Category: Rav M. Laitman


Huberto Rohden, como vocês sabem, bem como todos os espiritualistas, comentam insistentemente sobre o nosso Ego. Mas este artigo de Michael Laitman me pareceu que traz uma mensagem desesperadamente urgente sobre o assunto, de sorte que é impossível não compartilhar. Tentando ser mais claro: vejo um profeta gigante, de braços erguidos, clamando para que se lhe de voz, para ser ouvido pelo povo de D’us.

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, Item 19: O anjo da morte vem com uma espada desembainhada com uma gota de veneno em sua ponta, a pessoa abre a boca, ele joga a gota dentro, e ela morre.

O anjo da morte é o nosso ego que nos isola e nos afasta da espiritualidade o tempo todo. Obviamente, ele faz isso de acordo com esse método, de acordo com o plano geral pelo qual precisamos avançar. Ele tem que crescer para justificar o seu nome, o anjo da morte.

Atualmente, nós vemos que uma crise mundial foi revelada. A humanidade está gradualmente começando a entender que o problema não está numa economia ruim, nem na família quebrada, mas sim na própria natureza humana. Isso significa que não vamos sair da crise através de uma simples mudança do sistema externo. Finalmente, nós chegamos a um entendimento de que o anjo da morte vive dentro de nós e está nos matando. Nós devemos matá-lo nós mesmos, antes que ele nos mate. Com frequência, ele intencionalmente nos isola cada vez mais da boa vida, para que possamos sentir que temos que matá-lo.

A espada do anjo da morte é a influência da Sitra Achra, chamada de “Herev” por causa da separação que cresce de acordo com a medida da recepção, e a separação a destrói.

A pessoa não está preparada para se abster de utilizar o seu ego. Nós vemos que as pessoas continuam a se comportando egoisticamente, mesmo que saibam que estão prejudicando a si mesmas. No entanto, elas são obrigadas a usar o seu desejo de receber e, finalmente: a pessoa é obrigada a abrir a boca, já que é preciso receber a abundância para o sustento e persistência de suas mãos.

Portanto, nós estamos nos matando de geração em geração, retornando repetidamente a este mundo com um desejo cada vez maior por prazer e, novamente, engolindo aquela gota mortal: No fim das contas, a gota amarga na ponta da espada a alcança, e isso completa a separação até a última centelha do seu espírito da vida.

As pessoas devem finalmente entender que usar o desejo de receber as mata. Não importa o quanto nós ardemos com uma nova esperança de explorá-lo, procurando diferentes formas e tentando superá-lo, apesar de tudo isso, nós entendemos que a nossa natureza está nos obrigando a matar a nós mesmos.

O anjo da morte se mata, mostrando-nos o que está nos fazendo morrer. Ele nos desperta para lutar contra ele. Isso lembra a história do exílio do Egito. No começo, parecia que o Faraó era bom! Com sete anos de fartura, abundância absoluta, parecia que tínhamos conseguido controlar o anjo da morte, e ele estava do nosso lado.

No entanto, no final, nós começamos a sentir os sete anos de fome. Este não era mais o mesmo Faraó. O anjo que nos levou durante toda a vida de repente se tornou cruel. Nós costumávamos pensar que tudo na vida está na nossa frente: com todas as oportunidades do “sonho americano”, vamos continuar progredindo, recebendo mais e mais da vida. Parecia-nos que o mundo inteiro se abria diante de nós para o nosso benefício.

De repente, nós descobrimos que estamos presos dentro deste mundo. Cada dia se torna mais e mais escuro, apertado e horrível, ameaçando nos matar, e por fim, percebemos que o problema não está no mundo. Pelo contrário, está em nós, na natureza egoísta que se encontra dentro de nós e nos inspira a vida, no nosso anjo, ou seja, o nosso poder interno.

Assim, ele está, basicamente, cumprindo o seu papel, como o Faraó que aproximou os filhos de Israel do Criador. Este é o anjo que, por meio da oposição, realiza seu trabalho fiel. Um anjo é uma força da natureza que não tem escolha, uma parte do programa global que age até que, finalmente, sentimos que não temos escolha, e devemos fugir dele.

