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Ora comigo

SILÊNCIO XIII

Que tal orar com Tagore?

 

Ora comigo, alma inquieta, em silêncio,

Abrindo a boca sem voz de teu coração e dize:

Eu Te adoro, Construtor das estrelas,

E deslumbro-me na luz dos olhos faiscantes delas,

Por onde me vês.

Contemplo o mar e, no seu vozeirão,

Escuto Tua boca poderosa soprar nas ondas nervosas,

            Que se despedaçam receosas nas areias brancas.

Ouço os ventos,

E entendo a linguagem andante do Teu poder.

Oh! Clara manhã,

            Afoga minha noite nos teus olhos de luz!

Oh! Gota de água,

Umedece os lábios queimados da minha indignidade,

            Para chamar pelo meu Senhor!

Oh! Amor, rompe, rompe meu peito,

Com tuas adagas e floretes,

            Para que Seu grande Amor vença minha infinita

                        Pequenez,

Mergulhada nas águas turvas dos meus erros!

Ora assim, coração,

Em silêncio de fora

E em cântico por dentro,

No Templo da Natureza,

Onde Ele reside!. . .

FILIGRANAS DE LUZ – TAGORE, Rabindranath (pelo espírito de), FRANCO, Divaldo Pereira, Salvador, Livraria Espírita Alvorada Editora, 1986, 3ª edição, pg 69.

 

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Compartilho este excelente artigo de MARCIA GODOY, disponível no Site

http://www.terceiromilenionline.com.br/artigos/o-silencio-eloquente-da-intuicao

com uma nova visão sobre o SILÊNCIO.

O SILÊNCIO ELOQUENTE DA INTUIÇÃO

 

A intuição é a linguagem da alma. Sempre que alguém dá mais importância à linguagem da mente, das emoções ou do corpo, diminui o volume da intuição a tal ponto que parece que a intuição é muda.

A intuição manifesta-se como aquela voz interna que nos conduz além da realidade percebida pelos sentidos objetivos. A intuição lança o Ser rumo à Verdade, extrapola os limites do aqui e do agora, permitindo que a pessoa acesse registros e informações que não dependem do espaço e que são atemporais. É por isso que, pela intuição, sabemos por onde devemos ir, mesmo quando ainda não sabemos que há um caminho a seguir.

Alguns preferem chamar a intuição de “insight” (ou visão interior), outros preferem “revelação”. Isso acontece porque é pela intuição que podemos ver o que os olhos ainda não enxergam e que ouvimos o que nossos ouvidos ainda não escutam. Por ela também sentimos o que nossos sentidos objetivos ainda não captam e, sobretudo, por ela compreendemos o que nossa mente ainda não elabora.

Quando uma pessoa está conectada com sua intuição, é capaz de ouvir sua voz, compreender sua linguagem, que se expressa das formas mais divertidas, algumas vezes, utilizando a força das “coincidências”, ou a sincronicidade. Mas nem sempre a pessoa está conectada com sua intuição e não percebe que está recebendo importantes mensagens contendo as respostas e soluções de que precisa.

Mas, a intuição não pode ficar muda, porque nunca se cala. Ao contrário é a pessoa que se torna surda às suas mensagens e, para que esse “ensurdecer-se” não aconteça, é importante que a pessoa procure sempre estar atenta à sua alma, antes do que aos desejos de seu corpo, dos impulsos emocionais ou das exigências racionais da mente. Como? Ouvindo o silêncio.

A intuição é o famoso “som do silêncio”. Do silêncio interno, caracterizado por sua sonoridade cristalina, pela clareza de suas mensagens. Quanto mais uma pessoa é conectada com sua intuição, mais clara, mais audível e mais compreensível é a intuição. Porém, como muitas pessoas dão mais importância ao que a mente é capaz de traduzir, a intuição recorre a artifícios interessantes para que a pessoa receba a mensagem que precisa receber e traduza ou interprete, por sua mente, o que a intuição quer comunicar. Às vezes, a intuição manifesta-se pelos sonhos, outras vezes, poderosa que é, abre nossos olhos e nossos ouvidos para que vejamos ou ouçamos algo que precisamos ver ou ouvir, para que nossa mente receba a mensagem e fique consciente. Porque também é generosa, algumas vezes a intuição oferece à mente uma ideia brilhante, inspiradora, e nem faz questão de ser reconhecida por isso.

A intuição, a linguagem da alma, é humilde e, por isso, seu silêncio é tão eloquente e sua presença é tão forte e tão leve que parece que em seu lugar só há o vácuo. Enquanto os instintos urgentes do corpo, os rompantes intensos das emoções (ou das paixões) e o orgulho ruidoso da mente (que não se cala jamais e exige razão o tempo inteiro) desconectam a pessoa, a intuição desperta, reconecta com a Consciência e somente pela Consciência podemos alcançar a Verdade.

Este artigo foi escrito por Marcia Godoy em 10 de março de 2012 às 13:10, e está arquivado em Especial do Mês e Terapia Complementar. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta.