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Como prometido em 14/06/2012, com a lição A LEI DO TIKUN, está transcrito abaixo a última porção da Parte 6 – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA – do interessante livro de Yehuda Berg. Como expliquei na ocasião, este ‘best seller’, graças a Kabbalah Center do Brasil, está disponível para ser obtido gratuitamente, apenas com o desembolso das despesas postais, no seguinte endereço:

http://www.kabbalahcentre.com.br/

E, sem mais delongas, vejam o Fazendo Milagres.

 

Em uma carta a meu pai, Rav Brandwein, seu mestre, explicou esse princípio. Está escrito no Sagrado Zohar (Beshalach, 180):

 

A oração em que as pessoas rezam e imploram ao Criador especialmente em tempos difíceis, Deus no livre, é parte dos caminhos espirituais da natureza para apressar a salvação e ajudar em tempos de dificuldades. Mas para que um milagre acima das leis da natureza aconteça, o autossacrifício é exigido. Isso é o que o Criador quis dizer quando Ele disse a Moisés: “Por que você está implorando a Mim?”

Um milagre (abertura do Mar Vermelho) além dos caminhos da natureza física tem que ser revelado aos filhos de Israel, e assim [Deus ordena a Moisés]: “Fale aos filhos de Israel que eles têm que seguir em frente”, que eles mostrem autossacrifício no nível Abaixo. E então o nível Mais Alto, que reorganiza todos os sistemas (naturais) e faz com que os mares cheguem à terra seca, irão despertar e “Ele converte o deserto em lago e a terra seca em fontes de água” (Salmos 107:35) e apressará a salvação para Seu povo, não de acordo com as leis (literalmente, caminhos) da natureza.

 

Se você quiser ver verdadeiros milagres acontecendo em sua vida, tente acabar com os pensamentos de incerteza quando enfrentar obstáculos aparentemente insuperáveis. Comece dirigindo seu foco para remover o Pão da Vergonha, sem focar os resultados. Lembre-se de que nós já obtivemos os resultados no Mundo Sem Fim. Michael já havia obtido no Mundo Sem Fim a alegria de ter os cem mil dólares em seu bolso. Contudo, o que Michael não havia ainda obtido no Mundo Sem Fim era a capacidade de ser proativo e liberar seu gene de Deus. Ele ganhou essa oportunidade neste mundo quando o dinheiro desapareceu e ele não reagiu.

 

Como Michael aproveitou essa oportunidade de remover o Pão da Vergonha e de se transformar, passando de reativo a proativo, ele realizou o objetivo final do Recipiente: tornar-se a causa de sua própria plenitude em vez de ser um efeito e criar algo novo, ou seja, uma consciência proativa em vez de reativa.

 

Depois que Michael tornou essa atitude, a Luz pôde fluir livremente. O dinheiro ficou livre para voltar a ele, porque Michael havia realizado o propósito da Criação. Se tivesse reagido, Michael teria perdido a oportunidade e o dinheiro poderia ter desaparecido de vez. Ele também iria ser forçado a confrontar um desafio/oportunidade semelhante novamente em algum ponto no futuro, porque ainda haveria um tikun, uma transformação esperando para acontecer em sua vida.

 

Para ajudar a manter um estado mental proativo em situações difíceis, temos o Décimo Primeiro Princípio da Kabbalah:

Princípio Onze:

QUANDO OS DESAFIOS PARECEM AVASSALADORES, INJETE CERTEZA.

A LUZ SEMPRE ESTÁ LÁ.

 

Injetar Certeza em uma situação não significa que sempre obteremos os resultados que desejamos. Certeza significa sabermos que a mão da Luz – que não vemos – está conosco. Talvez haja alguns momentos em que o placar mostre que não estamos vencendo, mas no final não há como perder esse jogo.

 

Lembre-se de que a adversidade em qualquer situação é um elemento verdadeiramente positivo. Da mesma maneira que o antídoto para uma mordida de cobra contém veneno de cobra, a Luz está contida nos obstáculos da vida.