Posted: 16 May 2013 05:11 AM PDT

http://laitman.com.br/2013/05/veneno-na-ponta-da-espada/

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MAIS UM ENSINO VALIOSO DE MICHAEL LAITMAN, OBTIDOS EM

http://laitman.com.br/2013/04/a-fonte-de-todos-os-problemas-do-universo/

Posted: 29 Apr 2013 04:51 AM PDT

CHAMO A ATENÇÃO PARA O FATO DE COMO SUAS IDEIAS SE CASAM COM AS DA MILENAR MEDICINA CHINESA.

 

 

Pergunta: O que pode motivar um médico a mudar? É claro para o paciente que ele quer ficar saudável, mas para um médico? Como pode um médico e um paciente ser encorajados a se tornar mais próximos uns dos outros?

 

Resposta: Eu nasci e cresci numa família de médicos. Minha mãe é ginecologista, meu pai era dentista, e meus tios também eram médicos. Se, de repente, alguém ficasse doente, logo havia um estetoscópio, medicamentos. Todos sabiam o que fazer, você tinha tratamento, e estava tudo bem, sem problemas. Neste sentido, todo o posto de saúde estava em minha casa.

O mesmo sentimento de família deve existir entre médicos e pacientes; caso contrário, não há confiança em relação ao médico. Mas hoje, um médico não pode permitir isso. Não importa quantos presentes você dê, ele ainda está inundado de pacientes.

Portanto, deve existir um sistema completamente diferente, com ênfase não em medicamentos, mas na atenção à pessoa, tal como na antiga medicina chinesa.

Isto é, o sistema de assistência à saúde deve incluir toda a vida de uma pessoa. Essa é uma tecnologia de vida: como você nasceu, o que você respira, o que você come, o impacto do seu ambiente, como seu corpo reage a tudo isso (como um sistema biológico para o sistema circundante), e como viver a sua vida: casar, dar à luz, ficar velho e morrer.

Mas tudo isso deve ser visto como um sistema que está em equilíbrio com a natureza. Para isso, a pessoa tem que estar orgânica e integralmente conectada à natureza, respeitar suas leis, compreender o que é exigido dela, e como ela tem que estar sintonizada com uma interconexão mútua.

Assim como a harmonia e o equilíbrio dentro de nós significa a saúde do corpo, o equilíbrio na natureza significa a saúde do meio ambiente. Portanto, deve haver homeostase entre nós e o meio ambiente. Nós perturbamos o equilíbrio da natureza, prejudicamos o equilíbrio dentro de nós mesmos, mas o mais importante, isso perturba o equilíbrio entre nós e o meio ambiente. Aqui, nós não correspondemos a ele de forma alguma.

Sabe-se que a natureza circundante age de acordo com a lei de auto estabilização: você dá tanto quanto recebe. Assim, a homeostase é sustentada e o equilíbrio é preservado. Mas nós estamos em absoluta disparidade com a natureza, porque consumimos barbaramente tudo e não damos nada em troca, apenas a poluímos.

Tudo depende da educação da pessoa, da sua educação ambiental em primeiro lugar. Mas nós chamamos isso de educação integral, pois, a fim de mudar a atitude humana em relação à natureza e a sociedade, é necessário mudar o próprio ser humano.

Nós vivemos na sociedade que constantemente nos afeta de forma negativa, e nós fazemos o mesmo, sendo conduzidos por nosso egoísmo: só para consumir, suprimir o outro, ganhar o máximo possível ou, melhor ainda, roubar, sem dar nada em troca. Assim, nós temos que corrigir ambos: o ser humano e toda a sociedade.

Como resultado, nós chegamos a uma única conclusão: o homem precisa ser mudado. A única fonte de todos os problemas do universo é o ser humano. Infelizmente, nenhuma atenção é dada a esta questão.

Portanto, agora nós podemos ver como, por um lado, a crise nos pressiona, e ela vai limpar tudo, mas por meio da sua mão firme. A natureza não conhece dúvidas, ela pressiona de modo que algumas espécies sejam extintas, e isso é o que pode acontecer com a humanidade: tudo está caminhando para isto. Nós vamos ter que enfrentar a Idade do Gelo e outros problemas ambientais e sociais. Nós vemos que o nosso desequilíbrio com a natureza não nos leva a nada de bom.

