este mundo? Ela fica abalada quando vê a entidade carregada de olhos. Não é porque ela tem medo da morte, ou porque vê o Anjo da Morte, mas sim porque vê o que tem feito. Uma pessoa, antes de deixar este mundo, vê os olhos. Ela abre sua própria boca, porque percebe, “uau, eu já causei toda esta destruição e esta escuridão e dor para mim e para os outros; eu vejo todas as ações do meu desejo de receber para a mim mesmo, todas as ações do meu ego que criaram esses olhos. Certamente eu preciso passar por outra encarnação. Eu preciso deixar este mundo e voltar.” O indivíduo abre sua própria boca e ingere a poção da morte …. porque ele percebe.

É um entendimento bonito e importante: se queremos saber como viver, temos que conhecer esse processo negativo de morte – porque nós temos o poder de evitá-lo. Se continuarmos a agir segundo o nosso ego, partindo do desejo de receber para o nós mesmo, então continuaremos a construir e fortalecer o nosso próprio Anjo da Morte, com os olhos que estão sendo criados. No entanto, por entender este processo e continuamente escolher para transformar nosso próprio desejo de receber para nós mesmos para o desejo de compartilhar, nós temos o poder de arrancar todos aqueles olhos e alcançar o nosso “devekut”, nossa própria reunificação com a Luz o Criador.”

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