 

Precisamos também nos lembrar de que ter Certeza não significa que obteremos o que queremos, mas que receberemos o que precisamos em nossas vidas para darmos prosseguimento a nossa transformação e finalmente vencermos o jogo da vida. Precisamos ter Certeza, não importa qual seja o resultado colocado à nossa frente. Precisamos ter Certeza de que o importante é a nossa resposta proativa e nada mais. Não os resultados. Ter Certeza é aceitar a responsabilidade pela negatividade que atinge nossas vidas. É reconhecer que as coisas ruins acontecem porque plantamos uma semente negativa em algum ponto de nosso passado. Não se trata de sermos culpados pelo que fizemos; é simplesmente a maneira como as coisas funcionam. Quando superamos nossa incerteza, criamos bênçãos e milagres não apenas para nossa vida pessoal, mas também para o mundo.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 183 – 186.

 

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Mais uma lição de “O PODER DA KABBALAH”, de Yehuda Berg. Boa leitura. 

Fugindo dos egípcios, os israelitas foram encurralados às margens do Mar Vermelho. O faraó e seu exército os perseguiam, empenhados em aniquilá-los totalmente. De repente, o Mar Vermelho se abriu, produzindo duas paredes maciças de água que subiam até o céu. De acordo com o Zohar, todas as águas da terra se abriram e se ergueram até os céus.

No momento em que o faraó e seu exército já estavam bem próximos, Moisés implorou ajuda a Deus. O Zohar explica que Deus respondeu com uma misteriosa pergunta: “Por que você está chamando a mim?” Essa pergunta oculta uma profunda verdade espiritual: Deus não abriu o Mar Vermelho para os israelitas.

Mas, se o Criador Todo-Poderoso não abriu as águas, quem o fez?

Encontramos a resposta a essa pergunta sempre que enfrentamos uma grande dificuldade em nossa vida. Por exemplo, milênios após o incidente do Mar Vermelho, uma situação crítica aconteceu em um pequeno estabelecimento comercial de propriedade um aluno do Kabbalah Center, nos Estados Unidos. Não foi uma questão de vida ou morte como a que os israelitas enfrentaram no Mar Vermelho, embora naquele momento assim o parecesse para esse aluno. Os nomes foram trocados, mas a história é verdadeira.

Michael era proprietário de uma organização de vendas diretas, com escritórios em várias cidades da América do Norte. Depois de um dos melhores períodos de vendas na história da empresa, Michael foi passar dez dias de férias em Miami, nos Estados Unidos, com a esposa e os filhos.

No primeiro dia de volta das férias, o contador de Michael entrou em sua sala. Obviamente sem jeito, explicou que um dos gerentes de vendas da empresa, o qual havia declarado ter feito vendas substanciais durante as três últimas semanas de dezembro, jamais havia colocado o dinheiro na conta bancária da companhia. E o pior é que ele era o melhor gerente de vendas com o melhor desempenho na organização.

“Quanto dinheiro está faltando?”, Michael perguntou.

O contador engoliu em seco e disse: “Cento e cinco mil dólares.”

Michael serviu-se de um copo de água e deu um pequeno gole. Ele relembra: “Naquela hora, eu tinha uma séria escolha a fazer, e tinha que ser feita rapidamente. Eu poderia fazer o que havia aprendido em minhas aulas de Kabbalah ou poderia atirar tudo pela janela por causa da alta soma de dinheiro em jogo. Dependia de mim.”

Muito tempo já se passou desde a abertura do Mar Vermelho, mas foi o conhecimento da Kabbalah que permitiu tanto aos antigos israelitas como a esse homem de negócios moderno descobrir a surpreendente solução de seus problemas.

Michael tinha que tomar uma decisão naquele momento. Deveria reagir com medo, pânico e raiva? Ou deveria recorrer ao que havia aprendido em seus estudos de Kabbalah – incluindo a lição oculta da abertura do Mar Vermelho – e escolher a alternativa proativa?