Por outro lado, nós temos o método nas mãos que mostra como podemos mudar o ser humano e torná-lo parte integral da natureza. Então nós seremos capazes de ver toda a natureza: inanimada, vegetal, animal e humana, como um único organismo. A propósito, este é também o ponto de vista da medicina chinesa que trata o ser humano não como uma parte separada, mas como estando integrado no regime geral da natureza.

 

QUE TAL APRENDER MAIS UMA LIÇÃO COM MICHAEL LAITMAN:

 

Pergunta: Será que não se elevar acima dos problemas físicos leva à apatia em relação à vida física?

Resposta: Você constrói a sua vida espiritual especificamente acima desta vida física. A espiritualidade é construída apenas acima deste mundo. O nosso mundo foi criado para isso; ele não nos foi dado por acaso. A vida do nosso corpo fisiológico é maravilhosamente disposta no mesmo padrão do mundo superior, como um ramo que se assemelha a sua raiz, de modo que em todos os eventos neste mundo você vai começar a sentir o que se destaca num nível superior por trás deles.

Nós vemos o quanto diferem as dez pragas do Egito: sangue, rãs, piolhos, e assim por diante, até a praga dos primogênitos. Toda peste é um golpe desagradável, mas todas diferem uma da outra. De acordo com o seu lugar no sistema geral da alma de Adam HaRishon, você passa por tudo o que acontece neste mundo pessoalmente, como golpes em seu ego, internamente.

Especificamente esses golpes ajudam você a sair de si mesmo cada vez mais, graças a sua superação a cada momento. E você abençoa esses golpes, pois sem eles você não tem chance de se tornar livre. O ego mantém você dentro de si mesmo; só através de um golpe é que você vai decidir fugir de lá.

O golpe constrói o ser humano em você, ou seja, Klipat Noga, o terço médio de Tifferet, dando-lhe a oportunidade de pensar no por que você quer sair. Você não quer se esconder e fugir dos golpes, você está pronto para ficar no escuro, mas sim você quer aderir à fonte, ao Criador, agradecendo muito que Ele lhe dá a oportunidade de sair um pouco deste corpo e nos aproximar Dele.

Nesta condição, você começa a ver e sentir uma enorme quantidade de sutilezas e nuances, e desta forma a construir o seu corpo espiritual, ou seja, as dez primeiras Sefirot da Luz Retorno. Essa realmente vai ser a Luz de Retorno, para que você não peça mais para si mesmo, mas sim se eleve acima da escuridão sentida em seu desejo de receber, que se transforma na Malchut contraída.

Você supera essa escuridão e começa a construir uma tela acima. E o seu desejo de satisfazer o Criador é chamado de Luz Refletida, pois você só pensa no benefício Dele. Assim você assume a estrutura inicial do seu Partzuf espiritual, a partir do qual começam estados que se encontram acima da nossa substância, do nosso desejo de receber a fim de receber. Você está separado do seu “Eu”.

http://laitman.com.br/2013/04/na-pista-dos-problemas-fisicos/

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/04/13, Shamati # 36

Do Blog pessoal do Dr. Michael Laitman – http://laitman.com.br/ – recebi este artigo de fundamental importância, postado em 29/8/2012:

Quando uma pessoa olha para sua história, nas várias décadas em que viveu, ela vê como o Criador a levou a seu estado atual, aproximando-a gradualmente Dele, colocando-a em muitos estados que pareciam desnecessários, ridículos, e situações totalmente sem sentido, períodos da vida que pareciam totalmente desnecessários.

Na verdade, quando uma pessoa aceita tudo, até mesmo que não entenda ainda porque teve que passar por tudo isso, a gratidão pelo fato de que o Criador lhe trouxe ao seu estado atual por este caminho, e pelo o fato de que está começando a revelar o Criador agora, em sua gratidão por justificar o passado, ela chega à intenção correta, ao estado correto no presente.

O “artigo 26″ do Shamati, “Seu Futuro Depende De Sua Gratidão Pelo Passado”, também fala sobre como é impossível se relacionar corretamente com o futuro se você não justifica seus estados passados ​​ao aceitar totalmente o fato de que tudo isso vem do “Não há ninguém além Dele”. Se isso acontecer, é sinal de que tudo tinha que acontecer do jeito que aconteceu até o presente, e a pessoa não deve se arrepender de nada que aconteceu de uma forma ou de outra.

