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Huberto Rohden, como vocês sabem, bem como todos os espiritualistas, comentam insistentemente sobre o nosso Ego. Mas este artigo de Michael Laitman me pareceu que traz uma mensagem desesperadamente urgente sobre o assunto, de sorte que é impossível não compartilhar. Tentando ser mais claro: vejo um profeta gigante, de braços erguidos, clamando para que se lhe de voz, para ser ouvido pelo povo de D’us.

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, Item 19: O anjo da morte vem com uma espada desembainhada com uma gota de veneno em sua ponta, a pessoa abre a boca, ele joga a gota dentro, e ela morre.

O anjo da morte é o nosso ego que nos isola e nos afasta da espiritualidade o tempo todo. Obviamente, ele faz isso de acordo com esse método, de acordo com o plano geral pelo qual precisamos avançar. Ele tem que crescer para justificar o seu nome, o anjo da morte.

Atualmente, nós vemos que uma crise mundial foi revelada. A humanidade está gradualmente começando a entender que o problema não está numa economia ruim, nem na família quebrada, mas sim na própria natureza humana. Isso significa que não vamos sair da crise através de uma simples mudança do sistema externo. Finalmente, nós chegamos a um entendimento de que o anjo da morte vive dentro de nós e está nos matando. Nós devemos matá-lo nós mesmos, antes que ele nos mate. Com frequência, ele intencionalmente nos isola cada vez mais da boa vida, para que possamos sentir que temos que matá-lo.

A espada do anjo da morte é a influência da Sitra Achra, chamada de “Herev” por causa da separação que cresce de acordo com a medida da recepção, e a separação a destrói.

A pessoa não está preparada para se abster de utilizar o seu ego. Nós vemos que as pessoas continuam a se comportando egoisticamente, mesmo que saibam que estão prejudicando a si mesmas. No entanto, elas são obrigadas a usar o seu desejo de receber e, finalmente: a pessoa é obrigada a abrir a boca, já que é preciso receber a abundância para o sustento e persistência de suas mãos.

Portanto, nós estamos nos matando de geração em geração, retornando repetidamente a este mundo com um desejo cada vez maior por prazer e, novamente, engolindo aquela gota mortal: No fim das contas, a gota amarga na ponta da espada a alcança, e isso completa a separação até a última centelha do seu espírito da vida.

As pessoas devem finalmente entender que usar o desejo de receber as mata. Não importa o quanto nós ardemos com uma nova esperança de explorá-lo, procurando diferentes formas e tentando superá-lo, apesar de tudo isso, nós entendemos que a nossa natureza está nos obrigando a matar a nós mesmos.

O anjo da morte se mata, mostrando-nos o que está nos fazendo morrer. Ele nos desperta para lutar contra ele. Isso lembra a história do exílio do Egito. No começo, parecia que o Faraó era bom! Com sete anos de fartura, abundância absoluta, parecia que tínhamos conseguido controlar o anjo da morte, e ele estava do nosso lado.

No entanto, no final, nós começamos a sentir os sete anos de fome. Este não era mais o mesmo Faraó. O anjo que nos levou durante toda a vida de repente se tornou cruel. Nós costumávamos pensar que tudo na vida está na nossa frente: com todas as oportunidades do “sonho americano”, vamos continuar progredindo, recebendo mais e mais da vida. Parecia-nos que o mundo inteiro se abria diante de nós para o nosso benefício.

De repente, nós descobrimos que estamos presos dentro deste mundo. Cada dia se torna mais e mais escuro, apertado e horrível, ameaçando nos matar, e por fim, percebemos que o problema não está no mundo. Pelo contrário, está em nós, na natureza egoísta que se encontra dentro de nós e nos inspira a vida, no nosso anjo, ou seja, o nosso poder interno.

Assim, ele está, basicamente, cumprindo o seu papel, como o Faraó que aproximou os filhos de Israel do Criador. Este é o anjo que, por meio da oposição, realiza seu trabalho fiel. Um anjo é uma força da natureza que não tem escolha, uma parte do programa global que age até que, finalmente, sentimos que não temos escolha, e devemos fugir dele.

Posted: 16 May 2013 05:11 AM PDT

http://laitman.com.br/2013/05/veneno-na-ponta-da-espada/

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MAIS UM ENSINO VALIOSO DE MICHAEL LAITMAN, OBTIDOS EM

http://laitman.com.br/2013/04/a-fonte-de-todos-os-problemas-do-universo/

Posted: 29 Apr 2013 04:51 AM PDT

CHAMO A ATENÇÃO PARA O FATO DE COMO SUAS IDEIAS SE CASAM COM AS DA MILENAR MEDICINA CHINESA.

 

 

Pergunta: O que pode motivar um médico a mudar? É claro para o paciente que ele quer ficar saudável, mas para um médico? Como pode um médico e um paciente ser encorajados a se tornar mais próximos uns dos outros?

 

Resposta: Eu nasci e cresci numa família de médicos. Minha mãe é ginecologista, meu pai era dentista, e meus tios também eram médicos. Se, de repente, alguém ficasse doente, logo havia um estetoscópio, medicamentos. Todos sabiam o que fazer, você tinha tratamento, e estava tudo bem, sem problemas. Neste sentido, todo o posto de saúde estava em minha casa.

O mesmo sentimento de família deve existir entre médicos e pacientes; caso contrário, não há confiança em relação ao médico. Mas hoje, um médico não pode permitir isso. Não importa quantos presentes você dê, ele ainda está inundado de pacientes.

Portanto, deve existir um sistema completamente diferente, com ênfase não em medicamentos, mas na atenção à pessoa, tal como na antiga medicina chinesa.

Isto é, o sistema de assistência à saúde deve incluir toda a vida de uma pessoa. Essa é uma tecnologia de vida: como você nasceu, o que você respira, o que você come, o impacto do seu ambiente, como seu corpo reage a tudo isso (como um sistema biológico para o sistema circundante), e como viver a sua vida: casar, dar à luz, ficar velho e morrer.

Mas tudo isso deve ser visto como um sistema que está em equilíbrio com a natureza. Para isso, a pessoa tem que estar orgânica e integralmente conectada à natureza, respeitar suas leis, compreender o que é exigido dela, e como ela tem que estar sintonizada com uma interconexão mútua.