Eis aqui o que Michael aprendeu com a história dos israelitas à beira da destruição. Os israelitas de fato escaparam. E, sim, o Mar Vermelho se abriu. Mas não foi Deus que fez isso acontecer. Quando Deus perguntou a Moises por que ele O estava chamando, Deus estava dando a entender que Moisés e os israelitas tinham o poder de abrir o Mar Vermelho por si mesmos. Deus estava revelando uma das leis espirituais da vida: Supere sua própria natureza reativa e os céus o ajudarão a superar as leis da Mãe Natureza, pois as duas estão intimamente ligadas.

Fazer isso exige total Certeza, e esse é o significado codificado na história do Mar Vermelho. Os israelitas foram forçados a pisar nas águas do mar e a prosseguir com total Certeza, antes que uma única gota de água começasse a abrir caminho para eles. Foi exigido deles que resistissem à incerteza impregnada em sua natureza.

De fato, o Zohar nos conta que o Mar Vermelho não se abriu antes que as águas atingissem as narinas dos israelitas. Só então, com as águas quase entrando em seus narizes, foi que os israelitas abriram mão do controle e demonstraram Certeza de que o resultado seria positivo. Eles colocaram suas vidas nas mãos da Luz. Uma fração de segundo depois eles estavam respirando facilmente à medida que as águas se abriam em direção aos céus.

Michael também estava à beira de se afogar. Ele olhou para seu contador e disse: “O gerente nunca roubou o dinheiro. O dinheiro não está faltando”.

Depois acrescentou: “Você nunca pode perder algo que é verdadeiramente seu ou ganhar algo que não é seu. O dinheiro vai aparecer. Se não aparecer é porque não era meu para início de conversa.”

Michael estava injetando proatividade na situação. Ele não reagiria independentemente do resultado. Essa era a chave. Ele tinha certeza de que, qualquer que fosse o resultado, seria o melhor para seu entendimento e crescimento espiritual.

O contador dele também tinha certeza – mas era a certeza de que Michael estava agindo de forma totalmente irracional.

“Então devo só esperar aqui sem fazer nada?”, o contador exclamou. “Não deveríamos começar uma investigação? Estamos tentando gerir uma empresa aqui!” O contador estava completamente preso em sua crença de que o dinheiro havia sido roubado. Michael levou uma hora para convencê-lo a ficar aberto à outra possibilidade.

Michael disse: “Em primeiro lugar, quero que você aceite a possibilidade de que o dinheiro não esteja faltando. Segundo, se estiver mesmo faltando, é porque em um sentido mais amplo ele nunca foi nosso. Nós o teríamos perdido em outro negócio ou nosso lucro no próximo ano seria mais baixo, pois deixaríamos de lucrar exatamente essa quantia. Em outras palavras, não importa o que acontecer, é o certo. Precisamos ter certeza de que, de uma perspectiva espiritual, o resultado será a melhor coisa para a empresa. Uma vez que você tenha atingido essa consciência, continue a trabalhar normalmente.”

Embora o contador não tivesse entendido completamente o que Michael estava dizendo, ele apareceu no dia seguinte com a notícia que oitenta e oito mil dólares haviam surgido em um banco em Winnikpeg no Canadá. “Encontramos os cheques, mas o dinheiro ainda está faltando”, disse o contador.

Calmamente, Michael respondeu: “O dinheiro também vai aparecer. Ninguém pode tirar de você o que é seu por direito. E se ele não aparecer é porque não era nosso desde o princípio.”

Michael estava novamente fazendo uma tentativa proativa de não ser um escravo, de não ser controlado por um resultado, seja ele positivo ou negativo. Conforme veio a se saber, o gerente tinha de fato tentado roubar o dinheiro. Mas, quando chegou à Flórida, nos Estados Unidos, alguns dias depois, mudou de ideia. Telefonou para Michael e confessou tudo.