Só a partir do estado atual, quando todas as contas anteriores terminaram, é que a pessoa pode ser grata antecipadamente pelo futuro e estar num estado de doação livre, movimento livre em direção ao Criador, quando não há nada de negativo em suas relações passadas. Pela correção da atitude da pessoa em relação ao passado, ela se prepara para o futuro.

O Criador nos coloca intencionalmente em todo tipo de voltas, reviravoltas e metamorfoses, e mantém uma memória negativa desses eventos em nós. Nós, na verdade, não lembramos dos momentos positivos; nós só lembramos os negativos porque o ego se lembra dos momentos em que não recebeu, onde foi enganado, onde poderia ter vencido, mas perdeu, etc. Se eu justifiquei a Providência do Criador no passado, isto não conta como no passado, mas em vez disso é transferido para o futuro. Assim, eu construo um vaso, a atitude correta para o futuro, e por isso estou pronto para seguir em frente.

Por isso, é impossível iniciar a partir do momento atual simplesmente eliminando o passado. Isto nos foi dado para que agora, neste momento, sejamos capazes de olhar para o futuro corretamente e nos relacionar corretamente com o Criador.

Se eu estou totalmente reconciliado e aceito com gratidão tudo o que senti como negativo em relação a mim mesmo, o mundo, meus parentes, e as pessoas mais distantes, ao Criador e tudo o que Ele fez para mim, se entendo que por isso fui pelo meu caminho, e agora, graças à subida acima dele, apesar do meu ego e da minha crítica egoísta, eu posso transformar todos os meus sentimentos anteriores em gratidão, em adesão ao Criador. Não é que eu simplesmente O perdoo, mas sim entendo, percebo e sinto que agora me foi dada a chance de iniciar uma conexão com Ele. Portanto, eu estou pronto para revelá-Lo.

Portanto, o futuro de uma pessoa depende e está ligado a sua gratidão pelo passado. Se corrigirmos a nossa atitude em relação ao passado, de críticas para gratidão, de tristeza e decepção para alegria, criaremos o vaso correto para a revelação do Criador.

 

 

 

Esforcei-me para traduzir mais um texto de Rav. M Laitman, postado em 18/02/2012. Espero que apreciem.  

Originalmente, todas as pessoas estavam conectadas internamente. Nós sentíamos e pensávamos em nós como um único ser humano, e é exatamente assim como a natureza nos trata. Este ser humano “coletivo” é chamado de “Adão”, a partir da palavra hebraica “Domeh” (similar), ou seja, semelhante ao Criador, que também significa único e inteiro. No entanto,  apesar da nossa unidade inicial, tendo em conta que o nosso egoísmo cresceu,  gradualmente perdemos a sensação de unidade e tornamo-nos cada vez mais distantes uns dos outros.

Os livros de Cabala ensinam que o plano da Natureza é para que o nosso egoísmo continue  crescendo, até percebemos que nos tornamos separados e odiando-nos uns aos outros. A lógica por trás do plano é que devemos primeiro nos sentir como uma entidade única, e, em seguida, tornarmo-nos indivíduos separados, egoístas e distantes. Só então perceberemos que somos completamente o oposto do Criador, e totalmente egoísta.

Além disso, este é o único caminho para nós percebermos que o egoísmo é negativo, insatisfatório, e, finalmente, sem esperança. Como já dissemos, o nosso egoísmo nos separa uns dos outros e da natureza. Mas para mudar isso, devemos primeiro compreender que este é o caso. Isto nos levará a querer mudar, e de forma independente encontrar uma maneira de nos transformarmos em altruístas, reconectados com toda a humanidade e com o Criador-Natureza. Afinal, já foi dito que o desejo é o motor da mudança.

Na verdade, o altruísmo não é uma opção. Pode parecer que há a possibilidade de escolha para a pessoa, se ela deseja ser egoísta ou altruísta. Mas, se examinarmos a Natureza, veremos que o altruísmo é a sua lei mais fundamental. Por exemplo, cada célula do corpo é inerentemente egoísta, mas, para existir, ele deve abandonar suas tendências egoístas por causa do bem-estar do corpo . A recompensa para a célula é que ela experimenta não apenas a existência própria, mas a vida de todo o corpo.

Nós, também, devemos desenvolver uma ligação semelhante uns com os outros. Então, o quanto mais bem sucedido tornarmos esta ligação, mais sentiremos a existência eterna de Adão, em vez da nossa efêmera existência física.

Especialmente hoje, o altruísmo tornou-se essencial para nossa sobrevivência.Tornou-se evidente que estamos todos conectados e dependentes uns dos outros.Esta dependência produz uma nova definição, muito precisa, do altruísmo: Qualquer ato ou intenção que vem de uma necessidade de conectar a humanidade em uma única entidade é considerado altruísta. Por outro lado,qualquer ato ou intenção que não está focado em unir a humanidade é egoísta.

Segue-se que nossa oposição à Natureza é a fonte de todo o sofrimento que estamos vendo no mundo. Tudo o mais na natureza, minerais, plantas e animais, instintivamente seguem a lei altruísta da natureza. Apenas o comportamento humano está em desacordo com o resto da Natureza e com o Criador.

Além disso, o sofrimento que vemos ao nosso redor não é apenas nosso. Todas as outras partes da Natureza também sofrem por nossas ações de injustiça.Se cada parte da Natureza segue instintivamente a sua lei, e se somente o homem não o faz, então o homem é o único elemento corrupto na Natureza. Simplificando, quando nós nos corrigirmos do egoísmo para o altruísmo, todo o resto vai ser corrigido, tais como – ecologia, fome, guerra, e a sociedade em geral.

KabbalahBlog

http://www.kabbalahblog.info/2012/02/the-need-for-altruism/?utm_source=newsletter&utm_medium=kabbalahinfo-n265&utm_campaign=the-need-for-altruism

 

Me esforcei para traduzir um artigo do Rabino Michael Laitman, hoje recebido. Este texto me encantou e, por isto, acredito que vocês também gostarão dele. Os que são versados na língua inglesa poderão apreciá-lo no original, e se tiverem sugestões para melhorar a tradução, por favor as envie.

http://mlist.kbb1.com/files/blog_mihaelya_laitmana_eng_wb.html

 Deixo-lhes com uma indagação: Rav. M. Laitman está sendo um visionário ou um profeta?

Nosso entendimento em relação a natureza, indicando uma lei que obriga a nos conectar uns com os outros como um todo, manifesta-se dentro do ambiente. É por isso que a nossa atitude para com o ambiente, construindo com base nesta lei, é mais importante do que a atitude para a própria Natureza. A coisa principal é construir um meio ambiente.

Não é à toa que milhares e milhões de pessoas são forçadas a deixar seus empregos, tornando-se desempregados; precisamos abrir cursos para professores, educadores e facilitadores. De fato, neste trabalho, cada um de nós é um professor, um educador e um assistente em relação aos outros. Portanto, todos terão que passar por este processo de aprendizagem e adquirir uma nova “profissão”, que significa tornar-se um “Ser Humano” em uma nova sociedade. Cada um de nós deve subir para um nível em que  seremos capazes de entender o que acontece na Natureza, e que está acontecendo dentro de nós, quais as formas de relações que podemos construir com o outro.

Segundo a pesquisa, se uma pessoa se encontra em um ambiente onde há influência mútua, ele não pode escapar. Esta influência mútua o obriga, o envolve, e querendo ou não, ele muda. Vemos como o meio ambiente molda os nossos filhos apenas por exemplos. O ambiente nos educa e  adquirimos , em na nossa vida,novas formas de comportamento, relacionamentos, e uma nova escala de valores.

É por isso que nem sequer se contam os nossos desejos, sejam eles por comida, sexo, família, dinheiro, conhecimento, poder, ou centenas de outras coisas. Não devemos nos preocupar com a forma de usarmos esses desejos, mas com a sua direção (e isto é o mais importante!). Em outras palavras, a coisa mais importante é apenas a minha intenção no uso do meu “eu” com relação a todos os meus desejos. Devo transformar o uso de todas as minhas habilidades para o benefício da sociedade, e então o meu “eu” vai se transformar em “nós”. E, a partir desta noção de “nós”, que é como que uma reunião de indivíduos, chegaremos ao conceito de “UM“. E este “UM” já está em equilíbrio, em unidade com a única lei que nos governa.

