Category: Vida Sadia


A SEGUNDA POESIA DE SILÉA STOPATTO. SEI QUE IRÃO GOSTAR.

                                                                                                       Aprendendo a amar                                                                                                                  família.com.br

 

Fui, há tempos, aluna brilhante:

Não tinha rival que vencer me pudesse!

Sabia de cor a matéria estafante

E ninguém me seguia, embora quisesse!

Geografia aprendi, aprendi Português,

História eu li de muitas nações;

Escrevia francês, falava inglês

E sabia fazer multiplicações.

                                                                                           Homero citava, de Goethe falava;

                                                                                           Raiz extraía, frações dividia;

                                                                                           Redigir eu sabia, piano tocava.

                                                                                           “É a primeira da classe”, de mim se dizia.

                                 Não sou mais a mesma – o tempo passou –

                                 E parece que a Vida me fez esquecer

                                 O que cedo, na escola, alguém me ensinou,

                                 Pensando que assim me ensinava a viver.

Aprendi muita coisa que o tempo levou

E que hoje, talvez, eu pretenda ensinar.

Mas a vida uma escola melhor me mostrou,

Que me diz quanto vale aprender a amar.

Não adianta saber diminuir ou somar,

Nem poetas citar, equações resolver.

É preciso, isto sim, aprender a amar,

Pois sabendo amar se aprende a viver.

 APRENDENDO A VIVER, STOPATTO, Siléa, Rio de Janeiro, RJ: Eclesiarte Bureau de Edição Ltda, 2013, pg. 11
Nota: O título original desta poesia é, como o título original do livro, APRENDENDO A VIVER.
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Recebi esta pérola de minha filha Damaris, que a encontrou no livro A ALMA CELEBRA, de Lawrence W Jaffe.

…Jung falou  de improviso sobre a relação entre sua escola de psicologia analítica e a religião. Suas Palavras finais foram:

Jesus, vocês sabem, foi menino que nasceu de mãe solteira. Criança que nasce nessas circunstâncias é ilegítima, e há um preconceito que a deixa em grande desvantagem. Sofre de um terrível sentimento de inferioridade que sabe com toda certeza que precisa compensar. Daí a tentação de Jesus no deserto, onde o diabo lhe ofereceu todos os reinos do mundo. Nessa proposta, ele se defrontou com seu pior inimigo, o demônio do poder; percebendo a armadilha, porém, não cedeu, respondendo, “Meu reino não é deste mundo”. Mas mesmo assim, tratava-se de um “reino”. E lembremos aquele incidente estranho, a entrada triunfal em Jerusalém. O fracasso supremo aconteceu na crucificação, nas trágicas palavras, “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Para compreender a tragédia absoluta dessas palavras, precisamos entender o que elas significavam: Cristo viu que toda sua vida, dedicada à verdade de acordo com sua melhor convicção, fora ilusão terrível. Ele a vivera por inteiro de modo absolutamente sincero, fizera experimento honesto, mas mesmo assim tudo não passava de compensação… Como vivera uma vida plena e de entrega total, porém, conquistou o corpo de ressurreição.     Precisamos todos fazer o que Cristo fez. Precisamos fazer nosso experimento. Precisamos cometer erros. Precisamos viver nossa própria visão da vida. E haverá erros. Se evitarmos o erro, não vivemos; num sentido, inclusive, podemos dizer que cada vida é erro, pois ninguém encontrou a verdade. Vivendo desse modo, conhecemos Cristo como irmão, e Deus se torna  homem verdadeiramente. Isso soa como blasfêmia terrível, mas não é. Pois só então podemos compreender Cristo como ele quereria ser compreendido, como um semelhante; só então Deus se torna homem em nós mesmos.

Poderia parecer que falo de religião, mas não. Falo apenas como filósofo. Às vezes as pessoas me chamam de líder religioso. Não sou isso. Não tenho nenhuma mensagem, não tenho missão; apenas procuro compreender. Somos filósofos no sentido antigo da palavra, amantes da sabedoria. Isso evita ás vezes a questionável companhia dos que oferecem uma religião.                                                                                                                                                                     E assim a última coisa que gostaria de dizer a cada um de vocês, meus amigos, é : Vivam sua vida da melhor maneira que puderem ainda que ela se baseie no erro, porque a vida precisa ser desfeita, e às vezes chegamos á verdade através do erro. Então, como Cristo, terão concluído seu experimento. Assim, sejam  humanos, procurem compreender, procurem esclarecer, e proponham suas hipóteses, sua filosofia de vida. Então poderemos reconhecer o Espírito vivo no inconsciente de cada indivíduo. Então nos tornaríamos irmãos de Cristo.

Mais um pouco ded Einstein. Tudo aqui é importante, mas chamo a atenção para a visão dele sobre a “competitividade” – igualzinha à minha (Chato, né!).

“Não basta ensinar ao homem uma especialidade. Porque se tornará assim uma máquina utilizável, mas não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto. A não ser assim, ele se assemelhará, com seus conhecimentos profissionais, mais a um cão ensinado do que a uma criatura harmoniosamente desenvolvida. Deve aprender a compreender as motivações dos homens, suas quimeras e suas angústias para determinar com exatidão seu lugar exato em relação a seus próximos e à comunidade.

Estas reflexões essenciais, comunicadas à jovem geração graças aos contactos vivos com os professores, de forma alguma se encontram escritas nos manuais. É assim que se expressa e se forma de início toda a cultura. Quando aconselho com ardor “As Humanidades”, quero recomendar esta cultura viva, e não um saber fossilizado, sobretudo em história e filosofia.