“Não existe nenhuma dúvida em minha mente de que o conceito cabalístico da Certeza desempenhou um papel fundamental no que aconteceu”, Michael disse depois. “Antes de estudar a Kabbalah, eu teria mandado dois sujeitos com tacos de beisebol para caçar o bandido. Eles provavelmente nunca o encontrariam e eu ainda estaria com um prejuízo de mais de cem mil dólares. Minha pressão arterial teria disparado, eu estaria vivendo uma vida cheia de sentimentos de vingança, vitimização e negatividade. Felizmente estou livre de tudo isso.”

De acordo com muitos ensinamentos espirituais, inclusive a Kabbalah, a consciência cria nossa realidade. O que desejamos é o que recebemos. Se estamos incertos, recebemos a energia da incerteza. Se respondemos a crises com preocupação e pensamento negativo, criamos a probabilidade de um resultado doloroso. Mas podemos também colocar um fim em nossas dúvidas e substituí-las por Certeza, se é isso que desejamos. Podemos interromper a agenda do Adversário e substituí-la por milagres.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 178 – 183.

MAS UM TRECHO DO CAPÍTULO “A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA”, DO LIVRO O PODER DA KABBALAH, DE YEHUDA BERG.

 

                Graças ao produtor de cinema de Hollyood, Cecil B, DeMille, muita gente conhece a história bíblica do Êxodo, também conhecida como a história dos Dez Mandamentos. Mas a maioria de nós não está familiarizada com o significado dessa história e com sua relevância em nossas vidas.

A narrativa do Êxodo nos conta que os israelitas foram mantidos em escravidão no Egito por 400 anos. Eram escravos e filhos de escravos, mantidos em cativeiro por uma série de cruéis faraós, governantes do Egito. E então surgiu um grande líder chamado Moisés, que, em uma missão divina, conseguiu libertar seu povo. Moisés conduziu os antigos escravos em uma longa e árdua jornada, que incluiu o famoso desvio através do Mar Vermelho, levando-os ao Monte Sinai para um encontro com o destino.

Mas aqui está a parte interessante. Os israelitas, depois de terem sido salvos do Egito, sentiram o gosto da liberdade pela primeira vez em séculos. Mesmo assim, eles passaram a reclamar, a se queixar e a resmungar assim que as coisas começaram a ficar um pouco difíceis no deserto. Na verdade, eles até imploraram a Moisés que os levasse de volta à escravidão.

O Zohar explica que toda essa história foi escrita em código. “Egito” é uma palavra código para nossa existência neste mundo físico. “Faraó” é uma palavra código para o ego humano e a natureza intolerante, voltada para si mesma, e incessantemente reativa da humanidade. Assim, qualquer aspecto de nossa natureza que nos controla é denominado “Faraó”, incluindo:

.Medo                                 .Egoísmo

.Raiva                                   .Inveja

.Competitividade            . Ansiedade

.Insegurança                     . Impaciência

.Baixa autoestima           . Intolerância

Todas essas emoções nascem do ego, e nos controlam e aprisionam. São a corrente e a pesada bola que nos impedem de seguir em frente. São as algemas que nos limitam, as barras de ferro que nos prendem numa armadilha, e os chicotes que nos atormentam. Essa é a mais antiga relação mestre-escravo da Criação, e assume várias formas.

. Somos aprisionados pelos aspectos de nossa existência material baseados no ego: carros, roupas, mansões de luxo, prestígio, poder e posição.

. Nossos caprichos e desejos egoístas reativos nos mantêm em escravidão.

. Estamos em cativeiro de nossos medos e dúvidas.

. Somos prisioneiros das percepções que os outros têm de nós.

. Estamos encarcerados por nossa desesperada necessidade de aceitação pelos outros.

. Somos reféns de uma necessidade constante de superarmos nossos amigos e colegas.

. Alguns estão presos ao trabalho ou à carreira                .

. Outros estão amordaçados e amarrados em casamentos ou relacionamentos.

. Todos nós nos encontramos escravizados pelo mundo físico a nosso redor.

Mas, ao nos conscientizarmos de que ainda estamos presos no Egito – ainda escravos de nosso ego – podemos agarrar a chave que destranca as correntes e nos concede a maior liberdade que um ser humano pode conhecer:

O PODER DA CERTEZA.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 175 – 177.

 

Mas um trechinho do PODER DA KABBALAH, de Yehuda Berg. Bom proveito!

                Sempre que as coisas começam a correr realmente bem, é muito fácil cair na armadilha de acreditar que os bons tempos nunca terão fim. Tornamo-nos arrogantes. Acreditamos que somos infalíveis.

A LUZ vem de duas fontes: O Criador e o Adversário. Lembre-se de que a LUZ do Criador é uma chama eterna, enquanto a LUZ do Adversário é aquele clarão brilhante da explosão de uma banana de dinamite. Quando lutamos para obter sucesso através do comportamento reativo, nosso sucesso vem do Adversário. Quanto mais reativos formos, mais sucesso iremos gerar – mas isso tem um preço. Nunca em toda a história da humanidade os efeitos de nossos desejos de “sucesso a qualquer custo” imediato e egoísta se mostraram tão evidentes: o nome Madoff (Bernard Madoff, presidente de uma instituição financeira que praticou uma fraude de 65 bilhões de dólares que desestabilizou o mercado financeiro)  tornou-se até um verbo. O vazamento de petróleo no Golfo do México é hoje considerado o maior desastre ambiental da história causado pelo homem. Nosso ego nos faz pensar que estamos no topo da onda do sucesso, nos convencendo de que somos infalíveis, até que a onda comece a desabar.

Sob a perspectiva kabalística, o mito de Fausto, que vendeu sua alma ao diabo, está muito próximo da verdade. O princípio faustiano está em ação quase diariamente. Seja reativo e o Adversário lhe dará clarões de Luz. Ele sempre consegue conservar a LUZ do Criador para ele mesmo. Mas, e você? Para você sobra o caos depois que a dinamite explodir.

O Adversário surgirá para nos pagar muito bem por algum tempo, apenas para nos manter em um estado mental reativo. Em outras palavras, ele nos dá uma banana de dinamite com um pavio extralongo (o tempo) para que a ilusão de sucesso e LUZ dure mais tempo.

Quando estamos voando alto, acreditamos que somos os brilhantes orquestradores de nosso sucesso. Nosso ego fica tão inflado e tão cheio de ar quente quanto um balão dirigível. E quando menos esperamos, ele esvazia.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 174 – 175.

E aí? Estão gostando das mensagens de Yehuda Berg? Então, lá vai um pequeno exercício.

 

Fazer a si mesmo as seguintes perguntas pode ajudá-lo a descobrir seu tikun

  1. Onde meu tikun aparece?

                Quais são meus traços negativos? Onde preciso fazer minha correção? Sou preguiçoso? Costumo procrastinar, empurrar para o futuro o que posso fazer hoje? O que me faz ficar aborrecido? Tenho gênio difícil? Tenho dificuldade de me comunicar? Quando fico estressado, fico impaciente? Sou julgador, crítico?

 

  1. O que é que me incomoda nos outros?

O que é que aperta meus “botões de reatividade”? É quando as pessoas me decepcionam e desapontam? É quando as pessoas são rudes, desagradáveis e sem consideração? É quando não me dão valor? É quando meus amigos ou parentes gritam ou discutem?

Aprenda a identificar seus “botões de reatividade”. Essas são características que você não gosta nos outros e que precisa corrigir em si mesmo.