Assim como a harmonia e o equilíbrio dentro de nós significa a saúde do corpo, o equilíbrio na natureza significa a saúde do meio ambiente. Portanto, deve haver homeostase entre nós e o meio ambiente. Nós perturbamos o equilíbrio da natureza, prejudicamos o equilíbrio dentro de nós mesmos, mas o mais importante, isso perturba o equilíbrio entre nós e o meio ambiente. Aqui, nós não correspondemos a ele de forma alguma.

Sabe-se que a natureza circundante age de acordo com a lei de auto estabilização: você dá tanto quanto recebe. Assim, a homeostase é sustentada e o equilíbrio é preservado. Mas nós estamos em absoluta disparidade com a natureza, porque consumimos barbaramente tudo e não damos nada em troca, apenas a poluímos.

Tudo depende da educação da pessoa, da sua educação ambiental em primeiro lugar. Mas nós chamamos isso de educação integral, pois, a fim de mudar a atitude humana em relação à natureza e a sociedade, é necessário mudar o próprio ser humano.

Nós vivemos na sociedade que constantemente nos afeta de forma negativa, e nós fazemos o mesmo, sendo conduzidos por nosso egoísmo: só para consumir, suprimir o outro, ganhar o máximo possível ou, melhor ainda, roubar, sem dar nada em troca. Assim, nós temos que corrigir ambos: o ser humano e toda a sociedade.

Como resultado, nós chegamos a uma única conclusão: o homem precisa ser mudado. A única fonte de todos os problemas do universo é o ser humano. Infelizmente, nenhuma atenção é dada a esta questão.

Portanto, agora nós podemos ver como, por um lado, a crise nos pressiona, e ela vai limpar tudo, mas por meio da sua mão firme. A natureza não conhece dúvidas, ela pressiona de modo que algumas espécies sejam extintas, e isso é o que pode acontecer com a humanidade: tudo está caminhando para isto. Nós vamos ter que enfrentar a Idade do Gelo e outros problemas ambientais e sociais. Nós vemos que o nosso desequilíbrio com a natureza não nos leva a nada de bom.

Por outro lado, nós temos o método nas mãos que mostra como podemos mudar o ser humano e torná-lo parte integral da natureza. Então nós seremos capazes de ver toda a natureza: inanimada, vegetal, animal e humana, como um único organismo. A propósito, este é também o ponto de vista da medicina chinesa que trata o ser humano não como uma parte separada, mas como estando integrado no regime geral da natureza.

 

ENTREGAMOS A VOCÊS A SEGUNDA E ÚLTIMA PARTE DO CAPÍTULO DE NILTON BONDER INTITULADO LÁGRIMAS TRÍPLICES. 

Conta-se no Talmude (B.M. 84ª) sobre dois grandes amigos, o Rabi Ionatan e Resh Lakish.  O último era um gladiador profissional que modificou toda a sua vida devido a esta amizade, tornando-se um estudioso como o Rabi Ionatan. Assim a rixa entre os dois é relatada.

Certa vez, o Rabi Ionatan estava banhando-se no rio Jordão quando Resh Lakish passou pelo local. Comentou Rabi Ionatan: “Toda esta força… antes pudesse ser devotada ao estudo da Torá!”

“Sua beleza”, replicou Resh Lakish, “deveria ser para as mulheres”. Disse então o Rabi Ionatan:”Se você se arrepender e mudar de vida, permitirei que se case com minha irmã, que é ainda mais bela do que eu”. Resh Lakish mudou de vida, casou-se com a irmã do Rabi Ionatan e passou a estudar com seu cunhado, que lhe ensinou sobre os livros sagrados.

Em certa ocasião, houve uma disputa na casa de estudos em relação a alguns utensílios – a espada, a faca, a adaga, a foice -, sobre se eram ou não considerados como ritualmente puros. O Rabi Ionatan determinou que o eram desde que tivessem sido passados pelo fogo de um forno.

Resh Lakish determinou que o eram quando lavados com água.

O Rabi Ionatan imediatamente deixou escapar: “Um ladrão compreende bem seu ofício” (referindo-se ao uso por Resh Lakish destes utensílios em seu trabalho no passado como gladiador).

Ao que Resh Lakish respondeu com ódio: “E como foi que você me ajudou?” “Lá (no circo romano) eu era chamado mestre e aqui também”.

O Rabi Ionatan sentiu-se profundamente atingido (pela indicação de que não teria ajudado Resh Lakish) e recusou-se a perdoá-lo. Em razão disto Resh Lakish adoeceu e em seguida morreu.

O Rabi Ionatan entrou em depressão profunda… rasgando suas roupas e chorando intensamente: “Onde estás tu, filho de Lakisha? Onde estás, filho de Lakisha?”, até que enlouqueceu. Os rabinos rezaram para que pudesse se ver livre de sua miséria e pouco depois ele também morreu.

Impressionante neste relato é a capacidade que pessoas complementares, ou pessoas que se admiram e precisam muito uma da outra, têm de iniciar processos de briga. Entre amigos que acreditam doar-se muito um ao outro, o senso de traição e ingratidão é intolerável. Podemos percorrer juntos com o Rabi Ionatan a trajetória de seu ódio. Talvez sentado em frente a Resh Lakish, tenha visto este expressar-se com segurança, repetir frases e ideias que ele, o Rabi Ionatan, lhe havia ensinado. Por razões muito próprias, o Rabi Ionatan sentiu-se inseguro diante da força de Resh Lakish. Observou-o enquanto falava, sentiu ódio. Um ódio normal, de quem diz para si mesmo: “E quem lhe ensinou tudo isto, se não eu? Fala tanto, como se fosse senhor do que diz, mas dar-se-á conta de que deve tudo isto a mim?” Tivesse Resh Lakish percebido isto, teria podido, com uma única referência de gratidão a seu mestre Rabi Ionatan, evitar sua ira. Mais que isto, poderia tê-la transformado em puro carinho e amor. Isto porque o ódio, instantes antes de “calcificar-se”, é matéria facilmente moldável em amor, desde que a correta química se processe. O Rabi Ionatan, por vários momentos, resistiu para que não lhe escapasse um comentário maldoso. Porém, quanto mais resistia, maior era sua tentação.