Os excessos do sistema de competição e de especialização prematura, sob o falacioso pretexto de eficácia, assassinam o espírito, impossibilitam qualquer vida cultural e chegam a suprimir os progressos nas ciências do futuro. É preciso, enfim, tendo em vista a realização de uma educação perfeita, desenvolver o espírito crítico na inteligência do jovem. Ora, a sobrecarga do espírito pelo sistema de notas entrava e necessariamente transforma a pesquisa em superficialidade e falta de cultura. O ensino deveria ser assim: quem o receba o recolha como um dom inestimável, mas nunca como uma obrigação penosa.”

Einstein, Albert, 1879-1955; COMO VEJO O MUNDO / Albert Einstein; tradução de H. P. de Andrade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. Tradução de: Mein Weltbild; pg. 16.

Operação pandemia

Gostaria de postar alguma coisa mais edificante, mas me parece que este assunto é urgente. Merece ser considerado.

Estou lendo a Antologia do Extase, de Pierre Weil (vocês podem baixar este livro gratuitamente em seu Site), que apresenta inúmeros e variados depoimentos de pessoas que tiveram experiências transpessoais. Coisas muito interessantes. E  não é que ontem meu filho Esli me encaminha um video de Jill Taylor, neuroanatomista, descrevendo seu próprio derrame celebral: relata sua extraordinária vivência do

“NÓS SOMOS UM”

e afirma repetidas vezes:

“Eu conheci Nirvana!, Eu conheci Nirvana!”

Espetacular, tenho que compartilhar.

Recebi hoje este texto de uma pessoa muito querida, que gostaria de compartilhar:

“Quando você sente que existe algo que você, e somente você, precisa fazer, mas não sabe exatamente o que é, o que você faz? Quando você se sente fortemente impelido a realizar algo, quando o sentido de missão toma conta de você, e te chama para agir de um jeito que ninguém agiria, a fazer o que ninguém faria. Quando você sabe que não é necessário esperar nada em troca, pois seu maior premio já lhe foi concedido, na gratuidade, antes de qualquer realização pela força criadora do amor: sua vida nesta terra. O que você faz? 

Quando existe uma briga dentro de você onde um lado o leva a buscar a recompensa pelo ato a ser realizado, quer seja esta recompensa financeira, ou um simples reconhecimento social, e o outro lado o pede para agir imediatamente, sem busca de retorno ou recompensa, que você faz? Zanga-se? Encontra um culpado para deixar de fazer o que é preciso?

Não estamos no lugar que estamos, convivendo com quem convivemos, por coincidência, por obra do acaso. Temos, cada um, no lugar onde temos a possibilidade de realizar nossa missão, quer seja na construção imediata de uma nova realidade coletiva, quer seja na construção de uma nova e mais consciente realidade interior. O que nos move é o amor, é o desejo de manter e preservar esta vida nesta terra. Qualquer reação que não reflita amor está em conexão com o SISTEMA, e não com a Criação.

A quem ouvimos, com quais energias estamos sintonizados? 

Cada vez mais nos vemos cercados pelo SISTEMA, sofrem mais aqueles que já atingiram algum grau de consciência acerca do controle que tenta nos dominar, mas não dão os passos necessários para sua caminhada; sofrem menos aqueles que aceitam seu papel, naquilo que fazem, e dizem não, conectados com seu interior. Sempre foi assim, desde a antiguidade. Hoje, porém, a quantidade de despertos é maior, e eles estão em várias esferas de nossa sociedade, ajudando a encaminhar para a LUZ aqueles que assim escolheram, apesar dos riscos que esta escolha representa. 

Pessoas com objetivos comuns unem-se, pela força da grande inteligência. Algumas vezes entre elas formam-se elementos que deturpam o verdadeiro objetivo de sua união. Relações de trabalho regidas pelo capital, pela competição, impedem ou dificultam a ação do AMOR para a produção da mudança necessária; a liga não se dá no nível da colaboração mas sim da competição e da exploração. 

O individualismo atualmente impera e impede que as pessoas se vejam em sua essência. As forças superiores as colocam juntas e é preciso esforço para que permanecem juntas pelo propósito que as uniu. 

Casamentos, amizades, empresas… isto acontece a todo momento. Somos ainda pouco evoluídos para perceber as forças que nos controlam e abdicar de agir movidos por qualquer coisa que não seja nosso EU SUPERIOR, que não seja o grande Amor que nos une a todos. 

Precisamos mudar nossas relações, precisamos dar chance de criar novas formas de trabalho e de relacionamento, novas formas de criar em conjunto. Novas formas menos egoístas e não centradas no medo da perda: perda da propriedade, perda do poder, perda do status, perda da falsa sensação de segurança oferecida pelo SISTEMA, que nos deixa cego para nossa mais profunda e assustadora realidade atual: a de que juntamente com a destruição do planeta, estamos, em nossos menores atos, aprisionando a essência do outro e a nossa em conseqüência disto…estamos nos desumanizando….”

Sandra Souza

Cuidado com a Normose

Através de minha irmã recebi um texto que achei espetacular. Perguntei-lhe se era dela e se podia postá-lo; não era, mas indagou de quem o recebera; também não era de sua autoria mas entendeu que nada impediria sua publicação. Logo, aí vai ele – e espero que gostem tanto quanto eu. 

Normose
Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito “normal é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido.

Quem não se “normaliza” acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós?
 
Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?
Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.
Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha presença através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, sejam lá quem forem todos.
 
Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira.
Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias.
Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu “normal” e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.
O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.

É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.”

P.S: Se você conhece o autor, por favor nos informe para que o divulguemos.