 

  1. Como estou empacado em minha realidade do 1 por cento, em meus cinco sentidos, em meu intelecto e em meu ego?

Como posso identificar os pontos em que estou empacado? Há padrões em minha vida ou será que tenho certos hábitos que me impedem de vivenciar alegria e plenitude? Fique atento ao tentar descobrir esses padrões e hábitos. Pergunte a seus amigos. Acompanhe o progresso de suas descobertas escrevendo-as em um caderno de anotações.

Uma das coisas que podemos fazer quando não temos certeza do que viemos consertar neste mundo é perguntar. Pergunte a um amigo ou parceiro, alguém em quem você confie: “Você vê um padrão em que eu repetidamente tenha tendência de prejudicar a mim mesmo?”

Neste trabalho, entretanto, precisamos estar dispostos a procurar aquilo que não conseguimos enxergar facilmente – os aspectos ocultos de nosso ego no nível da semente, os quais viemos a este mundo para corrigir.

Depois de ter descoberto a importância de desvelar o trabalho que viemos fazer aqui, chega a hora de mostrarmos mais uma arma do arsenal do Adversário.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 172 – 173.

 

Vamos aprender mais um pouquinho com Yehuda Berg?

PROCURANDO NOSSO TIKUN

Uma das formas de descobrir quais os traços negativos que precisamos corrigir é quando apertam nossos “botões de reatividade”. Outra forma que nos permite vislumbrar nosso Tikun é procurar padrões repetitivos que nos limitam ou bloqueiam. É como no filme Feitiço do Tempo, em que exatamente as mesmas coisas acontecem dia após dia. O personagem de Bill Murray diariamente tropeça nas mesmas calçadas, pisa na mesma poça de água – até que ele passa por uma mudança de consciência, que o leva a mudar sua forma de agir. Só então a vida dele segue em frente de novo.

Todos nós temos hábitos e padrões, e precisamos reconhecê-los como tal ou nunca mudaremos. Temos que procurar padrões em nossa vida que não nos trazem alegria. Você tem tendência a sempre ter o mesmo tipo de relacionamento que não leva a nada? Você tem um padrão de afastar as pessoas? Você sempre escolhe parceiros que estão emocionalmente indisponíveis?

Uma coisa sempre acontece à pessoa cujo Tikun é ver a si mesma como vítima. Essa pessoa irá sabotar a si mesma repetidamente. Se ela começar a ter sucesso em alguma área da vida, fará alguma besteira em algum momento, para evitar a possibilidade de um futuro desapontamento. Irá sabotar um relacionamento, seja traindo o parceiro ou o convencendo de que não o merece. Irá sabotar uma oportunidade de trabalho, quebrando um acordo, não comparecendo ao trabalho ou sendo relapsa. A maneira de a autossabotagem se manifestar pode variar, mas o padrão básico subjacente é sempre o meso.

É incrível como pensamos que somos todos espertos, habilidosos, realizados. Contudo, com frequência somente depois de passarmos por uma crise é que começamos a realmente enxergar nossos padrões de comportamento. De fato, poucas pessoas escolhem um caminho espiritual ou se comprometem a fazer uma séria autoanálise quando tudo está correndo tranquilamente.

Quando se trata de Tikun, estamos lidando com algo parecido com uma cebola. Há muitas camadas para serem retiradas antes de chegarmos ao centro, e isso requer tempo e esforço. Mas se ficarmos constantemente julgando os outros em vez de olhar para nossos próprios pontos negativos, continuaremos a alimentar nosso ego e a viver em negação. Enquanto vivermos dentro desses padrões negativos, sem trabalhar duramente para encontrar as questões centrais, será difícil enxergá-las.

É importante saber que poderá chegar a hora em que as coisas que faziam disparar nosso gatilho de reatividade durante anos deixem de gerar a mesma resposta. As pessoas sempre farão fofocas ou serão negativas. Elas sempre reclamarão. Mas, uma vez que tenhamos desenvolvido suficiente resiliência[i] e confiança em quem somos, o comportamento delas não mais nos afetará da mesma maneira. Elas não terão mudado, será nossa resposta a elas que terá mudado. Isso indicará que, de uma maneira ou de outra, teremos trabalhado e corrigido aquele aspecto específico de nosso Tikun.