No momento em que Rabi Ionatan pronuncia sua decisão com relação aos utensílios ritualmente puros ou impuros e a vê contestada por Resh Lakish, o sangue lhe sobe à cabeça. Sente-se apunhalado por dentro, sangrando por dentro. Deixa então escapar seu comentário sobre o passado de Resh Lakish que é, para o ouvinte iniciado, um claro desabafo ciumento. O Rabi Ionatan já estava carente antes de sentir-se agredido pela dissidência de seu amigo. Naquele instante, no entanto, não resistiu e iniciou um processo que é, entre amigos que se gostam, muito perigoso.

Por outro lado, se percorrermos a trilha do ódio de Resh Lakish, encontraremos que este “flertava” com seus conhecimentos num triângulo amoroso do qual o Rabi Ionatan ainda era o vértice principal. Diante de seu amigo-mestre, ele gabava-se do que aprendera. O Rabi Ionatan infelizmente não percebia que a atitude de Resh Lakish era uma homenagem ao mestre que lhe propiciara a possibilidade de regeneração. Resh Lakish, muito provavelmente, queria demonstrar que era tão capaz como seu mestre e desejava “renegociar” sua amizade. Queria rever a relação de gratidão e atualizá-la de outra forma. O Rabi Ionatan, no entanto, recusava-se. Em vez de reconhecê-lo também como mestre, o Rabi Ionatan preferiu trazer de volta à memória de Resh Lakish o fato de que este havia sido até pouco antes um gladiador. A única forma que Resh Lakish encontrou de devolver o golpe foi reforçar sua posição de que a amizade por gratidão teria que esgotar-se: “Não, eu não sou grato! Afinal, por que seria? Se aqui me chamam mestre, lá também o faziam!” E estas palavras foram ouvidas pelo Rabi Ionatan com a crueza de quem já não se encontra no nível do ciúme, mas no da inveja.

Era difícil para ambos perceber que lutavam por sua amizade, discordavam de como deveriam dar prosseguimento a ela e vertiam lágrimas tríplices. Iludiram-se por momentos de que eram inimigos. Pagaram muito caro pela sua incapacidade de negociar seu amor e suas necessidades.

A CABALA: DA COMIDA, DO DINHEIRO E DA INVEJA - BONDER, Nilton – 1.999, Imago Editora, Rio de Janeiro (RJ), A CABALA DA INVEJA, IV – EM BRIGA, pg.s 357/361.

QUE TAL APRENDER MAIS UMA LIÇÃO COM MICHAEL LAITMAN:

 

Pergunta: Será que não se elevar acima dos problemas físicos leva à apatia em relação à vida física?

Resposta: Você constrói a sua vida espiritual especificamente acima desta vida física. A espiritualidade é construída apenas acima deste mundo. O nosso mundo foi criado para isso; ele não nos foi dado por acaso. A vida do nosso corpo fisiológico é maravilhosamente disposta no mesmo padrão do mundo superior, como um ramo que se assemelha a sua raiz, de modo que em todos os eventos neste mundo você vai começar a sentir o que se destaca num nível superior por trás deles.

Nós vemos o quanto diferem as dez pragas do Egito: sangue, rãs, piolhos, e assim por diante, até a praga dos primogênitos. Toda peste é um golpe desagradável, mas todas diferem uma da outra. De acordo com o seu lugar no sistema geral da alma de Adam HaRishon, você passa por tudo o que acontece neste mundo pessoalmente, como golpes em seu ego, internamente.

Especificamente esses golpes ajudam você a sair de si mesmo cada vez mais, graças a sua superação a cada momento. E você abençoa esses golpes, pois sem eles você não tem chance de se tornar livre. O ego mantém você dentro de si mesmo; só através de um golpe é que você vai decidir fugir de lá.

O golpe constrói o ser humano em você, ou seja, Klipat Noga, o terço médio de Tifferet, dando-lhe a oportunidade de pensar no por que você quer sair. Você não quer se esconder e fugir dos golpes, você está pronto para ficar no escuro, mas sim você quer aderir à fonte, ao Criador, agradecendo muito que Ele lhe dá a oportunidade de sair um pouco deste corpo e nos aproximar Dele.

Nesta condição, você começa a ver e sentir uma enorme quantidade de sutilezas e nuances, e desta forma a construir o seu corpo espiritual, ou seja, as dez primeiras Sefirot da Luz Retorno. Essa realmente vai ser a Luz de Retorno, para que você não peça mais para si mesmo, mas sim se eleve acima da escuridão sentida em seu desejo de receber, que se transforma na Malchut contraída.

Você supera essa escuridão e começa a construir uma tela acima. E o seu desejo de satisfazer o Criador é chamado de Luz Refletida, pois você só pensa no benefício Dele. Assim você assume a estrutura inicial do seu Partzuf espiritual, a partir do qual começam estados que se encontram acima da nossa substância, do nosso desejo de receber a fim de receber. Você está separado do seu “Eu”.

http://laitman.com.br/2013/04/na-pista-dos-problemas-fisicos/

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/04/13, Shamati # 36

Hoje gostaria de compartilhar com vocês um texto de Michael Berg, que recebo por ‘RSS’ e que podem encontrar, no original, em http://www.kabbalah.com/blogs/michael.

Na realidade este texto é do dia 17 de outubro/12 e tive a audácia de traduzi-lo. Refere-se à passagem bíblica do dilúvio – que todos nós certamente conhecemos (Gênesis, capítulos 6 a 8) – mas a aborda com uma visão bastante diferente da que os estudiosos cristãos a costumam expor.  É uma visão da Cabalá: preparem-se para assumir responsabilidades por suas vidas diárias.

 

 

               ” A leitura bíblica desta semana é, sem dúvida, a história do dilúvio. No entanto, o Zohar explica que essa porção da escritura também tem dentro de si os segredos para entender o processo pelo qual nossa alma passa no momento em que deixa este mundo. Entender esse processo dá-nos uma maior compreensão de como dirigir e liderar nossas vidas.

A Cabala ensina que há duas maneiras de deixar este mundo. Uma é através da transformação completa do desejo de receber para mim mesmo para o desejo de compartilhar. Uma pessoa pode, tal qual aconteceu com Rabi Shimon Bar Yochai e os grandes cabalistas, passar por um processo onde a alma deixa o corpo e se junta completamente, se unifica, com a Luz do Criador, alcançando o que Rav Ashlag chama devekut. Quando uma alma deixa um corpo em devekut, em completa união, isso é chamado o beijo da morte, não há dor ou escuridão. O corpo simplesmente se reconecta com a Luz do Criador.

Infelizmente, se uma pessoa não se transformou a partir do desejo de receber para si mesmo para o desejo de compartilhar, então há um processo diferente pelo qual  ele passa para a morte. A Gemara nos diz que quando uma pessoa está em seu leito de morte, ele olha para cima e vê uma entidade cheia de olhos, com uma espada. Na ponta da espada é que está a morte física, chamada “a poção da morte”. Quando a pessoa vê a entidade cheia de olhos, ela fica chateada – é importante entendermos que ele não diz que ele fica com medo – ele se torna transtornada, fica abalada com o que vê, por ver esta entidade cheia de olhos. A pessoa abre então a sua boca, e ingere essa “poção da morte”. É por isto que ela morre.

O cabalista Rabbi Natan Adler tem uma explicação para esta história. Ele explica que há duas categorias de ações que levam uma pessoa para esse tipo de morte. Uma é “ta’avah” – o desejo de ter algo para si mesmo, que não ajuda ninguém. A outra é “ga’avah” – ego, a necessidade de ter pessoas que a tratem com o respeito que ela acha que merece, ter as pessoas que a tratem como ela entende que deveria ser tratada, tornando-se irritada se não a tratarem desse jeito. Rabino Adler indaga: “qual é a base dessas ações?” A resposta é – o olho, os olhos físicos, a forma pela qual vejo como estas pessoas me tratam; a forma como vejo estas pessoas agindo em relação a mim. Eu vejo o que essa pessoa fez comigo. Os olhos vêm da raiz de cada uma dessas categorias: ou “ta’avah”, considerando: “Eu vejo isso, eu quero isso tudo para mim”; ou “ga’avah”, o ego: eu vejo que ele não está me tratando bem, vejo que ele não está trilhando o caminho adequado para agir em relação a mim. Cada uma dessas ações cria um olho, um olho que se torna a entidade de olhos que vemos no nosso leito de morte.

Por isso, e este é um segredo bonito e surpreendente – uma pessoa pensa que há um conceito chamado o Anjo da Morte, que traz a morte. No entanto, este não é o caso. Quando uma pessoa nasce neste mundo, tem o poder de viver para sempre. Não há força de morte que pode tocá-lo. Nós, infelizmente, criamos o nosso próprio Anjo da Morte. Quando uma pessoa tem praticado ações suficientes de “ta’avah” e “ga’avah”, quando criou um volume suficiente destes olhos, atingindo uma massa crítica de olhos construídos por suas próprias mãos e ações, o Anjo da Morte é revelado – é seu anjo pessoal da Morte, que ela mesma criou.

Então, o que acontece no momento da pessoa deixar este mundo? Ela fica abalada quando vê a entidade carregada de olhos. Não é porque ela tem medo da morte, ou porque vê o Anjo da Morte, mas sim porque vê o que tem feito. Uma pessoa, antes de deixar este mundo, vê os olhos. Ela abre sua própria boca, porque percebe, “uau, eu já causei toda esta destruição e esta escuridão e dor para mim e para os outros; eu vejo todas as ações do meu desejo de receber para a mim mesmo, todas as ações do meu ego que criaram esses olhos. Certamente eu preciso passar por outra encarnação. Eu preciso deixar este mundo e voltar.” O indivíduo abre sua própria boca e ingere a poção da morte …. porque ele percebe.

É um entendimento bonito e importante: se queremos saber como viver, temos que conhecer esse processo negativo de morte – porque nós temos o poder de evitá-lo. Se continuarmos a agir segundo o nosso ego, partindo do desejo de receber para o nós mesmo, então continuaremos a construir e fortalecer o nosso próprio Anjo da Morte, com os olhos que estão sendo criados. No entanto, por entender este processo e continuamente escolher para transformar nosso próprio desejo de receber para nós mesmos para o desejo de compartilhar, nós temos o poder de arrancar todos aqueles olhos e alcançar o nosso “devekut”, nossa própria reunificação com a Luz o Criador.”

Michael’s blog

GRATIDÃO

Bloguei, em 02/09/2012, A GRATIDÃO PELO PASSADO PREPARA PARA O FUTURO, de autoria do Dr. Michael Laitman. No mesmo boletim recebido em meu email, estava outro artigo – TUDO COMEÇA COM GRATIDÃO, que pode ser lido na íntegra em http://laitman.com.br/?s=Tudo+come%C3%A7a+com+gratid%C3%A3o.

Chamou-me a atenção a densidade de informes sob o tema em epígrafe. Lembrou-me GLENN STUART MENSAGENS POSITIVAS –  https://www.facebook.com/groups/glennstuartmensagenspositivas/,

que, por influência da Seicho-No-Ie, posta mensagens sobre o assunto com muita frequência.  Compeliram-me a reunir, muito resumidamente – é óbvio -, alguns textos nesta direção.

 

Primeiramente, do TUDO COMEÇA COM GRATIDÃO, também postado pelo Dr. Laitman em 29/08/2012, apenas seu pedacinho final que chama a atenção pelo radicalismo do enfoque (afinal está se falando sobre confiança no Eterno):

Gratidão! Qualquer ação humana, não importa qual, deve começar com isso. Diz-se que, mesmo se uma espada afiada fosse colocada sobre sua cabeça, você ainda teria que agradecer e esperar firmemente que isto fosse apenas para o melhor. Assim, a Luz age em você para que exatamente essas condições críticas o coloquem na atitude correta para com o governo superior.

No dia 1º de set/2012, naquele Blog, foi postado – Gratidão pelo Criador é o Elevador para Novas Subidas, do qual destaco:

No artigo ” O Futuro de Um depende e está ligado à Sua gratidão pelo Passado,” está escrito: O louvor e gratidão que cada um dá ao Criador pelo passado expande os sentimentos, os Kelim, suas propriedades e suas capacidades para sentir e apreciar no coração e na mente a influência do Criador sobre ele. E cada um é exaltado por todos os pontos de interação entre eles, começando a sentir e a compreender a Quem está a apresentar o resultado dos seus trabalhos, e de acordo com isso, expandindo as suas propriedades, ele ascende cada vez mais a novas sensações.