Então, a pessoa se torna um Ser Humano, e começa a entender sua natureza e suas características gerais. Nesse caminho, estuda uma série de leis internas, as leis da psicologia e do universo, e absorve tudo o que existe na natureza, atingindo seu mais alto grau, o grau desta força única que nos afeta, e na forma que hoje a percebemos como “crise“ ela nos convida a abordá-la. Este caminho é projetado para ensinar uma pessoa a se tornar um ser humano, como alcançar o melhor, mais seguro e mais confortável estado, o estado de integridade. Portanto, devemos ser gratos a esta situação que nos leva a uma nova era, para o mundo cheio de bondade.

No entanto, hoje ainda não começamos este processo e ainda não estamos conscientes disto; nossas vidas parecem sem sentido; estamos com medo do que espera os nossos filhos e netos. Então, as pessoas não querem ter filhos e nem sequer compreender o seu lugar neste mundo. Mas tudo é exatamente o oposto! No sentido real da palavra, “crise” significa um novo nascimento, o limiar de uma nova humanidade. A realização das nossas maiores esperanças está à frente de nós. 

Temos que começar a perceber essa lei única, e em um tempo muito curto, dentro de algumas semanas, vamos sentir o quanto ela funciona, como o “hábito torna-se uma segunda natureza”, o quanto não podemos viver sem mostrar uma boa atitude para com o outro. E se por acaso nos esquecemos disto, temos de lembrar um ao outro, enquanto estamos juntos, unidos, quando todos nos sentimos uns aos outros, o que é um aconchegante e desejado estado, tanto assim que iremos querer voltar para lá novamente.

Vamos esperar que, graças ao nosso apoio mútuo, possamos chegar a este estado, aonde um esquema, um hábito, vai nos ajudar a alcançar a boa natureza do amor.

 

Traduzi (que petulância!) mais um artigo de Michael Laitman – de qualquer forma poderão vê-lo no original:

https://mail.google.com/mail/?tab=wm#inbox/13498e7e198ea0ca

Os grifos também são meus. TENHAM UM FELIZ 2012!!!

 

O que você quer dizer quando você está falando de harmonia?

É fácil entender o que é harmonia.

Harmonia é o resultado de duas forças que existem na natureza: a força de doação (a força positiva) e a força de receber (o negativo), que se manifestam em diferentes níveis (biológico, físico, moral, e assim por diante) como sistemas equilibrados. Se essas forças estão equilibradas no corpo humano, o corpo é absolutamente saudável. Se estão em equilíbrio na natureza, significa que estamos em um estado de repouso absoluto. A falta de equilíbrio leva a todos os tipos de movimentos.

Naturalmente, o desequilíbrio é necessário porque produz vida. É a interação constante entre estas duas forças, dentro de certos limites, a variação de sua relação uma com a outra que cria a vida. Por exemplo, a expansão e contração do tórax, do coração e de outros órgãos são movimentos produzidos pelas forças opostas que se dão suporte e se complementam uma a outra. Vida é o que ocorre entre estas forças, devido à sua interação adequada e harmoniosa.

No nosso desenvolvimento, vamos chegar a um ponto em que toda a comunidade humana atingirá precisamente este modo de operação através do qual todas as suas partes irão oscilar mutuamente. Mas essas oscilações, como a respiração, serão interdependentes umas com as outras, quando a força de doação é igual à força de recepção. Elas irão alternadamente interagirem uma com a outra: Quanto mais doamos à natureza, mais iremos receber; quanto mais recebermos, mais teremos que doar.

Então, vamos viver em harmonia, homeóstase[i], o que significa um estado de apoio mútuo. A natureza que nos leva a um estado de equilíbrio entre suas duas principais forças, a força de dar e a de receber, pretende que cheguemos a esta harmonia. É  a tendência geral da natureza.

Não podemos fazer nada com esta lei geral, universal. Só podemos compreender para onde vamos e como nos encaixar voluntariamente, conscientemente, nos seus movimentos – movimentos externos a nós e absolutamente obrigatórios. Assim, nos sentiremos confortáveis, não só no estado final no qual chegaremos, mas em cada uma de suas fases de desenvolvimento.


[i] Aurélio: homeóstase [De homeo- + -stase.] – Substantivo feminino.
1.Fisiol. Med. Tendência à estabilidade do meio interno do organismo.
2.Cibern. Propriedade autorreguladora de um sistema ou organismo que permite manter o estado de equilíbrio de suas variáveis essenciais ou de seu meio ambiente.