Essas questões e desafios centrais surgirão repetidamente até que os tenhamos corrigido. Um aluno certa vez me perguntou: “Será que vale a pena todo esse esforço para eu mudar a mim mesmo? Eu faço tudo esse trabalho e depois, talvez daqui a 50 anos, em meu leito de morte, obterei a plenitude que mereci?” Ele estava deixando passar despercebido um ponto importante. A PLENITUDE SE ENCONTRA NO PROCESSO. Não se trata de esperar 50 anos para receber nossa recompensa. À medida que removemos camadas de negatividade, revelamos mais e mais LUZ. O alívio e a plenitude vão acontecendo durante o processo de eliminar essas camadas.

Quando estivermos procurando nossas questões centrais, poderemos, antes mesmo de encontra-las, colher a plenitude que vem com o próprio processo de busca. Como já vimos, se estivermos em um caminho de reatividade e ego, estaremos rumando para a escuridão. Mas, se começarmos a percorrer o caminho em direção à LUZ, Ela nos encontrará antes de atingirmos nosso destino. Se caminharmos em direção à LUZ, a LUZ caminhará em nossa direção.

Não encontraremos nossas questões centrais logo no início – essa é a natureza do Tikun. Mas a própria busca já é rica de recompensas. E atrás do Tikun, atrás do ego e do caos, a LUZ estará aguardando para ser revelada.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 169 – 172.


[i] Aurélio: 1.Fís. Propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica.  2.Fig. Resistência ao choque.

Mais um pedacinho do livro seis O PODER DA KABBALAH, de Yehuda Berg. Ousei botar o título do “post” diferente do título do artigo: creio que fica mais claro para quem não está lendo o livro todo (ainda não? Está esperando o que?). Boa leitura e que a graça do Eterno esteja com vocês!

QUANDO APERTAM NOSSOS “BOTÕES DE REATIVIDADE”

Com frequência fazemos muito bem o trabalho de esconder nosso tikun – até mesmo de nós mesmos. Estamos muito ocupados tentando mostrar ao mundo o quanto somos perfeitos. Assim, o primeiro passo para trabalhar com nosso tikun é reconhecer a bagagem que estamos carregando. Para fazê-lo, precisamos perceber que o Universo é um grande espelho. Olhamos para nosso mundo, nossos amigos, nossa família e perguntamos: “O que eu vejo nos outros que aciona minha reatividade?” A resposta é: os traços que nos incomodam nos outros são os mesmos traços que não gostamos em nós mesmos. O Universo inteiro nos ajuda refletindo nosso Tikun de volta para nós.

Quais são as coisas que nos irritam nas ações e comportamentos dos outros? Ficamos aborrecidos quando nossos amigos estão atrasados e pensamos “será que eles não enxergam que chegar atrasado é uma falta de consideração? Não dá pra acreditar que eles não entendam que isso não se faz!” Ficamos ofendidos quando as pessoas são rudes, ríspidas ou desagradáveis? Ou quando as pessoas levam muito tempo para nos dizer algo? Por que estão nos fazendo perder tempo?

Todas as vezes que um de nossos “botões de reatividade” é apertado, é um chamado para que prestemos muita atenção a um aspecto de nossa reatividade pessoal ou Tikun que precisa ser corrigido. Qualquer coisa que aperte nossos “botões de reatividade” é algo que precisamos mudar em nós mesmos. O Universo está colaborando conosco de tal forma que possamos nos transformar e seguir para o próximo nível de nosso desenvolvimento espiritual. Sem esse processo, estaríamos vivendo uma fantasia de negação, em que tudo estaria perfeitamente arrumado e fluindo lindamente. Mas , se esse fosse o caso, então por que nós viemos a este mundo? Você já conhece a resposta a esta altura: deve haver algo que precise ser corrigido por nós ou não estaríamos aqui.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 168 – 169.

Estou lendo um interessante livro intitulado O PODER DA CABALA (um livro de bolso), de autoria de Yehuda Berg – festejado rabino nos Estados Unidos. Como outro rabino por quem tenho grande admiração – Nilton Bonder – fala de coisas do dia-a-dia com extrema objetividade e, para nós de tradição cristã, sempre traz uma visão diferente para os nossos problemas. No sexto capítulo de seu pequeno livro, esbanja funcionalidade: linguagem simples, direta, convincente.

De forma que não me contenho em colocar neste Blog, em doses homeopáticas – como são cada um de seus artigos -, senão todo seu conteúdo, ao menos a maior parcela de sua “parte seis”.  E o faço sem preocupação de ser questionado pelos Editores, pois na verdade esta valiosa publicação foi apenas “adquirida” e não comprada. Explico: Lá no Site

http://www.kabbalahcentre.com.br/

poderão, vocês também, adquiri-lo gratuitamente – com o pagamento tão somente das despesas de remessa. Façam-no, vale a pena. É óbvio que é um livro sobre Cabala – mas repetem uma regra que aprecio sobremaneira: “Não acredite numa única palavra que ler”, e completa “faça um teste drive das lições que aprender”.

Vamos, pois, ao que interessa.

A LEI DO TIKUN

 

Cada um de nós vem a este mundo para corrigir alguma coisa. Pode ser a bagagem que trouxemos de vidas anteriores ou situações em algum ponto de nossa vida atual em que fizemos curtos-circuitos. Cada vez que não conseguimos resistir a nosso comportamento reativo, temos que corrigir nossa falha. Esse conceito se chama tikun, que literalmente significa “correção”. Tikun quer dizer que podemos consertar e corrigir qualquer aspecto de nosso comportamento que seja reativo, egoísta ou bloqueado. Podemos ter uma correção ou tikun com dinheiro, pessoas, saúde, amizades ou relacionamentos. Há uma forma fácil de identificar nosso tikun: tudo o que for particularmente difícil e desconfortável para nós é parte de nosso Tikun.

Todas as pessoas que realmente nos incomodam em nossa vida são parte de nosso tikun. Se achamos difícil dizer não quando nos pedem algo, porque fazemos parte daquele grupo de pessoas que sempre querem agradar aos outros, esse é o nosso tikun e precisa ser corrigido. Se, em uma situação em que temos que ser firmes, ficamos constrangidos de nos impor, essa é também uma área em que precisamos fazer uma correção. Se achamos difícil confrontar um funcionário ou um chefe, a raiz problema pode ser encontrada no conceito de tikun.

Quando não conseguimos fazer uma determinada correção, nosso tikun se torna mais difícil de alcançar. Não apenas teremos que enfrentar o mesmo problema novamente, mas será muito mais difícil ativar nossa Resistência. Aquele traço reativo em particular se torna mais forte. O Adversário também fica mais forte. E as mesmas correções podem surgir repetidamente em nossa vida atual, assim como em futuras encarnações, até que sejam resolvidas.

Às vezes é fácil demais culpar o comportamento de vidas passadas por nossos problemas nesta vida. Geralmente fazemos tanta coisa ruim em termos de reatividade nesta vida que só isso já é o suficiente para garantir o caos que nos aflige.

Neste exato instante podemos estar cegos ao nosso tikun, mas pelo menos estamos conscientes de que, a não ser que sejamos santos, temos algumas correções a fazer. Esse é o primeiro passo. Em seguida temos que identificar nossas questões centrais.

O PODER DA KABBALAH – BERG, Yehuda – Kabbalah Center do Brasil, Kabbalah Publishing, Parte seis – A CORREÇÃO, A ESCRAVIDÃO E O MILAGROSO PODER DA CERTEZA, pg.s 167 – 168.