 

Todo mundo conhece aquelas folhinhas da SEICHO-NO-IE que traz uma mensagem para cada dia – agora também disponível na Internet http://www.sni.org.br/#, Mensagem do Dia. Pois é, estes ensinos foram obtidas lá:

Se você tem o hábito de se queixar de tudo, trate de se corrigir. Em vez de pensar no que lhe falta, repare nas coisas que desfruta fartamente e agradeça: “Graças a Deus, tenho isto”, “Que bom ter isto e aquilo!”. Manifeste em palavras essa alegria e verá como ocorrerão fatos gratificantes e felizes.

 

No ser humano está latente a energia infinita. Que precisa ele fazer para exteriorizá-la? Não deve ser obstinado nem querer fazer-se de valente. Basta viver com alegria e boa disposição, agradecendo a tudo e a todos. Com isso, ele consegue manifestar plenamente a maravilhosa força vital. (do livro Kansha no Kiseki(3) – Seicho Taniguchi ).

 

Somos todos dotados da Vida de Deus, que se manifestou neste mundo por meio de nossos antepassados e nossos pais. Estamos vivos aqui e agora graças a eles. Ao cultivarmos gratidão a eles, sintonizamos com as “ondas espirituais” da provisão infinita de Deus e enriquecemos espiritual e materialmente. (do livro Onna no Jodo(6) – Masaharu Taniguchi).

 

É comum a pessoa adoecer após sentir muita raiva, insatisfação ou tristeza. A cura ocorre quando o paciente substitui a raiva pelo perdão, a insatisfação pela gratidão e a tristeza pela alegria, reconhecendo que, graças às adversidades, sua alma pode se aprimorar. (do livro A Verdade, vol. 1, Masaharu Taniguchi).

 

Quando você passar a agradecer a todas as coisas do céu e da terra, tudo se tornará seu aliado. E, então, não haverá nada que o prejudique. Fracasso nos negócios, surgimento de doença, falha na educação dos filhos, enfim, todos os problemas se originam da falta de gratidão. Ao cultivar o sentimento de gratidão, tudo se arranja da melhor maneira. (do livro Vamos ler a “Chuva de Nectar da Verdade , Seicho Taniguchi).

 

E a Bíblia cristã? Sabe o que descobri? Na minha velha Bíblia, não encontrei em sua secção de Concordância Bíblica, a expressão “Gratidão”. Mas é lógico que a gratidão faz parte do dia-a-dia cristão. E a gratidão está entranhada na Bíblia. No Site da Sociedade Bíblica do Brasil – http://www.sbb.org.br – se fizerem uma pesquisa com a palavra “graças” irão jorrar os textos bíblicos. Senão, pegue a sua Bíblia e abra nos Salmos: verão que 99% deles falam de louvor e manifestação de confiança em Deus. Louvar não implica em agradecer? Os cerimoniais e festas estabelecidos no Velho Testamento visam, todos, o louvor e ações de graças ao Criador. Diferentemente da Seicho-No-Ie a cultura judaico-cristã foca todo seu agradecimento, do mais fundo do coração, a Deus – o que faz sentido, pois todas as coisas veem dEle. Agradecer aos pais, aos antepassados, por exemplo, é bom, mas se está na metade do caminho, pois eles vieram de Deus e fomos colocados no mundo por intermédio deles graças à determinação do Eterno. Mas o agradecimento ao Criador não impede, de forma alguma, o agradecimento aos pais, aos irmãos, aos avós, aos amigos – qualquer manifestação de agradecimento e carinho a toda e qualquer pessoa – sempre fará muito bem para eles e para nós também. Mesmo àqueles que agem de forma que possa parecer nos prejudicar. Olha a espada na cabeça. Ensina a Cabala: “Diz-se que, mesmo se uma espada afiada fosse colocada sobre sua cabeça, você ainda teria que agradecer e esperar firmemente que isto fosse apenas para o melhor.”

Não sei se me engano, mas não me parece ser prática das igrejas ditas cristãs agradecer as dificuldades e aqueles que as provocam. Há uma cultura de se personalizar um “inimigo”, um “adversário” (Satã, Diabo….). Contudo, em um belíssimo pronunciamento do apóstolo Paulo aos Romanos, acredito vislumbrar a posição “radical” da Cabala atrás mencionada:

Romanos
5.3   E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência,

5.4   a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança.

5.5   Essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos deu.

 

Mas vejamos mais alguns  versículos bíblicos ensinando-nos a sermos gratos:

1 Crônicas 16.34   Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre. 

Neemias 12.46   Pois já outrora, nos dias de Davi e de Asafe, havia chefes dos cantores, cânticos de louvor e ações de graças a Deus.

Salmos:

30.4   Salmodiai ao SENHOR, vós que sois seus santos, e dai graças ao seu santo nome.

50.14   Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo;

69.30   Louvarei com cânticos o nome de Deus, exaltá-lo-ei com ações de graças.

100.4   Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome.

107.8   Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!

118.1   Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.

147.7   Cantai ao SENHOR com ações de graças; entoai louvores, ao som da harpa, ao nosso Deus,

 

Mateus 11.25   Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos.

 

Marcos 14.23   A seguir, tomou Jesus um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos; e todos beberam dele.

Filipenses 4.6   Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.

Colossenses 4.2   Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.

Apocalipse 7.12   dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!

 

Mas quando a lição é gratidão, todo pregador cristão irá se lembrar deste texto:

Lucas

17.12   Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos,

17.13   que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós!

17.14   Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados.

17.15   Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz,

17.16   e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano.

17.17   Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?

17.18   Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?

17.19   E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.

Portanto, a conclusão é esta:

Salmos 37.5

Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.

Colossenses 3.15  

 Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos.

Do Blog pessoal do Dr. Michael Laitman – http://laitman.com.br/ – recebi este artigo de fundamental importância, postado em 29/8/2012:

Quando uma pessoa olha para sua história, nas várias décadas em que viveu, ela vê como o Criador a levou a seu estado atual, aproximando-a gradualmente Dele, colocando-a em muitos estados que pareciam desnecessários, ridículos, e situações totalmente sem sentido, períodos da vida que pareciam totalmente desnecessários.

Na verdade, quando uma pessoa aceita tudo, até mesmo que não entenda ainda porque teve que passar por tudo isso, a gratidão pelo fato de que o Criador lhe trouxe ao seu estado atual por este caminho, e pelo o fato de que está começando a revelar o Criador agora, em sua gratidão por justificar o passado, ela chega à intenção correta, ao estado correto no presente.

O “artigo 26″ do Shamati, “Seu Futuro Depende De Sua Gratidão Pelo Passado”, também fala sobre como é impossível se relacionar corretamente com o futuro se você não justifica seus estados passados ​​ao aceitar totalmente o fato de que tudo isso vem do “Não há ninguém além Dele”. Se isso acontecer, é sinal de que tudo tinha que acontecer do jeito que aconteceu até o presente, e a pessoa não deve se arrepender de nada que aconteceu de uma forma ou de outra.

Só a partir do estado atual, quando todas as contas anteriores terminaram, é que a pessoa pode ser grata antecipadamente pelo futuro e estar num estado de doação livre, movimento livre em direção ao Criador, quando não há nada de negativo em suas relações passadas. Pela correção da atitude da pessoa em relação ao passado, ela se prepara para o futuro.

O Criador nos coloca intencionalmente em todo tipo de voltas, reviravoltas e metamorfoses, e mantém uma memória negativa desses eventos em nós. Nós, na verdade, não lembramos dos momentos positivos; nós só lembramos os negativos porque o ego se lembra dos momentos em que não recebeu, onde foi enganado, onde poderia ter vencido, mas perdeu, etc. Se eu justifiquei a Providência do Criador no passado, isto não conta como no passado, mas em vez disso é transferido para o futuro. Assim, eu construo um vaso, a atitude correta para o futuro, e por isso estou pronto para seguir em frente.

Por isso, é impossível iniciar a partir do momento atual simplesmente eliminando o passado. Isto nos foi dado para que agora, neste momento, sejamos capazes de olhar para o futuro corretamente e nos relacionar corretamente com o Criador.

Se eu estou totalmente reconciliado e aceito com gratidão tudo o que senti como negativo em relação a mim mesmo, o mundo, meus parentes, e as pessoas mais distantes, ao Criador e tudo o que Ele fez para mim, se entendo que por isso fui pelo meu caminho, e agora, graças à subida acima dele, apesar do meu ego e da minha crítica egoísta, eu posso transformar todos os meus sentimentos anteriores em gratidão, em adesão ao Criador. Não é que eu simplesmente O perdoo, mas sim entendo, percebo e sinto que agora me foi dada a chance de iniciar uma conexão com Ele. Portanto, eu estou pronto para revelá-Lo.

Portanto, o futuro de uma pessoa depende e está ligado a sua gratidão pelo passado. Se corrigirmos a nossa atitude em relação ao passado, de críticas para gratidão, de tristeza e decepção para alegria, criaremos o vaso correto para a revelação do Criador.

 

 

 

Faz tempo que não coloco um artigo do Dr. Michael Laitman. O que segue abaixo foi postado em 29/08/2012 no Site:

http://laitman.com.br/2012/08/o-capitalismo-quer-que-nos-divorciemos/

 

Nas Notícias (do The Guardian): Gostamos de pensar que somos livres no mercado livre; que estamos para além das forças da publicidade e manipulação social através das forças de mercado. Mas existe uma nova tendência social – a ascensão da “pessoa solteira” como modelo consumidor – que nos apresenta um paradoxo. O que antes pensávamos como sendo radical – ficar solteiro – pode agora ser reacionário.

As relações de longo prazo, como o trabalho para toda a vida, estão a ser rapidamente desregulamentadas no curto prazo: os arranjos temporários sem promessa de compromisso, como o sociólogo Zygmunt Bauman nos têm alertado por mais de uma década. É difícil para duas pessoas estar auto empregadas, sem uma promessa de um futuro estável. O capitalismo quer que sejamos solteiros.

Ser solteiro, tem sido visto desde os anos 60 como uma escolha radical, uma forma de rebelião contra o conformismo capitalista burguês. Como o sociólogo Jean-Claude Kaufmann diz, a mudança da vida familiar para estilos de vida sozinhos no século 20 foi parte de um “irresistível ímpeto de individualismo”. Mas esta “liberdade” parece muito menos glamorosa quando vista através da perspectiva das mudanças de consumismo planeadas.

Agora faz sentido econômico convencer a população para viver sozinha. Os solteiros consomem 38% mais produtos, 42% mais empacotamento, 55% mais eletricidade e 61% mais gasolina per capita que famílias de quatro pessoas, de acordo com um estudo feito por Jianguo Liu da Michigan State University. Nos EUA, solteiros nunca-casados na faixa dos 25 aos 34 anos, ultrapassam as pessoas casadas em 46%, de acordo com o Population Reference Bureau. E o divórcio é um mercado em crescimento: uma família quebrada significa que duas casas têm de comprar dois carros, duas máquinas de lavar, duas TVs. Os dias da família nuclear como unidade de consumo ideal acabaram….

O consumismo agora quer que você seja solteiro, então vende isto como sexy. A ironia é que agora é mais radical tentar estar numa relação de longo prazo e num trabalho de longo prazo, para planear o futuro, talvez até tentar ter filhos, do que ser solteiro. Casais e ligações de longo prazo com outro numa comunidade, parecem agora a única alternativa radical às forças que irão reduzir-nos ao isolamento, nômades alienados, procurando cada vez mais ligações temporárias “de arranjo rápido” com corpos que transportam dentro deles a compreensão da sua própria obsolescência interna.

Meu Comentário (do Dr. Laitman – é claro): É assim que o capitalismo olha para a sociedade, apenas como um consumidor dos seus produtos. É esta atitude de egoísmo em relação à humanidade e à natureza que nos levou a uma confrontação com a natureza, à crise, e agora podemos ver a inutilidade do egoísmo para a nossa existência. Para sair da crise, precisamos começar a corrigir a nossa natureza egoísta.

O desejo de escravizar toda a gente e o mundo inteiro é um desejo natural do egoísmo em nós. Mas a natureza tem um plano: levar-nos a todos ao equilíbrio, à igualdade, e unidade. Se não reconhecermos esta necessidade, então através da crise este plano irá ainda ser implementado. É realmente uma pena para as vítimas.

