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E aí? Estão gostando das mensagens de Yehuda Berg? Então, lá vai um pequeno exercício.

 

Fazer a si mesmo as seguintes perguntas pode ajudá-lo a descobrir seu tikun

  1. Onde meu tikun aparece?

                Quais são meus traços negativos? Onde preciso fazer minha correção? Sou preguiçoso? Costumo procrastinar, empurrar para o futuro o que posso fazer hoje? O que me faz ficar aborrecido? Tenho gênio difícil? Tenho dificuldade de me comunicar? Quando fico estressado, fico impaciente? Sou julgador, crítico?

 

  1. O que é que me incomoda nos outros?

O que é que aperta meus “botões de reatividade”? É quando as pessoas me decepcionam e desapontam? É quando as pessoas são rudes, desagradáveis e sem consideração? É quando não me dão valor? É quando meus amigos ou parentes gritam ou discutem?

Aprenda a identificar seus “botões de reatividade”. Essas são características que você não gosta nos outros e que precisa corrigir em si mesmo.

 

  1. Como estou empacado em minha realidade do 1 por cento, em meus cinco sentidos, em meu intelecto e em meu ego?

Como posso identificar os pontos em que estou empacado? Há padrões em minha vida ou será que tenho certos hábitos que me impedem de vivenciar alegria e plenitude? Fique atento ao tentar descobrir esses padrões e hábitos. Pergunte a seus amigos. Acompanhe o progresso de suas descobertas escrevendo-as em um caderno de anotações.

Uma das coisas que podemos fazer quando não temos certeza do que viemos consertar neste mundo é perguntar. Pergunte a um amigo ou parceiro, alguém em quem você confie: “Você vê um padrão em que eu repetidamente tenha tendência de prejudicar a mim mesmo?”

Neste trabalho, entretanto, precisamos estar dispostos a procurar aquilo que não conseguimos enxergar facilmente – os aspectos ocultos de nosso ego no nível da semente, os quais viemos a este mundo para corrigir.

Depois de ter descoberto a importância de desvelar o trabalho que viemos fazer aqui, chega a hora de mostrarmos mais uma arma do arsenal do Adversário.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 172 – 173.

 

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Vamos aprender mais um pouquinho com Yehuda Berg?

PROCURANDO NOSSO TIKUN

Uma das formas de descobrir quais os traços negativos que precisamos corrigir é quando apertam nossos “botões de reatividade”. Outra forma que nos permite vislumbrar nosso Tikun é procurar padrões repetitivos que nos limitam ou bloqueiam. É como no filme Feitiço do Tempo, em que exatamente as mesmas coisas acontecem dia após dia. O personagem de Bill Murray diariamente tropeça nas mesmas calçadas, pisa na mesma poça de água – até que ele passa por uma mudança de consciência, que o leva a mudar sua forma de agir. Só então a vida dele segue em frente de novo.

Todos nós temos hábitos e padrões, e precisamos reconhecê-los como tal ou nunca mudaremos. Temos que procurar padrões em nossa vida que não nos trazem alegria. Você tem tendência a sempre ter o mesmo tipo de relacionamento que não leva a nada? Você tem um padrão de afastar as pessoas? Você sempre escolhe parceiros que estão emocionalmente indisponíveis?

Uma coisa sempre acontece à pessoa cujo Tikun é ver a si mesma como vítima. Essa pessoa irá sabotar a si mesma repetidamente. Se ela começar a ter sucesso em alguma área da vida, fará alguma besteira em algum momento, para evitar a possibilidade de um futuro desapontamento. Irá sabotar um relacionamento, seja traindo o parceiro ou o convencendo de que não o merece. Irá sabotar uma oportunidade de trabalho, quebrando um acordo, não comparecendo ao trabalho ou sendo relapsa. A maneira de a autossabotagem se manifestar pode variar, mas o padrão básico subjacente é sempre o meso.

É incrível como pensamos que somos todos espertos, habilidosos, realizados. Contudo, com frequência somente depois de passarmos por uma crise é que começamos a realmente enxergar nossos padrões de comportamento. De fato, poucas pessoas escolhem um caminho espiritual ou se comprometem a fazer uma séria autoanálise quando tudo está correndo tranquilamente.

Quando se trata de Tikun, estamos lidando com algo parecido com uma cebola. Há muitas camadas para serem retiradas antes de chegarmos ao centro, e isso requer tempo e esforço. Mas se ficarmos constantemente julgando os outros em vez de olhar para nossos próprios pontos negativos, continuaremos a alimentar nosso ego e a viver em negação. Enquanto vivermos dentro desses padrões negativos, sem trabalhar duramente para encontrar as questões centrais, será difícil enxergá-las.

É importante saber que poderá chegar a hora em que as coisas que faziam disparar nosso gatilho de reatividade durante anos deixem de gerar a mesma resposta. As pessoas sempre farão fofocas ou serão negativas. Elas sempre reclamarão. Mas, uma vez que tenhamos desenvolvido suficiente resiliência[i] e confiança em quem somos, o comportamento delas não mais nos afetará da mesma maneira. Elas não terão mudado, será nossa resposta a elas que terá mudado. Isso indicará que, de uma maneira ou de outra, teremos trabalhado e corrigido aquele aspecto específico de nosso Tikun.

Essas questões e desafios centrais surgirão repetidamente até que os tenhamos corrigido. Um aluno certa vez me perguntou: “Será que vale a pena todo esse esforço para eu mudar a mim mesmo? Eu faço tudo esse trabalho e depois, talvez daqui a 50 anos, em meu leito de morte, obterei a plenitude que mereci?” Ele estava deixando passar despercebido um ponto importante. A PLENITUDE SE ENCONTRA NO PROCESSO. Não se trata de esperar 50 anos para receber nossa recompensa. À medida que removemos camadas de negatividade, revelamos mais e mais LUZ. O alívio e a plenitude vão acontecendo durante o processo de eliminar essas camadas.

Quando estivermos procurando nossas questões centrais, poderemos, antes mesmo de encontra-las, colher a plenitude que vem com o próprio processo de busca. Como já vimos, se estivermos em um caminho de reatividade e ego, estaremos rumando para a escuridão. Mas, se começarmos a percorrer o caminho em direção à LUZ, Ela nos encontrará antes de atingirmos nosso destino. Se caminharmos em direção à LUZ, a LUZ caminhará em nossa direção.

Não encontraremos nossas questões centrais logo no início – essa é a natureza do Tikun. Mas a própria busca já é rica de recompensas. E atrás do Tikun, atrás do ego e do caos, a LUZ estará aguardando para ser revelada.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 169 – 172.


[i] Aurélio: 1.Fís. Propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica.  2.Fig. Resistência ao choque.