Como prometido em 14/06/2012, com a lição A LEI DO TIKUN, está transcrito abaixo a última porção da Parte 6 – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA – do interessante livro de Yehuda Berg. Como expliquei na ocasião, este ‘best seller’, graças a Kabbalah Center do Brasil, está disponível para ser obtido gratuitamente, apenas com o desembolso das despesas postais, no seguinte endereço:

http://www.kabbalahcentre.com.br/

E, sem mais delongas, vejam o Fazendo Milagres.

 

Em uma carta a meu pai, Rav Brandwein, seu mestre, explicou esse princípio. Está escrito no Sagrado Zohar (Beshalach, 180):

 

A oração em que as pessoas rezam e imploram ao Criador especialmente em tempos difíceis, Deus no livre, é parte dos caminhos espirituais da natureza para apressar a salvação e ajudar em tempos de dificuldades. Mas para que um milagre acima das leis da natureza aconteça, o autossacrifício é exigido. Isso é o que o Criador quis dizer quando Ele disse a Moisés: “Por que você está implorando a Mim?”

Um milagre (abertura do Mar Vermelho) além dos caminhos da natureza física tem que ser revelado aos filhos de Israel, e assim [Deus ordena a Moisés]: “Fale aos filhos de Israel que eles têm que seguir em frente”, que eles mostrem autossacrifício no nível Abaixo. E então o nível Mais Alto, que reorganiza todos os sistemas (naturais) e faz com que os mares cheguem à terra seca, irão despertar e “Ele converte o deserto em lago e a terra seca em fontes de água” (Salmos 107:35) e apressará a salvação para Seu povo, não de acordo com as leis (literalmente, caminhos) da natureza.

 

Se você quiser ver verdadeiros milagres acontecendo em sua vida, tente acabar com os pensamentos de incerteza quando enfrentar obstáculos aparentemente insuperáveis. Comece dirigindo seu foco para remover o Pão da Vergonha, sem focar os resultados. Lembre-se de que nós já obtivemos os resultados no Mundo Sem Fim. Michael já havia obtido no Mundo Sem Fim a alegria de ter os cem mil dólares em seu bolso. Contudo, o que Michael não havia ainda obtido no Mundo Sem Fim era a capacidade de ser proativo e liberar seu gene de Deus. Ele ganhou essa oportunidade neste mundo quando o dinheiro desapareceu e ele não reagiu.

 

Como Michael aproveitou essa oportunidade de remover o Pão da Vergonha e de se transformar, passando de reativo a proativo, ele realizou o objetivo final do Recipiente: tornar-se a causa de sua própria plenitude em vez de ser um efeito e criar algo novo, ou seja, uma consciência proativa em vez de reativa.

 

Depois que Michael tornou essa atitude, a Luz pôde fluir livremente. O dinheiro ficou livre para voltar a ele, porque Michael havia realizado o propósito da Criação. Se tivesse reagido, Michael teria perdido a oportunidade e o dinheiro poderia ter desaparecido de vez. Ele também iria ser forçado a confrontar um desafio/oportunidade semelhante novamente em algum ponto no futuro, porque ainda haveria um tikun, uma transformação esperando para acontecer em sua vida.

 

Para ajudar a manter um estado mental proativo em situações difíceis, temos o Décimo Primeiro Princípio da Kabbalah:

Princípio Onze:

QUANDO OS DESAFIOS PARECEM AVASSALADORES, INJETE CERTEZA.

A LUZ SEMPRE ESTÁ LÁ.

 

Injetar Certeza em uma situação não significa que sempre obteremos os resultados que desejamos. Certeza significa sabermos que a mão da Luz – que não vemos – está conosco. Talvez haja alguns momentos em que o placar mostre que não estamos vencendo, mas no final não há como perder esse jogo.

 

Lembre-se de que a adversidade em qualquer situação é um elemento verdadeiramente positivo. Da mesma maneira que o antídoto para uma mordida de cobra contém veneno de cobra, a Luz está contida nos obstáculos da vida.

 

Precisamos também nos lembrar de que ter Certeza não significa que obteremos o que queremos, mas que receberemos o que precisamos em nossas vidas para darmos prosseguimento a nossa transformação e finalmente vencermos o jogo da vida. Precisamos ter Certeza, não importa qual seja o resultado colocado à nossa frente. Precisamos ter Certeza de que o importante é a nossa resposta proativa e nada mais. Não os resultados. Ter Certeza é aceitar a responsabilidade pela negatividade que atinge nossas vidas. É reconhecer que as coisas ruins acontecem porque plantamos uma semente negativa em algum ponto de nosso passado. Não se trata de sermos culpados pelo que fizemos; é simplesmente a maneira como as coisas funcionam. Quando superamos nossa incerteza, criamos bênçãos e milagres não apenas para nossa vida pessoal, mas também para o mundo.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 183 – 186.

 

Mais uma lição de “O PODER DA KABBALAH”, de Yehuda Berg. Boa leitura. 

Fugindo dos egípcios, os israelitas foram encurralados às margens do Mar Vermelho. O faraó e seu exército os perseguiam, empenhados em aniquilá-los totalmente. De repente, o Mar Vermelho se abriu, produzindo duas paredes maciças de água que subiam até o céu. De acordo com o Zohar, todas as águas da terra se abriram e se ergueram até os céus.

No momento em que o faraó e seu exército já estavam bem próximos, Moisés implorou ajuda a Deus. O Zohar explica que Deus respondeu com uma misteriosa pergunta: “Por que você está chamando a mim?” Essa pergunta oculta uma profunda verdade espiritual: Deus não abriu o Mar Vermelho para os israelitas.

Mas, se o Criador Todo-Poderoso não abriu as águas, quem o fez?

Encontramos a resposta a essa pergunta sempre que enfrentamos uma grande dificuldade em nossa vida. Por exemplo, milênios após o incidente do Mar Vermelho, uma situação crítica aconteceu em um pequeno estabelecimento comercial de propriedade um aluno do Kabbalah Center, nos Estados Unidos. Não foi uma questão de vida ou morte como a que os israelitas enfrentaram no Mar Vermelho, embora naquele momento assim o parecesse para esse aluno. Os nomes foram trocados, mas a história é verdadeira.

Michael era proprietário de uma organização de vendas diretas, com escritórios em várias cidades da América do Norte. Depois de um dos melhores períodos de vendas na história da empresa, Michael foi passar dez dias de férias em Miami, nos Estados Unidos, com a esposa e os filhos.

No primeiro dia de volta das férias, o contador de Michael entrou em sua sala. Obviamente sem jeito, explicou que um dos gerentes de vendas da empresa, o qual havia declarado ter feito vendas substanciais durante as três últimas semanas de dezembro, jamais havia colocado o dinheiro na conta bancária da companhia. E o pior é que ele era o melhor gerente de vendas com o melhor desempenho na organização.

“Quanto dinheiro está faltando?”, Michael perguntou.

O contador engoliu em seco e disse: “Cento e cinco mil dólares.”

Michael serviu-se de um copo de água e deu um pequeno gole. Ele relembra: “Naquela hora, eu tinha uma séria escolha a fazer, e tinha que ser feita rapidamente. Eu poderia fazer o que havia aprendido em minhas aulas de Kabbalah ou poderia atirar tudo pela janela por causa da alta soma de dinheiro em jogo. Dependia de mim.”

Muito tempo já se passou desde a abertura do Mar Vermelho, mas foi o conhecimento da Kabbalah que permitiu tanto aos antigos israelitas como a esse homem de negócios moderno descobrir a surpreendente solução de seus problemas.

Michael tinha que tomar uma decisão naquele momento. Deveria reagir com medo, pânico e raiva? Ou deveria recorrer ao que havia aprendido em seus estudos de Kabbalah – incluindo a lição oculta da abertura do Mar Vermelho – e escolher a alternativa proativa?

Eis aqui o que Michael aprendeu com a história dos israelitas à beira da destruição. Os israelitas de fato escaparam. E, sim, o Mar Vermelho se abriu. Mas não foi Deus que fez isso acontecer. Quando Deus perguntou a Moises por que ele O estava chamando, Deus estava dando a entender que Moisés e os israelitas tinham o poder de abrir o Mar Vermelho por si mesmos. Deus estava revelando uma das leis espirituais da vida: Supere sua própria natureza reativa e os céus o ajudarão a superar as leis da Mãe Natureza, pois as duas estão intimamente ligadas.

Fazer isso exige total Certeza, e esse é o significado codificado na história do Mar Vermelho. Os israelitas foram forçados a pisar nas águas do mar e a prosseguir com total Certeza, antes que uma única gota de água começasse a abrir caminho para eles. Foi exigido deles que resistissem à incerteza impregnada em sua natureza.

De fato, o Zohar nos conta que o Mar Vermelho não se abriu antes que as águas atingissem as narinas dos israelitas. Só então, com as águas quase entrando em seus narizes, foi que os israelitas abriram mão do controle e demonstraram Certeza de que o resultado seria positivo. Eles colocaram suas vidas nas mãos da Luz. Uma fração de segundo depois eles estavam respirando facilmente à medida que as águas se abriam em direção aos céus.

Michael também estava à beira de se afogar. Ele olhou para seu contador e disse: “O gerente nunca roubou o dinheiro. O dinheiro não está faltando”.

Depois acrescentou: “Você nunca pode perder algo que é verdadeiramente seu ou ganhar algo que não é seu. O dinheiro vai aparecer. Se não aparecer é porque não era meu para início de conversa.”

Michael estava injetando proatividade na situação. Ele não reagiria independentemente do resultado. Essa era a chave. Ele tinha certeza de que, qualquer que fosse o resultado, seria o melhor para seu entendimento e crescimento espiritual.

O contador dele também tinha certeza – mas era a certeza de que Michael estava agindo de forma totalmente irracional.

“Então devo só esperar aqui sem fazer nada?”, o contador exclamou. “Não deveríamos começar uma investigação? Estamos tentando gerir uma empresa aqui!” O contador estava completamente preso em sua crença de que o dinheiro havia sido roubado. Michael levou uma hora para convencê-lo a ficar aberto à outra possibilidade.

Michael disse: “Em primeiro lugar, quero que você aceite a possibilidade de que o dinheiro não esteja faltando. Segundo, se estiver mesmo faltando, é porque em um sentido mais amplo ele nunca foi nosso. Nós o teríamos perdido em outro negócio ou nosso lucro no próximo ano seria mais baixo, pois deixaríamos de lucrar exatamente essa quantia. Em outras palavras, não importa o que acontecer, é o certo. Precisamos ter certeza de que, de uma perspectiva espiritual, o resultado será a melhor coisa para a empresa. Uma vez que você tenha atingido essa consciência, continue a trabalhar normalmente.”

Embora o contador não tivesse entendido completamente o que Michael estava dizendo, ele apareceu no dia seguinte com a notícia que oitenta e oito mil dólares haviam surgido em um banco em Winnikpeg no Canadá. “Encontramos os cheques, mas o dinheiro ainda está faltando”, disse o contador.

Calmamente, Michael respondeu: “O dinheiro também vai aparecer. Ninguém pode tirar de você o que é seu por direito. E se ele não aparecer é porque não era nosso desde o princípio.”

Michael estava novamente fazendo uma tentativa proativa de não ser um escravo, de não ser controlado por um resultado, seja ele positivo ou negativo. Conforme veio a se saber, o gerente tinha de fato tentado roubar o dinheiro. Mas, quando chegou à Flórida, nos Estados Unidos, alguns dias depois, mudou de ideia. Telefonou para Michael e confessou tudo.

“Não existe nenhuma dúvida em minha mente de que o conceito cabalístico da Certeza desempenhou um papel fundamental no que aconteceu”, Michael disse depois. “Antes de estudar a Kabbalah, eu teria mandado dois sujeitos com tacos de beisebol para caçar o bandido. Eles provavelmente nunca o encontrariam e eu ainda estaria com um prejuízo de mais de cem mil dólares. Minha pressão arterial teria disparado, eu estaria vivendo uma vida cheia de sentimentos de vingança, vitimização e negatividade. Felizmente estou livre de tudo isso.”

De acordo com muitos ensinamentos espirituais, inclusive a Kabbalah, a consciência cria nossa realidade. O que desejamos é o que recebemos. Se estamos incertos, recebemos a energia da incerteza. Se respondemos a crises com preocupação e pensamento negativo, criamos a probabilidade de um resultado doloroso. Mas podemos também colocar um fim em nossas dúvidas e substituí-las por Certeza, se é isso que desejamos. Podemos interromper a agenda do Adversário e substituí-la por milagres.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 178 – 183.